Apple iOS 8 e a gestão de energia

Controlo de energia do iOS 8

Controlo de energia do iOS 8

Só nós aqui no Poupar Melhor é que ainda não falámos das novas funcionalidades do iOS 8 e de como fará deste mundo um mundo melhor. A histeria consumista levou pessoas novamente a juntar-se em filas para adquirir o novo iPhone, mas na mesma altura foi lançada a mais recente versão do seu sistema operativo para iPhone, iPad e iPod.

A página da Apple vai falar-vos de várias coisas que noutros sistemas operativos móveis já temos como um dado adquirido, mas sabemos que não é pela quantidade de funcionalidades que os utilizadores da Apple escolhem esta marca.

A nova funcionalidade que quero relatar aqui é a possibilidade de saber qual a aplicação (App) que está a consumir uma percentagem de energia em comparação ao consumo total. O sistema não nos diz quando é que esse consumo foi feito, mas permite-nos pelo menos perceber onde andámos a consumir a energia.

Naturalmente que se utilizarmos mais uma App será essa que ficará no topo dos tops, mas quero que notem o consumo para o telefone com cerca de 2% e uma pequena nota a indicar que foi devido ao sinal ser fraco.

Lisbon mini makers faire

 Lisbon Mini Maker Faire

Lisbon Mini Maker Faire

Fui este fim de semana à mini-feira de fazedores de Lisboa. Uma iniciativa do Sapo no Pavilhão do Conhecimento, e é um evento licenciado a terceiros, mas feito pelo mesmo grupo que faz o Codebits. A iniciativa é espetacular para os geeks como eu. Diverti-me à brava a ver todas a pequenas coisas de que já tinha visto tanta informação na internet.

Vi muitas impressoras 3D, muitos computadores, muitos Arduinos, muitos Raspberry Pi e algumas coisas novas de que falarei noutros posts. A ideia de juntar estes criadores todos no mesmo espaço é de louvar. Os verdadeiros negócios não existem sem que alguém estude e evolua primeiro um conceito antigo ou invente algo de novo.

O evento tinha muitas das coisas que já tinha visto no site Hackaday, muitos portugueses a tentarem explorar os resultados de experiências anterior, mas também muitas tentativas de evolução:

  • Instrumentos caco-fónicos criados a partir de equipamentos eletrónicos;
  • Robôs para crianças;
  • Pranchas em madeira para skates de gente crescida que custavam cerca de 200€ sem as rodas;
  • Impressoras 3D de 500€ com acrescentos feitos na própria impressora; e
  • Protótipos de caixas de entrega de medicamentos que só entregavam a dose correta na hora certa.

Muitas destas coisas não passariam no Shark Tank. São só ideias em experiência. Produtos inacabados, mas feitos de grande entusiasmo e dedicação dos seus autores, mas só isso. Para criar empregos, valor, negócio, tudo o que vi necessitava de orientação à venda. Engenharia e planeamento para lá da criação do objeto. Para que aqueles criadores transformem os seus negócios em sucessos terão ainda de criar um nome, uma campanha de mediatização, um canal de distribuição, uma linha de produção… Tanta coisa que se eu estivesse no Shark Tank diria: Estou fora. Voltem daqui a um ano.

113º upgrade: o de viajar de avião em primeira classe e do Lisbon Mini Makers Faire

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana o A.Sousa andou à procura de informação sobre uma experiência que teve com um upgrade gratuito para primeira classe.

Durante o fim de semana fui até ao Lisbon Mini Makers Faire o que serviu de tema para falarmos de empreendedores e invenções.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Multas e coimas

Quando levamos com uma multa ou uma coima, sobretudo quando nos consideramos cidadãos respeitadores das regras, o primeiro sentimento é quase sempre de injustiça. Aconteceu comigo há uns meses, depois de seguramente mais de uma década sem qualquer multa. Estacionei num local em Lisboa, tirei o ticket da EMEL, fui à minha vida e voltei. Para grande azar meu, tinha estacionado num lugar da Polícia! A sinalização vertical não estava visível porque estava uma carrinha enorme a obstruí-la, e a sinalização do chão estava coberto de folhas (foi no Outono passado). Ainda fui falar com a Polícia (era mesmo em frente a uma esquadra), mas a resposta foi seca…

Quando recebemos muitos meses depois a notificação, nem sabemos muito bem o que fazer. Mas no processo de investigação que fiz na Internet, descobri vários sites.

