A negatividade e a estrutura da água

Esta gota não foi maltratada!

Esta gota de água não foi maltratada!

Por vezes há coisas que nos deixam boquiabertos! Desta vez foi a actriz Gwyneth Paltrow, que numa newsletter do seu site, sugere que devemos tratar bem a água, porque a água tem sentimentos! Obviamente, as novidades “físicas” chegaram aos Media rapidamente, primeiro pelas antípodas, até jornais como o Guardian.

Segundo a newsletter, e numa tradução livre, Gwyneth Paltrow está fascinada com a ciência por detrás da energia da consciência e do seu efeito na matéria! Baseia as suas crenças no trabalho de Masaru Emoto, que supostamente chegou à conclusão que a água reage de forma diferente se berrarmos, falarmos ou cantarmos para ela (a água, claro)!

É claro que a risota se instalou na Internet, e rapidamente os Media se “converteram” às teorias! O Daily Mail fala em como a negatividade altera a estrutura do H2O, enquanto o Independent aborda como os sentimentos da água podem ser feridos com sons e palavras negativas. Por cá, o Activa no Sapo parece ter sido o primeiro a dar conta da novidade sentimental, enquanto o observador.pt refere que gritar com o arroz também pode alterar as suas propriedades

Enfim, serve este artigo para, uma vez mais, alertar para as alarvidades que por aí grassam!

O espaço ocupado em disco no OS X

Disk Inventory X

Disk Inventory X

Para descobrir no Apple OSX onde está a ser utilizado o espaço em disco usei o Disk Inventory X. Esta aplicação apresenta-nos graficamente o espaço ocupado em disco pelos ficheiros, como mostram neste video do site Macbreaker.

Quando troquei de portátil para um portátil com disco SSD, como em quase tudo o que faço, lá andei a fazer contar à vida, às necessidades que procurava colmatar e aos ganhos que pretendia obter da troca de equipamentos. O tamanho do disco com que vinha originalmente instalado era um problema essencialmente porque o computador ficava bem mais caro à medida que o disco tinha mais espaço.

Trocados os computadores e movido o perfil do meu utilizador do disco do computador antigo para o novo, lá descobri que havia espaço a menos e ficheiros a mais, principalmente porque uso o computador para guardar todas as fotos e filmes da família. Mas mesmo retirando as fotos da equação, o espaço ainda estava curto, pelo que fui à procura de uma solução para resolver o problema.

O A.Sousa já tinha andado no Windows à procura do espaço no disco. Era um problema que se colocava principalmente até ao surgimento a baixo custo de discos internos, mas que vai deixar de ser uma coisa do passado. Usei o mesmo método que o A.Sousa para saber onde andava o espaço em disco e movi para um disco externo os ficheiros de uns trabalhos gráficos que andavam por ali dos tempos em que era designer.

Os discos que dantes eram compostos por peças moveis são hoje mais rápidos se foram feitos de pastilhas de memória: Solid-State Drives (SSD). O custo por Megabyte destes discos é cada vez mais baixo, mas ainda é caro quando comparado com o dos antigos discos rígidos (HDD). Mas independentemente do custo, as vantagens de utilizar um disco SSD são óbvias e parecem-me sobrepor-se aos problemas que esta nova tecnologia possa trazer. O mais óbvio destes problemas é a falta de espaço para entulhar ficheiros e ficheiros sem nos preocuparmos com isso.

 

Poupança ilógica de água em Barcelos

E esta, hein?

E esta, hein?

Na quinta-feira da semana passada li uma das notícias de poupança mais ilógicas de que tenho memória! Foi no Correio da Manhã, e a notícia, que não chegou a sair online, tinha o título “Poupam mais se gastarem água”.

A notícia descreve como em Barcelos, em determinadas circunstâncias, uma factura da água fica mais barata se se deitar fora água! O artigo apresenta o testemunho do presidente da Junta de Arcozelo, que descreve que “há pessoas que têm de cometer um atentado ambiental, gastar água sem precisar, só para pagar menos de fatura“. O artigo explica que isso acontece a todos aqueles que têm um consumo zero de água, como é por exemplo o caso dos emigrantes. Nesse caso, o presidente da Junta explica que “basta gastarmos um ou dois metros cúbicos de água para pagarmos um valor inferior ao dessa taxa”. Um outro morador, que trata justamente da casa de um emigrante, diz na primeira pessoa: “Venho cá todos os meses abrir as torneiras para assim a fatura ser mais reduzida. São menos dois ou três euros“.

Olhando para o tarifário da água disponibilizado no site das Águas de Barcelos, parece que esta poupança ilógica está baseado nas tarifas de conservação e utilização, respeitantes ao saneamento, e que são visíveis na página 3. Resumidamente, o que acontece é o seguinte:

  • Um consumidor doméstico que não consome água durante um mês paga nesta alínea 6.43 € + IVA
  • O mesmo consumidor doméstico, caso consuma apena 1 m3 de água, paga na mesma alínea 0.35 € + IVA
  • Por cada m3 de água adicional vai pagando mais 0.35€ + IVA por cada m3

Assim, realmente para quem não consuma nenhuma água durante um mês, se abrir as torneiras e despejar 1 m3 de água pelo cano abaixo, poupa nesta alínea mais de 6 euros, mais IVA! A poupança na factura é todavia ligeiramente inferior, pois há que pagar a componente variável do consumo, neste caso correspondente a um m3 de água.

