Autoestrada sem travar

Como vimos anteriormente, é perfeitamente possível fazer um longo trajecto de autoestrada sem travar. Para o conseguir fazer em Segurança, que deve ser sempre o nosso objectivo primordial em condução na estrada, faço uma monitorização contínua do tráfego envolvente, não só à minha frente, como também atrás.

Quando conduzo numa autoestrada, para além de controlar o carro que vai à minha frrente, tento controlar também os carros que vão à frente dele. Controlar significa essencialmente calcular as velocidades a que vão, de modo a prever quando serão necessárias ultrapassagens.

Para além das vantagens associadas à condução sem travagens, esta monitorização de vários carros à frente tende a que antecipe com bastante tempo problemas que se colocam à minha frente.

Se os carros que vão à minha frente mantém uma velocidade semelhante à minha, não há grandes preocupações. É só segui-los e ir verificando a aproximação a carros mais lentos.

Se muito à minha frente algum carro começa a travar, ou vai mais lento que eu, eu largo o acelerador e deixo o carro ir abrandando lentamente. Assim tenho tempo para me adaptar à sua velocidade, sem ter ainda que travar.

Se me estou a aproximar ainda mais dos carros que estão à minha frente, tenho que calcular se será possível ultrapassá-los. Aí, a importância daqueles que vem atrás é significativa. É uma questão de calcular a velocidade a que vem o tráfego atrás. Se vou ser ultrapassado, antes de chegar aos veículos mais lentos, abrando e deixo passar. Se não, ultrapasso eu.

É claro que esta gestão se torna mais complexa a velocidades mais elevadas, ou quando o tráfego é intenso. Mesmo nessas circunstâncias, esta técnica tem enormes virtudes, e pode mesmo conduzir a um menor congestionamento do tráfego!

Crie e inaugure o seu próprio contador para o fim do programa da Troika

Crie e inaugure o seu próprio contador para o fim do programa de intervenção internacional. É verdade. Também pode criar a sua própria inauguração de placebo político para o fim da austeridade. Como uma afirmação política placebo ou um guião de qualquer coisa que não é para fazer não precisa de estar correto, fazemos aqui a publicação da nossa versão do contador do fim da austeridade. Gostamos de linhas vermelhas irrevogáveis, mas o contador é azul.

Portugal assinou um acordo com entidades internacionais, incluindo os atuais partidos no governo. Seria de esperar que os partidos que o assinaram soubessem quando está previsto terminar. Podíamos ter inventado também uma data para o fim previsto da vigência deste acordo, mas decidimos ler a data em que o Memorando de Entendimento foi assinado no Fundo Monetário Internacional.

Aqui no Poupar Melhor já tínhamos mostrado como pode criar o vosso próprio contador fosse para o que fosse, mas agora podem criar um contador para o fim do programa de intervenção. Convém esclarecer que o fim da vigência do acordo não significa o fim da austeridade ou que vamos parar de poupar.

Mais dívida é bom?

Mais dívida é bom?

Mais dívida é bom?

Num dia em que Portugal vai pedir mais dinheiro emprestado, vale a pena meditar sobre o significado de termos mais dívida.

A semana passada, o Estado Português foi aos Mercados pedir emprestado mais 3.25 mil milhões de euros. “Correu muito bem“, nas palavras da Ministra das Finanças, e foi “muito bem conseguida“, nas palavras do Primeiro Ministro. O problema do que aconteceu na semana passada, e que se repete hoje, é que a dívida de Portugal se tornou ainda maior, e para mim isso é tudo menos uma boa notícia!

E não é uma boa notícia porque o Estado pagou a semana passada uma taxa a cinco anos de 4.657%. Não é preciso perceber muito de Economia para saber que estas taxas são incomportáveis! Há quase um ano, Portugal havia feito uma outra emissão a cinco anos com uma taxa de juro de 4.891%, o que significa que a esta velocidade, a taxa vai demorar muito a descer. Isto porque nunca se sabe quando será a próxima irrevogabilidade…

A coisa é má quando se compara com países como a Irlanda e Espanha, que também emitiram dívida na semana passada. A Espanha colocou a cinco anos praticamente a mesma quantidade que nós, mas só pagaram 2.382%! A Irlanda, essa conseguiu uma taxa de 3.54%, mas a dez anos.

