132º selo: o da oferta da faca e dos números 760

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana o A.Sousa concluí a coleção de selos do supermercado para ganhar a faca. Terminamos a falar dos números 760 e de como, se ligarem já, ainda se podem habilitar a ganhar UM!!! AUTO!!! MÓVEL!!!! Não. era a brincar…

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Oferta de faca

Como os leitores sabem, cá em casa compramos a maioria das coisas no Continente. Habituei-me a aproveitar as promoções, e embora saiba que também há boas pechinchas noutros locais, para mim o factor tempo é igualmente determinante…

Aqui há uns tempos, o Continente ofereceu uma caderneta para colarmos selos. Por cada 20€ em compras, o Continente passou a oferecer um selo. A caderneta tem 25 selos, pelo que é fácil perceber que é preciso um volume de compras significativo para completá-la.

Em troca de um conjunto de selos, o Continente ofereceria determinadas facas da Thomas. Na realidade, seria possível aceder a facas mais interessantes, pagando um valor suplementar. Descobri depois que estas promoções também existem lá fora.

Não sou de recolher tralha facilmente, mas comecei a coleccionar os selos desde o início. Não contava chegar ao valor necessário, talvez chegasse a uma das facas mais baratas. Não pagaria provavelmente o valor suplementar. Mas, finalmente, completei uma caderneta completa, que me deu origem a uma faca do Chef:

Faca do Chef da Thomas

Faca do Chef da Thomas

Normalmente, fico longe dos objectivos que nos impoem para ficar com mais um objecto em casa. E não sou de pagar os tais suplementos. Mas, desta vez, fiquei com mais uma tralha…

Diferenças entre a mota de 2012 e a de 2015

Comparação do consumo com o custo por cada 100 km entre 2012 e 2015

Comparação do consumo com o custo por cada 100 km entre 2012 e 2015

Já aqui tinha contado como troquei a Yamaha Xmax 250  cm3 por uma Honda Integra 750 cm3 no inicio de outubro de 2014 e o resultado foi que deixei de ter dores nas costas. A troca de uma mota de cilindrada mais baixa por uma maior fica bem patente no gráfico no final de 2014. O consumo sobe e a poupança desaparece… ou talvez não.

Se tivermos em conta a baixa do custo da gasolina, o resultado pode não se tão feio como o gráfico quer fazer parecer. Primeiro quero lembrar-vos que encho sempre o depósito e sempre no mesmo sitio, à exceção de duas ou três vezes por ano, o que já assinalei nos quadros que fui publicando noutras ocasiões.

O quadro abaixo resume o que foi possível apurar dos dados que fui registando.

Médias

média

l/100km

média

€/l

média

€/100km

Honda Integra 750

3,971

€1,50

€5,44

Yamaha Xmax 250

3,637

€1,37

€5,45

Diferença

0,334

€0,12

€0,01

O custo por litro da gasolina sem chumbo 95 à data que comprei a Xmax em janeiro de 2012 era € 1,56 e na última vez que fui encher o depósito janeiro de 2015 era de € 1,239. A diferença entre 2012 e 2015 é de menos € 0,321, mas a diferença da média do litro de gasolina durante a utilização da Xmax e a utilização da Integra é de € 0,12.

O consumo na Xmax resultou em média em 3,637 l/100km. Com a Integra a média de consumo é de 3,971 l/100km. A diferença é de o,334 l/100km.

O resultado mais inesperado é que o preço por cada 100 km se manteve quase inalterado, uma consequência da baixa do preço do petróleo e subsequente valor da gasolina sem chumbo 95.

Se o custo da gasolina se tivesse mantido estável ou mesmo subido, o resultado ter-se-ía traduzido numa operação negativa do ponto de vista da economia, sendo apenas satisfatória do ponto de vista do conforto.

Compreender melhor a máquina de lavar louça

A forma como se coloca a louça na máquina de lavar é algo muito distinto de pessoa para pessoa. Há aquelas pessoas que privilegiam a colocação rápida, outras como eu, que preferem que a louça fique melhor lavada, mesmo que percamos algum tempo a organizar a louça dentro da máquina.

