85ª transição: o das tarifas de transição e da decadência dos média

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana falamos falámos sobre os efeitos das tarifas transitórias para a desregulação do mercado. Falámos também de como já há casos documentados de pessoas que estão a abandonar a televisão, naquilo a que o A.Sousa decidiu chamar a decadência dos media.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Mapa de vento

Utilizo frequentemente os sites de meteorologia para saber o tempo que vai fazer. Já aqui falamos das previsões hora a hora, e também referi das previsões de humidade neste artigo, sendo que ultimamente utilizo regularmente o site meteo do IST, que tem não só previsões horárias por localidade, mas também da totalidade do território nacional.

O vento não é um factor importante para mim, mas é importante em muitos contextos. Já falamos aqui por exemplo do seu impacto no consumo de combustível. Mas muitos outros contextos haverá, como por exemplo no domínio do aproveitamento eólico, do qual ontem falamos. E da tempestade que hoje mesmo assola o País, e que coloca o País em alerta vermelho!

O site embutido abaixo é um excelente exemplo em como se pode dar uma visualização muito interessante a dados habitualmente monótonos. Podem ver no site original, os dados do vento do planeta todo! Carregando num ponto do mapa, conseguem ver os dados desse local. Se carregarem na palavra earth, no canto inferior esquerdo, poderão configurar bastantes mais parâmetros.

O contributo das eólicas

Há já algum tempo que desmontamos um dos argumentos mais sui-generis da ERSE, e que diz que o preço da electricidade tem que subir quando o consumo desce, independentemente do consumo subir!

Mais recentemente desmontamos o primeiro argumento da ERSE e que consiste em culpar os preços da energia primária nos mercados internacionais. Os argumentos utilizados são os da própria ERSE! Depois, olhamos para o contributo que a cogeração dá para o aumento de preço da electricidade.

Nesta sequência de investigação, as referências à energia eólica foram aparecendo disfarçadas. Foi preciso juntar vários dados para colocar as ideias direitas. A principal e que não me sai da cabeça é o contributo da energia eólica no mix de produção da electricidade que nos chega a casa. Está bem visível nas factura da electricidade:

Mix Fontes Energia

Mix Fontes Energia

Ora, como representa a maior fonte, se fosse uma energia barata, então o preço deveria baixar? Mas, se está a subir, alguma culpa deverá ter!

A resposta encontrei-a nos vários documentos da ERSE relativa à subida de preços da electricidade dos últimos anos, e que podem ser obtidos a partir deste link. Daí compilei os valores do sobrecusto dos PRE (Produção em Regime Especial), para os últimos anos, e que só este ano representam 1.75 mil milhões de euros, de um total de 2.64 mil milhões de euros dos Custos de política energética, ambiental ou de interesse económico geral. Deste total do PRE, 800 milhões foram logo despachados para os próximos anos, pelo que os vamos pagar com juros…

Do que sobra, a figura abaixo dá-nos claramente a ideia de onde estão os sobrecustos: as eólicas! Nos últimos anos, o sobrecusto anual das eólicas tem sido acima dos 400 milhões de euros, consistentemente acima da cogeração não renovável, e muito acima dos restantes PRE. E isto sem contar com o que é varrido para debaixo do tapete, e que dá pelos lindos nomes de “alisamento dos custos da PRE” ou “diferimento do sobrecusto da PRE“.

Aqui ao lado, em Espanha, o corte nestas rendas excessivas segue dento de momentos. Por cá, até o Primeiro Ministro se queixou esta semana de no passado “termos muitas vezes contratualizado benefícios excessivos nas renováveis“, mas cortar nessas rendas excessivas que todos pagamos na factura de electricidade, nem uma palavra! Para mim, a conclusão é bem simples: as eólicas podem ser boas para o ambiente, mas são más para a minha carteira!

Sobrecusto da PRE nos últimos anos

Sobrecusto da PRE nos últimos anos

Omolete perfeita do Gordon Ramsay

Gordon Ramsay não é só um cozinheiro mediático. Admiro a emoção que coloca na procura pela excelência, mas também a facilidade com que ensina as coisas mais básicas. Sempre que vejo alguma coisa com ele, aprendo algo que utilizo mais tarde.

