Calorzinho no carro

Nos dias da semana passada ainda se verificou bastante calor, e por isso ainda estava na fase de deixar o carro à sombra. A consequência era ter o carro mais fresquinho, quando se voltava para ele, evitando que se tivesse que entrar num forno. Mas, nas próximas semanas, deixar o carro ao Sol voltará a ser agradável…

Curiosamente, por estes dias, tropecei num site já bastante antigo, que relata as experiências e os registos de temperatura feitos em vários pontos de um carro. Particularmente interessante é a temperatura atingida dentro do porta-luvas, sítio onde muitas vezes enfiamos equipamento que se deteriora rapidamente com a temperatura, nomeadamente tudo o que tenha pilhas e baterias. Fica um dos gráficos do site, sendo necessário referenciar que as temperaturas estão em graus fahrenheit:

Temperaturas no interior de um automóvel

Temperaturas no interior de um automóvel

Dívidas do Estado Português

Li anteontem nos Media referências a “juros nervosos“, “dia negro“, e “amortização de dívida“. Uma análise rápida permitiu-me confirmar que o que havia acontecido, e que estava previsto acontecer, era um pagamento de uma dívida do Estado, que havia sido criada em 1988, e que tinha um valor de 5572 milhões de euros. Fiquei muito curioso em saber algo mais sobre a dívida do nosso País.

Uma pequena investigação na Internet levou-me ao site do IGCP. Basta ler o último boletim mensal, para perceber como estamos. A imagem abaixo retrata a dívida de médio e longo prazo que há a pagar nas próximas décadas:

Estrutura da dívida

Estrutura da dívida

Como é fácil de perceber, nos próximos oito anos vamos ter pagamentos de dívidas que rondam anualmente os 6% do PIB. Todos os anos, para além do défice. O mesmo boletim descrimina as Obrigações do Tesouro que vencem até 2024. Como se pode ver no gráfico seguinte, que retrata quando essas Obrigações do Tesouro foram lançadas, bem como as taxas de juro e valor da dívida, vamos nos próximos anos ter que pagar as dívidas criadas na última década:

Dívidas em Obrigações do Tesouro

Dívidas em Obrigações do Tesouro

Note-se como o valor de cada emissão foi sendo quase sempre maior, com excepção das últimas duas emissões. Note-se igualmente a emissão de 15 de Abril de 2006, que só será paga daqui a 24 anos!!! Decidido a escavar um pouco mais, ainda fiz um gráfico da dívida de curto prazo, que terá que ser paga nos próximos meses:

Bilhetes do tesouro

Dívidas em Bilhetes do Tesouro

Não vamos aqui tecer juízos de valores. Uma imagem vale por mil palavras, e assim todos podemos ter uma ideia clara do que aí vem. Teríamos todos a ganhar se os políticos baseassem as suas afirmações em gráficos tão simples como estes, e nos explicassem como é que isto vai ser tratado…

Consumo de dados do iOS 7

Controlo de acesso a comunicações

Controlo de acesso a comunicações

O novo iOS 7 tem um sistema de controlo sobre as aplicações melhorado em relação às anteriores versões. Já não é novo que andava a tentar resolver este problema de saber o que gastam as minhas aplicações.

Podem decidir que aplicações podem aceder a dados quando não estão em WiFi, mas também ver o detalhe do consumo dos utilitários
de sistema.

Detalhe do consumo de dados no iOS 7

Detalhe do consumo de dados no iOS 7

Corte na A1

Ontem, ao regressar da região centro para Lisboa, optei pela habitual variante a Coimbra, que tenho feito nos últimos meses. Acontece que poucos quilómetros depois de entrar na A1, me deparei com um placard da Brisa a avisar para incêndio a 11 Km. Más notícias, porque a coluna de fumo era muito grande, e na direcção onde visualmente tinha ideia que a A1 passava. Rapidamente constatamos mais fogos a este, nomeadamente na serra de Sicó.

