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Temperaturas à janela

Em artigos anteriores equacionamos a questão da colocação dos radiadores numa habitação. Entretanto, fomos efectuando experiências da evolução das temperaturas fora dos estores, entre os estores e a janela, e dentro da janela. Agora a investigação é no sentido de avaliar a evolução da temperatura interior, aquando do aquecimento de uma divisão.

Na imagem abaixo podemos observar a temperatura junto à janela, em duas localizações distintas. A azul a temperatura a cerca de 50 cm do chão, e a vermelho a temperatura imediatamente acima da janela, a cerca de 2 metros de altura. Como se sabe, o ar quente sobe e a temperatura é sempre superior acima da janela. No dia 10 a temperatura em baixo sobe rapidamente, mas por influência da luz solar desse dia. Note-se que quando o aquecimento é ligado, a temperatura em cima sobe rapidamente, e num valor muito superior à do termómetro inferior. Enquanto em cima a subida foi no máximo claramente superior a um grau, a subida em baixo foi inferior a meio grau centígrado. Depois de desligado o aquecimento, a descida foi quase tão rápida quanto a subida…

O diferencial de arrefecimento que aqui verificamos, junto à parede e janela exterior da divisão é claramente evidente. Ele será maior tanto quanto maiores forem as percas de calor. A luta nestes dias frios de Inverno é, pois, como minimizar este fenómeno de arrefecimento junto à parede exterior, minimizando ainda a corrente de ar frio no chão, entre a parede exterior e o radiador do outro lado da divisão. Disso daremos conta em próximos artigos.

Cruise control

Uma das discussões acaloradas quando se fala de poupança de combustível, é a de se o cruise-control poupa ou não combustível? De uma forma geral, o cruise-control aumenta o consumo, porque ele é incapaz de perceber o que está acontecendo em termos de trânsito, limitando-se a manter estável uma determinada velocidade. Todavia, quando as estradas são niveladas e o tráfego é reduzido, o incremento de consumo não se fará sentir. Quando o condutor também não faz uma eco-condução eficiente, tem dificuldades em manter uma velocidade estável, ou está constantemente a dar-se conta que vai a uma velocidade muito elevada, deixar o cruise-control a uma velocidade aceitável poderá mesmo ser bastante positivo.

A utilização de cruise-control é particularmente desaconselhável em situações de muito tráfego, dado que tenderá a causar muitas travagens desnecessárias. Também a condução em zonas de subidas e descidas tenderá a causar “confusão” ao sistema de cruise-control, enquanto um condutor com noções de poupança tenderá a fazer uma condução muito mais eficiente.

Estes sistemas estão todavia a melhorar. Alguns já interagem com dados de GPS, o que lhes permite uma melhor gestão das subidas e descidas. Melhorias também estão a ser feitas no âmbito dos sistemas de travagem, que podem até causar acidentes em determinadas condições atmosféricas. No futuro, a combinação destes vários avanços pode até levar a sistemas que maximizem a poupança em termos de condução. Mas até lá, um bom condutor superará sempre o consumo do cruise-control.

Temperatura dentro da janela

Neste artigo de há uns dias falamos sobre a influência do fecho de estores na temperatura interior das nossas habitações. Como prometemos, continuamos as medições, e desta vez comparamos a evolução da temperatura exterior com a do interior da habitação.

Neste caso, a temperatura foi medida imediatamente fora do estore (a azul, no gráfico abaixo) e no interior da janela (a vermelho, no gráfico). A temperatura exterior desceu a um valor pouco habitual para a região de Lisboa, ligeiramente abaixo dos 7ºC, durante a madrugada de 8 de Novembro. Nesse mesmo dia, a temperatura máxima apenas superou muito ligeiramente os 10ºC. Dentro de casa, o estore permaneceu sempre fechado, não tendo existido qualquer actividade no período visível.

A constatação que se faz é que a descida de temperatura foi gradual durante toda a madrugada, tendo estabilizado durante o dia, apesar da grande diferença de temperatura entre o exterior e o interior. O interior da habitação registou uma descida de cerca de 1,5ºC, o que é significativo, mas que poderia ser bastante superior, dadas as temperaturas já bastante baixas do exterior. Estamos convencidos que com os estores abertos durante a madrugada, a queda de temperaturas seria superior. Neste caso, e porque não nos foi possível, o estore manteve-se fechado durante o dia, mas também não beneficiaria, dada a inexistência de Sol nesse dia. Continuaremos com estas medições, para avaliarmos o contributo das várias opções para preservar as fugas de calor.