O Multas e Coimas é um desses exemplos. Segundo as suas próprias palavras, o “Multas e Coimas é um site informativo que presta informação e esclarecimentos ao público em geral, sobre a aplicação de coimas e multas a pessoas singulares e empresas“.

O multas.PT é outro site com informação interessante, mas está um pouco desactualizado. Ainda assim, procure no mapa do site, pois alguma da informação não está directamente acessível da primeira página.

O site da ANSR é igualmente uma referência de consulta obrigatória. Se precisar, a página de FAQ explica muitas coisas, e a página de formulários têm vários documentos prontos a ser impressos (infelizmente, neste caso só em PDF, pelo que não editáveis electronicamente).

Quando receber uma notificação, o site Multas e Coimas sugere que seja sempre apresentada uma defesa ou exposição, de forma a que o processo seja tratado com intervenção humana, e não de forma automática. Mas como bem diz, não dispensa nunca a consulta da legislação em vigor ou eventual consulta de advogado…

Assistente pessoal para o Apple MacBook

Embora já não tenho hackintosh cá em casa, continuo a seguir a capacidade de ultrapassar dificuldades dos fóruns da especialidade. Muitas das coisas que descobrem como resolver acabam por ter aplicações nos verdadeiros computadores da Apple.

Desta vez fui encontrar algo com que já me tinha feito experiências de por os computadores a falar, mas fui encontrar uma experiência de falar com o computador: Samantha. A experiência aparentemente já não era nova, mas como dizia que o código era aberto, decidi dar uma voltinha.

A ideia do utilizador do fórum era um bocado mais ambiciosa que a minha: criar um Siri no computador. Outro utilizador do fórum apontou para a existência de outras experiências, supostamente mais evoluídas:

O Apple Mac só trabalha com voz em algumas línguas, e algumas destas aplicações só funcionam em inglês. Para experimentar necessitam da conversão de voz para comandos do Mac a funcionar. Depois podem tentar dizer alguns dos comandos em inglês. O mais típico é pedir que diga as horas. Depois de ligado no Mac a opção de comandos para voz, podem ainda cstomizá-lo. Há algumas brincadeiras que podem fazer, como dizer as horas a cada hora  ou adaptar os avisos para que o computador pareça neurótico com algumas frases menos esperadas:

  • HEY! Look at me!
  • Look! It’s Steve Jobs!
  • Come touch my keys!

Instalado e configurado podem então voltar às aplicações para as experimentar. A primeira coisa que vão descobrir é que da caixa o Mac só nos responde se carregarmos no atalho de teclado, o que deita por terra aquela visão de futurista de entrarmos em casa e dizermos “Ligar aí a musíca”. Por omissão a configuração pede-nos que carreguemos duas vezes na tecla FN, mas podem configurar a vossa combinação de teclado.

A primeira experiência foi com o Sarah, mas este falhava logo após a configuração. O Mac queixou-se que o executável estava corrompido. Fim da história.

A segunda experiência foi com o Samantha. Vão precisar de ter uma conta do fórum para fazerem download. Depois é só arrastar para dentro da pasta Applications. Quando arranca, mostra uma caixa de texto que, se tiverem o reconhecimento de voz ligado como referi mais atrás, tenta executar as ordens que lhe damos. Podem também escrever a instrução manualmente, tudo bastante rudimentar e pouco prático.