Para quem como eu já passou por lá algumas centenas de vezes, umas contas rápidas determinaram que a estação de serviço de Pombal era anterior à eventual zona de fogo. Numa condução defensiva, quando ía a passar a estação de serviço, tive que abrandar e mesmo parar. Com a indicação da Brigada de Trânsito (BT), tivemos todos que entrar na estação de serviço pela saída…

Paragem junto a estação de Pombal

Paragem junto a estação de Pombal

Lá dentro, a preocupação rápida foi colocar o carro num local seguro. Longe da floresta que circunda a estação de serviço; longe dos depósitos de gás; num local onde a saída também fosse rápida, caso fosse necessária, ou quando a situação estivesse resolvida. Felizmente, a estação de serviço parece estar preparada, com toda a vegetação rasteira cortada.

Nos momentos seguintes, largas centenas de automóveis começaram a encher a estação de serviço. Não só os que chegavam vindos de norte, mas também os que retiravam de junto do fogo. Uma confusão! Depois de uma breve incursão pela estação de serviço, para utilização dos WCs antes da invasão esperada, a preocupação seguinte foi perceber o enquadramento. Como a estação de serviço está rodeada de floresta, caso o fogo lá chegasse, era preciso ter alguma clarividência para nos protegermos.

Uma rápida pesquisa da direcção de vento foi possível pelas bandeiras da Brisa. Vento de oeste. Que mais tarde havia de ser de nortada. Com o fogo a sul, e a direcção do fumo a puxar para este, era fácil confirmar que o fogo não chegaria à estação de serviço. Obviamente, a menos que mudasse a direcção do vento… Mais uns segundos, e percebo pelo Google Maps, que há uma estrada que permite sair da estação de serviço. Olhando para o terreno, não parece solução, pois está junto à floresta…

Estou junto de elementos da BT a tentar perceber o que vai acontecer. Alguém decide que a BT deve evacuar a estação de serviço. Não pela estrada de serviço. Todos em contra-mão até Condeixa! Noto ansiedade e mesmo pânico nos condutores, bem como na BT. Muitos querem, e depois arrancam a grande velocidade em direcção a norte, na faixa da auto-estrada que é para sul. Percebo que é alguém que segue as indicações by-the-book, em vez de perceber o que se passa no terreno…

Caos na evacuação da estação de serviço de Pombal

Caos na evacuação da estação de serviço de Pombal

Faço contas rápidas: onde tenho o carro; onde está a esposa; o que vai acontecer. Recordo que entrei em Condeixa, e que se lá voltar, vou ter sérios problemas. Vejo os elementos da BT a justificarem o regresso a Condeixa, com a alternativa posterior pela EN1. Não compreendo como nem sequer sugerem a A13, a terceira auto-estrada Lisboa-Porto, e que entronca justamente em Condeixa. Toda a gente pergunta pela A8, mas a BT sugere a EN1. Rapidamente estabeleço contacto com um elemento da BT, a quem aponto a solução A13. E a quem aponto que a EN1 não tardará cortada, dada a proximidade da A1 e direcção do vento…

Decido ficar. Alguns minutos depois percebo que foi uma boa solução. EN1 cortada devido ao fogo. Caos completo em Condeixa. Não seria de admirar: centenas de carros a aproximar-se de sul, mais os restantes que aí param vindos de norte. Caos nas comunicações rádio da BT. Abre-se as portagens de Condeixa ou não? Decisão da Brisa. Não. Bastante depois, a indicação é que terão aberto as portagens. Depois, já estarão fechadas outra vez. Nem quero imaginar a confusão numas portagens muito pequenas!

Na conversa com o elemento da BT que terá primeiro chegado ao local do fogo, percebo a dimensão do fogo que grassa! A coluna de fumo não enganava também. Já assisti a uns quantos de perto, e é de fugir! Percebe-se que fez o que tinha a fazer! Trocam-se muitas impressões, e fica a certeza da dificuldade de comunicação entre entidades distintas. Entretanto, mas muito depois, passa um Kamov e muito depois, dois aviões. O fumo diminui significativamente, e até acaba por desparecer…

Tudo permaneceu calmo entre as poucas dezenas de carros que resolveram esperar, e não voltar para trás. Mas uma senhora passou-se com o elemento da BT! Como era possível que a BT não deixasse passar os carros que estavam na estação de serviço? Fiquei aparvalhado… Quando expliquei à senhora que havia rescaldos de fogo, e que a auto-estrada só poderia ser aberta quando houvesse condições de segurança, resolveu voltar a sua raiva contra mim!

