Lâmpadas fluorescentes

As lâmpadas fluorescentes não possuem um princípio de funcionamento tão simples quanto as lâmpadas incandescentes. Sempre me fascinaram por isso, e ao longo do tempo fui aprendendo algo sobre elas.

Percebi que era necessário um arrancador. Aprendi também há uns anos que contêm mercúrio, pelo que devem ser manuseadas com cuidado, para não partirem. Pelas mesmas razões, não devem ser deixadas no lixo, mas sim entregues em locais de reciclagem, sendo que eu as deixo onde compro as novas. Também já aqui mostramos como as fluorescentes compactas podem ser usadas como lanterna.

A semana passada descobri o vídeo abaixo, e fiquei a perceber ainda mais sobre as fluorescentes, o seu modo de funcionamento e a sua história. É um vídeo curto, e que nos ensina imenso:

Recuperar ficheiros apagados num disco externo com o OSX

TestDisk, Data Recovery from CG security

TestDisk, Data Recovery from CG security

Imaginem que queriam ter uma única base dados para os vossos XBMC e decidiam seguir o guia do XBMC para o fazer. Imaginem que pensavam que ia correr tudo bem. Imaginem que o vosso maior receio fosse perderem os filmes dos vossos filhos. Pois foi o que me aconteceu! Não é só que ficavam sem os filmes, mas que tinha de ir buscar novamente os DVD e voltar a convertê-los para ficheiros, o que demora tempo e tira-me o tempo que podia estar a fazer outras coisas.

Numa distração via linha de comandos apaguei todos os filmes dos meus filhos no disco partilhado. Como o disco tem de ser num sistema Windows (NTFS) porque o router não entende outros sistemas de ficheiros, tive de procurar uma possibilidade de recuperar os ficheiros que funcionasse no OSX e recuperasse ficheiros nesse formato.

Nestas coisas o mais importante é desligar o disco e não escrever mais nele. Os sistemas de ficheiros mais comuns não eliminam realmente a informação do disco, mas apenas a marcam como estando apagada para o utilizador não a ver e poder ocupar o espaço com nova informação se tal for necessário. Isto dá-nos a possibilidade de recuperar os ficheiros que ainda não tiverem sido reescritos por cima.

Não vos vou maçar com os detalhes de todos os comandos que tive de dar para recuperar os filmes das crianças, mas digo-vos que passei momentos de irritação e ansiedade. É muito difícil encontrar aplicações para o OSX que me permitam recuperar os ficheiros apagados por linha de comandos. Grande parte dessas aplicações são pagas a valores que entendo elevados para uma funcionalidade que deveria existir por defeito no sistema operativo. Não faltaram momentos de ansiedade enquanto não encontrei uma solução para o problema. Imaginar as crianças a censurarem o meu erro quando fossem tentar ver os filmes que o pai ainda não tivesse redigitalizado é o suficiente para tirar o sono a um adulto.

Mas tudo se resolveu pelo melhor quando encontrei o TestDisk. Este utilitário de linha de comandos também permite recuperar partições e ficheiros noutro sistemas como FAT, exFAT, NTFS e ext2/ext3/ext4 e também copiá-los de partições apagadas. Estas funcionalidades estão disponíveis para Windows, Linux e Apple OS.

App Torque para OBD-II

Depois de na semana passada termos referido a epopeia que foi conseguir o equipamento que faz o interface com o sistema OBD-II do carro, hoje vamos referenciar a aplicação que estou a utilizar no telemóvel Android.

Comecei por descarregar a aplicação gratuita Torque Lite. Com ela comecei as primeiras experiências, incluindo a comunicação com o equipamento através de Bluetooth. Ainda experimentei algumas dificuldades, mas nada de extraordinário. Rapidamente percebi que se queria determinadas funcionalidades, teria que passar para a versão paga, que custa 3.55 €. Mas só a comprem eventualmente depois de verificarem o bom funcionamento da versão gratuita…

Já fiz várias experiências, e esta app vale bem o dinheiro que custa. O conjunto de funcionalidades é muito interessante, permitindo a visualização em tempo real dos parâmetros do automóvel, a que se juntam outros recolhidos pelo telemóvel (eg. GPS). Infelizmente, a complexidade da app faz com que algumas funcionalidades não sejam rapidamente usáveis.

Outras são ainda para mim um enigma, como é o da passagem dos vídeos gravados pelo Track Recorder, um plugin para a versão paga do Torque. A forma de passagem entre telemóvel e computador é um grande disparate, e não funciona comigo. E com muitos outros utilizadores Internet. É uma aplicação Java, e provavelmente devido a questões de configuração e/ou segurança, não funciona. Mas irá funcionar, nem que tenha que ser pelo caminho difícil…

Enquanto não pomos aqui os nossos próprios exemplos, mostramos abaixo um dos inúmeros exemplos no Youtube:

Medidas de prosperidade financeira

 

Real Gross Domestic Product (GDP) and Genuine Progress Indicator (GPI) per capita in the U.S. between 1950–2004 (in year 2000 dollars).

