O espião na TV que rouba funcionalidades

The Man From U.N.C.L.E. - One Spy Too Many by MidCentArc

The Man From U.N.C.L.E. – One Spy Too Many by MidCentArc

Não satisfeitos com a prática de espiar os seus utilizadores de televisões ligadas à internet, a LG decidiu que se não aceitarmos as regras deles, transmitidas através de um End User License Agreement (EULA), deixamos de ter acesso a algumas das funcionalidades que o televisor prometia. Estamos a falar de envio de informação de uso da televisão de volta para a nave mãe.

Seria tudo dentro da normalidade se o EULA nos fosse dado a ler antes de pagarmos pelo eletrodoméstico, mas este só apareceu ao utilizador que reporta a situação já 2 anos depois dele ter adquirido o aparelho e só depois de um upgrade ao sistema. Com o upgrade o utilizador perdeu funcionalidades como o leitor de conteúdos da BBC ou o Skype. O que é reportado é que o EULA era da televisão e não dos serviços que o utilizador perdeu, pelo que a história ainda é mais estranha…

Mas se pensam que ficou por aqui, desenganem-se. O texto do EULA diz que mesmo que o utilizador decida não aceitar os termos de perda de privacidade e com isso perder as funcionalidades que anteriormente tinha, o sistema mesmo assim continuará a enviar informação de uso de volta para a nave mãe.

A lista de informação que a televisão envia de volta para casa é extensa e segundo o artigo que refiro contém:

  • Nome do canal ou programa que vemos;
  • Pedidos de visualização de conteúdo (imagino que pay-per-view);
  • Termos utilizados nas pesquisas por conteúdo;
  • Detalhe de ações efetuadas enquanto vê televisão (e.g. Play, Stop, pause, etc.)
  • Duração dos conteúdos vistos;
  • Método de input (e.g. RF, Component, HDMI); e
  • Termos de pesquisas gerais.

Com tanta informação a enviar, pergunto-me se o equipamento algumas vez chega a ter recursos disponíveis para mostrar conteúdos televisivos ao seu dono. Enfim…

100ª emissão: a do espião na televisão que rouba funcionalidades e do disco rígido no congelador

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana indignamos-nos mais uma vez com o espião da televisão que, para além de espiar o dono, ainda lhe rouba funcionalidades se ele não aceitar o acordo de utilização após o UpGrade.

Terminámos a falar de discos rígidos do computador no frigorífico e de avarias nas viagens entre as estrelas.

Esta é a nossa emissão quasi-semanal número 100, o que é um feito considerável para um blog que era para ter durado 1 ano. Durante este tempo todo falámos que mais do que poupar. Falámos em fazer melhor aquilo que sempre fizemos da mesma maneira.

A todos os que nos acompanham, obrigado por estarem aqui connosco.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Maior ventilação no frigorífico

Depois de ter sido surpreendido pelas temperaturas no nosso frigorífico, voltei às medições. Como a evolução se havia parecido com a homogeneidade relatada neste artigo, retirei alguns alimentos à volta dos termómetros, para permitir uma maior ventilação dentro do frigorífico.

Os resultados, visíveis no gráfico abaixo, permitem verificar um regresso a uma maior estratificação térmica dentro do frigorífico. A temperatura na parte inferior do frigorífico registou uma diminuição de temperaturas, mas na parte superior registou-se um aumento, sobretudo nas temperaturas mínimas.

As medições vão continuar, para perceber se se consegue melhorar o desempenho do frigorífico, baixando as temperaturas, quer na parte superior, quer na inferior.

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Evolução de temperaturas no frigorífico após maior ventilação

Faça uma plataforma para brincar a partir de uma rampa de crianças do IKEA

Plataforma com Lego

Plataforma com Lego

Há muito tempo comprámos no Ikea um escorrega para crianças com arrumação que hoje já nem existe na coleção Stuva. (Ver aqui o aspeto original). O escorrega deixou de ter uso porque as crianças cresceram e o objeto ía sair de casa pela porta pequena.

Depois de o desmontar todo para o levar para fora de casa comecei a pensar nas dificuldades das crianças em gerir as construções da Lego.Depois de tudo montado e quando chegava a hora de ir deitar, lá tinham de andar a mover construção a construção para o destino final do dia.

Para além de ser moroso por natureza movimentar construções da Lego, é uma tarefa muito mais cansativa para os pais que têm de repetir 30 vezes que as coisas não estão ainda arrumadas.

Tábuas do escorrega e arrumação Stuva do Ikea

Tábuas do escorrega e arrumação Stuva do Ikea

As peças que tinha à minha frente tinham todos os condimentos para se tornarem num novo objeto. Um auxiliar de brincadeiras. Uma plataforma móvel que permitisse arrumar tudo muito rapidamente por estar em cima de rodas.