Comando remoto de energia

Num artigo de há duas semanas, evidenciámos como as fichas eléctricas com interruptor são excelentes para reduzirmos substancialmente os consumos de stand by. Com um simples toque podemos desligar tudo de uma só vez…

O problema é que algumas vezes os cabos eléctricos estão em sítios tais, que dificultam o acesso para ligar/desligar o interruptor. O que acontece muitas vezes é que acabamos por nos esquecer, e a isso nos vamos habituando. Foi o que aconteceu cá em casa à extensão onde estão ligados alguns dos equipamentos que mais gastam em stand-by, escondida por detrás da televisão e aparelhagem.

A solução encontrei-a numas tomadas eléctricas com comando remoto! Não foram propriamente baratas, mas já estão pagas há muito… Todos as noites, antes de ir para a cama, é só carregar num comando, e zás! Dois cliques e dois segundos depois, estão desligados vários equipamentos vorazes cá em casa. No dia seguinte, em mais dois segundos, os equipamentos estão de volta!

A parte mais triste foi quando descobri há uns tempos que as tomadas gastavam 3 Wh. Tal significa que consomem 72 Wh num dia, o que significa que é preciso poupar essa quantidade de energia para serem rentáveis. Mas como todas as noites ficam vários equipamentos desligados, a poupança é superior a 200 Wh numa noite. E como em muitos dias também ficam desligados, a poupança é obviamente bastante maior!

Aumentos do IVA

É já daqui a menos de três semanas que aumenta o IVA em vários produtos, que consumimos frequentemente no dia-a-dia. Como uma grande parte destes artigos não são perecíveis, nada como investir algum dinheiro na compra de um stock desses produtos. A compra de um dos artigos que aumenta dos 6% de IVA para 23%, permitir-lhe-á uma poupança de 1,23/1,06 => 16%, pelo que pode ser considerado um bom investimento de curto/médio prazo. Aqui fica a lista dos produtos susceptíveis de investimento, conforme consta do Orçamento de Estado para 2012, retirado daqui:

De 6% para 13%

  • Águas de nascente, águas minerais, medicinais e de mesa ainda que reforçadas ou adicionadas de gás carbónico ou de outras substâncias.

De 6% para 23%

  • Bebidas e sobremesas lácteas;
  • Iogurtes de soja;
  • Refrigerantes e xaropes de sumos, as bebidas concentradas de sumos e os produtos concentrados de sumos;
  • Batata fresca descascada, inteira ou cortada, pré-frita, refrigerada, congelada, seca ou desidratada, ainda que em puré ou preparada por meio de cozedura ou fritura;
  • Ráfia natural

De 13% para 23%

  • Conservas de frutas ou frutos, designadamente em molhos, salmoura ou calda e suas compotas, geleias, marmeladas ou pastas;
  • Frutas e frutos secos, com ou sem casca;
  • Conservas de produtos hortícolas, designadamente em molhos, vinagre ou salmoura e suas compotas;
  • Óleos directamente comestíveis e suas misturas (óleos alimentares);
  • Margarinas de origem animal e vegetal;
  • Café verde ou cru, torrado, em grão ou em pó e seus sucedâneos e misturas;
  • Produtos preparados à base de carne, peixe, legumes ou produtos hortícolas, massas recheadas, pizzas, sandes e sopas, ainda que apresentadas no estado de congelamento ou pré-congelamento e refeições prontas a consumir, nos regimes de pronto a comer e levar ou com entrega ao domicílio;
  • Aperitivos à base de produtos hortícolas e sementes;
  • Aperitivos ou snacks à base de estrudidos de milho e trigo, à base de milho moído e frito ou de fécula de batata, em embalagens individuais;
  • Gasóleo de aquecimento
  • Aparelhos, máquinas e outros equipamentos exclusiva ou principalmente destinados a:
    • –> Captação e aproveitamento de energia solar, eólica e geotérmica;
    • –> Captação e aproveitamento de outras formas alternativas de energia;
    • –> Produção de energia a partir da incineração ou transformação de detritos, lixo e outros resíduos;
    • –> Prospecção e pesquisa de petróleo e ou desenvolvimento da descoberta de petróleo e gás natural;
    • –> Medição e controlo para evitar ou reduzir as diversas formas de poluição.

As baterias e a temperatura

Em artigos anteriores falamos sobre como preservar as baterias, e também problemas que se colocam com a mistura de pilhas. Neste artigo abordaremos um aspecto pouco conhecido da manutenção de baterias e pilhas, e que tem a ver com a temperatura a que são guardadas. Conforme podem ver nos gráficos abaixo, retirados daqui, a temperatura decai sempre com o aumento da temperatura:

Alcalinas cilíndricas:
Alcalinas miniatura:
Lítio (moedas):
Lítio cilíndricas:
NiMH:

Como se percebe facilmente, há que guardar as pilhas e baterias em sítios bem fresquinhos. Há mesmo quem defenda colocá-las no frigorífico, mas nós cá não pomos produtos destes juntos com a comiada… Particularmente desaconselhável é deixá-las em locais muito quentes, como é o exemplo de interiores de automóveis no Verão.