A terceira e última experiência foi feita com o Sinus. A funcionalidade é muito semelhante ao do Siri. Começa por sugerir que instalemos a voz da Samantha que é muito semelhante à do Siri, se não for a mesma. Depois é carregar na tecla de atalho indicada e começar a dar ordens. A experiência começou mal. Nunca entendeu o meu nome. O aspeto é bastante polido em relação ao script em código aberto, mas ou o meu inglês é muito mau ou então a Samantha não gosta nada de mim. O Sinus não entendeu patavina do que lhe disse.

Por agora considero que as experiências com software livre de controlo do computador terá de esperar que este amadureça mais um pouco até que a experiência seja como a do filme 2001 Odisseia no Espaço, aquela do computador HAL9000.

A colectivização do Zé Povinho

Mais um roubo?

Mais um roubo?

Portugal é um país de atrasados, porque somos de facto atrasados. Eu, ainda estou por cá, e por cá penso continuar. Mas as esperanças de que o País dê a volta estão esfumadas.

A mais recente prova está relacionada com a taxa da Cópia Privada, que já referenciamos em vários artigos. Vai aparentemente ser aprovada hoje (o leitor ainda pode fazer alguma coisa!). Num país de velhos do restelo, já nada me admira, especialmente depois de ter visto o Prós e Contras da passada segunda-feira e ouvido parte do Fórum TSF de quarta-feira.

Há muitos argumentos contra esta taxa anacrónica e estupidificante, mas quem a apoia deve meditar profundamente nos exemplos abaixo. O ridículo mistura-se com a realidade, e quem está a favor de um exemplo não pode estar contra os restantes:

  • A taxa da cópia privada é como a taxa da televisão: não interessa se tem TV em casa, ou se nunca vê a RTP: paga à mesma!
  • Em França, em 1845, Frédéric Bastiat advogava uma petição pelos fabricantes de velas, produtores de sebo, e coisas que tal, para que se taxasse a luz solar, que tanto prejudicava esses fabricantes;
  • Nos EUA, no ano passado, alguém propôs taxar o correio electrónico para salvar os CTT lá do sítio. Tipo um centésimo de um cêntimo por email
  • Num comunicado da  Sociedade de Autores de Culinária e Afins, os Chefs indignam-se com a cópia privada que se faz na Internet das receitas culinárias. Eles também querem uma taxa…
  • Pedro Veiga, no Prós e Contras da passada segunda feira, referiu as taxas que os ferreiros requereram quando surgiram as primeiras rodas de automóveis. Mais felizes ficaram quando perceberam que também podiam sacar dos pneus utilizados nos aviões, apesar de ainda não haver cavalos voadores… Infelizmente não encontrei um link para esta, mas é só ver o Prós e Contras.
  • Por falar em cavalos, em meados do século XIX, em Inglaterra, os autocarros a vapor, foram forçados a andar mais devagar para não prejudicar o negócio dos transportes a cavalo. A partir de 1861, a velocidade de tais avanços tecnológicos foram reduzidas a 8 Km/h, e quatro anos depois a apenas 3 Km/h, sendo adicionalmente obrigatório que um homem caminhasse à frente do autocarro a abanar uma bandeira vermelha…
  • A taxa/imposto da cópia privada é uma medida colectivista de um governo dito liberal. O PCP é que não podia ficar fora da convergência de extremos políticos e apresentou uma alternativa:o mecanismo CCCCCCCCCCCCCP (Compensação Constitucional pela Colectivização Capitalista dos Criativos Criadores Culturais sobre os Computadores e Comunicações dos Cidadãos Consumidores de Conteúdos e suas Cópias Privadas).
  • O ex-Presidente Francês Sarkozy propôs, em 2008, taxar a Internet e os telemóveis com uma “taxa infinitésima”, para compensar a Televisão Pública francesa pela perda de espectadores para as outras televisões.

Não se riam, porque isto é muito sério. Mas se arranjarem mais alguns exemplos, deixem-os nos comentários abaixo.

NOTA: Este artigo foi alterado para incluir mais um exemplo. Outros poderão seguir-se.