Rodas das gavetas do escorrega e arrmução Stuva do Ikea

Rodas das gavetas do escorrega e arrmução Stuva do Ikea

Era preciso aproveitar tudo ao máximo. As rodas, as tábuas que compunham o escorrega, as gavetas de arrumação. Até os parafusos.

Parafusos do escorrega e arrumação Stuva do Ikea

Parafusos do escorrega e arrumação Stuva do Ikea

Os parafusos eram ligeiramente acima do tamanho necessário para fixar as rodas na tábua que decidi transformar em superfície, por isso tiveram de ser reduzidos. Não que não existam na caixa de ferramentas de qualquer homem mais 50 tamanhos diferentes de parafusos, mas este era um ponto de honra.

Parafusos das rodas do escorrega e arrumação Stuva do Ikea depois de reduzidos

Parafusos das rodas do escorrega e arrumação Stuva do Ikea depois de reduzidos

Reduzido o tamanho dos parafusos, fixei as rodas à tábua. O material do Ikea é geralmente composto de um prensado de madeira coberto a folheado fino o que permite utilizar um parafuso quase rombo. Depois de aberto o buraco para entrar o parafuso no folheado, o prensado não resiste a mais uma das ferramentas do arsenal da caixa de ferramentas: a chave de parafusos no berbequim.

Rodas colocadas na tábua retirada do escorrega e arrumação Stuva do Ikea

Rodas colocadas na tábua retirada do escorrega e arrumação Stuva do Ikea

O resultado final já o viram em cima na primeira foto. A plataforma permite brincar quase junto ao chão ou colocar a plataforma em cima de uma cama.

Não satisfeitos, decidimos que podíamos aproveitar as gavetas para arrumar os livros debaixo do beliche do mais velho. Foi um bónus.

Gavetas do escorrega e arrumação Stuva do Ikea a servir de arrumação para livros

Gavetas do escorrega e arrumação Stuva do Ikea a servir de arrumação para livros

Olho nas eólicas

O programa Olhos nos Olhos na TVI24, com Medina Carreira, e normalmente Judite de Sousa, entrevista semanalmente pessoas com reconhecidas competências em diferentes áreas. Com o Medina Carreira já não apreendo nada de novo, e o que menos suporto nele é interromper o convidado…

A semana passada, desta vez com um surpreendido José Alberto Carvalho, o convidado foi o professor Clemente Pedro Nunes, do IST. A sua intervenção foi muito clara, com gráficos e explicações simples.

Já ouvira falar deste professor, mas não me lembrava donde. Foi necessário pesquisar nas minhas notas, para recuperar um artigo que um amigo me havia enviado há dois meses atrás. Era um artigo que havia saído no Expresso, de Mira Amaral, que referenciava o professor Clemente Nunes. Na altura li ainda uma apresentação que o Professor havia efectuado na Ordem dos Engenheiros. A apresentação é um bocado densa, mas tem um conjunto de indicadores importantes que nos explicam porque nos enterramos neste domínio…

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Artigo de Mira Amaral sobre o tema das eólicas, no Expresso, em Março

Mas o programa da TVI24 vai ainda mais além, explicando como temos vindo a ser enganados, em função de interesses que estão no terreno. Particularmente interessante é ouvir o Professor Clemente Nunes falar de tudo o que é necessário montar para que não falte electricidade quando não há vento… Fala também sobre a dívida tarifária (que eu conhecia pelo termo défice tarifário). E explica o que aconteceu em Espanha, e que referenciamos no artigo sobre os cortes na eólica em Espanha.

O Professor explica depois como nós consumidores temos que pagar isto, por lei! É um negócio da China, como comentava Medina Carreira no programa. E que Clemente Nunes dizia que tudo isto é capitalismo decretino (notem o trocadilho…), por ser resultante de decretos… Não percam o programa, para perceber como funciona este sector, que só agora se começa a escrutinar:

Abrir uma garrafa de champagne à homem

Dando sequência a essa grande linha de publicações do Poupar Melhor que destaca como o quase extinto macho latino pode fazer as suas obrigações em grande estilo, apresentamos a maneira tradicional de abrir garrafas de Champagne: com um sabre!

Para além da vantagem que apresentador indica de puderem dar uso a um utensílio inútil nos nossos dias, o sabre, podem ainda falar com sotaque francês enquanto efetuam esta proeza com todos os detalhes explicados no vídeo acima.

Se por outro lado se quiserem expor ao ridículo do homem comum, basta usarem as técnicas demonstradas no vídeo abaixo com grandes clássicos como abanar a garrafa como se não houvesse amanhã e abrir a garrafa com os dentes.