Água em caso de emergência

Muitas vezes não estamos preparados para uma emergência. Felizmente, não acontecem muitas vezes. Pode ser um terramoto. Pode faltar a água e/ou a electricidade. Pode haver um temporal muito grande.

Ter água para uma emergência é das coisas mais importantes. Se já lhe faltou a água em casa, quase de certeza se deu conta da sua importância. Quase certamente mais importante que a falha de electricidade.

Num artigo do início deste mês, o site Art of Manliness elaborou um artigo sobre a quantidade de água que devemos ter guardada para uma emergência. Eles sugerem pelo menos 3 dias de consumo, mas o ideal é que seja de duas semanas. Por cada pessoa sugere-se pelo menos 7 litros por dia…

Obviamente, todo o cuidado é pouco na sua conservação. Eles sugerem que a água de rede não seja conservada mais de um ano, mas eu diria que isso é tempo demais. Há diferentes recipientes, de muitos tamanhos, que podem ser consultados no artigo.

Cá em casa, a nossa estratégia é sempre ter água a mais guardada. Consumimos muita água comprada, sempre de garrafões de 6 litros. O que fazemos é rodar esses garrafões, mantendo sempre um stock adequado. Só aconteceu uma vez ficarmos sem água de rede, mas foi por pouco tempo. Por isso, pode parecer excessivo todo este trabalho, mas ele já está interiorizado. Se alguma vez acontecer algo, e esperemos que não, estaremos preparados nesta dimensão.

95º armazenamento: o da publicidade gratuita para o Windows XP e do armazenamento de comida e água

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana falámos de como o não-fim anunciado do Windows XP já se transformou em lucro e publicidade gratuita para a Microsoft.

Falámos também da preocupação do A.Sousa em manter um armazenamento de comida e água pronto para a eventualidade de entrarmos em quebra de fornecimento no país.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Espaço ocupado em telemóveis e tablets

Espaço ocupado no meu telemóvel

Espaço ocupado no meu telemóvel

À medida que vamos utilizando os nossos telemóveis, e também tablets, eles vão-se enchendo. Até ao dia em que recebemos uma notificação de que já não temos muito mais espaço…

No outro dia, vi uma dessas mensagens num telemóvel de um amigo. Fomos logo atacar o problema. Pesquisei por uma app que nos ajudasse na nossa tarefa, e o objectivo era encontrar algo semelhante ao SpaceMonger que utilizo em PCs.

Encontrei o DiskUsage, que nos ajudou a resolver então o problema. Corri então também no meu telemóvel, e para grande surpresa minha, estava também já bastante cheio, como podem ver na imagem ao lado. Estava cheio num sítio onde eu não esperava: uma directoria chamada LOST.DIR. Um sítio onde o Android (e os Linuxs) colocam ficheiros “perdidos”. No meu caso, fiz uma análise aos ficheiros, e consegui apurar que se tratavam de dois vídeos. Após acrescentar a extensão .mp4, consegui perceber que eram dois vídeos grandes que eu tinha efectuado…

De qualquer forma, esta é uma app que promete ser muito útil. A mim libertou-me 7.7 MB! Podem mesmo clicar nas diversas sub-directorias e ir encontrando aquilo que mais espaço ocupa…

Temperatura das paredes

Antes do verdadeiro regresso da Primavera, havia tido a oportunidade de registar as temperaturas em três paredes distintas cá de casa. Para isso utilizei um termómetro a infravermelhos, sendo que os resultados não me surpreenderam…

Medi a temperatura em três paredes: a parede interior da sala, a parede do corredor interno e uma parede externa no quarto mais frio…

Parede exterior

Parede exterior

Na parede externa do quarto mais frio foi observada a temperatura mais baixa, como é visível à esquerda. A temperatura de 15.3 ºC é uma temperatura fria, e por isso é necessário ligar-se por vezes o aquecimento.

