Batida

Percebo pouco da teoria da música. Para mim, batida ou tempo são uma coisa semelhante. Para mim traduz-se num conceito subjectivo de ritmo…

Já aqui falamos como pode o ritmo da música condicionar a nossa vida. Seja na estrada ou no supermercado. É verdade que há um ritmo para cada ocasião, sendo que eu tendencialmente gosto de um ritmo rápido

A semana passada descobri que há sites que nos dizem quais os ritmos de muitas músicas. O Dj BPM Studio está virado para o trabalho dos DJs, os quais têm que meter as músicas nos ritmos certos. Parece muito actualizado, e encontrei lá muitas músicas que me aceleram. Fiquei particularmente surpreendido com as diferenças da mesma música em várias edições, e nomeadamente das diferenças nas actuações ao vivo.

Encontrei também o jog.fm, que promete encontrar a música com o ritmo associado ao seu jogging! Este foi um conceito que me fascinou, não porque até não faço jogging, mas porque compreendi imediatamente o conceito, até porque utilizo o ritmo como ferramenta de produtividade!

Os chimpanzés sabem poupar!

Claudia Sousa e um chimpanzé

Claudia Sousa e um chimpanzé (imagem retirada daqui)

Há coisas que se ficam a saber pelas piores razões. Há semanas li uma notícia sobre a morte de Cláudia Sousa, uma  primatóloga portuguesa. O que me chamou a atenção foi o facto de que Cláudia Sousa provou no início do milénio que os chimpanzés podem dominar a noção de poupança.

A observação da sua página pessoal da Universidade Nova, onde dava aulas, mostra um conjunto de publicações muito interessante. A sua primeira publicação referenciada, The use of tokens as rewards and tools by chimpanzees, dá conta do comportamento de poupança dos chimpanzés, e dos factores que condicionam esse comportamento. Em particular, a forma como guardavam tokens, que depois serviam para lhes assegurar comida. Os chimpanzés acabavam por guardar esses tokens para quando precisavam de alimentar-se, como se de verdadeiro dinheiro se tratasse!

Como não limpar o disco no Apple OSX

Disk App - Clean & Create Free Space on your Drive

Disk App – Clean & Create Free Space on your Drive

Nunca temos demasiadas aplicações para limpar os discos da tralha toda que os programas lá vão deixando. Os discos no Apple OS X são conhecidos por acumularem  pouco, mas tal como outros sistemas operativos, quando o espaço em disco é pouco o sistema operativo perde muito tempo a arrumar a várias partes dos ficheiros. Por esta razão, limpar o disco é uma boa prática.

O The Unofficial Apple Weblog (TUAW) apresentava uma proposta de uma nova forma de limpar o disco por €0,89. Apresentavam-no como uma solução tão boa que decidi ir ler o que dizia sobre o tema:

  • Within a minute I had found an additional 31.34 GB to delete.” – TUAW – Steve Sande
  • Featuring a clean, minimalistic interface that looks like it was created by Apple’s own design team, Disk App is incredibly easy to use. It’s also very powerful.” – AppAdvice – Bryan Wolfe
  • Disk App is just about cleaning up space on your hard drive and it does so as simply as possible.” – LifeHacker – Thorin Klosowski

Tipicamente apoiamos aqui no Poupar Melhor o que é dito no TUAW e no Lifehacker, mas desta vez tenho de questionar. Porquê pagar €0,89 em algo que já temos gratuito como o Disk Inventory X?

Outra questão é a da indicarem constantemente nestes programas o espaço ocupado com os updates que fazemos com o iTunes aos iPhone e iPad, mas já fui à procura desses ficheiros e nada.

O mesmo para os backups dos mesmos equipamentos. O iTunes faz um backup por cada iCoisa. E é isso mesmo: 1 (um). Como em “uma única unidade”. Se têm duas iCoisas na vossa biblioteca de iTunes será isso mesmo que irão encontrar: 2 backups. O meu conselho é que não os apaguem. Darão imenso jeito se o equipamento avariar.

