Abrir uma garrafa de vinho à MacGyver

Quando temos uma garrafa de vinho para abrir, e não temos um saca-rolhas à mão, como fazemos? O site uproot diz-nos no poster abaixo como podemos abrir uma garrafa com rolha de cortiça à MacGyver:

Abrir uma garrafa à MacGyver

Abrir uma garrafa à MacGyver

Não experimentei nenhuma das sugestões, mas elas podem ser úteis quando temos um parafuso e um martelo à mão, ou então quando estamos no meio da floresta. As duas da parte inferior da imagem parecem mais impraticáveis. Em qualquer caso, não desperdicem o precioso líquido com estas habilidades…

Simulação de “acidentes fantasmas”

Congestão de Tráfego

Congestão de Tráfego

Há algum tempo abordamos o fenómeno das filas de tráfego causadas por “acidentes fantasmas”. Agora descobri um artigo mais completo, que inclui uma simulação sobre as ondas de tráfego. Segundo este estudo, cada Americano passa em média mais de 40 horas preso no tráfego. Muito desse congestionamento não está ligado a acidentes, ou outros factores que pensamos, mas antes a determinados hábitos de condução.

Como havíamos observado no artigo anterior, tudo está relacionado com as acelerações desnecessárias, que conduzem a travagens logo a seguir. Segundo a teoria das filas, segue-se uma onde de travagens e acelerações, que acabam por afectar todos. No limite, basta a travagem de um condutor, para criar um congestionamento numa via de tráfego!

Um outro modelo de simulação está associado ao conceito “Intelligent Driver Model” e no site pode igualmente efectuar várias simulações. Uma visão mais formal do problema pode ser vista neste documento. Eu, por mim, tendo a tentar cortar este efeito; o mais habitual é meteram-se à minha frente, mas eu sei que se todos fossem como eu, que haveria muitas menos filas de trânsito.

 

Audiolivros grátis

A quantidade de títulos que ainda não li e quantidade de tempo (que não disponho) necessário para os ler, leva-me a pensar quão mais válida seria a minha vida tivesse eu tempo para ler isso tudo.

Na prática, quando ouvimos um podcast já estamos de algum modo a combater essa situação. O sucesso das nossas atividades multiprocessamento tem a ver com a capacidade de conjugarmos atividades mais mecânicas com outras mais passivas, mas no caso dos audiolivros de alto valor cultural.

Descobri recentemente por causa de um Twitt inocente que havia uma grande falha no nosso blog e que era registar aqui os audiolivros e origens gratuitas para nos iniciarmos nesta prática.

O Twitt em causa refere-se a um espólio muito valioso de audiolivros e que é o da BBC. Na coleção da BBC encontram-se títulos como The Lord of the Rings ou o The Hobbit, algo que provavelmente não encontraremos ainda no domínio público.

Atualmente estou a explorar um conjunto de audiolivros no site Livrovox. Aí pude encontrar algumas obras em português e muitas em língua inglesa, mas não só. Merece bem a pena recolherem alguns exemplos para ouvirem em substituição de irem só de casa para o trabalho e do trabalho para casa.

As fases do sono

O sono é um tema que temos abordado aqui várias vezes. Falamos sobre a quantidade ideal de sono. De como a ausência afecta o desempenho. Referimos mesmo uma app que monitoriza o nosso sono. Mas, como é o nosso sono?

O sono durante a noite processa-se em ciclos, que duram cerca de hora e meia. Há normalmente quatro a cinco ciclos destes durante uma noite. Durante cada um desses ciclos, o sono passa por diversos estágios, distinguindo-se entre sono REM (Rapid Eye Movement) e NREM (Non Rapid Eye Movement).

O sono REM é o período em que decorrem os sonhos, contribuindo para o nosso bem estar físico e patológico. Ocorre sobretudo na fase final do sono, representando cerca de 20% a 25% do tempo de sono.

O sono NREM é habitualmente dividido em 4 estágios:

  • Estágio 1: É o período em que adormecemos. Dura aproximadamente 5 minutos.
  • Estágio 2: Dura entre 5 a 15 minutos e representa um sono mais profundo que no estágio anterior.
  • Estágios 3 e 4: Estados profundos de sono, sendo nalguns casos considerados conjuntamente. Nesta fase de sono, é muito difícil acordar.

A evolução destas fases do sono é revelada num hipnograma. É visível um exemplo abaixo, com as características que já havíamos observado nesta app. Para mim, agora consigo perceber como funciona melhor o meu sono, e porque é que acordo numas situações e noutras não…

Hipnograma

Hipnograma

Post hoc e outras falácias


Porque já não é novidade, mas também por merecer o meu ódio de estimação, as falácias sempre tiveram a minha atenção. Reconhecê-las rapidamente tornou-se um hobby e tirar algum gozo enquanto observo alguém que acredita nos seus próprios raciocínios falhados, o meu pecado mortal.

Um administrador de sistemas com quem trabalho lembrava-me outro dia que “correlation doesn’t prove causation” e o vídeo acima explica a situação deste argumento de lógica falhada, logo falacioso, relacionado com os botões dos semáforos de peões.

Também já me tinha apercebido que alguns elevadores tinha um botão de fechar a porta que… Não fechava a porta. No entanto as pessoas carregam nele freneticamente quando têm pressa. Talvez fosse bom respirarem fundo e deixarem o mundo correr, poupando assim as suas energias.

O poder da siesta!

Local preferido das minhas siestas

Local preferido das minhas siestas

Sempre gostei de uma boa siesta, mas infelizmente tenho tempo para poucas! Como apenas me referi uma vez às siestas, está na altura de evidenciar as suas virtudes.

A siesta, como o nome indicia, teve a sua origem aqui ao lado em Espanha. Está sobretudo associada ao facto de que o trabalho nos momentos de maior calor se torna penoso. E tem raízes históricas, e já o meu avô preferia acordar cedo, trabalhar, e depois descansar durante as horas de mais calor… Não é pois de estranhar que esta tradição esteja enraizada nos países mais quentes, sendo uma tradição inexistente nos países mais frios.

Todavia, parece que a Ciência tem cada vez mais encontrado provas das virtudes da siesta! Naska et al., em 2007, associaram a siesta a uma redução de 37% na mortalidade coronária na Grécia, especialmente entre trabalhadores do sexo masculino. As vantagens na aprendizagem e processamento de informação foram referenciadas neste artigo. Outros estudo parecem indiciar que a siesta é uma melhor alternativa que a cafeína. Há até estudos a comparar se é melhor uma siesta deitada ou de pé?

Se nunca experimentou, saiba que para uma siesta ser útil, isso não significa dormir a tarde toda! Na verdade, a siesta deve ser bastante curta, mas a isso voltaremos num artigo próximo.