Integrando os Google Docs num iPad via Webdav no Raspberry Pi entre outras tentativas

A facilidade de termos os nossos documentos sempre disponíveis é algo que nos pode poupar muito tempo, principalmente se a ideia é fazer documentos partilhados. O problema começa quando queremos ser o mais compatíveis que for possível e temos de ligar coisas da Apple com coisas da Google.

Enquanto isto parece ser algo simples, editar uma apresentação do Google Docs no Apple iOS é tarefa quase impossível. O iOS não têm um único editor gratuito deste tipo de documentos ou se tem é baseado na aplicação online da Google que nem no próprio Chrome para iOS permite editar.

Acrescente-se que estando a editar online, lá se vai o plafond de dados e por aí. E também comprar a App para ter tudo interligado via iCloud ainda me pareceu menos poupado.

Ideal era ter um tradutor entre os dois gigantes, mas as soluções online implicam dar acesso ao tradutor ao nosso perfil na Google. Tinha de haver uma solução que não implicasse dinheiro, mais confiança no tradutor.

O iOS tem a facilidade de se ligar o editor de apresentações a uma coisa chamada Webdav e o Raspberry Pi, correndo o sistema operativo aberto pode criar todo o tipo de interligações, desde que se saiba configurar.

O primeiro passo foi instalar o Webdav no Raspberry Pi. Seguindo as instruções online não serão magoados gatinhos ou Raspberry Pis. Depois de instalado criei uma pasta chamada gdrive dentro da pasta de publicação do Webdav (sudo mkdir /var/www/web1/web/gdrive)

O segundo passo é mais difícil. Comecem por pensar que o Google não tem propriamente como objetivo prestar serviços para máquinas, mas para pessoas. Entre muitas tentativas e erros, encontrei esta solução que testei, mas não funcionou.

Escavando mais um bocado lá descobri que a Apple removeu em janeiro de 2013 uma aplicação que poderia ter resolvido toda esta embrulhada de uma vez só.

Como o problema era mesmo que os slides fossem compatíveis para poder editá-los, tentei com o CloudOn. Isto é um editor que permite editar os documentos de Office no que parece um interface lento e remoto. A vantagem de abrir os ficheiros diretamente do Google drive corrigiu o problema criado por os ter colocado a primeira vez: A Google converte-os em formato próprio.

A solução no meio disto tudo acabou por passar por fazer o Downgrade do Keynote da Apple até que faça o Upgrade para o novo Mavericks para poder usar também a nova versão do Keynote para Mac até fazer upgrade para o OSX Maveriks. Há coisinhas mesmo complicadas na vida de um tecnófilo.

Mais um leilão de energia que correu mal

Leilão em Espanha

Leilão em Espanha

Depois de termos acompanhado as peripécias do leilão da DECO em Portugal, descobri ontem que em Espanha a coisa foi mais ou menos a mesma coisa. Ou ainda pior.

Li a notícia no site da Nergiza. Lá a DECO chama-se OCU. A iniciativa designou-se quiero pagar menos luz. Todas as grandes eléctricas se baldaram, com excepção da pequena Holaluz.com. A poupança, tal como cá, é ridícula!

Pelos vistos, também não será assim que a electricidade se poderá tornar mais barata. A coisa tem que ir lá por outras vias, e felizmente, também ontem, a Autoridade da Concorrência resolveu enviar uma recomendação ao Governo sobre a revisão dos CMEC. É um pequeno passo, pois olhando para os CIEG, há muitas mais recomendações a produzir…

Gasolina sem chumbo voltou a baixar

Gasolina sem chumbo 95 voltou a baixar

Gasolina sem chumbo 95 voltou a baixar

O custo da gasolina é um tema com que temos de lidar no orçamento caseiro e afeta-nos a todos, razão pela qual controlamos continuamente, mas não temos sempre respostas para as variações, embora consigamos antever alguns padrões.

O gráfico do meu registo de combustível volta a apresentar a gasolina sem chumbo 95 em baixa. Sem muita disponibilidade para analisar as razões, deixo aqui um ditado popular e que se aplicará ao tema:

Quando a esmola é muita o pobre desconfia.

Quantos quilos perdemos a dormir?

Perdendo peso...

Perdendo peso…

Esta é uma pergunta difícil. A maior parte de nós tenderá a negligenciar esta perda de peso, e eu próprio só a assimilei há algum tempo atrás, quando comecei a fazer registos de peso… No final deste artigo talvez pense que o valor a que cheguei é muito exagerado! Já veremos…

Tudo começou quando verifiquei que perdia peso durante a noite, sem ter ido à casa de banho, nomeadamente para urinar. Ficou para mim bastante claro que a culpa seria da respiração e transpiração… Arranjar valores concretos foi algo mais difícil. Na literatura, uma das referências comuns é o “IEA Annex 14 Sourcebook” onde se referencia que uma pessoa produz 30 a 60 gramas/hora de vapor de água em actividade leve. Outras fontes referem um litro de vapor de água por dia. Extrapolando um pouco, não será de admirar se produzirmos entre 200 a 300 gramas de vapor de água todas as noites…

Como também produzimos dióxido de carbono na respiração, também aí perdemos peso! Num Mundo em que o dióxido de carbono é um grande vilão, é impressionante como é difícil descobrir quanto produzimos cada um! Nesta página arquivada da Internet podemos verificar que uma pessoa produz, em média, um quilo de CO2 por dia, o que se traduzirá em cerca de 200 a 300 gramas por noite…

Assim sendo, eu diria que perdemos quase meio quilo de peso todas as noites apenas a respirar! Tal valor é coerente com aquele que tenho observado na balança. Mas o que eu gostaria era de ter valores ainda mais precisos! Alguém me ajuda?

Sol, cortinas e arejamento

Com o advento do frio, reiniciei as experiências visando o combate ao frio cá em casa. A divisão mais fria da casa é o nosso quarto, com a principal janela virada a norte, pelo que sem nenhuma exposição solar. Tem igualmente duas paredes exteriores, o que também não ajuda nada no Inverno.

Para além de exposta a norte, o quarto tem igualmente uma janela mais pequena, virada a nascente. Por razões de ocupação de espaço, tem tido sempre o estore fechado. Mas, ocorreu-me que estando virada a nascente, que se poderia aproveitar a exposição solar durante a manhã.

A imagem abaixo documenta a evolução das temperaturas dentro do quarto, na última semana. A azul está a temperatura no parapeito da janela virada a nascente. A vermelho a temperatura 20 cm para dentro do quarto, com separação de um cortina transparente.

Temperaturas no quarto

Temperaturas no quarto

No dia 17, o estore da janela pequena esteve aberta. A subida de temperatura foi clara em ambos os termómetros. Nos dias seguintes, com o estore fechado, a temperatura também sobe, mas sem a mesma dimensão. No último dia do gráfico, 21 de Novembro, as temperaturas baixaram significativamente, em função de um baixar das temperaturas exteriores, e de um céu nebulado.

O gráfico evidencia igualmente a importância de uma cortina simples. Note-se como durante o dia as duas temperaturas são próximas, mas como baixam de forma muito mais significativa entre a cortina e a janela durante a noite! Note-se igualmente o impacto do arejamento, com a descida das temperaturas, e respectiva subida depois do fecho das janelas, devido à inércia térmica do quarto.

76ª espionagem: a das apps com funções a mais e do preço da gasolina

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana conjeturamos sobre a razão do preço da gasolina sem chumbo estar tão baixo.

Fechamos a falar daquelas apps que pedem acesso a tudo e mais alguma coisa no telemovel.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

Play