Tal não quer todavia dizer que a temperatura do ar ambiente seja de 15.3 ºC, até porque as temperaturas das paredes internas são maiores. A temperatura da habitação tenderá assim para o equilíbrio das várias paredes.

Por sua vez, estas são influenciadas pelas temperaturas exteriores a essas, e como o quarto tem duas paredes exteriores, durante o Inverno tenderão a arrefecer mais depressa.

Neste contexto, a importância do isolamento e das pontes térmicas adquire uma importância significativa!

Corredor interno

Corredor interno

No corredor e hall interno, a temperatura encontrada nas paredes é muito estável. A imagem ao lado mostra-nos uma temperatura dois graus Celsius maior que a observada na parede exterior.

Da diferença de temperatura entre este espaço e os quartos já havíamos falado neste artigo. Já na altura havíamos observado uma diferença de cerca de dois graus, tal como neste exemplo.

Como referimos nesse artigo, fechando as respectivas divisões, contribuiu-se para manter o núcleo da casa mais quente no Inverno, e naturalmente mais fresco no Verão… Obviamente, neste caso as divisões fora desse núcleo sofrem um diferencial de temperaturas maior…

Parede sala

Parede sala

Finalmente, na parede da sala, a temperatura registada é ainda mais elevada. Tal acontece porque a sala é a divisão mais quente da casa. Como se pode observar à esquerda, a temperatura é quase um grau celsius superior ao do hall.

No Inverno, já relatamos aqui como o Sol faz maravilhas. Infelizmente, tal não foi o caso neste Inverno! Por isso, o aquecimento esteve mais tempo ligado. Felizmente, uma boa utilização de várias barreiras térmicas contribuiu para a minimização desse aquecimento…

Convencer alguém bocadinho a bocadinho

Quando quiserem convencer alguém de algo, não o façam à grande. Comecem com algo pequeno e avancem daí. Este pequeno filme exemplifica com a teoria por de trás da técnica. Na realidade já faziamos isso por aqui, um post cada dia.

O “fenómeno” Telexfree

Ontem ouvi falar pela primeira vez no Telexfree. Nem queria acreditar no que lia, neste caso no Correio da Manhã: que havia pânico para os lados da Madeira, por causa de um “esquema em pirâmide” segundo o jornal. No artigo referia-se que haveria cerca de 40000 contas apenas na Madeira, e que a dimensão do “fenómeno” preocupava as autoridades devido à sua dimensão. E segundo o site telexfree.pt, recolhido ontem, na Madeira estarão a ser movimentados 55 milhões de euros:

Site telexfree.pt em 2014-04-16

Site telexfree.pt em 2014-04-16

Fui procurar um pouco mais sobre o “fenómeno”, e uma das primeiras coisas que descobri foi que o Telexfree deve ir ainda este ano a julgamento no Brasil. O Telexfree parecia anunciar um serviço de VoIP, conforme se pode ver pela sua página na Internet, guardada no arquivo da Internet. O site verdadeiro, desconfio que nunca mais voltará a funcionar…

Mas como há muita gente que pensa que se pode enriquecer facilmente, parece que ele durou uns inacreditáveis dois anos e dois meses. Aliás, este site Tenho Dívidas está cheio de informação sobre o Telexfree, e vários outros sistemas semelhantes…

Esta semana, a empresa que geria o Telexfree ficou em apuros. O que se passa exactamente não parece ser muito claro…

Mas o que se passa na Madeira é verdadeiramente preocupante. Basta ler algumas notícias para perceber a dimensão do problema. Ler as centenas de comentários é ainda mais educativo. O “fenómeno” parece ser tão expressivo, que até há artigos sobre a “sociedade multinivel”, o qual referencia até Alberto João Jardim, que há dias referia que “A agricultura constituiu, permitam-me a comparação, uma espécie de Telexfree neste tempo de crise”…

Enfim, andam por aí muitas coisas deste género. Umas mais escandalosas de que outras. Promessas de dinheiro fácil, algo que todos deveríamos saber que não é bem assim!