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À caça do consumo: o Aquário

Medidor de consumo da Liliana A.

Medidor de consumo da Liliana A.

A amiga Liliana A. escreveu-nos há uns tempos com umas dúvidas sobre o custo elevado da eletricidade, mas já estava a fazer a parte essencial para o baixar: estava a procurar uma solução. A conta de Liliana A. estava nos 160,00 €/Mês o que era muito difícil de explicar.

Começámos por partilhar algumas formas de diagnóstico rápido das condições de consumo, como saber da potencia do contador, se era bi-horário e se tinha algum culpado de preferência.

A Liliana comprou um dos muitos aparelhos de medição de consumo e a caça começou. Fizeram-se apostas de como poderia ser o aquário. Era um excelente candidato, mas sem uma ideia do que consumia não podíamos ajudar. As contagens não precisavam de ser cientificamente indiscutíveis e por isso não era necessário fazer o registo durante 24h. Aqui fica o registo do que a Liliana A. apurou para todos nós:

  • O Aquário custa cerca de 2€/mês.

Chegámos a esta conclusão pegando nos 0.4KWh registados no medidor de consumo e multiplicando-os por 30dias, multiplicando depois o resultado pelo custo do KWh: 0.17 na tarifa simples, já com IVA incluído. Em bi-horário seria ligeiramente inferior, se bem gerido, mas não justifica os 160,00€.

A perseguição vai continuar.

Diferenças de temperaturas em casa

Nesta temporada ainda não ligamos qualquer aquecimento cá em casa. Não é que não tenha estado frio, mas também não tem estado desagradável, apesar de já ter feito bastante frio lá fora. Os termómetros continuam a monitorizar diferentes temperaturas cá em casa, e neste artigo vamos falar sobre as diferenças de temperaturas que vamos observando.

No gráfico abaixo, a vermelho está a temperatura do hall, um local de passagem frequente. A azul está a temperatura de um dos quartos. O hall não é o local mais quente da casa, porque não tem a exposição solar da sala, mas é muito mais quente que o quarto referenciado, até porque este está praticamente orientado a norte.

Como se observa, a diferença de temperaturas é muito significativa entre os dois locais. Está quase sempre próxima dos 2º C. Por isso é que utilizamos algumas técnicas para preservar o calor cá em casa, para além daquelas que aqui já referimos, como isolar os estores e fechar as cortinas. Uma delas é a de fechar as portas que dão para o hall e corredor, durante a noite, por forma a preservar melhor o calor no centro da casa. De dia, quando metade da casa tem exposição solar, abrem-se todas as portas que dão para o hall e corredor para que o calor que entra pela fachada a sul seja repartido pela casa…

Diferenças de temperatura numa casa

Consumo de bloco de tomadas

Bloco de tomadas sem nada ligado, mas a consumir!

Quando há uns dias comprei um bloco de tomadas no Lidl, que nós sugerimos aqui no Poupar Melhor, estava longe de imaginar o que se seguiria. Para mim, um bloco de tomadas é algo que não consome nada, e todas as minhas experiências de medida anteriores tinham-me dito que o consumo daqueles blocos de tomada que têm um interruptor com uma luzinha, tinham um consumo concerteza insignificante, e que eu era incapaz de medir.

Foi por isso com muita surpresa que constatei que o bloco de tomadas que eu testei tinha um consumo entre os 8 e 9 W! Consumia tanto o bloco de tomadas como o consumo em stand-by dos aparelhos lá ligados! Fiz umas contas rápidas, mas a conclusão foi a que então relatei: fui a correr devolvê-las!

Entretanto, munido do mesmo aparelho de medida, fui investigar qual era o consumo dos outros blocos de tomada que possuo em casa. A que tenho na sala, que já viram aqui, consome  0.128 W, enquanto uma existente num dos quartos, visível atrás, consome 0.123 W. A mais comilona é a terceira, também na sala, e que gasta 0.172 W. Estes consumos não existem quando estão desligadas, sendo que também o mesmo acontecia com o bloco de tomadas que comprei no Lidl, pelo que tê-las desligadas é mesmo a garantia de que não estamos a consumir electricidade.

Relativamente aos blocos de tomadas que tenho, se estivessem ligadas o ano inteiro, as duas mais económicas consumiriam cerca de 1.1 KWh, o que ao preço de 0.1393€ + IVA, por KWh, daria um valor anual de quase 19 cêntimos (1.1 x 0.1393€ x 1.23). A terceira da sala consome anualmente cerca de 25.82 cêntimos. Agora comparem com os blocos que devolvi, e que custariam cada um, ligados um ano inteiro, 12.01 euros, um valor superior ao seu custo!

Consumo mais detalhado de uma máquina de lavar roupa

Há quase um ano atrás, havíamos observado o consumo da máquina de lavar roupa, o que voltamos a fazer no início do Verão, com maior detalhe. Em qualquer um dos casos, a monitorização do consumo fazia-se na óptica do consumo total da casa, descontando o consumo de electricidade de base. Tal ocorreu não só pela disponibilidade do equipamento de monitorização, mas muito também pelo facto da nossa máquina de lavar roupa ser encastrada, dificultando o acesso à tomada. E como todas as máquinas de lavar roupa são muito pesadas, só movimentá-la foi uma aventura.

O gráfico abaixo representa os consumos de electricidade no mesmo programa de 55 minutos, com que habitualmente lavamos a roupa em casa. É uma máquina de 7 quilos, com centrifugação a 1200 rpm, e neste caso com uma temperatura de lavagem de 0ºC sem aquecimento da água. Neste artigo abordaremos o consumo de um ponto de vista mais geral, sendo que em três artigos posteriores constataremos algum detalhe, que não é visível neste gráfico.

