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Filas do IMTT

Filas IMTT no Porto, via JN

Filas IMTT no Porto, via JN

Foi a terceira vez que tive que ir ao IMTT este ano. Das três vezes, perdi tempo sem conta, passei muito tempo ao frio, e paguei para me deslocar de metro e estacionamento para automóvel.

Antes da primeira vez, ainda tinha passado pela Loja do Cidadão, também com filas imensas, mas antes de ser atendido, até me explicaram que tinha que ir à Elias Garcia. Mas explicaram-me que tinha que ir bem cedo, porque se não, não seria atendido. Por essa altura tive a sorte de ler a crónica de Daniel Oliveira no Expresso. Ainda tentei telefonar, enviar emails, mas aquela instituição deve ser tipo um buraco negro, com a qual a comunicação é impossível.

O que se passa no IMTT é um dos piores espectáculos deste País. E não é só em Lisboa, é pelo menos também no Porto, como a imagem acima documenta, retirada do artigo do JN referenciado.  Da última vez que lá fui, foi porque da segunda vez não pediram um papel, que eu até tinha nessa ocasião! Ineficiência pura e simples dos serviços, que alimenta as filas… E olhando para as taxas fixadas para o IMTT facilmente se percebe que para tornar o “Estado um pouco mais eficaz”, nas próprias palavras do Daniel Oliveira, não é a pôr lá mais pessoas que se vai chegar a algum lado. O que há a fazer é acabar com grande parte destes processos maquiavélicos, que só dificultam a vida das pessoas, com grandes perdas de capacidade produtiva. É que 300 pessoas perderem cada uma 4 horas, representa 1200 horas/homem de tempo perdido, o equivalente a 30 semanas de trabalho de uma pessoa…

Por isso, se tiverem que ir ao IMTT, ou a muitos outros Serviços que funcionam de forma similar, aproveitem para planear uma paralelização de tarefas, pois ao menos podem rentabilizar o tempo que por lá passam…

Desfragmentar o disco

Desfragmentador a funcionar

Desfragmentador a funcionar

Desde que conhecemos os computadores pessoais, com o sistema operativo Windows, uma das estratégias habituais de optimização passa pela utilização do desfragmentador de disco. Uma ferramenta que habitualmente tem sido incluída com o sistema operativo.

Em Windows, o processo de desfragmentação muitas vezes traduz-se efectivamente numa optimização do sistema. À medida que vamos escrevendo no disco, introduzindo ficheiros novos ou alterando os existentes, a fragmentação dessa informação pelo disco vai sendo cada vez maior.

Com o avanço da tecnologia dos discos, todo o processo foi ficando mais complexo. Um disco moderno está muito longe de ser um espaço contíguo de informação, sendo que outros aspectos até são mais importantes, como a existência de múltiplos “platters” por disco. E isto já para não falar dos discos SSD, em que o processo de desfragmentação contribui mesmo para uma menor longevidade!

Para tornar a coisa ainda mais interessante, as versões mais recentes do Windows decidiram introduzir a desfragmentação automática. No meu caso, desliguei-a como a imagem acima referencia. Na verdade, o disco é grande, e não prevejo que a fragmentação seja um problema nos tempos mais próximos. E no meu caso, o que eu gostava mesmo é que quando o PC não está a fazer nada, que a luzinha do disco deixasse de piscar, o que não é o caso!  E tudo acontece por causa deste e doutros automatismos…

No meu caso, meses depois de ter desactivado o automatismo, voltei a analisar o disco. Mais de 12 minutos depois, e após roer furiosamente o disco, o resultado foi de 1% de fragmentação… Resolvi então optimizar o disco, tendo ficado mais duas horas! a trabalhar…

Assim, o automatismo vai continuar desligado. Se o fizerem também, não se esqueçam todavia que quando o disco se apresentar mais cheio, e o sistema Windows começar a ficar notoriamente mais lento, que uma desfragmentação poderá ajudar…

Cortinas protegem-nos do frio

Na sequência do artigo em que analisamos o impacto do fecho dos estores na temperatura, e depois de termos analisado a temperatura dentro e fora de janela, analisamos agora como a temperatura evoluiu em função do fecho ou não das cortinas. Nas imagens abaixo, a linha a vermelho representa a temperatura dentro da sala, mesmo próxima das cortinas. A linha a azul representa a temperatura na face interna das janelas, entre estas e as cortinas.

