Espirros no avião

Há dias apareceu um bocado por todo o lado a notícia de quais os lugares mais seguros de um avião para não ficar contaminado com uma doença aero-transportada… Já falamos no passado sobre os lugares mais seguros num avião em caso de acidente, e genericamente os melhores lugares para se viajar.

Agora, num contexto de doenças que nos inspiram medo, seja ébola ou legionella, há mais um factor a ter em conta: os germes que circulam dentro de um avião. A investigação é de Charles Gerba, da Universidade do Arizona e é baseada num voo do distante ano de 2008. O autor tem todavia uma larga experiência neste domínio, mas é talvez o vídeo que tem acompanhado a notícia que é porventura o mais interessante. Podem ver abaixo, para ver em termos de simulação como os bicharocos se transmitem rapidamente dentro de um avião:

Usar as ligações de telefone para fazer uma rede de dados doméstica

Por causa daqueles problemas que temos agora na modernidade dos equipamentos ligados à Internet, já não é a primeira vez que ando aqui às voltas da transmissão Wifi e da melhoria do sinal. A solução aqui de casa depende de um repetidor de sinal WiFi, um equipamento WiFi que se liga por WiFi a outro equipamento WiFi, permitindo assim enviar o sinal através do corredor da casa onde as paredes não o permitiam.

Esta técnica tem no entanto algumas desvantagens teóricas. Primeiro a retransmissão em equipamentos de uma só antena é feita com a mesma antena alternando entre envio e receção, o que só por si reduz substancialmente a capacidade de comunicação sem fios do equipamento. Depois os equipamentos ocupam e sobrepõem o mesmo espectro radio-elétrico com sinal do mesmo tipo, criando uma saturação de sinal que reduz a qualidade da comunicação. Por fim, existe a noção que todas estas radiações radio-elétricas são nocivas para o ser humano, o que definitivamente a ser verdade, reduz bastante a vontade de manter estes equipamentos à nossa volta, embora seja facilmente resolvido desligando os equipamentos WiFi.

A possibilidade de instalar equipamentos de comunicações sobre rede elétrica também poderia ser uma solução, mas aí seria mais um equipamento. Este equipamento iria também abrir a porta a um conjunto de equipamentos que estão ainda a dar os primeiros passos, pelo que têm também alguns dos problemas que os equipamentos recentes tinham há uns anos atrás e começámos a ver ressurgir ultimamente.

Uma conversa entre amigos levou à hipótese que talvez fosse possível transformar uma rede de cabos para ligar um telefone lá de casa pudesse ser usada para ligar um router WiFi por outro por cabo. Isto permitiria não só reduzir a quantidade e força usada pelos equipamentos WiFi para comunicar entre eles e daí para a Internet, mas talvez, se colocado estrategicamente, ligar alguns dos equipamentos clientes por cabo, reduzindo ainda mais  o tempo de resposta para esse equipamento.

Teoricamente o feito é possível porque o cabo que tipicamente usamos para as nossas redes de dados tem um conector que para uma rede de 100 Megabit por segundo usa apenas 2 dos 4 pares, um total de 4 fios, exatamente o mesmo número de fios que se pode encontrar na ficha RJ11 utilizada para os telefones lá de casa. Esta teoria tem várias soluções possíveis que vão desde substituir as tomadas RJ11 na parede por tomadas RJ45, manipulando os fios internos do cabo de telefone e assim criar uma ligação entre 2 das tomadas. Outra solução será modificar antes os cabos que ligam do router à parede, menos modificações, mas obriga à compra de fichas e cravador RJ45.

Vamos experimentar e depois conto-vos como correu.

Comprar pota por lula

Será lula? Será pota?

Será lula? Será pota?

Como em muitas situações em que compramos gato por lebre, tudo aparenta que é lebre até que o bicho mia. No caso da imagem, não há nada que diga que é pota ou lula ali naquela embalagem. A embalagem também não tem nada de ilegal ou enganador, mas omite nas letras grandes qual a variedade de cefalópede que estamos a comprar.

São 400g de argolas brancas… do mar. Até podiam ser argolas de uma ostra gigante. Não se trata de publicidade enganosa. Só incompleta ou omissa. A questão em torno da omissão é tratada em várias religiões como contrária aos seus princípios, indicando que omitir é também faltar à verdade. Em alguns casos é indicado que a situação em que isto é permitido é apenas para salvar a própria vida ou não ofender alguém.