Numa fase inicial da lavagem, e considerando que não há aquecimento de água, o grande consumo de energia está associado à necessidade de rodar o tambor da roupa. Tal corresponde no primeiro terço do gráfico à alternância entre valores mais elevados, e muito baixos, quando o tambor não está a rodar. A partir desse terço inicial, verificam-se momentos de consumo mais sustentado, correspondentes à fase de centrifugação. Cada uma destas fases será analisada em maior detalhe em próximos artigos.

O consumo total da lavagem de roupa foi de 285 Wh. Ao preço de 0.1393€ + IVA, por KWh, uma lavagem de roupa ficou assim por 0.285 x 0.1393 x 1.23 = 0.0488 €, ou seja menos de 5 cêntimos. O que convenhamos que, para lavar uns 7 quilos de roupa, não é muito caro…

Consumo de máquina lavar roupa

Usar um multímetro para medir o consumo dos equipamentos

DIGITAL CLAMP MULTIMETER WITH DATA-HOLD FUNCTION AND BACKLIGHT

DIGITAL CLAMP MULTIMETER WITH DATA-HOLD FUNCTION AND BACKLIGHT

O amigo Paulo ɐlǝʇuınb do Twitter ficou a saber que o A.Sousa estava a usar um multímetro para medir o consumo dos equipamentos e ficou curioso em saber como era feito. Eu também não me lembrava das aulas de Fisico-química do liceu, mas aqui fica a explicação para todos:

  • O KWh é uma unidade de energia, enquanto um W é uma unidade de potência;
  • Num multímetro também é possível medir Amperes; e
  • A fórmula simplista dá-nos os Watts multiplicando Volts por Amperes:  W=V x A.

A medição usando o amperímetro é feita com o principio que a eletricidade é cobrada ao KWh.

Considerando uma tensão de 220 Volts, W = 220 x A. Para um equipamento que consuma 110 W (0.11 KW), se este estiver ligado durante uma hora, o consumo será de 0.11 KWh, mas se este estiver ligado apenas meia hora, o consumo será apenas de 0.055 KWh.

Assumindo que o equipamento consome sempre o mesmo, depois de multiplicar a potência que consome instantaneamente pelo tempo que estiver ligado obtemos o consumo. Se o consumo for variável (eg. http://www.pouparmelhor.com/praticas/quanto-custa-carregar-o-meu-telemovel/) teremos que calcular os períodos da variação.

Os melhores lugares num avião

A320 da TAP no site SeatGuru

Neste outro artigo, referenciamos quais os lugares mais seguros num avião. Hoje vamos abordar que outros aspectos são interessantes quando se escolhe um lugar num avião. Recordemos que estas dicas são sobretudo destinadas a quem tem, ou pode, marcar antecipadamente um lugar. Note-se que algumas companhias já não têm marcação de lugar, pelo que é tipo autocarro: quem entra primeiro no avião é que escolhe os lugares.

Se o que pretende é ir à janela, então os lugares à janela, na frente do avião são naturalmente os melhores. É daí que terá a melhor vista da janela, porque a meio ou na parte traseira do avião, a asa costuma limitar significativamente a visibilidade. Se gosta de olhar para fora, como eu, então saber qual o trajecto habitual dos aviões numa determinada rota pode levar-lhe a optar pelo lado esquerdo ou direito do avião. Se não sabe qual é a rota habitual, pode espreitar uns dias antes o mesmo voo num dos muitos “trackers” online, que já referenciamos neste artigo.

O lugar à janela é igualmente o melhor para dormir, pois pode facilmente encostar-se a cabeça. Neste caso, uma pequena almofada, especialmente aquelas adaptadas para as viagens, faz pequenas maravilhas. Tenha só em consideração que este é tipicamente o local mais frio do avião, pelo que um agasalho é provavelmente recomendável.

Se é um dos que viaja em voos de negócio, então provavelmente quererá ser um dos primeiros a sair. Ficar nas primeiras filas é quase sempre a solução nestes casos, mas nem sempre assim acontece, especialmente no caso dos voos em que a saída não se verifica pela manga. Mas para garantir as primeiras filas, deve optar por fazer o check-in o mais cedo possível, ou então colocar-se o mais cedo possível na fila de boarding, quando não há reserva de lugares.

O barulho dentro de um avião depende muito do seu tipo. Nos aviões com motores na rectaguarda do avião, como os MD, o ruído é particularmente intenso no fundo do avião. Nos restantes, com aviões nas asas, o barulho é mais uniformemente distribuído pelo avião, embora a traseira continue a ser mais barulhenta. Em termos de turbulência, a parte central do avião, sobre as asas, é quase sempre a menos turbulenta.

Na grande maioria dos aviões, exceptuando os de grande dimensão, as casas de banho estão localizadas na traseira do avião, com a maioria deles a ter também uma casa de banho à frente. Se é um frequentador das casas de banho dos aviões, ficar mais perto desses lugares, e sobretudo junto ao corredor, minimiza os inconvenientes de uma deslocação à casa de banho. Ficar junto ao corredor tem todavia o inconveniente de que provavelmente levará uns encontrões, sendo o pior local para dormir uma soneca…

Mas o que é realmente interessante é dominar as características de cada avião. Sabendo onde são as saídas de emergência permite-nos, por exemplo, ocupar um lugar muito mais espaçoso. Como isso nem sempre é fácil de ver no momento da compra do bilhete ou do check-in, o site SeatGuru fornece-nos informação muito interessante nesse domínio. Aí podemos ver uma análise dos vários aviões das várias companhias, como a imagem acima evidencia. Para todos aqueles que querem ter um conhecimento ainda mais avançado neste domínio, e sobretudo para os passageiros frequentes, é um site indispensável.