Tráfego no mar

Já falamos aqui como podemos ver o tráfego nas estradas de todo o Mundo, via Google Traffic. Também já referimos aqui como podemos controlar os aviões. No outro dia descobri que há um site que faz o mesmo para os navios, controlando tudo o que se passa no tráfego marinho: Marine Traffic.

Fiquei impressionado com alguns aspectos do site. A possibilidade de ver por exemplo os barcos de pesca, mesmo alguns pequenos. Note-se na imagem seguinte a quantidade de barcos ao largo do País, há uns dias atrás:

Tráfego no mar ao largo de Portugal

Tráfego no mar ao largo de Portugal

Outra funcionalidade interessante é ver os locais onde os barcos mais navegam no planeta. Fiquei particularmente surpreendido com a quantidade que passa aqui ao lado, mas pensando bem, não é de admirar. Dá para descobrir outros aspectos interessantes, como aquele local onde andavam a procurar o MH370…

Rotas marítimas mais comuns

Rotas marítimas mais comuns

Cerveja caseira

Cerveja Artesanal

Cerveja Artesanal

Já não é novidade nenhuma que há por aqui uns apreciadores de cerveja com desejos de fazer a própria cerveja. A indisponibilidade para o fazer não decorre só de andar ocupado com outras coisas e da complexidade envolvida na fermentação de cerveja em casa, mas também todos os Kits que tinha visto até agora tinham de ser comprados no estrangeiro, o que tem o potencial de encarecer qualquer projeto.

No Twitter, o Tiago Dias partilhou que andava de roda de um tal projeto. Eu e outros interessados fomos descobrindo com a conversa como tinha feito e os custos que estimou, embora tudo ainda por alto e sem ser conclusivo uma vez que a cerveja não estava ainda pronta. Para além das contas ele partilhou também o site onde tinha comprado o kit cervejeiro, algo ainda a investigar.

Pelas contas do Tiago Dias, os 80€ “investidos” irão dar cerca de 25 litros. Isto é um valor por litro que é quase o dobro do que custa uma cerveja portuguesa. Outro dos problemas é que… temos de ter garrafas para guardar depois a cerveja. Este é um projeto que parece cada vez mais distante no horizonte do poupar… Mas um verdadeiro teaser no horizonte do melhor.

 

Importância de vento norte na A1

Há já bastante tempo que andava a procurar contabilizar o impacto do factor vento no consumo de um automóvel. É que ainda não fiz o teste da minha pata de lebre, mas tenho que ir preparando a partida!

No passado 24 e 25 de Maio, tive oportunidade de fazer um teste mais científico. Tinha indicações das previsões de vento de que ele iria soprar quase exactamente de Norte, e com uma velocidade constante, durante o trajecto de ida e volta, de Lisboa ao Porto. Dados históricos recolhidos pelo Weather Underground revelam que assim foi, com vento durante o trajecto a soprar a cerca de 25 Km/h.

Os dados abaixo foram recolhidos entre as portagens de Alverca e Grijó, e no sentido contrário. As duas viagens foram non-stop, com uma velocidade constante de 120 Km/h, sem cruise-control. A estratégia de condução passou, ao contrário do que é meu costume, por manter a velocidade o mais próxima dos 120 Km/h, e fiz um blind-test, no sentido de que não controlei por outra forma a duração do trajecto. No final, o trajecto Sul-Norte acabou por demorar mais 31 segundos.

Infelizmente, os dados recolhidos pelo Torque não são tão exactos quanto pretendia. Ainda não consegui calibrá-lo para dar dados de consumo compatíveis com o mostrado pelo veículo, mas esse aspecto será melhorado. Um dos dados recolhidos diz respeito ao “Fuel flow rate/hour(l/hr)“, o indicador que talvez melhor esteja associado ao consumo. Como se pode ver na imagem abaixo, há uma faixa estranha de ausência de valores entre 0 e ligeiramente abaixo de 5. Note-se que os valores de zero não são estranhos, dado que em muitas situações, larga-se pura e semplesmente o acelerador, como é o caso das descidas, em que é possível manter a velocidade de 120 Km/h, sem calcar o acelerador:

A1 ventoDestaque natural para a serra de Aire, que fica situada próxima do Km 100 da A1. Note-se o consumo maior no sentido Sul-Norte, por via da subida, e bastante reduzido no sentido contrário.

Em termos médios, o valor desta variável no trajecto Sul-Norte foi de 12.250 l/hora, enquanto no regresso foi de 10.719. Tal é claramente visível, com muitos mais pontinhos vermelhos em valores mais elevados. Tal representa uma diferença de valores médios de 14%, o que é assinalável, embora inferior ao máximo teórico.

Outros dados médios relevantes das duas viagens estão na tabela abaixo. Também eles condicionam ou foram condicionados pelas duas viagens. Estejam à vontade para comentá-los:

Sul-Norte Norte-Sul
Speed (OBD) 120.53 Km/h 120.68 Km/h
RPM 2240 2243
Engine Coolant Temperature 66.48 °C 66.93 °C
Volumetric Efficiency (Calculated) 69.09% 65.93%
Turbo Boost & Vacuum Gauge 7.89 psi 6.57 psi
Engine Load 66.73% 64.86%
Fuel flow rate/hour 12.25 l/hr 10.72 l/hr
Mass Air Flow Rate 49.19 g/s 43.95 g/s
Intake Air Temperature 18.19 °C 20.38 °C
Intake Manifold Pressure 22.59 psi 21.28 psi