Como medir a tensão?

Depois de ter iniciado a monitorização da minha tensão arterial, rapidamente aprendi algumas dicas importantes para fazer uma medição mais correcta. Para começar, a medição da tensão deverá ser efectuada depois de cerca de 5 minutos de descanso, sentado normalmente, com as costas direitas e os pés assentes no chão.

A medição faz-se habitualmente no braço esquerdo, devendo o braço estar apoiado à altura do coração. O braço deve estar exposto, com mangas largas e que possam ser recolhidas. Se precisar de ir à casa de banho, faço-o antes de iniciar o período de descanso, pois a bexiga cheia influencia as medições.

Nos 30 minutos antes da medição não deverá ter realizado esforço significativo, nem fumado, nem bebido café ou outro estimulante. Dado que os valores da tensão variam ao longo do dia, é desejável fazê-la sempre no mesmo período, para que as medições sejam mais comparáveis. Logo depois de acordar, ou depois do término do trabalho, são dois momentos adequados.

Dicas mais profissionais para a medição de tensão podem ser obtidas neste link.

Controlando a pressão arterial...

Controlando a pressão arterial…

74ª cusquisse: a dos combustíveis do Governo, do preço de gasolina mais baixo que temos registo e da Direção Geral do Orçamento

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana vamos tentar entender a tendência de consumo de combustíveis do Governo. Comparamos com o preço de gasolina estar mesmo baixo em relação a 2012 e terminamos a queixar-nos da Direção Geral do Orçamento que tal como a Assembleia da República e o Governo publicam os mapas em formato PDF.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes

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Distâncias de travagem

Todos nós temos a perceção de quanta mais elevada é a velocidade, maior a distância de travagem. Quanto exatamente é essa distância de travagem é algo que muitas vezes desconhecemos.

A distância de travagem resulta da soma correspondente ao tempo de percepção e reacção, bem como o tempo de imobilização do veículo. Na primeira vertente, o tempo depende essencialmente do condutor, e do seu estado. São aceites habitualmente valores entre 1.5 e 2.5 segundos.

Na fórmula para calcular a segunda vertente, o factor mais importante é a velocidade. A distância de travagem está relacionada com o quadrado da velocidade. Ou seja, o aumento é quadrático, o que quer dizer que a velocidades médias e elevadas, um pouco mais de velocidade representa um aumento substancial da distância da travagem. Uma fórmula muito mais completa, que mete atritos, declives, massas do veículo, e muito mais, pode ser vista neste artigo:

Fórmula de distância travagem

Fórmula de distância travagem

Factores como os do atrito estão relacionados com o tipo de via, velocidade, tipo de pneus, e condições climatéricas. Deste documento (pag. 14) extraímos a seguinte tabela, que nos dá as distâncias de travagem para pavimentos secos e molhados.

Distâncias travagem em piso seco e molhado

Distâncias travagem em piso seco e molhado

Finalmente, se quiserem experimentar a simulação disponível no site da Prevenção Rodoviária Portuguesa poderão experimentar variar alguns dos factores, como a velocidade, tempo de reacção, tipo de piso e condições climatéricas, para saberem qual é a distância de travagem. E da próxima vez que forem numa autoestrada, confirmem qual é essa distância. Se nunca tiveram que travar a fundo numa autoestrada, provavelmente vão ficar surpreendidos. Se quiser simplificar, em piso molhado, conte 5 segundos a 120 Km/h para ver qual é essa distância…

Como viver mais anos?

Por vezes assitimos a documentários que nos marcam. Nestes últimos dias assisti a um que me deixou excelentes recordações. Passou no canal do National Geographic e chama-se o Jogo dos Números. Num dos episódios, referenciaram alguns factores que contribuem para a nossa longevidade.

Há alguns que conhecemos genericamente, como a alimentação, o tabaco. Surpreendentemente, um bocado de álcool dá direito a uns anitos a mais. Outros são igualmente surpreendentes, e entre eles contam-se a capacidade de rir, a frequência do sexo, a consciência, e até a nossa postura! Há outros mais discutíveis, como a letra pela qual começam os nossos nomes. Nesse aspecto, os autores deste blog estão com sorte!

Poupando em cadeiras dos passageiros

Seat crunch at The Wall Stree Journal

Seat crunch at The Wall Stree Journal

Foi noticia já na Internet, mas aqui ainda não tínhamos dado nota desta futura mudança. As companhias aéreas estão a preparar-se para reduzir o tamanho dos assentos dos aviões só mais um bocadinho.

As companhias aéreas são famosas pelas histórias de “poupanças” feitas à custa de coisas que os passageiros nem vão notar. A história da azeitona é famosa:

In the 1980s, Robert Crandall, then head of the airline, cleverly calculated that if you removed just one olive from every salad served to passengers, nobody would notice … and the airline would save $100,000 a year.

A poupança de uns acaba quase sempre por ser a perda de valor para outros. No caso das companhias aéreas joga-se com o conforto. Se queremos mais conforto teremos de deixar de ser tão exigentes com o preço.

A poupança da azeitona é um exemplo tipicamente apresentado como uma boa prática de gestão. A história da azeitona passou ao molho na salada e por aí adiante até aquilo que nos servem hoje em dia durante o voo em todas as companhias aéreas mundiais, mas este detalhe das cadeiras de 17” parece ser por enquanto apenas para as companhias aéreas.

O site Seatguru tem um quadro onde podem comparar a dimensão dos assentos entre várias companhias aéreas. O quadro permite também comparar a distância entre assentos e tudo numa tabela ordenável diretamente online. O A.Sousa tem contado aqui algumas experiências com a Ryanair, mas estes nem aparecem na lista.

A redução do tamanho dos assentos está relacionado com a vontade das companhias aéreas de aumentar o número de assentos por fila, o que pode estar ligado à necessidade de sobrevivência ou apenas para manter o retorno do investimento dos seus acionistas. O gráfico abaixo demonstra o comportamento de algumas companhias aéreas americanas em bolsa, comparado com outras empresas de outros mercados.

The Case for Airline Stocks: Lower Fuel Costs, Fewer Seats, and Some Short Memories

The Case for Airline Stocks: Lower Fuel Costs, Fewer Seats, and Some Short Memories

De quanto sono precisamos?

A quantidade de sono de que precisamos é determinada geneticamente e portanto varia de pessoa para pessoa. Todavia, é igualmente dependente de processos biológicos que determinam a duração, timing e profundidade do sono.

Genericamente, a quantidade de sono adequada para um adulto ronda as 7 a 8 horas diárias. Tal representa cerca de um terço das nossas vidas. Embora haja desvios, estatisticamente é igualmente a quantidade ideal de sono para garantir uma longevidade maior! Num estudo de 2002, de Kripke et al., de forma consistente observou-se que menos ou mais horas de sono contribuem para um maior risco de mortalidade.

Como se pode observar no gráfico abaixo, retirado do estudo de Kripke et al., é com sete horas de sono que se maximiza a longevidade. Os participantes do estudo que reportaram mais de 8 horas de sono, ou menos de 6 horas, experimentaram um acréscimo significativo de risco de mortalidade! Note-se neste domínio as diferenças entre homens (à esquerda) e mulheres (à direita). Todavia, os autores não associaram a insónia a um excesso de risco de mortalidade…

Sono

Sono, Insónia e Longevidade?