Na primeira imagem abaixo, num primeiro momento, o fecho dos estores causa uma descida da temperatura. Tal deriva do facto de se terem atingido temperaturas mais elevadas com a exposição solar. A temperatura estabiliza com cerca de um grau centígrado de diferença, naturalmente mais baixa junto à janela.

Temperatura dentro e fora das cortinas

Temperatura dentro e fora das cortinas

Quando pouco antes das 23 horas se abandona a sala, fecho as cortinas. Tal não é a prática habitual cá em casa, mas visou a experimentação. Logo depois do fecho das cortinas, a temperatura do termómetro na parte interna das cortinas regista uma subida de temperatura, enquanto à face da janela começa uma descida contínua até ao início da manhã do dia seguinte. A temperatura da sala acaba naturalmente por iniciar um tendência decrescente, embora muito menor. Na manhã seguinte, a abertura dos estores provoca uma descida adicional na temperatura junto à janela, mas depois começa a subir, a qual se intensifica com a abertura das cortinas.

Esta evolução é coerente com a experiência que havíamos efectuado anteriormente. Todavia, no caso deste ano, nos dias em que efectuamos estas experiências, não foi ligado qualquer aquecimento na sala. As cortinas proporcionam uma efectiva barreira térmica, sendo que o espaço entre estas e as janelas consitui uma efectiva câmara de ar.

No dia seguinte, sexta-feira, o fecho dos estores e cortinas fez-se mais cedo, pelas 18:30. Sem praticamente nenhuma actividade na sala, tanto a temperatura na sala, como a junto à janela, foi descendo lentamente.

Temperatura dentro e fora das cortinas

Temperatura dentro e fora das cortinas

Como se pode observar, a temperatura na sala estabiliza em valores muito semelhantes, nos dois dias. No primeiro gráfico, a temperatura entre as cortinas e os estores cai mais. A tudo isto não são alheios muitos outros factores que contribuem, certamente, para esta evolução de temperaturas. No primeiro gráfico, a família ocupou a sala, e isso acaba por ter um efeito de aquecimento, ao contrário da segunda imagem, em que a actividade na sala foi pequena. A temperatura exterior também tem o seu impacto, embora como dissemos anteriormente, a evolução das temperaturas tenha sido relativamente estável ao longo do período analisado. Tal é visível pela observação do histórico de temperaturas, retirado de wunderground.com, para a cidade de Lisboa.

Temperaturas Lisboa 2013-02-25 a 2013-03-02

Temperaturas Lisboa 2013-02-25 a 2013-03-02

Ainda assim, foi particularmente confrangedor olhar para os prédios da vizinhança durante uma destas noites, e ver muitas luzes acesas através das janelas. Como fica evidenciado por esta série de artigos, durante as noites mais frias, há todo o interesse em fechar tudo, e isso inclui certamente os estores e as cortinas… Poupa na conta do aquecimento, e ganha também no conforto!

Temperaturas dentro e fora da janela

Depois de termos voltado a analisar o impacto que o fecho dos estores tem nas temperaturas entre os estores e as janelas, continuamos as experiências na parte interna dos estores. Neste artigo vamos voltar a analisar as temperaturas entre os estores e as janelas, e imediatamente dentro destas, em função do fechos dos estores, e também das cortinas.

Na imagem abaixo, a linha a azul é a temperatura fora da janela, entre esta e os estores, quando estes estão fechados. A linha a vermelho é a temperatura imediatamente dentro da janela.

Temperaturas entre estores e cortinas

Temperaturas entre estores e cortinas

A linha a azul, correspondente à temperatura entre a janela e os estores, seguiu uma evolução muito semelhante à observada no artigo anterior, embora nesses gráficos a cor fosse vermelha. A temperatura sobe imediatamente depois do fecho dos estores, numa amplitude muito semelhante à observada há dois dias atrás.

