Gasolina sem chumbo volta a subir

Gasolina sem chumbo 95 volta a subir

Gasolina sem chumbo 95 volta a subir

Com o registo sistemático que faço dos consumos de gasolina já não é a primeira vez que aqui anoto quando sobe o seu preço. Já tinha sugerido que a variação podia acompanhar o calendário escolar. Ao observar o gráfico, podemos sempre ver que a curva tende para subir junto aos períodos de férias, algo não relacionado com as subidas do custo do petróleo.

O A.Sousa e eu não temos isto fixo porque certamente que não haverá apenas uma razão. Quem trata o tema fala de oferta e procura justificando depois menos as razões que podem provocar essa variação.

Aparentemente, no último mês, o preço do barril tem subido bastante, mas está a baixar nos últimos dias. O pico que podemos observar pareceu-nos todavia excessivo em relação à variação.

O A.Sousa enviou-me as referências que acompanha do custo do barril de petróleo. Não sendo propriamente o indicador que afeta os preços em Portugal, a relação costuma ser grande. Já está no Dashboard do Poupar Melhor para acompanharmos.

Análise de tráfego TomTom

A TomTom revelou um estudo do tráfego em múltiplas cidades do Mundo, no que designa por Índice de tráfego TomTom. Desde 2007 que este fabricante de equipamentos de GPS estuda como guiar os condutores de uma forma mais precisa até ao destino. Com o suporte de milhões de clientes, capturaram dados de tráfego anónimos, que agora disponibilizam com este valor acrescentado.

O resumo do ano passado, para a Europa, está disponível neste documento. Aí se verifica que o maior congestionamento de tráfego se verificou em Moscovo, seguido de Istanbul e Palermo. Lisboa aparece na 24ª posição e o Porto em 44º.

Nos dados mais pormenorizados, calcula-se que durante um ano, um lisboeta que tenha um percurso de 30 minutos entre casa e o emprego, perda durante um ano 74 horas, ligeiramente mais de 3 dias, devido a atrasos. No caso do Porto, a perda anual é de 61 horas.

Durante a semana, em ambas as cidades, a terça-feira foi o dia da semana em que mais tempo se perdeu no trânsito, enquanto à tarde são as sexta-feiras as que nos fazem perder mais tempo no trânsito, conforme se pode ver nas imagens abaixo. No ano de 2013, o dia 19 de Dezembro foi o de maior confusão na capital, enquanto no Porto tal ocorreu a 27 de Setembro. No caso da capital, a greve no metro parece ter sido o factor catalisador, enquanto no Porto parecem ter contribuído vários factores, como um acidente significativo e as tradicionais obras à portuguesa

O estudo revela vários pormenores interessantes para outras cidades europeias, revelando subrepticiamente vários pormenores culturais e sociológicos…

Estatísticas TomTom para Lisboa

Estatísticas TomTom para Lisboa

Estat

Estatísticas TomTom para porto

Maldita latência!

A latência é um conceito fundamental em muitos domínios, mas do qual a maior parte de nós não se dá conta. É um conceito fundamental em sistemas de telecomunicações, em sistemas informáticos, e em muitas mais situaçõses. Pessoalmente, é um dos conceitos mais importantes com os quais lido na minha vida profissional.

Em sistemas de comunicações, há latências minúsculas, e outras que nos irritam. É muitas vezes mais importante que a própria velocidade de rede, como já este artigo revelava em 1996. É um conceito por exemplo determinante quando se joga online. É porque 1 milissegundo pode fazer toda a diferença… Mas há latências muito maiores, como aquelas associadas ao tempo de carregamento de sites lentos.

Um operador Internet sueco, ume.net, fez uma demonstração extraordinária deste conceito, só que aplicado à vida real. Com uma latência de 3 segundos, literalmente todos nós ficamos descontrolados! Vejam o vídeo seguinte, e vejam como a latência é realmente incómoda, quando é muito elevada:

Pixar vai oferecer o Renderman de graça para utilizadores não comerciais

Renderman by Pixar

Renderman by Pixar

Esta é das maiores borlas que já vi em software. Espero que seja bem aproveitada pelos novos criadores de animação, já que eu já há muito que me deixei disto. A Pixar vai oferecer gratuitamente o seu software premidado para ser utilizado sem custos por estudantes, instituições, investigadores, desenvolvedores e uso pessoal. Para isso bastará inscrever-nos. Este software é só o mesmo com que os filmes premiados da Pixar foram feitos.