Ficheiros corrompidos

Nos muitos anos que levo trabalhando com computadores, muitos aspectos me têm surpreendido pela negativa. Mas o choque que se apoderou de mim nas últimas semanas é um dos maiores de sempre…

Recentemente, ao copiar uns ficheiros muito grandes para uma PEN, descobri que a cópia dos vários GB não era igual ao original! Foi tipo um excesso de zelo, mas o cálculo de hashs revelou que o ficheiro na PEN tinha uma hash diferente da do disco! As hashs são uma coisa complexa, uma espécie de prova dos nove muito avançada, mas simples de usar, e podem ler mais sobre elas neste link do Wikipedia.

A minha primeira reacção foi a hipótese de estar contaminado por um vírus, ou até uma coisa pior, tipo Stuxnet. Coisas muito feias, para quem perceba, ou não, de tecnologias. Rapidamente fui ver quais as diferenças entre os dois ficheiros, e fiquei surpreendido por ver que no ficheiro da PEN, estava um pedaço dum PDF, no meio de um ficheiro totalmente binário. Fiquei um pouco mais descansado, até porque a bateria de anti-vírus, e outros softwares de detecção, não deram indicações de contaminação. Mas, obviamente, continuava muito preocupado!

Uma pesquisa na Internet evidenciou-me que não estava sozinho! Neste longo thread pode-se ver relatos de pessoas com exactamente o mesmo problema que eu! Resumidamente, o problema parece estar relacionado com quem utiliza Windows 7 64 bits e PENs em NTFS. Algo mais contribui para isto, porque outras pessoas não experimentam o mesmo problema…

Nos últimos dias tenho feito testes exaustivos a este problema. Algumas pessoas apontam para a mudança das políticas relativas à PEN (Control Panel->Device Manager->Disk Drives), passando de “Quick removal” para “Better Performance”. No meu caso não resultou. A única coisa que parece ter resultado foi deixar de utilizar NTFS, para passar a utilizar FAT32, mas isso impede-me de utilizar ficheiros maiores que 4 GB, o que para mim é uma necessidade bastante significativa.

Para fazer esses testes, copiei muitas centenas de GB para uma PEN. Com NTFS, cerca de metade das cópias saem com um ou outro problema! Com FAT32 não consigo replicar o problema!

Este problema é muito significativo, pois não poder contar com as cópias dos nossos ficheiros é demais! Eu sou particularmente afectado, porque trabalho quase unicamente em ambientes virtuais, que exigem ficheiros de dimensões muito significativas. Estou em processo de ver outras implicações, nomeadamente a nível de backups… Que irei continuar a relatar por aqui.

Por isso, não dêem nada por garantido! Não posso garantir que o problema seja do Windows 7, mas que a Microsoft não fica bem no filme, não fica! Seja por questões profissionais, seja simplesmente em termos particulares (eg. videos e fotos), já pensaram no que é haver alguma coisa que vai corrompendo silenciosamente a V/ informação???

Como tornar a sua vida mais fácil… ou talvez não

Há um conjunto de vídeos na internet que nos ensinam de tudo para melhorarmos a nossa vida. Há inclusivamente um russo maluco com experiências doidas. O vídeo acima é uma critica à maluqueira que por aí anda.

Casca de Banana

Casca de Banana

Casca de Banana

Já aqui nos referimos várias vezes aos Prémios Ig Nobel. Os deste ano foram revelados há cerca de três semanas, e houve um que me chamou mais a atenção. Está relacionado com a Física por detrás do coeficiente de atrito da casca da banana…

O paper que mereceu o prémio é da autoria de Mabuchi et al., e eles descobriram que o tal coeficiente de atrito é realmente baixo, algo que é realmente do conhecimento de quem já tenha escorregado numa casca de banana! Os investigadores foram mais longe e compararam com a casca de maçã, limão e tangerina. Nada que se assemelhasse todavia à casca de banana. Mais escorregadio só mesmo o gelo, ou então o esqui na neve…

Por isso, ficam a saber que a Física confirma aquilo que todos nós já sabíamos. Não tentem é confirmar os cálculos, porque podem aleijar-se…