Como era expectável, algum tempo depois, a auto-estrada lá voltou a ser reaberta. Esteve fechada pouco mais de duas horas. Quando finalmente passamos pelo local do fogo, percebi que a senhora enraivecida deve ter engolido em seco. As condições no terreno eram bastante más, com muita pouca visibilidade, e muito, muito fumo…

Em suma, todo este episódio fez-me tirar algumas conclusões. A falta de coordenação entre as distintas instituições é clara. Muitas pessoas entram rapidamente em pânico. A resposta dos meios aéreos é muito tardia. A resposta da Brisa, a acreditar nas referências ouvidas nos rádios dos elementos da BT no terreno, é inacreditável. O importante, importante, é mesmo permanecer calmo e pensar pela própria cabeça… Ainda que se perca tempo, que não se perde…

Cartas Militares 1:25000 de Portugal

Carta 1:25000 de Lisboa de 1928

Carta 1:25000 de Lisboa de 1928

No outro dia referia a minha paixão por mapas. Um dos mapas que mais admiro são as cartas militares de Portugal à escala de 1:25000. Têm sido uma companhia imprescindível, sobretudo nas minhas actividades ao ar livre. O meu fascínio por estas cartas vem da precisão que elas têm, só verdadeiramente percepcionada quando as utilizamos no Portugal recôndito.

Estas cartas podem ser visualizadas numa resolução limitada no site do Instituto Geográfico do Exército. Para cada um dos mais de 600 rectângulos que compoem Portugal continental, podem ver várias edições, como a que se visualiza acima, relativa ao concelho de Lisboa e datada de 1928. Estão também lá as versões mais recentes, pelo que este site nos permite pois comparar como evoluíram as nossas localidades nas últimas dezenas de anos.

Duelo Gillette

Duelo Gillette

Duelo Gillette

Há uns tempos em torno de um Twitt do M. Luis fiz um post que acabou por gerar uma discussão sobre lâminas de barbear. Entre outros posts e comentários sobre como barbear, nunca fiquei satisfeito com a teoria de “mais laminar, melhor barbear”. De certeza que mais lâminas não é mais barato.

O Fórum Barbear Clássico oferece todo o tipo de ensinamentos sobre a matéria. Aqui partilham as experiências e aquisições de verdadeiros especialistas do pincel e da navalha. As discussões vão desde o escanhoar antes e depois do banho até ao tipo de pincel.

Aqui tenciono manter as coisas simples e com registos verificáveis por todos. Vou experimentar fazer a barba com as duas e partilhar convosco os resultados. Para os resultados serem comparáveis, tenciono registar o momento do escanhoar e usar uma máquina de cada lado da cara.

As máquinas e lâminas a teste são ambas de sistemas Gillette, mas as lâminas para a Safety razor tiveram de ser compradas no Continente porque foi difícil de encontrar noutros sítios. As lâminas para a Safety razor custaram 1,99 €. As máquinas de 3 lâminas são as descartáveis Blue 3 da Gillette.

Lâminas para a Safety Razor da Gillette

Lâminas para a Safety Razor da Gillette

Segundo o Fórum Barbear Clássico, as lâminas Personna “Made in Israel” – marca Continente ou Via Men (Intermarché), são exactamente iguais. No mesmo fórum, no post Grande comparativo de lâminas! estas lâminas ficaram classificadas na categoria Categoria “Top”. As lâminas Personna “Made in Israel” foram consideradas imbatíveis em termos de custo/benefício, só sendo batidas pelas lâminas Gillette Platinum “Swede”, as únicas classificadas na Categoria “Antigamente é que era bom”.

Na prática, o valor pago pelas três lâminas na máquina descartável da Gillette apresentada na imagem deveria mostrar uma diferença muito superior no barbear quando comparado com os resultados da Safety Razor da mesma Gillette, algo que pelo o fórum Barbear Clássico será algo impensável.

Vamos testar.