Desaparecimento da fuga de água!

Há uns dias, havíamos detectado uma fuga de água no condomínio. Na altura, verifiquei como era possível que uma pequena fuga de água resultasse num grande volume de água. Posteriormente, verificamos como essa pequena fuga de água era susceptível de ser observada no contador da água.

Simultaneamente, começamos a medir a quantidade de água que pingava nas escadas. Algumas vezes ao dia, pegava no medidor de volumes e media a quantidade de água que pingava. E aí verificamos uma situação deveras interessante: pingava muita mais água que aquela que a fuga do contador indicava! Ou seja, aparentemente havia mais que uma fuga!

Na verdade, a fuga do vizinho era de cerca de 60 ml/dia, enquanto na altura estavamos a medir volumes superiores a 2 litros por dia!

Enquanto eu chegava a esta conclusão, o vizinho também investigava. O vizinho acabou por descobrir a fuga dentro de casa, e depois de a resolver, voltamos a investigar o contador. Agora sim, permanecia estático! A fuga das escadas nada tinha a ver com o vizinho…

Entretanto, começamos a reparar que a quantidade de água que pingava começava a diminuir. Ao princípio, aconteceu lentamente. Depois começou a acelerar. Metendo os valores na folha de cálculo, determinamos que o pingar iria acabar proximamente. E assim aconteceu, conforme podem ver na imagem abaixo, que dá uma indicação do volume de água que saía em função do tempo.

Nesta fase, as dúvidas continuam. Não tivemos que partir paredes para descobrir a fuga. Não se gastou dinheiro inútil. Mas sabemos que temos um problema, e a hipótese mais provável é que estará associada a infiltrações. Mais investigação vai ser necessária!

Registos de uma fuga de água

Registos de uma fuga de água

Existem um milhão de equipamentos vulneráveis

Wemo insight switch

Wemo insight switch

Ainda antes de continuarmos com a investigação do Espião na televisão e procurar saber das conversas que a minha televisão tem com o seu fabricante, o A.Sousa já começou com as provocações. Enviou-me um link para um equipamento daqueles que aparenta melhorar a nossa vida, mas que está disponível para ser pirateado por qualquer chico-esperto com acesso ao Google.

Os equipamentos em causa permitem o controlo de outros equipamentos domésticos através do telemóvel, mas segundo a IOActive existem mais de um milhão de equipamentos destes vulneráveis a todo o tipo de ataques nefastos e prejudiciais ao seu bom funcionamento. Entre estes ataques, encontram-se o uso remoto de funcionalidades existentes sem autorização.

A existência de um servidor num equipamento que não esteja defendido coloca-o disponível para os ataques que qualquer outro computador pode sofrer, como seja a negação de serviços por excesso de pedidos. Neste caso os equipamentos da Belkin permitem a medição do consumo de energia, mas a IOActive afirma que estes podem ser usados para outros fins, como por exemplo:

  • Controlar remotamente o WeMo e os equipamentos a ele ligados através da Internet;
  • Alterar o software no WeMo para lhe instalar outro com objetivos maliciosos;
  • Monitorar o equipamento sem autorização;
  • Aceder a toda a rede interna da casa.

Vantagens da condução sem travagens

Depois de vários artigos a falar sobre a condução sem travões, este artigo faz um balanço, nomeadamente das vantagens e desvantagens deste estilo de condução.

Ao conduzirmos sem travar, não estamos a desperdiçar a energia potencial que adquirimos. Estamos a conservar o momentum adquirido com a aceleração anteriormente efectuada. Quando travamos, essa energia potencial perde-se. Em carros híbridos, essa energia é parcialmente armazenada em baterias. Ao utilizarmos este estilo de condução estamos assim a conseguir as vantagens desses automóveis híbridos, sem termos que andar a passear as suas pesadas baterias!

Ao não utilizarmos os travões, estamos também a poupá-los de um maior desgaste.

Quando conduzimos concentrados em não travar, a velocidade média tende a ser menor. Tal traduz-se naturalmente em poupanças de combustível, pois para além de se pisar menos o travão, também se pisa menos o acelerador! Naturalmente, também a redução da velocidade média aumenta a segurança.

Ao seguirmos este estilo de condução, não nos colamos tanto ao veículo da frente. Tal representa também um aumento da segurança.

