Donde sopra o vento?

Vento a soprar da esquerda

Vento a soprar da esquerda

A forma tradicional de saber donde sopra o vento é olhar para um cata-ventos. Mas, hoje em dia já são difíceis de encontrar, sendo mais habitual observar mangas de vento, pelo menos enquanto não estão despedaçadas. Quando precisamos de saber donde sopra o vento, precisamos de recorrer a outros métodos, sempre que não temos acesso à tecnologia.

Quando se passeia pelo País, a indicação da direção do vento é percetível pela orientação dos aerogeradores eólicos. Estes orientam-se de forma a tirarem o máximo partido da direcção do vento. Na imagem acima, podemos ver aerogeradores, com o vento a soprar do lado esquerdo.

A proximidade de aeroportos também pode indiciar de que direcção sopra o vento. Os aviões levantam e aterram contra o vento. Em Lisboa, tal é facilmente percetível. Tipicamente, o vento dominante é de norte, mas quando sopra de sul, então os aviões levantam por cima da cidade.

Também se pode observar a direcção do vento através do fumo, seja de uma chaminé, seja de um fogo florestal. A deslocação das nuvens dão-nos também uma ideia para que lado sopra o vento.

Há formas mais estranhas de saber donde sopra o vento. Na A1, quando passo na região de Aveiro, e sinto um cheiro característico, só tenho que saber onde estou, e saber a localização relativa de Cacia…

E, os leitores, arranjam mais algumas formas de topar a direcção do vento?

Time Capsule para o Time Machine no Raspbmc

Time Machine da Apple

Time Machine da Apple

Depois de instalado o XBMC no Raspberry Pi com o Raspbmc e ter montado um comando à distancia por infravermelhos, entre outras coisas, lá me lembrei de tentar poupar uns cobres num sistema de backups automático via wifi para o Macbook.

A Apple tem toda uma política de integrar sem qualquer esforço para o utilizador todos os produtos da marca. Toda a facilidade de ligação tem no entanto dois grandes defeitos:

  1. Não é compatível com coisa nenhuma; e
  2. Não é nada barato.

Nem sempre os defeitos são justificáveis pela novidade ou originalidade. No caso do segundo defeito, só uma parte poderia ser justificado pela prestação do hardware.

A Apple constrói o seu sistema de backups integrado num router wireless com um disco rígido e integra tudo com o seu sistema operativo. Para usufruir só é preciso pagar entre 299,00 € e 399,00€,  escolher o Time Capsule que estiver ligado à rede interna e o sistema operativo faz o resto. O valor do Time Capsule é proibitivo, mas promete backups sobre wifi sem preocupações.

Apple Time Capsule

Apple Time Capsule

Para usufruir disto tudo com a prata da casa, um Raspeberry Pi e um disco externo para backups, segui as instruções do próprio site do Raspberry Pi. Aqui a opção é usar um disco formatado ext4 e partilhar esse disco com o Netatalk no Raspberry Pi. A partilha do disco por Netatalk resolve o problema do filesystem não ser o da Apple.

Por causa de outras experiências, preferi não instalar o software necessário para ler discos ext4 no OS X. É mais um filesystem que praticamente já não uso e não há por isso necessidade de manter mais um software no Mac. Se como eu optarem por não o fazer, vão ter de esperar bastante tempo pelo primeiro backup via WiFi. O ideal por isso era ligar o computador diretamente ao disco para o primeiro backup e só depois passar a fazer backups via WiFi.

A diferença entre usar o filesystem ext4 e o hfs+ também é a forma como os ficheiros são guardados. Enquanto o hfs+ faz um diretorio que pode ser navegado manualmente onde vão ver os vossos ficheiros, se o sistema for montado com ext4, será criado uma sparse image ou sparse bundle. Se navegarem até ao disco de backup o que vão encontrar é um conjunto de ficheiros, chamados bands. O que o Time Machine faz é criar um disco virtual que grava em blocos de 8 MiB e cada um desses ficheiros é um bloco desses.

Se se sentirem radicais e com tempo para fazer a experiência com o filesystem HFS+ da Apple, ficam aqui as instruções que encontrei no forum STM Labs, um forum onde encontraram mais pessoas como nós que gostam destas coisas da tecnologia. Segui as instruções e funcionou tudo bem, até ao momento em que tinha de dar acesso de escrita ao disco para criar o espaço do Time Machine. Se conseguirem escrever em HFS+ a partir do Raspbmc vão ter problemas com o disco de cada vez que alguma coisa correr mal. A solução é verificar o sistema de ficheiros. Para isso vai dar jeito instalar os pacotes de ferramentas do file system hfs+ da Apple para fazerem fsck.hfsplus -f /dev/sdaX.