Real Gross Domestic Product (GDP) and Genuine Progress Indicator (GPI) per capita in the
U.S. between 1950–2004 (in year 2000 dollars).

O A.Sousa andou a ler sobre o consumo por causa de uma notícia relativa ao recuo de vendas de micro-ondas nos Estados Unidos. Para o A.Sousa seria interessante saber se há indicadores deste tipo para Portugal.

Os autores do artigo procuravam verificar se o consumismo era um melhor indicador para a prosperidade económica, em detrimento dos níveis de rendimento. A discussão não é nova e com a financeirização da política, passámos a ouvir muitas vezes falar no Produto Interno Bruto (PIB) como um indicador de prosperidade.

A principal acusação que existe contra a utilização do PIB como indicador de prosperidade financeira é uma velha anedota que me contaram sobre frangos e pessoas para explicar o problema da utilização da média como forma de síntese:

Se tivermos 4 pessoas e 4 frangos para essas pessoas, não há nada que nos garanta que cada pessoa come um frango.

A média não é um bom indicador de divisão igualitária. Assim, quando se fala do total de valor (PIB) para um total de população (Pessoas) ficamos com a história dos frangos e das pessoas: O guloso pode ter comido 3 frangos sozinho e o egoísta comido o que sobrava, deixando os pobres sem qualquer frango.

Na narrativa dos ocupadores de Wall Street, se 1% da população acumular 99% da riqueza disponível, dificilmente um indicador de conjunto que não tenha em conta a divisão da riqueza servirá de indicador de bem estar de toda a população. Este indicador de conjunto apenas indicará que os bens existem, mas não se todos os habitantes têm acesso a esses bens, quer seja dinheiro, quer sejam fornos micro-ondas.

Decidi pegar no desafio e procurar uma resposta para a pergunta do A.Sousa. Deparei-me logo com o gráfico deste post que retirei desse estudo. O artigo é um estudo para o Estado de Maryland na demanda por um indicador prosperidade melhor. Escolheram para isso um indicador que sintetiza um conjunto de variáveis que se comportam aparentemente de forma relacionada.

As experiências com este tipo de variáveis não são novas, mas também não são aceites de forma generalizada por se suportarem em variáveis que podem ser entendidas que tenham outras razões de variação. Vou pegar nas base de dados sociais disponíveis livremente na internet e ver se haverá alguma coisa que permita gerar gráficos de prosperidade financeira para Portugal que não sofram do problema dos frangos e das pessoas.

O bom exemplo da EPAL

EPAL

EPAL

No Sábado, num pequeno percurso de automóvel de cerca de 5 minutos, tive a felicidade de ouvir um pequeno excerto do programa Tudo é Economia, da TSF. Nesses poucos minutos, que depois verifiquei ser um pouco antes do meio da entrevista, constatei uma tentativa dos jornalistas em extrair do entrevistado uma indicação de subida substancial do valor da água. Perante múltiplas tentativas, a parte final desse excerto teve uma resposta assaz inteligente do entrevistado: são as entidades gestoras que têm que melhorar!

A entrevista, que depois soube ser a José Sardinha, presidente da EPAL, é altamente recomendável, e está disponível aqui (link audio). Durante a entrevista, o presidente da EPAL confirmou que desde 2005 se verifica uma redução de consumo, mas alinhado com o que se verifica na Europa. Ele defende muito a questão da eficiência, a qual já destacamos aqui no Poupar Melhor. A parte que ouvira inicialmente situa-se a partir dos 12 minutos, e aí José Sardinha destaca o que realmente é muito importante: depois do ajustamento das famílias, são as entidades gestoras que se tem que ajustar.

José Sardinha aborda a perda de 40% que as entidades gestoras têm em média no País, e da qual já demos exemplos como este. Essas entidades gestoras têm que olhar para as respectivas casas! José Sardinha gere uma empresa pública que se compara favoravelmente com os melhores a nível mundial, tem as contas equilibradas, sem subsídios europeus ou nacionais. Se o País tivesse indicadores deste género, não estaríamos como estamos hoje…

92º frango: o das experiências com o ODB-II no carro do A.Sousa e dos indicadores de prosperidade financeira

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana falámos das experiências do A.Sousa com o OBD-II no carro dele e de como é preciso atenção na leitura de valores sobre prosperidade económica. Aproveitámos para ligar os 4 frangos e 4 pessoas à questão de um país estar melhor, mas os seus cidadãos não.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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