Consumismo ao longo do tempo

Ao ler há uns dias uma notícia sobre o recuo de vendas de micro-ondas nos Estados Unidos, deparei-me com um gráfico particularmente interessante. O gráfico, reproduzido abaixo, foi originalmente publicado neste artigo do New York Times, e dá-nos uma ideia de como diferentes tecnologias e produtos se estabeleceram nas últimas décadas, neste caso nos Estados Unidos:

Consumismo nos Estados Unidos

Consumismo nos Estados Unidos ao longo das últimas décadas

Os autores do artigo procuraram verificar como o consumismo era uma melhor indicador para a prosperidade económica, em detrimento dos níveis de rendimento. É claro que alguns produtos começaram por ser produtos de nicho, que apenas as famílias mais ricas podiam comprar. Também é verdade que muitos produtos são hoje muito mais económicos que no passado, e daí atingirem uma maior percentagem de lares.

Particularmente interessante é verificar que alguns produtos tiveram mesmo um declínio em determinados períodos das últimas décadas. Algumas dessas variações podem ser explicadas pela Grande Depressão e pela Segunda Guerra Mundial, mas outras não são tão evidentes. Igualmente interessante é a evolução meteórica de alguns produtos, sobretudo nos períodos mais recentes, com o exemplo mais significativo a ser dado pelos telemóveis.

Seria interessante saber se há indicadores deste tipo para Portugal. Alguém conhece?

OBD-II

A primeira vez que vi esta sigla, pensei logo no Obi-Wan Kenobi, do Guerra das Estrelas. Mas o OBD-II não é ficção científica; é aquela interface que os mecânicos utilizam para falar com os automóveis. Já provavelmente todos reparamos que quando levamos os nossos automóveis a uma oficina, e se ele não for já velhinho, o ligam rapidamente através de uma ficha, semelhante às antigas SCART, a uma qualquer máquina.

Já andava de olho nestas fichas há muito tempo, mas ninguém me conseguia explicar bem como me ligava. Os cabos são quase secretos. O software também, pois quem o domina, não conta. E quem não o domina, não sabe… Ainda andei atrás de uns cabos, mais um software opensource, mas não me queria meter num cabo de trabalhos!

Acontece que me dei conta que também existiam uns equipamentos que dispensavam cabos, e que falavam através de Bluetooth. Com telemóveis! Dão pelo nome ELM327 e é possível encontrá-los um pouco por todo o lado na Internet. Descobri finalmente que conseguia mandar vir um da China por menos de 8€, já com portes incluídos. [penitência]

O problema foi o que se seguiu! Fiz a encomenda a 9 de Janeiro, e disseram-me que seria entregue entre 7 a 15 dias úteis depois. Janeiro passou, parte de Fevereiro passou. Comecei a ficar preocupado, e no início de Março estava convencido que nunca veria o equipamento nem o dinheiro de volta. Mas quase dois meses depois, apareceu:

O meu interface com o OBD-II

O meu interface com o OBD-II

Se estão dispostos a esperar tanto tempo, eu comprei aqui.

As instruções fazem falta a todos

XBMC Media Center

XBMC Media Center

A falta de instruções experimentadas é um dos problemas quando tentamos fazermos as coisas por nós próprios. As minhas experiências cá em casa são pequenas evoluções das experiências que outros fizeram e por isso dependo dos registos que encontro na Internet para dar o passo seguinte. Nestas coisas das experimentações, nem tudo são sucessos.

O Raspberry Pi cá de casa é o nosso Home Teather desde que entrou pela porta. A instalação do XBMC permitiu a utilização dos filmes de DVD sem ter de andar a meter e tirar discos. A questão é que depois de colocar o filme num XBMC era preciso andar pelos vários clones que tenho cá em casa a atualizar um a um porque, embora os conteúdos estivessem partilhados no Router WiFi, a base de dados era de cada computador onde instalámos um XBMC.

Isto é relevante porque o trabalho com o filme era feito num computador, mas as ações para a informação ficar disponível tinha de ser feita em todos: adicionar o filme, classificar e identificar se estava visto ou por ver e nos casos dos filmes dos adultos, configurar as legendas.

