PiPhone


Os blogs tecnológicos estavam ao rubro com esta maluqueira. Um senhor fez um telemovél a partir de um raspberry Pi. Já sabem que tudo o que meta um Pi que seja é motivo de alegria também para mim e por isso lá fui como os outros todos ler o que o senhor David Hunt tinha andado a inventar.

O video mostra um telemovel feito com um Raspberry Pi, completo com ecrã TFT tátil e bateria recarregável. O  conjunto é muito semelhante ao protótipo do primeiro iPhone e faz lembrar o projeto de montar o nosso próprio telemóvel, mas menos pulido.

O resultado final não é sequer utilizável no dia a dia porque, como diz o autor da proeza no próprio video, o conjunto aquece bastante e não seria boa ideia fechá-lo numa caixa. Do aspeto da coisa, não seriam apenas os chips do RPi que fritariam, mas também os miolos do utilizador.

O conjunto, como reporta o próprio autor, não se fica por aqui. O custo conjunto das peças, e sem somar a mão de obra qualificada que concebeu e contruiu, ficou-se pela módica quantia de $158. (Serão dollars americanos?)

Cabo USB não carrega?

Os cabos USB podem parecer todos iguais, mas na verdade podem esconder muitos pormenores. Uma vez que hoje em dia são muito utilizados para carregar os nossos telmóveis e tablets, convém estar atento à qualidade do cabo…

Os cabos USB têm fios distintos para a transferência de dados e para a transmissão de electricidade utilizada no carregamento dos equipamentos. Os cabos de menor qualidade têm tipicamente um AWG de 28, enquanto os cabos melhores têm um AWG de 24, ou mesmo menos. Note-se que um AWG menor significa um cabo com maiores qualidades!

Como podem ver na imagem abaixo, nem sempre é fácil descobrir esta informação. E nem todos os cabos a apresentam visível. Este artigo tem mais informação detalhada sobre este tema. Se é daqueles que repara nas diferenças dos tempos de carregamento em situações distintas, esta é uma das explicações…

AWG de cabos USB

Poupanças nos documentários

Era um grande adepto de documentários, especialmente os de Natureza. Até que, com evidente choque, descobri a semana passada que nem tudo o que passa nesses documentários é assim tão, digamos, natural…

O artigo que me chocou é de um jornal espanhol e chama-se apropriadamente o lado obscuro dos documentários. A descoberta mais chocante desse artigo foi descobrir que a imagem de uma águia a transportar uma cabra para o seu ninho, da série “El Hombre y la Tierra“, que marcou a minha adolescência, estava afinal, digamos, adulterada. Para quem não conhece, ou não se lembra, a cena era a seguinte:

Segundo Fernando Rodriguez Jimenez, que escreveu o livro “Asi se hizo el Hombre y la Tierra”, e se justifica aliás no seu blog, a cabra foi morta e enchida com papel para a tornar mais leve, sendo depois transportada pela águia para o ninho… Não consegui obter o trecho do livro, mas vários comentários na Internet atestam o facto. O próprio programa explica como é que se treina estas maginíficas aves, conforme podem ver neste trecho disponibilizado pela televisão espanhola.

O documentário a que aludia o artigo inicial do El Mundo era “Shooting in the Wild“, de Chris Palmer. Chris é ele próprio um realizador de documentários, e por isso sabe do que fala. Vejam como na entrevista a seguir ele revela muito dos truques por detrás dos documentários:

Várias das montagens me chocaram. As filmagens dos lobos. O esqueleto da orca. Mas o pior foi mesmo saber dos lemmings. Um filme da Disney, White Wilderness, teve a ideia brilhante de atirar esses roedores fofinhos por uma escarpa abaixo! O documentário, que ganhou o Óscar para melhor documentário de 1958, ajudou a propagar a ideia de que os lemmings se suicidavam, quando na verdade se sabe que não é assim!

