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Férias no estrangeiro

A Comissão Europeia criou uma página interessante para que se possa ter um Verão mais descansado no estrangeiro. Fala de aspectos que muitas vezes negligenciamos, como o da saúde. Neste caso, não nos devemos esquecer do Cartão Europeu de Seguro de Doença. Referencia outras páginas importantes, como os direitos que temos em caso de cancelamento ou atraso de voos ou de comboio.

Mas o que ainda não sabia era que as tarifas de roaming sofreram novo corte acentuado. A partir de 1 de Julho passado, o custo das chamadas, e especialmente do tráfego de dados sofreu um baixa acentuada. Assim, nas chamadas de voz efectuadas, existe um limite de 29 cêntimos por minuto, mais IVA. Nas chamadas recebidas em roaming, o receptor da chamada paga agora 8 cêntimos por minuto, mais IVA. Estes valores são francamente inferiores aos praticados ainda há pouco tempo atrás…

No tráfego de dados, o corte é ainda mais substancial. O limite de preço para o carregamento de dados no estrangeiro passa a ser de 70 cêntimos por MB, mais IVA. A facturação deve ser por KB utilizado. Ainda assim, é um valor muito elevado, considerando que algumas páginas Web têm essa dimensão. Assim, se tiver necessidade de utilizar estes serviços no estrangeiro, tenha cuidado com a utilização. Tenha ainda cuidado com as aplicações que utilizam a Internet sem se dar conta. Para poupar nesses custos, não se esqueça de utilizar alguns truques, como os que referimos neste artigo.

Crie uma boa password rapidamente

Password Strength

Password Strength por @xkcd

E agora que vos contei como me livrei de todas as coisas que tinha nos bolsos e de como tenho tudo no telemóvel talvez seja bom contar-vos das preocupações que tive para não perder qualquer informação que tenho no zingarelho (como lhe chama a amiga Teresa C.). Basicamente deve garantir que:

  1. Fazem uma cópia de segurança do telemóvel para o computador;
  2. Fazem uma cópia de segurança do computador para um disco externo; e
  3. Usam uma password para manter a vossa informação longe de olhos dos gulosos.

Em relação a esta última, gosto de contrariar alguns princípios como que a facilidade de uso é inversamente proporcional à segurança e por isso decidi partilhar aqui algo que explica claramente o que muitos tentaram de forma falível descrever textualmente.

Quando escolherem uma password, usem uma frase com palavras em lugar de transformarem a vossa vida num inferno com passwords complexas de criar e fáceis de adivinhar.

Onde guardar os cartões

Card scanning by CardKing

Card scanning by CardKing

Por causa desta conversa sobre organização pessoal lembrei-me de contar como reduzi a minha carteira a quase nada.

Deste que os senhores do marketing se lembraram de tentar cativar clientes com a utilização de cartões de cliente que as nossas carteiras aumentaram em peso e tamanho à força de um cartão de cada vez.

Com os novos amoled display e retina display a imagem dos cartões é garantidamente lida pelos scanners de códigos de barra e por essa razão podemos juntar os cartões de cliente todos que se baseiam em códigos de barra dentro de apps como o CardKing. Esta aplicação permite juntar dentro do vosso smartphone os cartões de cliente e assim vão sempre ter todos sem que eles vos façam inchar a carteira.

Acelerómetro no telemóvel

Accelerometer Monitor

Há muito tempo que andava à procura de um acelerómetro para “brincar”. Sei que tenho um no meu portátil Toshiba, mas apesar de ter um software incorporado, não permite o acesso aos seus dados. Nesta busca incessante, descobri o óbvio: o telemóvel tem um! Uma pesquisa rápida apontou-me na direcção do Accelerometer Monitor, que me deixou logo encantado! Tentei verificar logo se tremia muito, mas o resultado foi estonteante: só riscos em todas as direcções.

