Validar Facturas para IRS

Hoje é o último dia (foi entretanto alargado hoje até ao fim do mês) para validar as suas facturas no Portal das Finanças. Se não acedeu nas últimas semanas, não se assuste, pois o grafismo mudou. Para um link mais directo, basta clicar aqui.

Depois de introduzir as suas credenciais, terá que classificar as facturas que o Fisco não conseguiu classificar. Isso deve-se essencialmente às facturas emitidas por entidades com mais de uma actividade.

[NOTA 2015-02-15 22:45: Ao voltar agora ao site descubro que há um botão “Complementar Informação Faturas”, que nos leva a uma página distinta, de muito mais fácil utilização, mas sem todos os itens abaixo… Vou tentar averiguar porquê…]

[NOTA 2015-02-16 16:11: É impossível contactar com a AT. Tentei por vários links da folha de cálculo que referimos aqui. Tentei mesmo contactar o 707 do CAT, mas desliguei depois de muitos minutos sem me atenderem… Vou continuar a procurar a explicação para as diferenças/erros.]

Para o fazer, dentro do site, o processo não é propriamente simples. Deverá seleccionar no menu Faturas a opção “Verificar Faturas”. Aparecerá uma lista das faturas que estão por classificar associadas ao seu número de contribuinte. As que verificar se estão associadas a um dos seguintes itens

  • Manutenção e reparação de veículos automóveis
  • Manutenção e reparação de motociclos, de suas peças e acessórios
  • Alojamento, restauração e similares
  • Atividades de salões de cabeleireiro e institutos de beleza
  • Saúde
  • Educação
  • Imóveis
  • Lares

terá que clicar no respectivo link, depois carregar no link Alterar no final da página que aparece, depois alterar o campo “Atividade de Realização da Aquisição”, e finalmente carregar em Guardar.

O método é um verdadeiro pesadelo, podia estar muito simplificado, mas assim imagino que uma coisa mal feita renda ao Estado mais, umas menos devoluções… E estejam cientes que o que vão arrecadar em IRS vão ser uns trocos muito magros… Ainda por cima, no meu caso, apareceram umas mensagens do género:

  • Valor do campo ‘Código de enquadramento aquisição actividades emitente’ inválido (emitente não tem CAE na secção/classe indicada).
Erro finanças

Erro finanças

Até quando é que os nossos tablets vão funcionar?

PC Velho

PC Velho

Tenho uma dúvida que me corrói. A lógica diz-me que parte da lentidão acumulada nos equipamentos que possuo está em parte na perceção. O que não aceito é que esteja tudo nessa mesma perceção. Não tenho nada concreto. Apenas uma continuada desconfiança que decidi hoje colocar aqui em forma de pergunta: até quando funcionarão os nossos tablets?

O que começou com um enorme crescimento nas vendas, abrandou recentemente. Os fabricantes para continuarem a vender novos tablets com melhores processadores e maiores capacidades de armazenamento terão de apresentar inovações tecnológicas. Na falta destas inovações, os fabricantes estarão incentivados a programar o software de suporte dos seus equipamentos com maior ineficiência na utilização dos recursos disponíveis (gastar mais bateria, demorar mais tempo a abrir uma aplicação…).

Pegando nesta teoria, haverá mais. Com menos vendas, e como a manutenção dos sistemas operativos destes equipamentos não é explicitamente paga, haverá menos dinheiro para a fazer. Por consequência, com a redução de recursos para a manutenção, a lógica é que o resultado será o de piorar o desempenho dos equipamentos. As falhas serão corrigidas, mas a que custo.

Isto também será acelerado pela degradação dos valores pagos aos técnicos programadores e pela transferência de investimento para os departamentos de marketing com o objetivo de forçar mais produto para as lojas e daí para os consumidores. Teremos boas campanhas de marketing com presença de conforto em todos os meios, mas maus produtos sem a capacidade de aceitarem a delegação que devemos fazer neles de coisas tão simples como decorar uma morada e um número de telefone.

Incentivados por cada novo problema de segurança que surja nas notícias, os utilizadores que atualizarem o software nos seus sistemas irão percecionar uma degradação do comportamento do seu equipamento. Uma vez que não existe nenhuma predeterminação do termo de vida do equipamento, não se poderá chamar a esta degradação uma obsolescência programada. Estaremos perante um fenómeno semelhante, mas de obsolescência acumulada. Os pequenos defeitos adicionados a cada nova versão do sistema operativo irão gradualmente reduzir a capacidade de resposta do equipamento.

Alternativa aos sacos de plástico de 10 cêntimos

A taxação de 10 cêntimos dos sacos plásticos parece que é mesmo para avançar no Domingo! Em vez de se cubrirem de ridículo, ainda andam a tentar aldrabar-nos! E para que fique registado, os meus nem sequer eram utilizados 25 minutos… Mas eram reciclados para meter o lixo! A minha contribuição agora para ajudar o Ambiente vai ser utilizar mais sacos plásticos, daqueles duros, que não são tão recicláveis… E não vou contribuir nem um cêntimo para o peditório do Governo!