Já perdi algum tempo de roda das instruções na Internet para construir esta integração, mas falhei redondamente. A Wiki do XBMC mantém um conjunto de instruções para partilhar as configurações da biblioteca do XBMC. Espero que tenham mais sucesso do que eu. Tomo nota aqui das causas prováveis:

  • Versão de XBMC diferente ter modelo de dados diferente;
  • Raspberry Pi estar a dar um erro que não aparece nos logs.

Mais ou menos energia eléctrica?

Já em diferentes ocasiões demos conta da diminuição do consumo de electricidade em Portugal, e da recente retoma. Depois de muitas campanhas de promoção da poupança de electricidade, parece-me natural que o consumo de electricidade até tenha baixado. Pelo menos nós temos feito a nossa parte…

No outro dia descobri que havia um Plano de Investimentos definido para a RNT (Rede Nacional de Transporte). Curioso para perceber um pouco melhor para onde vão os custos que pagamos na factura da electricidade, concentrei-me no documento principal, o PDIRT (Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede de Transporte de Electricidade  2012-2017 (2022)). E os custos não são pequenos, pois o documento refere investimentos de 1.6 mil milhões de euros num prazo de cinco anos…

É um documento muito extenso, e para efeitos deste artigo, parei logo no primeiro gráfico do documento, na página 8. Dá-nos os cenários de evolução da procura de energia eléctrica em Portugal, até 2022. O documento é de Julho de 2011, portanto em plena crise. Fiquei curioso para saber se as previsões desse gráfico, e que parecem condicionar o resto do documento, estariam a bater certo com a realidade. Não pude obviamente deixar de pensar neste artigo.

Descobrir os verdadeiros dados de consumo dos últimos anos foi um pequeno pesadelo. Encontrei dados significativamente diferentes em vários sites. Acabei por descobri-los também na própria REN, nesta página, selecionando o mês de Dezembro e anotando o consumo acumulado para cada ano.

Depois, foi só sobrepor no gráfico original os dados reais de consumo dos anos anteriores, e dos já consumados desde então. O resultado é o gráfico abaixo, que fala por si:

Realidades vs. Previsões

Realidades vs. Previsões

Gráfico sobre se devemos ou não dormir

Podemos não comer, mas o nosso corpo se for privado de sono começa a falhar. Para mim isto é uma preocupação pois é frequente optar por ficar a ler em lugar de ir dormir. Isto não são hábitos saudáveis e o A.Sousa já não é a primeira vez que se preocupa com isso. O site Popular Science publicou recentemente um gráfico que explica a decisão e os seus impactos de forma mais leve e que espero vos ajude a tomar decisões mais informadas sobre o vosso sono.

Go to sleep! by Popular sciense

Go to sleep! by Popular Science

Continente perde rasto a talões

Como os leitores saberão, sou um cliente habitual do Continente. Há dois fins de semana, havia comprado uns itens com desconto, e ao pagar recebi um daqueles talões de desconto adicionais que o Continente atribui aquando da compra:

Talão de Desconto

Talão de Desconto

A mensagem do fundo do cartão não é a habitual, mas também não era para mim uma novidade. Mais surpreendente era a mensagem na factura simplificada, algo que nunca havia visto antes:

Mensagem enigmática na factura

Mensagem enigmática na factura

A minha preocupação, na altura, foi certificar-me que os descontos não se haviam perdido, o que confirmei no dia seguinte. E ficaram por aí as minhas preocupações.

Neste fim de semana que passou, fui outra vez às compras. E comprei umas latas de pêssego em calda. Para minha grande surpresa, na caixa o talão não passou:

Talão não passou

Talão não passou

Depois de tentar várias vezes, a simpática senhora da caixa telefonou a alguém, mas o veredicto foi claro: o talão não pertence a este cartão! Perante a alternativa de esclarecer isto no apoio ao cliente, lá me mentalizei na perda de mais tempo. Mas insisti! No apoio ao cliente o veredicto foi o mesmo: o computador diz que o talão não é meu! I’ll be back, garanti-lhes…

O problema do Continente é que eles próprios referem nas facturas os talões que emitem. Quando cheguei a casa, foi só confirmar o óbvio na factura anterior:

Talão emitido

Talão emitido, mas sem rasto…

É só comparar o segundo código desta imagem anterior, com o código da primeira imagem acima. São o mesmo! Tudo o resto obviamente bate certo, nomeadamente o prazo de validade do talão. No próximo fim de semana, lá voltarei ao Apoio a cliente, para lhes provar que o computador deles anda a perder o rasto aos talões que emite…