O veredito final é que prefiri fazer tudo sem o HFS+ no Raspbmc ou o ext4 no OS X. Montar o disco num sistema que não era o de origem e conseguir ter aquilo tudo a funcionar só porque queria evitar o tempo exagerado do primeiro backup via wifi não compensava. Assim, cá está o primeiro backup via wifi que irá durar umas épicas 5 horas, mas estou a trabalhar no Mac e enquanto estiver ao alcance da rede wifi isto vai continuar a fazer sem problemas.

Primeiro backup wifi para o Time Capsule no Raspberry Pi

Primeiro backup wifi para o Time Capsule no Raspberry Pi

Problema das rendas

Há pouco mais de uma semana, soube-se que um conjunto de gestores e empresários havia escrito uma carta ao Primeiro-Ministro, há pouco mais de um mês, a pedirem ao governo que efectuasse mais cortes no sector da energia. Um dos argumentos é muito claro, e já aqui referenciado no Poupar Melhor, mesmo antes do envio da carta: em Espanha, o corte foi a sério!

A carta parece ter sido particularmente forte, pois alegadamente acusa Passos Coelho de estar “seguramente mal informado” a propósito de uma entrevista que deu ao Diário Económico. Acrescentam ainda que “As afirmações do senhor Primeiro-Ministro correspondem à posição de interesses privados para justificar um dos maiores prejuízos infligidos à economia nacional”. Os autores da missiva referem-se ainda ao engrossar do défice tarifário, que permite mascarar tarifas de electricidade que deveriam ser ainda maiores, para cobrir os custos existentes!

Num complemento da carta, Mira Amaral, o primeiro signatário da carta, no mesmo artigo do i, refere que é necessário combater as rendas excessivas, nomeadamente no sector eólico e nos CMEC.

De um ponto de vista exterior, como é o meu, o veredicto é simples: se a EDP se queixou da quebra de lucros em Espanha é porque eles aplicaram cortes! Se não se queixam de Portugal, é porque em Portugal não houve cortes! Argumento semelhante é o da jornalista Elisabete Tavares, que vemos no vídeo abaixo, que também equaciona porque não baixa o preço da electricidade, se se apregoam cortes?

Ora, se o Governo diz que já não há rendas e ainda se vangloriam de números que não tem correspondência na vida real, e nos lucros da EDP, não é preciso muito inteligência para perceber onde está a razão…

Erros 3: O do vamos repetir

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana não gravámos. Aproveitámos para juntar os erros que fizemos nos últimos episódios para encher chouriços e partilhar convosco.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Melhor local para a comida num microondas?

Quando se coloca comida dentro do microondas para aquecer, nem todos os locais são iguais! O centro do prato giratório é o pior local para se colocar comida, pelo que convém colocá-la de forma que rode o máximo durante o período de aquecimento.

Como existe um prato giratório, esta lógica até é perceptível! Se o prato giratório for retirado, ou encravar, então o melhor é desligar o microondas. A comida ficará com um diferencial de temperaturas significativo, com pedaços a ferver e outros frios. Outra forma gira de o testar é colocar um pedaço grande de queijo, retirando o prato rotativo. Literalmente, o queijo ficará com buracos de queijo derretido! Se fizer a experiência tenha todavia todo o cuidado…

No vídeo abaixo, o canal do Youtube SmarterEveryDay dá-nos uma ideia de como o interior do microondas funciona. Já agora, este canal é altamente recomendável, com os meus preferidos episódios a serem sobre o disparo de uma AK47 debaixo de água, e sobretudo a visualização em câmara lenta da queda de um gato.

Multitasking na vida real

Já falamos anteriormente sobre como paralelizar tarefas que rotineiramente efectuamos. Vimos também num episódio do BrainGames como o multitasking também cria os seus problemas, quando estamos ao volante, por exemplo.

Neste artigo de há pouco mais de um mês, temos um enquadramente interessante sobre a investigação académica no domínio do multitasking humano. Debruça-se essencialmente no trabalho de David Strayer, um professor de Psicologia da Universidade de Utah. Parte do seu trabalho de investigação tem sido dedicado ao impacto da utilização do telemóvel ao volante. Como todos nós sabemos, o risco de acidente cresce dramaticamente quando o utilizamos de forma indevida. Tal é particularmente evidente no pequeno vídeo abaixo.

Mas a parte mais interessante do artigo é a descoberta pela equipa de David Strayer de que há uma percentagem pequena da população que consegue executar tão bem as tarefas em multitasking como de forma  separada! A percentagem é pequena, de cerca de 2.5%.E conseguiu descobrir uma pessoa que vai fazendo as coisas melhor à medida que vai somando tarefas em multitasking!

Pessoalmente, não tenho dúvidas que é um número que vai subir. O desenvolvimento científico, e o avanço cada vez mais rápido do tempo, condicionarão certamente a forma como os Humanos evoluirão…