O comportamento da temperatura na parte interior da janela exibe igualmente uma subida depois do fecho dos estores. Tal significa que também a temperatura interior recupera, o que é o efeito mais positivo no que aos ocupantes do espaço diz respeito. Todavia, quando se fecham as cortinas grossas, a temperatura junto à janela começa a descer, até ao início da manhã. Esta descida depois do fecho das cortinas é igualmente benéfico, pois resulta de mais uma caixa de ar, entre o interior da casa, e o exterior.

Ao início da manhã, quando se procede à abertura dos estores, a temperatura no exterior da janela baixa abruptamente, ao entrar em contacto com o ar frio exterior. Pouco depois, ambas as temperaturas começam a registar subidas, que se intensificam com o aparecimento do Sol.

No próximo artigo abordaremos a diferença de temperaturas no espaço entre as janelas e as cortinas, e dentro da habitação. Felizmente, as temperaturas exteriores têm sido baixas e relativamente constantes, o que permite criar um cenário comparativo assaz interessante.

Caixa de ar entre janelas e estores

Há mais de um ano havíamos avaliado o impacto do fecho dos estores, na temperatura entre estes e a janela, em função da temperatura exterior. Como estes dias íamos ter umas noites ainda mais frias, resolvi voltar a re-experimentar.

Na primeira imagem abaixo assistimos a uma subida significativa da temperatura entre a janela e os estores (a vermelho), logo que estes e as cortinas são fechadas, mesmo quando a temperatura exterior (a azul) continua a baixar. Depois da subida, a temperatura mantém-se relativamente estável até pouco depois da meia-noite, sendo que a partir daí se assiste a uma diminuição contínua das temperaturas até de manhã. Quando os estores foram abertos de manhã, a temperatura do termómetro, antes entre a janela e os estores, desce imediatamente, voltando a subir quando sincroniza com a temperatura exterior.

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Na segunda imagem, relativa à noite seguinte, da noite de dia 25 e madrugada de 26 de Fevereiro, o fecho dos estores é efectuado cerca de uma hora mais tarde. Associado ao facto de que a temperatura exterior também era muito mais reduzida, a temperatura entre os estores e a janela chega a baixar dos 9ºC, menos 2ºC que no dia anterior. Ainda assim, a subida é mais substancial, praticamente atingindo os 13ºC, valor que havia sido superado no dia anterior. Tal evidencia que uma maior quantidade de calor escapou do interior da casa para o espaço entre a janela e os estores, e daí para o exterior. O fecho de cortinas, duas horas mais tarde, marca o início da descida de temperatura entre a janela e os estores, ainda antes de se verificar uma descida sustentada da temperatura exterior.

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Esta experiência reforça as conclusões observadas anteriormente. O fecho dos estores cria uma câmara de ar adicional entre as nossas habitações e o exterior. Parte do calor das nossas habitações escapa-se para aí, mas se os estores estivessem abertos, as perdas de calor seriam ainda maiores.

Continuaremos as experiências estes dias na parte interna dos estores. Entretanto, aproveitem para os fechar o mais cedo possível, para assim manterem as vossas casas o mais quentinhas possíveis.

Reclamar sempre com o objetivo em mente

Doseador com tubagem curta por Laura H.

Doseador com tubagem curta por Laura H.

A amiga Laura H. alertou-nos para uma situação que vale a pena reclamar. Quando comprarem embalagens com distribuidor ou doseador, verifiquem que o tubo chega mesmo lá ao fundo:

Uma quantidade considerável do produto será sub aproveitada uma vez que o tubo não alcança o fundo da embalagem. Estratégias de venda que insultam a inteligência.

Mas a amiga Laura H. não se ficou pelo comentário e foi exigir os seus direitos, reclamando:

Reclamação feita e foi-me devolvida embalagem novinha em folha e com o tubo até ao fim. Terá sido problema de fabrico do lote. Vale sempre a pena reclamar.