Ventoinhas de tecto

Ventoinha de tecto

Ventoinha de tecto

Para além do ar condicionado, este ano tive oportunidade de efectuar alguns testes com a variação de temperaturas, quando se utilizam ventoinhas de tecto. Já tinha experimentado com ventoinhas anteriormente, mas estas eram diferentes. Neste caso, o teste decorreu numa sala com duas destas ventoinhas, como as que se veêm na imagem ao lado.

A experiência envolveu ligar e desligar as ventoinhas durante períodos de tempo de cerca de uma hora. Nesse período de tempo, permaneci na sala, fechada, a trabalhar com um portátil. As ventoinhas estavam a funcionar no sentido descendente, pelo que estando debaixo de uma, posso garantir que a sensação de frescura era agradável…

Como se pode ver pela evolução das temperaturas no gráfico abaixo, as diferenças das temperaturas alcançadas foi inferior a 0.3 ºC. A vermelho está referenciada a temperatura a cerca de 2 metros de altura, enquanto a azul está a temperatura a cerca de 50 cm do chão. Ambos os termómetros estavam ao lado de uma parede exterior a nascente, pelo que sem exposição solar na altura da experiência, e na vertical um do outro.

De uma forma geral, desligar as ventoinhas significou uma diminuição da temperatura, enquanto o seu funcionamento significava um aumento da temperatura. O período inicial, de estabilização, bem como o da saída temporária da sala, causaram alguma instabilidade nas medições.

A forma como interpreto o aumento das temperaturas com o funcionamento das ventoinhas parece-me simples. O calor concentra-se no tecto e as ventoinhas encarregam-se de devolver esse calor para baixo. Devido à inércia térmica, e como a laje superior estava claramente mais quente, até porque a laje da sala era térrea, tal resultava num aquecimento da sala. Algo porventura agradável no Inverno, mas não no Verão…

Depois desta experiência, resolvi inverter o funcionamento das ventoinhas. Mas isso fica para um próximo artigo…

Evolução da temperatura com ventoinhas asoprar no sentido descendente

Evolução da temperatura com ventoinhas a soprar no sentido descendente

Nova diretiva comunitária visa aumentar eficiência energética dos aspiradores domésticos

Previsão do consumo de energia dos aspiradores domésticos

Previsão do consumo de energia dos aspiradores domésticos

Vem aí uma nova diretiva comunitária que visa contrariar ou que visa reduzir a inclinação daquela linha azul no gráfico. Aquela linha representa o que se prevê venha a acontecer com o consumo energético dos aspiradores caso não se opte por mudar a forma como estes equipamentos são publicitados e vendidos. O sumário destas alterações pode ser lido neste PDF.

Muitos de nós seguimos as indicações do número de watt para decidir pela compra de um equipamento mais potente, esquecendo-nos da sua eficiência energética. Tal como acontece já hoje em dia noutros equipamentos domésticos como os frigoríficos, máquinas de lavar loiça e roupa, a diretiva comunitária pretende que estes equipamentos passem a conter as mesmas indicações de eficiência.

A diretiva também pretende restringir a venda destes equipamentos domésticos a um máximo de 1600W. Vamos ver no que dá.

Para já, houve um ataque às lojas de eletrodomésticos.

Inércia térmica

Nestas férias de verão tive oportunidade de observar a evolução das temperaturas num quarto com ar condicionado.

Num dos testes que efectuei, o objectivo foi verificar por quanto tempo se manteria o quarto fresco. Das experiências das noites anteriores, sabia que o calor voltava depressa. Tal não era surpreendente, dado que a inércia térmica das paredes seria necessariamente muito elevada.

Na imagem abaixo observa-se a evolução das temperaturas dentro do quarto, enquanto se liga o ar condicionado durante cerca de 25 minutos. A temperatura, medida no extremo oposto ao do ar condicionado, caiu rapidamente depois de ligado o ar condicionado. Todavia, depois de desligado, volta a subir quase tão rapidamente!

Não voltou a atingir os valores antes de ser ligado, mas a verdade é que a tendência durante a noite, e depois durante a madrugada, é a da descida lenta.

Assim sendo, foi-nos providenciando um alívio temporário do calor, mas como se vê, passamos um bocadinho de calor durante as noites…

Inércia térmica num quarto

Inércia térmica num quarto

O que é afinal o Copyright

Depois de termos resmungado aqui sobre o problema das rendas criadas com a extensão e âmbito dos direitos de autor, aqui está um vídeo que explica o que é o Copyright. Esta é a versão americana do problema português com os direitos de cópia, aqui chamada de direitos de autor.

O filme demonstra bem de quem são os direitos que estão a ser defendidos com a extensão e âmbito das leis que estão a ser defendidas, mas também o resultado do reforço destes direitos.

Na prática, o reforço deste tipo de leis, em lugar de incentivar a criação, elimina a sua continuidade. Hoje não teríamos citações artísticas ou piadas sobre trabalhos prévios, não fosse a possibilidade de reutilizar os conteúdos para esse fim.

O caso mais conhecido é hoje em dia diz respeito ao uso dos personagens criados por Sir Artur Conan Doyle. Sherlock Holmes e Dr. Watson, serão provavelmente os mais conhecidos detetives do século vinte. O seu autor morreu em 1930, mas os seus herdeiros, alguns deles que nunca conheceram ou viveram na dependência do autor, continuam a considerar-se no direito de exigir taxas sobre a utilização desta criação. Estas taxas alimentam não a criatividade, mas a falta dela.

Se um prestador de serviços pode cortar unilateralmente um contrato de prestação de serviços web com a morte do seu cliente, mesmo que este tenha pago para manter o serviço disponível até uma data que ia muito para além da sua morte, porque razão pode ser cobrar uma taxa sobre as criações de um defunto? De repente até serve para criar um serviço pago para os herdeiros.

Índice de massa corporal

Quando se discute se temos peso a mais, ou não, o Índice de Massa Corporal é talvez uma das formas mais rápidas de esclarecer a questão. É uma medida muito fácil de calcular, e que apesar de ter mais de cem anos, serve para verificarmos como está o nosso peso.

O seu cálculo é muito simples: dividimos o nosso peso em quilogramas, duas vezes pela nossa altura em metros. Ou seja:

Índice Massa Corporal (IMC) = peso / ( altura x altura )

Uma visão gráfica da distribuição é visível abaixo. De uma forma geral, o valor resultante significará o seguinte:

  • IMC menor que 18.5: magro
  • IMC entre 18.5 e 25: saudável
  • IMC entre 25 e 30: sobrepeso
  • IMC maior que 30: obeso

Modificando a fórmula acima, podemos calcular a partir de que peso podemos considerar que temos peso a mais. A fórmula passa então a ser:

Peso a Mais = 25 x altura x altura

Para a minha altura, conclui-se que tenho um quilito a mais… Tenho que trabalhar um pouco mais a forma física…

Índice de Massa Corporal

Índice de Massa Corporal

110ª férias: o da eficiência dos aspiradores e da inércia térmica com ar-condicionado

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana o A.Sousa andou a medir a temperatura do quarto antes e depois de ligar o ar-condicionado.

Terminámos a falar de aspiradores como se percebêssemos muito da coisa.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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