Lanterna com GPS???

Telemóveis espiões

Telemóveis espiões

Há uns dias referenciava como tinha resistido a instalar apps que funcionassem como lanterna no meu telemóvel. Tal aconteceu porque dou muita importância à segurança.

Acontece que enquanto procurava pela app que acabaria de instalar, Search Light, e que é um verdadeiro modelo de como fazer uma app, tropecei num artigo delicioso! Conta as aventuras de alguém que tropeça numa app que funciona como lanterna, mas que requer a utilização do GPS do telemóvel???  O jornalista confirmou ainda que a app em questão já havia sido descarregada mais de 10 milhões de vezes, e isso há mais de um ano e meio…

Há muito exemplos destes. Confiram estes exemplos de apps que requerem permissões no mínimo discutíveis, e que por isso deverá evitar:

Aquecer o quarto sem gastar eletricidade com velas do Ikea

Esta semana decidi enviar esta provocação ao A. Sousa. A ideia parece engraçada de testar, primeiro por opiniometro e depois com termómetros. Lembrei-me da experiência com o Zeer, aqueles vasos para fazer um frigorífico natural, e que o A.Sousa levou para a praia.

A ideia de usar 4 velas é tentadora por poder ser uma forma de poupar na eletricidade, mas as questões são várias. Vão desde os problemas com o consumo de velas e a baixa produção de calor, até ao perigo de incêndio. Talvez voltemos a medir os vasos, agora para o calor.

Electricidade vai descer???

Para onde vai, afinal?

Para onde vai, afinal?

Dentro dos próximos dias, como aconteceu no ano anterior, a ERSE vai confirmar a variação dos preços da electricidade para o próximo ano de 2014. A proposta que está em cima da mesa é aquela a que nos referimos neste artigo, e que indica que a descida do consumo é o segundo factor mais importante para que o preço aumente!

O problema desta argumentação da ERSE é que agora sabemos que o consumo tem vindo a aumentar nos últimos meses! A REN confirma isso preto no branco no último relatório mensal de Outubro:

“Em outubro o consumo de energia elétrica manteve a tendência de recuperação dos últimos meses, com um crescimento homólogo de 1.1%, 0.9% corrigindo os efeitos da temperatura e número de dias úteis. O consumo acumulado anual que no final do 1o semestre caía 1.7%, apresenta no final de outubro uma queda de apenas 0.4% ou 0.2% com correção dos efeitos de temperatura e dias úteis.”

Mas se olharmos para os dados mais recentes dos últimos dias, o incremento de consumo é brutal, sabendo-se do frio que grassa! Assim sendo, as próximas estatísticas mensais vão revelar uma recuperação ainda maior do consumo!

Como é fácil de perceber, a pergunta deste artigo é absolutamente retórica! A ERSE provavelmente ainda vai arranjar forma de nos dizer que os preços de 2014 vão subir, porque o consumo está a aumentar… É que para eles, o que interessa é o preço aumentar, mesmo sabendo que já pagamos a electricidade mais cara da Europa! Tudo o resto é apenas areia que nos atiram para os nossos olhos!

78º gráfico: o da correlação entre energia, natalidade e emprego e o do preços de eletricidade para 2014

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana voltamos à carga com o racional dos preços da eletricidade que quando sobe o consumo sobe o custo e quando desce o consumo também sobe o custo.

Terminamos a falar sobre a relação entre investimento, consumo de energia e a natalidade e de como a teoria da televisão e da natalidade fica posta em causa pelos números.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Por entre os pingos da chuva

Quando chove e não tenho um guarda-chuva à mão, a tendência que tenho é para dar uma corridinha. Sempre com cuidado para não escorregar… Mas fica-me sempre a dúvida, que penso ser comum: qual é o melhor modo de escapar por entre os pingos da chuva?

Fazer o percurso a correr demora menos tempo, mas a sensação é de que ficamos muito molhados de frente. Irmos devagar, significa levar mais chuva na cabeça. Para mim, por redução ao absurdo, e por analogia com os paradoxos de Zeno ir a passo de caracol não deve ser a melhor solução…

A teima parece tirar-se com a explicação científica do vídeo abaixo. Aí se explica que realmente mais vale a pena apressar-nos, para ficarmos menos molhados:

Verificação de citações

citacoesNo outro dia observei, num blog político português, uma suposta referência atribuída ao economista Milton Friedman:

  • numa viagem por um país asiático por volta de 1960 visitou a construção de um novo canal. Ele ficou chocado ao observar que em vez de usarem equipamento pesado tal como escavadoras, os trabalhadores utilizavam pás. Ao perguntar porque é que os trabalhadores usavam pás o burocrata governamental que o acompanhava respondeu que se tratava de um “Programa de Emprego” ao que o Milton Friedman retorquiu: “Se são empregos que querem, porque é que não usam colheres?”.

Pessoalmente, achei a citação interessante. Está de acordo com a minha linha de pensamento, que já expressei no artigo sobre os Velhos do Restelo. Todavia, não aceito citações de bom grado, e o meu cepticismo está sempre à espreita.

Neste caso concreto, o site Quote Investigator  é particularmente útil. Aí se verifica que a história é anterior a Milton Friedman e deve ser atribuída, pelo conhecimento existente, a William Aberhart. Assim sendo, uma vez mais se justifica a cautela sobre a muita informação que circula, sem validação, na Internet!