As a further commitment to the advancement of open standards and practices, Pixar is announcing that,in conjunction with the upcoming release, free non-commercial licenses of RenderMan will be made available without any functional limitations, watermarking, or time restrictions. Non-commercial RenderMan will be freely available for students, institutions, researchers, developers, and for personal use. Those interested in exploring RenderMan’s new capabilities are invited to register in advance on the RenderMan website to access a free license for download upon release.

Quando estudava Design o software que utilizávamos quer para modelação 3D, quer para animação, mesmo na licença de formação, implicava pagamento e medidas de restritivas físicas no computador. Isto impedia que treinássemos em casa, implicava que tínhamos de ir para a Universidade onde as estações com o software instalado eram limitadas.

Heavy-metal

O que terá heavy-metal a ver com poupança, perguntarão imediatamente os leitores? Eu gosto muito de muitos tipos de música, muito distintos entre si. E o heavy e hard-rock reservo-os para determinadas situações, em que o ritmo é determinante. Tal vem dos tempos do liceu, em que comecei a perceber que fazia os exercícios de Matemática muito mais rapidamente, se estivesse a ouvir um ritmo mais rápido. Tal depois estendeu-se para outras disciplinas e domínios…

A música pode ser determinante noutros domínios da nossa vida, e muitas vezes nem nos damos conta. Já demos aqui exemplos como os dos supermercados, ou da condução. Na verdade, há ritmos para todas as ocasiões.

Mas este artigo surge por causa daquilo que li neste artigo da CityLab, que associa surpreendentemente as nações de maior qualidade de vida, com as nações com maior quantidade de bandas de heavy. Quando vi que os países escandinavos teêm a maior percentagem de bandas de heavy, percebi imediatamente o fenómeno Lordi na Eurovisão de 2006, compreensão que me tinha escapado até agora! A ideia de que isto é um género de música para marginais sai assim claramente contrariada! Como o artigo refere, hoje o metal goza de maior popularidade nos países mais avançados e tolerantes, com níveis de educação musical muito elevados. No mapa referenciado no artigo, e visível abaixo, podemos ver que Portugal não se sai mal…

Se os leitores têm aversão a este género de música, permito-me dar aqui meia dúzia de sugestões “leves”. Ainda antes do heavy, algumas bandas como os Led Zeppelin introduziram a sonoridade. A escalada do ritmo de “Stairway to Heaven” é a forma eterna de passar de uma música lenta para uma mais rápida. Um dos riffs mais conhecidos do rock, de outro dos grupos percurssores do heavy, é sem dúvida “Smoke on the Water” dos Deep Purple. Cá pela Europa, um grupo mais conhecido pelas suas baladas, os Scorpions, arrancou em 1974 em grande estilo com “Speedy’s Coming“. Mais tarde surgiram grupos como os Iron Maiden, do qual destaco “Bring Your Daughter… to the Slaughter”, não pela sua qualidade, mas pela forma como foi vetada pelos Media. Mais recentemente, os Metallica são obviamente uma referência, tendo entrado em grande na década de 90 com “Enter Sandman”, que vemos num dos maiores concertos de sempre! Dos países nórdicos, destacaria uma das vozes mais surpreendentes do Power Metal, nesta interpretação de “O Fantasma da Ópera”.

Aliás, este último exemplo dos Nightwish, é um retrato fiel do artigo da CityLab, dada por exemplo a formação musical da primeira vocalista da banda, Tarja Turunen.

E, os leitores, ficaram surpreendidos como eu, com esta apetência pelo metal por parte dos países do norte da Europa?

Heavy Metal no Mundo

Heavy Metal no Mundo

102ª medição: a da gasolina ter subido e da latência nas comunicações

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana falámos sobre a subida momentânea do preço da gasolina que esperamos venha a acompanhar o preço do petróleo que já voltou a descer.

Terminámos a falar sobre latência, um tema que tipicamente ouvimos falar dele na Internet e que pode vir a tornar-se mais comum ouvir-se falar se deixarmos de ter neutralidade na rede.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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