Depois levei o carro a dar uma volta, com o software a registar as vibrações/variações nos eixos dos xx, yy e zz. Depois foi só importar o ficheiro gravado e fazer o gráfico abaixo. Recordando o trajecto efectuado, dá para perceber as subidas e descidas, sobretudo na curva a roxo. A tecnologia ainda está longe de estar dominada, mas promete ser melhor que um copo de água do tablier… E ajudar noutras situações, que não apenas na poupança de combustível. Como muitos dos leitores terão um telefone Android, a experiência está mesmoa às mãos de semear! E depois conte-nos as suas experiências…

Acelerómetro num trajecto em Lisboa

Meios de organização pessoal

As carteira por @designerferro

As carteiras por @designerferro

As discussões com o A.Sousa andam em torno de muitos assuntos, desde política económica até coisas tão primárias como açambarcar. Esta semana tratava a questão da organização pessoal e das coisas que trazemos nos bolsos. Quanto mais coisas acumulamos nos bolsos, mais tempo levamos depois a decidir o que fazer com elas.

Desde que comprei um smartphone (que funciona) que o conteúdo dos meus bolsos passou quase todo lá para dentro: desde cartões de pontos com código de barras até às contas do combustível que juntamos para controlar os gastos com os automóveis.

A confiança que depositamos nos papeis é tal que alguns de nós tememos perder tudo, ou porque nos podem roubar o zingarelho (nome dado pela amiga Teresa C.) ou porque este se pode avariar:

  • Podemos reduzir o azar dos nossos dados serem roubados colocando passwords que resistam o suficiente para os limparmos remotamente se isso acontecer.
  • Podemos reduzir o azar de perder os nossos dados mantendo as cópias de segurança sempre atualizadas.

Os equipamentos já trazem muitos deles meios de o fazer, mas a complexidade ou os pressupostos nem sempre são claros. Podemos também adquirir apps (software) nas lojas online dos equipamentos a preços tão convidativos que nem se justifica manter algumas das nossas práticas.

Seja como for, aqui fica o conteúdo atual dos meus bolsos:

  1. iPhone;
  2. Chaves; e
  3. Uma das carteiras na foto (adivinhem qual).

Máquinas Virtuais

As minhas máquinas virtuais

Um dos avanços mais substanciais na informática nos últimos anos foi a virtualização. Há vários anos que utilizo esta estratégia para segmentar o meu trabalho profissional, da vida pessoal, e de concentrar num único computador o que dantes andava disperso por vários.

Na verdade, são as características dos equipamentos mais recentes que permitem que a virtualização agora seja realmente fácil. É suportada directamente no hardware, ao contrário de há uns anos atrás, em que a virtualização tinha uma componente forte de software. A memória disponível hoje nos equipamentos permite que várias máquinas virtuais executem em simultâneo, enquanto cada processador contém o que se designa de vários cores, os quais podem até executar várias threads em simultâneo. No meu caso, tenho quatro cores com dois hyperthreads cada e 8 GB de memória, pelo que posso correr várias máquinas virtuais em simultâneo.

Do ponto de vista do utilizador, são inúmeras as vantagens! Uma das mais importantes diz respeito à facilidade com que se passa uma máquina virtual de um lado para o outro. Fazer um backup é tão rápido quanto copiar um ficheiro de computador. Então, quando se muda de computador, a transferência de ambientes pode ser quase imediata. O facto de se poderem ter vários sistemas a correr em simultâneo (Linuxs, Windows, etc.) introduz muitas outras potencialidades…

Se ainda não descobriu a virtualização, pode começar por descarregar um software como o VirtualBox ou VMware. Depois, pode começar a criar rapidamente ambientes virtuais, procedendo à instalação de sistemas operativos, como se de novos computadores se tratassem. Depois de instalar um, pode até fazer várias cópias (atenção quando há licenciamentos…), e multiplicar assim rapidamente as suas máquinas virtuais. Pode até clonar máquinas físicas, com um software como o VMware Converter.

Com as máquinas virtuais poderá poupar em imensos aspectos. Não precisa de ter vários computadores para tarefas distintas. Poupa tempo e electricidade. É muito mais eficiente que outras estratégias, como por exemplo o dual-boot. Requer, é verdade, equipamentos normalmente mais potentes, mas os computadores novos, hoje em dia, já o são… Mas se o que precisa se limita a um computador, então a virtualização provavelmente não é a solução para si