Quando viramos o pacote ao contrário é que finalmente ficamos a saber qual a variedade de cefalópede que estamos a comprar.

Ali diz que é pota

Ali diz que é pota

A pota, embora de aparência semelhante à lula, não é a mesma coisa. Cortadas aos bocados podem ter aparência semelhante, mas o sabor é bastante diferente. A pota tem uma consistência mais gelatinosa e um sabor final doce que permanece na boca mesmo depois de ingerido.

Não felizes com isto, é adicionado ao pescado amido, açucar, sal e gelificante. Isto tudo pode ser parte da justificação para os sabores estranhos a tudo menos lula.

Poupança em papel higiénico

Depois da descoberta de que a maioria das pessoas preferem que o papel higiénico seja dispensado “por cima”, tal como preferimos cá em casa, e de ter encontrado uma referência a que esse era o processo mais económico, fui confirmar se era mesmo assim!

Encontrei muitas referências a artigos que já não existem na Internet, e mesmo algumas referências a apontamentos em livros e sites, mas sem uma base científica clara…

O melhor artigo que encontrei até agora reside no site Current Configuration. No artigo eles explicam porque o consumo de papel higiénico tende a ser maior quando é dispensado “por baixo”. Tudo se resume à perspectiva de quem utiliza o papel higiénico, como se pode ver na imagem abaixo:

perspectiva de corte de papel higiénico

perspectiva de corte de papel higiénico

O resultado, que na perspectiva do artigo, é o de rasgar o papel higénico com apenas uma mão, é o seguinte:

resultado do rasgo de papel higiénico

resultado do rasgo de papel higiénico

Ainda assim, não fico totalmente convencido. Eu rasgo o papel higiénico com as duas mãos, por exemplo. Fico com ideia que a altura também pode ter impacto no resultado. As centenas de comentários do artigo também dão que pensar…

122º rolo: o do lado da folha no rolo de papel higiénico e da melhoria da rede de dados doméstica

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana o A.Sousa descobriu quem se preocupasse com o lado de que deve ficar a folha solta do papel higiénico quando se coloca o rolo no suporte, uma daquelas coisas que preocupam a humanidade e arredores.

Terminámos a falar sobre como podemos melhorar a rede de dados doméstica, mas com a notícia que possivelmente não temos autorização para mudar a nossa própria rede por não sermos técnicos.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Orientação de papel higiénico

Já muitas vezes me havia questionado sobre se a orientação do papel higiénico que usava era a melhor, a mais consensual, ou nada disso? Resolvi fazer alguma investigação sobre a questão, mas passados poucos minutos deparei-me com um artigo absolutamente completo sobre a temática no Wikipedia.

A questão que se coloca é se a melhor orientação é “por cima” ou “por baixo”:

por cima

por cima

por baixo

por baixo

Eu pessoalmente prefiro a opção “por cima”. Algumas das ideias por trás desta preferência são:

  • Mais fácil o acesso, pois percebe-se imediatamente onde está a ponta solta
  • Não é necessário pois procurar a ponta solta do lado da parede, normalmente através de “apalpanço”.
  • Fica-me a impressão que gasto menos papel higiénico quando está “por cima”.

A leitura do artigo do Wikipedia dá algumas ideias sobre factores de preferência pelo opção “por baixo”:

  • Aspecto mais arrumado, dada que a ponta solta está mais escondida.
  • Menores possibilidade de uma criança ou animal doméstico puxar pelo papel

O artigo enumera ainda muitas mais vantagens de uma ou outra orientação, como o ideal para hoteis, a melhor forma de transmitir o logotipo do papel, etc. etc. Dá ideia que há uma ciência dedicada à orientação do papel higiénico!

E, depois há as estatísticas. De uma forma geral, cerca de dois terços das pessoas preferem a opção “por cima”. Metade das pessoas tendem a reparar na orientação do papel higiénico, e cerca de 20% muda mesmo a sua orientação, se não for a sua preferida. 20% das pessoas fica mesmo chateada se estiver na orientação que não a sua preferida!

O mais estranho é que me identifico com estas percentagens… E, o leitor?