No passado, já falamos da importância do braço pulverizador, da orientação da louça, ou mesmo da forma de colocação dos talheres. Mas tudo isso ficou muito mais compreensível quando li um artigo científico que quantifica muito melhor estas estratégias…

Intitulado Positron Emission Particle Tracking (PEPT) for the analysis of water motion in a domestic dishwasher, de R. Pérez-Mohedano, et al., surpreendeu-me pela aproximação efectuada para compreender melhor o funcionamento destas máquinas. Para o estudo foi utilizada uma técnica desenvolvida na Universidade de Birmingham, designada por PEPT (Positron Emission Particle Tracking). Tal técnica envolve uma partícula radioactiva que é seguida, neste caso, dentro de uma máquina de lavar loiça. Neste caso, foi utilizada para seguir o fluxo de água dentro de uma máquina de lavar loiça.

O estudo, que é muito técnico, tem vários gráficos interessantes, mas naturalmente complexos. O meu preferido é o que está abaixo, e o que determina a velocidade da água, em função da velocidade do motor que bombeia a água, o nível de carga, e a presença ou não de detergente. As imagens de cima são relativa à velocidade quando a água é aspergida no sentido ascendente, enquanto as imagens da linha inferior são as relativas à velocidade a que a água discorre para baixo.

Fluxios

Velocidades da água em em função da variação de três factores

Naturalmente, as conclusões são bastante expectáveis. Um motor com maior velocidade imprime maior velocidade na água, bem como uma menor carga. Os autores afirmam que a existência ou não de detergente não tem grande impacto na velocidade, sendo que as diferenças dos gráficos C e E se deve a outros factores.

Em suma, este estudo traz dados muito interessantes e até apontadores para outros estudos, que procuraremos abordar em próximos artigos…

A ciência, segundo Scott Adams

Sou um fã confesso do Dilbert. Já aqui reproduzimos algumas das tiras concebidas por Scott Adams. Por isso, esta semana não fiquei muito surpreendido com a entrada no seu blog, onde se refere aos maiores falhanços da ciência.

Nesse artigo, Scott Adams discorre sobre alguns dos maiores falhanços da ciência, elegendo os temas à volta das dietas e da boa forma física como das maiores falhas, certamente dos tempos modernos. Basta ver a publicidade que por aí grassa, sobretudo na Internet, para perceber que todas as dietas são as melhores do Mundo, e que cada tipo de exercício é melhor que o outro… Talvez também por isso, estes são dois temas que não temos tratado no Poupar Melhor.

Scott menciona um artigo do Mother Jones, que refere que os Americanos estão de costas voltadas com os cientistas. E acho que os Americanos estarão certos em muitos desses aspectos. Uma resposta minha às várias afirmações abaixo, colocou-me mais perto do sentimento dos Americanos que dos cientistas!

Tendo a concordar que muita da ciência que se faz hoje em dia é “a metro”, como costumo dizer. Para mim, o sistema peer-review já não funciona, sendo claramente adepto da sua transição para os modelos mais “on-line” e em tempo real. Quem não acreditar pode começar por ler algumas das seguintes “aberrações”:

Americanos vs. Cientistas

Americanos vs. Cientistas

 

Consumo de gasolina e preço entre 2012 e 2015

Consumo e Preço da gasolina s/ chumbo 95 entre 2012 e 2015

Consumo e Preço da gasolina s/ chumbo 95 entre 2012 e 2015

Andei uns tempos a pensar mudar de mota. O amortecedor da Xmax 250 não era propriamente algo que que me estivesse a fazer bem. As dores nas costas derivado de uma hérnia e das agressões do pavimento eram constantes e cheguei mesmo a pensar mudar de mota para um carro. Este seria o pior cenário para mim.

Quando falei do tema com outros motards, explicaram-me que o problema poderia estar no amortecedor. Na realidade a Xmax tem dois amortecedores verticais que, segundo eles, seriam muito pior que um mono-amortecedor não vertical.

As motas com menos de 500 cm3 não estão tipicamente equipadas com outro tipo de amortecedor. Os sistemas de mono-amortecedor encarecem o produto e tipicamente, sendo motas para usar em curtas-distâncias, os compradores não exigem tanto do veículo.

Troquei de mota para uma Honda Integra 750 cm3 no inicio de outubro de 2014 e o resultado foi que deixei de ter dores nas costas. O amortecedor fica por baixo do banco, mas num diagonal do braço da roda traseira que aponta para o guiador.

O impacto da troca não foi só as melhorias para a saúde, mas também o que está à vista no gráfico. Tipicamente com consumos muito mais vantajosos em estrada por ser de maior cilindrada, os consumos dentro da cidade são de tirar um autor do Poupar Melhor do sério.

Em contrapartida, o preço da gasolina estar abaixo dos preços de 2012 têm compensado as diferenças no consumo, mas isso fica para outro dia.