A ideia de poupar dinheiro e tempo nestes domínios é uma ideia que me repugna profundamente! Vou passar a olhar os documentários de outro modo. Aliás, desconfio que nunca mais acreditarei piamente em nada que me transmitam por esta via…

Os resultados do Benfica e a economia

Taxa de crescimento (%) do PIB a preços constantes (base=2006) em Portugal  com valores coloridos por troféus conquistados pelo Benfica

Taxa de crescimento (%) do PIB a preços constantes (base=2006) em Portugal
com valores coloridos por troféus conquistados pelo Benfica

Sem qualquer explicação racional, tenho um carinho pelo futebol do Benfica. Isto contraria toda a racionalidade em que enquadro as minhas decisões, vá-se lá saber porquê… Mas há outras coisas que não podem contrariar a racionalidade sem que eu deixe de me questionar: “Será mesmo assim?”

As lendas do glorioso avolumam-se em torno dos seus desportistas heróis, mas também em torno dos benefícios que a nação benfiquista transborda para a nação portuguesa. Ora a tese que é mais comum ouvir é de que as vitórias do Benfica beneficiam o país e que este cresce de forma relacionada com o clube do meu coração.

Para verificar esta fé, juntei os dados da variação do PIB recolhidos no Pordata à data de 9 de abril de 2014 com a invejável lista de competições ganhas do Sport Lisboa e Benfica de forma a procurar uma relação entre ambas. Os valores encontrados no palmarés futebolístico do Benfica já seriam dignos de nota, mas o nosso desporto é outro.

O Benfica ganhou 84 troféus entre 1910 e 2014:

  • Campeonato de Lisboa (Entre 1906/07 e 1946/47)
  • Campeonato de Portugal (Entre 1921/22 e 1937/38)
  • Campeonato Nacional da I Divisão / I Liga
  • Supertaça “Cândido de Oliveira
  • Taça “Ribeiro dos Reis” (Entre 1961/62 e 1970/71)
  • Taça da Liga – 4 Títulos
  • Taça de Portugal – 24 Títulos
  • Taça dos Campeões Europeus / Liga dos Campeões
  • Taça Ibérica

Em todos os anos entre 1980 e 1985 o Benfica ganhou 2 troféus em simultâneo e entre 2009 e 2012 conquistou sempre a taça da liga.

Sobre os valores de variação do PIB, o A.Sousa já nos explicou como estes podem ser calculados ao gosto do freguês, razão pela qual optei por apresentar o primeiro que encontrasse no Pordata. O resultado do cruzamento entre a existência de vitórias do Benfica e a variação do PIB é que o gráfico ilustra.

Para validar a teoria de que o Benfica daria um bom catalizador do nosso sucesso o que teríamos de encontrar era uma relação constante entre a variação positiva ou negativa do PIB e as vitórias do clube do nosso coração.

O que o gráfico parece mostrar é outra coisa. Pintámos a vermelho, a cor da nossa alma, as variações do PIB dos anos em que o Benfica conquistou 1 ou mais troféus e a cinzento as que o Benfica, para nossa angústia e sofrimento, não conquistou quaisquer troféus.

Embora não seja observável pela análise visual do gráfico, nem no mesmo ano, nem no ano seguinte, uma variação positiva coincidente com as competições ganhas do Benfica, o que vamos encontrar é uma relação entre os maus resultados do Benfica e as variações mais fracas, ou mesmo negativas, do PIB nos anos em que o Benfica não conquistou quaisquer troféus.

A critica a esta observação poderá dizer que não será este o único fator que provoca a variação do PIB. Para esta critica a minha resposta é um lacónico “Sim”, mas o que é que isso interessa agora?

97º ardil: o dos lemmings que não se suicidam e do Benfica que não melhora a economia

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana ouvimos os mitos da nossa juventude a ser desfeitos com a revelação de que afinal os lemmings não se suicidam e que os troféus do Benfica não melhoram a economia.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Como testar um comando remoto?

Quanto o comando remoto deixa de funcionar, o teste que habitualmente fazia era verificar com um multímetro o nível das pilhas. Agora descobri uma forma muito mais rápida para verificar se o comando está a funcionar: apontá-lo para uma câmara digital ou telemóvel. O sinal infra-vermelhos é claramente visível para estas câmaras, conforme podem ver no vídeo abaixo.

Como todos devem saber, nós não conseguimos ver os infra-vermelhos, pelo que não os apontem aos olhos! Infelizmente, alguns telemóveis como o iPhone 5s filtram os infravermelhos, pelo que terá que verificar com um comando operacional se a sua câmara realmente consegue ver os infra-vermelhos. O que me faz lembrar que é capaz de haver mais aplicações para as câmaras digitais…