Prioridades nas operações matemáticas simples

Alteração à lei

Alteração à lei

A ordem em que algumas operações matemáticas são executadas tem impacto no resultado obtido. Ambas as operações abaixo estão matematicamente corretas, mas os seus resultados não são iguais:

  • 8 – 2 * 3 = 2
  • (8 – 2 ) * 3 = 18

A multiplicação toma precedência no primeiro exemplo, resultando no valor da operação de subtração feita após a operação de multiplicação.

A colocação do parêntesis no segundo exemplo altera a prioridade das operações, resultando no valor da multiplicação, mas só após a execução da subtração que se encontra dentro do parêntesis. Os parêntesis estão lá para garantir essa prioritização.

Ao contrário da língua escrita, a linguagem da matemática simples não tem entoações, tônicas ou interpretações diferenciadas no que se trata de operações. É uma linguagem estável para operações verificáveis por todos sem que para isso seja necessário ocupar n instâncias de um pilar da democracia. A matemática não é compatível com as diferentes possibilidades das interpretações jurídicas a que estão sujeitas as leis dos homens, dependentes de existir ou não jurisprudências e do julgador que as aplique.

Esta explicação foi a resposta a uma provocação que o A.Sousa me enviou hoje:

Dá para perceber porque sobe a electricidade. Parêntesis a mais ou a menos…

O A.Sousa andava nas suas investigações sobre a origem do custo da eletricidade, lá no meio daquele emaranhado de frases a que chamam o Instituto Jurídico, e deve-se ter deparado com esta manhosisse, um lapso… Em duplicado…

Trata-se de legislação que visava dar cumprimento a uma diretiva comunitária sobre os gases de estufa e o valor a transferir para efeitos de publicidade a energias renováveis e o plano de utilização desses fundos pelo Fundo de Português de Carbono, entre outros.

Como se pode ver pela imagem, o cálculo em causa, se executado de acordo com a publicação original da lei, daria um resultado diferente. Será que temos o mesmo tipo de gralhas no resto das leis?

Alteração à lei

Alteração à lei

 

Micro-ondas em segurança

Muitas vezes equacionamos a segurança dum micro-ondas, sobretudo daquilo que lá devemos colocar, e quanto tempo devemos aquecer a comida.

O infográfico produzido pela StateFarm, do qual evidenciamos um pouco na imagem abaixo, dá-nos pistas interessantes sobre alguns cuidados a ter com o micro-ondas. Uma das dicas mais interessantes é de como saber, na dúvida, se um recipiente é ou não indicado para o micro-ondas:

  1. Colocar um recipiente adequado com água
  2. Colocar o recipiente a testar, juntamente com o da água, dentro do micro-ondas
  3. Aquecer no micro-ondas durante um minuto
  4. Se o recipiente a testar estiver quente, então não é apropriado para micro-ondas…

Como é óbvio, não devem testar aqueles que se sabe serem à partida inadequados para micro-ondas, nomeadamente objectos metálicos. Mas esta e outra informação está disponível no resto do infográfico.

Perigos num micro-ondas

Perigos num micro-ondas

89ª tática: a da aposta se o custo da eletricidade irá subir

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana fizemos uma aposta sobre o que iria acontece com o custo da eletricidade. E não se disse muito mais porque um som estranho na gravação não nos deixou. Só depois descobri ser o barulho da minha barba a raspar no microfone.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Temperaturas e electricidade

Há um mês, li várias referências a que o mês de Janeiro passado havia sido o terceiro Janeiro mais quente desde 1931.

Fiquei perturbado com a notícia! Tenho experimentado o que para mim é um Inverno frio! Perguntei a muita gente como achavam que tinham sido as temperaturas de Janeiro? A resposta quase unânime foi a de que tinha sido um mês mais frio que o habitual. Só uma pessoa, o Álvaro, admitiu que tinha sido mais quente!

Ao explorar no outro dia o site do IPMA percebi o que se passava. As temperaturas máximas, isto é, aquelas que percepcionamos durante o dia, foram normais, ou até abaixo do normal, na zona de Lisboa. O que foi mais quente foram as temperaturas mínimas. As três imagens abaixo, retiradas daqui, da esquerda para a direita, evidenciam respectivamente as temperaturas mínimas, médias e máximas.

Mínimas Janeiro 2014

Mínimas Janeiro 2014

Média

Média Janeiro 2014

Máxima

Máximas Janeiro 2014

Mas o que tem tudo isto a ver com a poupança, dirão? É que na investigação que tenho vindo a efectuar dos preços muito elevados da electricidade em Portugal, tenho tropeçado várias vezes no factor temperatura. Basta ver por exemplo o que diz o relatório da REN do mês de Janeiro:

  • Em janeiro o consumo de energia elétrica manteve a tendência de crescimento, com uma variação homóloga positiva de 2.2%. As temperaturas relativamente elevadas não tiveram efeito significativo dado que há um ano se tinham também situado acima da média. Com correção dos efeitos de temperatura e dias úteis a evolução situa-se em +1.5%.
    Na ausência de períodos com temperaturas muito baixas, a potência máxima solicitada à rede situou-se em 8085 MW, cerca de 100 MW abaixo da verificada no mesmo mês do ano anterior..

Este tema continua confuso para mim. Mas vou investigar mais para perceber como é que os desvios das temperaturas são utilizados para categorizar os consumos de electricidade, e como depois a ERSE pega nisto tudo, e aumenta sempre o preço da electricidade!

Dashboard do Poupar Melhor já inclui o mapa de ventos

A próxima vez que forem ao Dashboard do Poupar Melhor, o Mapa de Vento que o A.Sousa nos arranjou já lá se vai encontrar. Fica aqui outra vez a referência ao site original, mas se carregarem na palavre “Earth” que está no mapa também lá vão parar.

A matemática da perda de peso

Já aqui falamos do criticismo a muitas TED talks. Mas, no exemplo do vídeo abaixo, o físico Ruben Meerman dá-nos uma visão muito interessante da matemática de perder peso.

Ruben teve um problema de peso, e resolveu-o. E mostra até um gráfico catita, com uma regressão linear e tudo! Daí, Ruben lança-nos o desafio da pergunta: para onde vai o peso perdido?

Parte da resposta já a havíamos dado no artigo em que abordamos a perda de peso durante a noite. Ruben dá-nos uma visão mais completa, envolvendo a fórmula química associada à queima das nossas gorduras:

C55H104O6 + 78 O2 -> 55 CO2 + 52 H20 + energia

A fórmula da gordura parece ser mesmo C55H104O6! Quando se combina com oxigénio, resulta dióxido de carbono e água. E também energia!