Ao evitarmos as travagens, tendo a pensar que estamos também a contribuir para que o enjoo a bordo tenda a ser menor. Mas esta dou de barato, pois uma das críticas à minha condução é que é muito enjoativa…

Em termos de desvantagens, os aceleras não gostarão muito dela. É verdade que se perde algum tempo, especialmente quando se tem de abrandar e deixar maiores espaços à nossa frente. Os Portugueses adoram preencher esses espaços vazios!

É igualmente uma condução com maior exigência intelectual, e logo porventura mais cansativa. Todavia, no meu caso, tende a ser um factor de concentração.

Medindo uma fuga de água no contador

A semana passada falamos da nossa experiência da fuga de água. Tudo a propósito duma fuga de água que detectamos na parte comum do condomínio.

Em vez de partir a parede à procura da fuga, entendemos analisar melhor o problema. Sugeri que os contadores deveriam ser suficientemente precisos para poder detectar a fuga que se verificasse, isto claro se a fuga não fosse na coluna de água do prédio.

Para validar esta hipótese, coloquei uma câmara no meu contador, enquanto fazia a experiência com a fuga simulada na cozinha. E o que verifiquei, através de fotografias, era que o contador se mexia, embora tão lentamente que era impossível detectá-lo ao olho humano.

Por isso, voltei às filmagens. Como podem ver no vídeo abaixo, acelerado na parte do contador 16x, a parte central do contador mexe-se claramente, bem como o ponteiro vermelho à direita.

Depois de validar a hipótese, foi uma questão de filmar os contadores mais prováveis. Começamos pelo piso mais provável. Um dos contadores era diferente do do vídeo, mas também muito sensível. Dois dos contadores mantiveram-se imóveis, mas o outro mexeu-se lentamente! Passou, por isso, a ser o candidato à fuga. Mais uns testes vão ser efectuados, mas a perspectiva agora é partir muito menos parede!

87º papel: o da fuga que desapareceu e do retorno das medições da SamKnows

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana estivemos a falar de como o A.Sousa conseguiu com a ajuda dos vizinhos resolver o problema de uma fuga de água nas partes comuns do condomínio.

Terminámos a revisitar o tema do controlo do serviço de acesso à Internet com o SamKnows.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Subsídio às renováveis são como heroína!

E esta, hein?

E esta, hein?

Cada cavadela, cada minhoca! É o melhor resumo possível para quando tentamos perceber porque sobe tanto o preço da electricidade em Portugal. É coisa para nos deixar muito mal dispostos, mas é melhor que vivermos na ignorância…

Na sequência deste artigo do Expresso, segui um link de um comentário para este outro artigo do ano passado. Apesar de ser da Rádio Renascença, a minha primeira reacção foi confirmar o teor da notícia. E tudo o que vi confirma as personagens, as instituições, e há referências também em termos internacionais. O primeiro parágrafo da notícia resume a coisa de uma forma muito forte:

  • Os subsídios às renováveis já não servem a ninguém. Os fornecedores estão contra, os Estados-membros estão a perder dinheiro, os contribuintes estão a pagar mais pela energia e Bruxelas está farta de um sistema sem regras nem limites.

Quem não poupa nas palavras é Hans ten Berge, secretário-geral da Associação Europeia da Indústria da Electricidade, que diz primeiro que os subsídios às renováveis são como uma droga, que toda a indústria está dependente, que é como heroína, e que todos estão viciados!

Michael Suess, um administrador da Siemens, com uma forte presença no mercado da energia, refere que as “renováveis é um mercado altamente subsidiado”, sendo que não são seguidas as regras normais de mercado. E conclui que se nada mudar, uma coisa é certa, a factura vai continuar a aumentar e é sempre o mesmo a pagar!

Philip Lowe, o director-geral para a Energia da Comissão Europeia, defende uma correcção deste caminho, sobretudo em países como o nosso, que enfrentam políticas severas de austeridade: “Na energia solar voltaica e nas eólicas os preços baixaram de forma dramática, por isso os subsídios também podem descer

O presidente do grupo GDF Suez, Jean-François Cirelli, faz uma pergunta sensata: “Se podemos ter energia através de renováveis por 80 euros, porque vamos desenvolver energia por 300 euros?

Depois de ler esta notícia, e confirmar as fontes, não há dúvidas que vejo as renováveis de uma perspectiva ainda menos positiva! É que o Sol e o vento podem ser de borla, mas não somos nós consumidores que temos que estar a engordar as empresas de electricidade. E como já vimos que é claro que as eólicas são a maior parte deste problema, fica cada vez mais claro para mim que temos sido alvos de um logro gigantesco na última década…