Desta vez foi a não juntar o sal aos ovos antes de estarem cozinhados. Pessoalmente não entendia porque uns ovos mexidos me saiam bem e outros não e ficavam aguados. Segundo Gordon Ramsay, juntar o sal aos ovos e mexê-los parte os ovos, retirando-lhes as características e desfaz-los em líquido.

O vídeo mostra a simplicidade de como fazer um pequeno almoço com ovos mexidos, muito simples, com um pão caseiro torrado. O toque final do cebolinho é de mestre.

Uma visão sobre a cogeração

Vantagens da cogeração

Vantagens da cogeração

A cogeração era para mim um termo desconhecido, até ter começado a investigar um pouco mais sobre a composição dos preços da electricidade no nosso País.

A cogeração, à partida, é uma coisa boa. Para além do calor que é necessário produzir para determinadas actividades, produz-se igualmente electricidade. Ou seja, o dois em um.

Nalguns casos, parece que é mesmo possível o três em um. Como neste caso, em que para além do aproveitamento da electricidade e do calor, se aproveita também o dióxido de carbono para acelerar a fotossíntese!

Todavia, como a cogeração é um dos argumentos da ERSE para a subida dos preços da electricidade, resolvi investigar mais um pouco para saber porque é que uma coisa boa se torna numa coisa má?

Foi preciso ler muita documentação para levantar um véu do problema. E o documento mais interessante que encontrei é este da ERSE, em que se analisam os factores que contribuem para a variação do preço da electricidade. O documento é extremamente extenso, mas na página 33 diz-nos que o sobrecusto de produção de electricidade através da cogeração variou entre 51.14€/MWh e 70.88€/MWh. No total, a renda anual a pagar, a mais, por este tipo de energia foi de 434 milhões de euros!

Melhorar o wifi com um repetidor de sinal

Gargoyle Wifi Router

Gargoyle Wifi Router

Aqui há uns tempos contei-vos como tinha ganho uma forma de monitorar os meus serviços de rede com o operador.

As crianças não nos facilitam a vida e, para além de desligarem o equipamento sem minha autorização para ligar um carregador de consola, danificaram-no.

Quando me apercebi que estava sem dados liguei tudo outra vez, mas os resultados deixaram de aparecer. O email da SamKnows de resposta às minhas perguntas sobre o que fazer foi claro:

Please dispose of your box in a safe and responsible manner.

E foi o que decidi fazer. Tratei dele de forma responsável. Segui as instruções que encontrei nesta página e… Tada!

Agora temos um Router que faz de repetidor para as partes da casa que não acediam à rede wifi. A solução da folha de alumínio do A.Sousa aqui não resultava tão bem por causa dos múltiplos obstáculos físicos.

Podem fazer isto com o Router da SamKnows, mas também com qualquer outro Router que tenham com alguma capacidade de memória para fazer o serviço.

Os Router com 2 antenas passam melhor por este serviço porque podem usar uma antena para ligar à rede de saída e a outra para estender a rede, mas já experimentei a proeza com 3 Router e o da SamKnows foi o que fez o melhor serviço. Este Router da SamKnows é uma instalação alterada do OpenWRT num TP-link.

O importante é substituir o software original do Router para conseguir configurá-lo de forma a receber e retransmitir o sinal do Router de acesso à internet sem ter de os ligar entre eles por fios. Neste caso usei o software Gargoyle, mas também podia ter sido feito com o DD-WRT ou o OpenWRT.

A configuração do sistema Gargoyle instalado no Router é muito mais direta que o DD-WRT, software que já tinha experimentado num Router Fon2100 e Linksy. Depois de instalado o Gargoyle, podem aceder aos ecrãs de configuração do Router. Nesses ecrãs, ligar o Router à vossa rede wifi que serve de saída para a internet funciona como outro acesso wifi. Uma vez configurado, dizem ao Gargoyle que querem que ele atue como um repetidor.

As paredes podem ser uma barreira intransponível para o sinal, mas com o repetidor a servir de ponte, o sinal já chega ao seu destino.