E correu mal também porque ainda há dois meses se teorizava sobre a taxa dos 4.5%. E a referência que o Ministro dos Negócios Estrangeiros fazia era à da taxa de juro das Obrigações a 10 anos, que sabemos está ainda muito acima desse valor. E a associação feita foi a um segundo resgate, não a um programa cautelar, quanto menos a uma saída limpa, cujo conceito só se conheceu quando a Irlanda anunciou a dita dias depois.

Não é só o Governo que fica mal na fotografia. Alguma Esquerda, que defendia que a Troika cobrava juros usurários, mas que depois soube que até era uma taxa inferior à taxa implícita de toda a dívida portuguesa, devia agora admitir o erro. Se a troika empresta a um valor muito inferior ao de Mercado, eu pessoalmente acho que se devia manter o relacionamento com os nossos amigos da Troika…

O principal partido da oposição também não gostou de mais este regresso aos Mercados. Na verdade, o líder do PS agora anseia por uma saída limpa à Irlandesa, quando há quase exactamente seis meses defendia o resgate como inevitável, e há apenas dois meses assumia as suas responsabilidades perante um programa cautelar. Há quem viva em contra-ciclo, como há menos de quatro meses, em que Portugal pagou quase 6 mil milhões de euros aos credores, e o líder do principal partido da oposição o considerou um “dia negro”?

Para mim, este conjunto de políticos não serviriam sequer para gerir a minha casa! Só ficam felizes quando nos endividam mais a todos nós! Poupar é um termo que não é levado a sério. Cortar nas despesas é algo que a grande maioria dos Portugueses nem sequer percebe, e eles não nos querem explicar, porque não é suposto ver-se os gráficos onde Portugal gasta o seu dinheiro. O que o Estado sabe fazer melhor é aumentar as suas receitas para tentar pagar uma dívida cada vez maior, e que cresceu a semana passada mais 3.25 mil milhões de euros…

O pior é quando olhamos para o que os estrangeiros dizem de nós. As agências de ratings são vistas como inimigas, mas quando olho para as suas análises, não percebo as críticas. E análises aprofundadas de analistas exteriores dão uma visão realista do que nos está a acontecer, e quando olhamos para os documentos que produzem, embora enviesados por uma posição curta na dívida Portuguesa, não conseguimos apontar erros!

TED: o placebo preverso

Continuar a aumentar a capacidade de processamento de um computador, a potência de um motor ou a dimensão e capacidade seja do que for não é inovação. A verdadeira inovação está em solucionar problemas, alterando o que está na sua origem e reduzindo os impactos da falsa inovação. Enquanto estão a ver filmes do TED sobre inovação e futuro e filosofias dos amanhãs gloriosos, não estão a estudar e analisar e tentar ser melhores.

Este filme vai dar-vos que pensar sobre a quantidade de infomerciaias que consumimos hoje em dia sobre tecnologia, política ou filantropia. Havia uma dificuldade minha em relação à quantidade de videos do TED desde que os TEDx em Portugual foram descobrir um empreendedor que mais parecia um sketch dos Gato Fedorento.

Perdermos o nosso tempo com falsos profetas da ciência, da política ou do emprendedorismo não é só desperdício, mas perverso. Esse tempo poderia estar a ser utilizado para produzir algo realmente novo. Algo que realmente adicionasse um grão a mais que fosse na direção de uma solução para um país onde andamos a poupar para termos mercados liberalizados em que os preços sobem quando a procura sobe, mas também quando a procura baixa.

81º empréstimo: do placebo do TED e dos juros da divida

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana falámos da trivialidade a que foi elevado o TED e de como nos voltámos a endividar como nação e ainda houve quem achasse que foi bom.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Atar sapatos rapidamente

Atar os cordões de um sapato é algo muito pessoal. Eu faço de uma forma, mas outras pessoas fazem-no de forma diferente. Já nem tento perceber a diferença, quase numa atitude de criança, naquela fase imediatamente antes de apreenderem esta técnica, que só passa a ser simples depois de a sabermos!

Pelas mesmas razões, não tentei perceber como se atam os cordões da forma mais rápida. Conhecido como o “Ian Knot”, ele é visível no vídeo abaixo. Bastante surpreendente! Se quiserem obter muita mais informação sobre laços em sapatos, não deixem de dar uma vista de olhos à página de quem inventou este nó, Ian Fieggen.