Para aqueles que se esqueceram desta alternativa, em vez de pagarem 10 cêntimos por cada saco plástico, optem pela estratégia que revelamos no artigo sobre a fiscalidade verde: comprem os sacos de plástico do lixo, e aproveitem para marcar uma posição na caixa!

É que eles saem muito mais em conta que os 10 cêntimos. Podem não ser os mais elegantes, mas até são maiores… Online fizemos uma pequena investigação, e descobrimos as melhores opções:

0.03 por saco, no Jumbo

0.03€ por saco, no Jumbo

Sacos é

0.0385€ por saco, no Continente

Distância ao televisor

A distância a que nos devemos colocar de um televisor deverá ser uma função da sua dimensão. Com o tamanho de ecrãs cada vez maior, a questão que se coloca é se não estaremos demasiado perto de um televisor grande?

O site RTINGS elaborou um gráfico que nos permite ver qual a distância adequada para determinadas dimensões de televisão, bem como de diferentes resoluções, e que reproduzimos abaixo.

Distância adequada a um televisor

Distância óptima a um televisor

Da imagem retiramos imediatamente a conclusão de que quanto maior é a resolução, mais próximos nos podemos colocar do televisor.

O site do RTINGS dá-nos outras formas de ler o gráfico. Imaginemos que temos uma televisão de 50 polegadas. Começando no eixo dos XX, na posição de 50″, vemos que até 0.9 metros, estamos abaixo da linha azul, o que significa que conseguimos distinguir os pixeis de uma resolução Ultra HD. Se subirmos no gráfico, até aos 2 metros já não conseguimos ver os pixeis de Ultra HD, pelo que essa resolução começa a ser excessiva. Todavia, ainda estamos demasiado próximos para a resolução Full HD (1080p). Acima dos 2 metros, a resolução de Full HD começa a ser excessiva, até que aos 3 metros já é suficiente ter um televisor de 720p. De uma forma sucinta, se estivermos abaixo de uma linha/cor, somos capazes de ver os pixeis de um televisor nessa resolução, mas não quando estamos acima.

Ligue 760 qualquer coisa

Mais um roubo?

Mais um roubo?

Não foi preciso ir muito longe para descobrir várias histórias na internet sobre os números 760. O Nilton já se divertiu várias vezes com este tema.

Por mim já sabem, quando tiverem lá em casa dinheiro que queira gastar instantaneamente, é ligar para um número 760.

Custos Chamadas 760

As chamadas 760, 761 e 762 são uma praga para quem vê televisão. Inundam os vários programas, e por uma razão específica: são uma forma de financiamento importante das televisões generalistas… As chamadas 760 não devem ser todavia confundidas com chamadas de valor acrescentado ou audiotexto, pois estas últimas foram bloqueadas, e bem, pelo legislador… Mas não são muito diferentes…

Comecemos primeiro pelo custo. O custo das chamadas 760 é o de uma tarifa única por chamada, independentemente da duração e hora da chamada. Segundo o Plano Nacional de Numeração da Anacom, os custos fixos por chamada são de:

  • 760 xxx xxx    0.60€ + IVA
  • 761 xxx xxx    1.00€ + IVA
  • 762 xxx xxx    2.00€ + IVA

As chamadas 760 são essencialmente de três tipos:

  • O chamador ouve uma mensagem do género “Obrigado pela sua participação”. É muito utilizado quando se quer utilizar estes números como mecanismo de doação.
  • O chamador liga para participar numa votação, escolhendo o voto através da marcação de um número
  • O chamador liga e de x em x chamadas é atribuído um prémio.

Estas chamadas interessam a várias partes. Primeiro, aos operadores, que as publicitam nos seus sites (eg. NOS, Ar Telecom, ). Depois a quem convida para que liguemos para lá. Os interesses ficam claros quando se lê as queixinhas que são feitas à Anacom. E até os casinos se queixam…

Segundo o melhor artigo que encontrei na Internet sobre o assunto, embora já datado (2008), quem publicita o número, eg. televisões, fica tipicamente com pelo menos 40 cêntimos do valor da chamada, ou seja dois terços do valor. Este artigo do DN, ainda mais antigo, revela também alguns pormenores, como a febre de chamadas durante as madrugadas! Mais recentemente, há um ano e meio, apontamos aqui para uma notícia do Correio da Manhã que dava conta dos muitos milhões de euros que as televisões embolsavam com o negócio das chamadas… Em Dezembro passado, o mesmo Correio da Manhã dava conta que a autoregulação introduzida pelas próprias televisões havia feito baixar as receitas em 40% no terceiro trimestre de 2014…

E depois há a seca que é ver TV. Eu já raramente vejo, e então estes programas já estão censurados à partida! Eu compreendo que os apresentadores têm que seguir ordens, mas eu é que não sou obrigado a ver. Depois não se queixem que as pessoas estão a deixar de ver televisão, mas é o que acontece quando se liga a TV e está sempre a passar coisas como: