Estremoz pela EN4

Num artigo anterior, havíamos referenciado como a EN4 deveria ser uma excelente alternativa à A6. Nunca a tinha equacionado, em favor da alternativa das nacionais por Évora, mas a elaboração do mapa das estradas rápidas abriu-me os olhos. Por isso, logo que tive uma oportunidade, percorri essa alternativa.

O gráfico seguinte revela as velocidades atingidas numa deslocação de Lisboa para Estremoz, saindo em Montemor Este, e percorrendo a EN4 até ao ponto em que existe a entrada na A6 em Estremoz:

Gráfico velocidades EN4 entre Montemor e Estremoz

Gráfico velocidades EN4 entre Montemor e Estremoz

Pelo percurso que fiz, confirmei que a EN4 não tem qualquer limitação de velocidade, rotunda ou semáforo, a não ser na aproximação a Estremoz. É uma estrada que está num estado que se pode considerar bom, com um traçado bastante rectilíneo, e onde há muitos locais seguros de ultrapassagem. O trânsito mostrou-se sempre fluído, com excepção da parte final do traçado, onde a velocidade decaiu substancialmente, mas sobretudo por causa de um veículo lento.

Esta é assim uma excelente alternativa, como já havíamos referenciado, à A6. Poupei 5.60€, e demorei exactamente 39:16 minutos. Segundo os dados do Google Maps, teria demorado cerca de 41 minutos, o que revela que as estimativas dele são bastante boas. Um percurso equivalente pela A6 demora cerca de 31 minutos, pelo que a perda de tempo também não é substancial…

Áreas de trabalho virtuais no Windows 7

Áreas de trabalho virtuais

Áreas de trabalho virtuais

O Dextop foi a solução que mais me agradou para solucionar a ausência de áreas de trabalho virtuais no gestor de janelas do sistema operativo Windows. A aplicação arranca no inicio do Windows, para os utilizadores que escolherem essa opção. Com esta aplicação de uso livre ficam com os espaços de trabalho virtuais e ainda ganham outros brindes:

  • Atalho para mostrar todas as janelas:
  • Cubo animado entre cada espaço virtual; e
  • Atalhos nas teclas para tudo o resto.

Este tipo de facilidades ajuda-nos a organizar as janelas em várias áreas de trabalho diferentes e saltar entre elas consoante o tema que estamos a tratar. Este exercício ajuda-me a focar no objetivo da tarefa que estou a executar sem me retirar meios de responder a outras que possam surgir entretanto para me interromper.

Desktop Cube

Desktop Cube

O meu ASUS k53sv trazia como sistema operativo de origem o Windows 7. Pois é… não há dinheiro para Apple Macbook Pro e quem não tem cão, caça com… rato, gato… Lebre. Qualquer coisa. Muito trabalhinho antes de conseguirem transformar aquilo em algo útil e facilitador nas vossas tarefas.

As áreas de trabalho virtuais, algo que surgiu há relativamente pouco tempo na Apple, é banal nas distribuições baseadas em Linux. A Xerox park, origem de coisas como o rato e outras facilidades dos nossos computadores do dia de hoje, é também a origem de mais esta noção de organização.

Como vos tinha contado, aprecio as vantagens de utilizar o OSX da Apple pelo cuidado e trabalho a que se deram para reduzir o número de gestos necessários para efetuar uma ação no sistema operativo, mas aqui limitaram-se a aproveitar o que há muito outros conseguiam usar. E nem vou entrar naquela discussão de quantos vírus tem um Windows.

Destinos da Ryanair a partir de Lisboa

Ryanair

Ryanair

Como havíamos anotado neste artigo, confirmou-se que a Ryanair vai começar a operar no aeroporto da Portela, em Lisboa. Começa a existir alguma informação, sendo muito dela visível no site Low Cost Portugal, nomeadamente os horários dos voos. Mas, antes que comece a reservar os seus voos, tenha em particular atenção a localização dos aeroportos de destino. São certamente um dos principais problemas para quem experimenta Ryanair pela primeira vez. A Ryanair promete preços baixos, mas não se esqueça do tempo e custos escondidos:

  • Bruxelas CharleroiSegundo a Ryanair, fica a 46 Kms do centro de Bruxelas, mas segundo o Google Maps é de 60.8 Km. O tempo previsível em automóvel é de 50 minutos. Segundo o site do aeroporto, há autocarros e comboios, mas os truques parecem ser imensos. Primeiro, recomendam apanhar o autocarro pelo menos três horas antes do voo. Se for de comboio, vai ficar ainda a 20 minutos de autocarro do aeroporto.
  • Frankfurt-Hahn: O aeroporto de Frankfurt-Hahn fica tão perto de Frankfurt, quanto Fátima fica de Lisboa. São 124 Km até ao centro de Frankfurt, que se fazem de automóvel numa hora e vinte! O site da Ryanair é específico em que também não existe comboio. Autocarros há vários, e para o centro de Frankfurt são 14 euros em cada sentido, e 1 horas e 45 minutos de viagem!
  • Londres Stansted: O aeroporto de Stansted em Londres fica a 66 Km do centro de Londres, segundo o Google Maps, demorando de carro o percurso cerca de 56 minutos. Segundo o site da Ryanair, são só 40 Km. Segundo o site do aeroporto, existe um comboio até ao centro de Londres, que demora 47 minutos até Liverpool Street, e que custa a módica quantia de 23.40 £. O mesmo percurso de autocarro demora entre 45 e 60 minutos, custando apenas 8.50 £.
  • Paris Beauvais: O aeroporto de Paris Beauvais fica a quase 88 Km de Paris, segundo o Google Maps, e um pouco menos segundo a Ryanair. O comboio também não existe, tendo a ligação de autocarro um custo de 16 €, com uma duração de cerca de 1 hora e 15 minutos. No regresso para o aeroporto, sugerem que estejam na paragem 3 horas e 15 minutos antes da hora do voo.

Para uma localização mais precisa dos aeroportos aqui referenciados, podem ver este mapa no Google Maps (embora um pouco datado), e este do Wikipedia, mais actualizado mas menos detalhado.

 

Melhorar o Touchpad do ASUS k53sv

Uma das grandes vantagens de utilizar o OSX da Apple é o cuidado e trabalho a que se deram para reduzir o número de gestos necessários para efetuar uma ação no sistema operativo. Atualmente é possível com combinações simples de 3 e 4 dedos no touchpad da Apple mostrar as janelas todas ao mesmo tempo, mudar entre espaços de trabalho ou abrir uma lista com todas as aplicações disponíveis.

A redução da quantidade de vezes que têm de mover e arrumar janelas, fazer uma combinação de teclas ou clicar no botão do rato poupa-nos essencialmente algo que não vão poder comprar novo: o nosso corpo humano.

Há uns anos sofria bastante com um mal derivado da forma intensiva como usava o rato, touchpad e teclado. Este mal levou-me a repensar os meus hábitos de utilização e aprender os atalhos oferecidos pelos sistemas operativos. O Windows XP que ainda tenho de usar no escritório não tem nada do que a Apple oferece e por isso tenho de usar outras táticas, mas isso fica para outra altura.

O Ubuntu, uma distribuição baseada em Linux, já no passado se tinha mostrado bastante amigável nestes e outros aspetos. Neste momento, a grande razão pela qual este não é o meu único sistema operativo é mesmo porque a Apple nos continua a recusar uma versão para Linux do iTunes, o seu gestor para o iPhone, Apple TV e iPod. Podem resmungar comigo o que quiserem, mas o iPhone continua a ser o meu smartphone preferido e o OSX e o iOS os meus sistemas operativos preferidos. Mas não podemos ter tudo.

Os preços dos portáteis da Apple são proibitivos e a diferença só se justifica pela qualidade do equipamento, como os ecrãs retina e da possibilidade de usufruir de um sistema operativo totalmente adaptado e estudado para o equipamento que temos. Enquanto os outros sistemas operativos se dedicaram a abranger o maior número possível de especificações de Hardware, a Apple focou-se em garantir uma experiência de utilizador sem problemas num conjunto muito especifico e reduzido de Hardware.

Pesquisei a internet e fui encontrando algumas afinações que permitem transformar o Ubuntu e Windows 7 para termos algumas das facilidades que vêm por omissão no OSX da Apple.

No caso do Windows 7 no meu ASUS k53sv descobri que não podia fazer a atualização da versão do driver do Touchpad. Este modelo de ASUS traz um touchpad identificado como a versão 3 de Hardware da Elan Tech e o driver que prefiro é a versão 8.5.0.3 por ter mais opções configuráveis:

  • Mudar entre aplicações com 3 dedos;
  • Mudar página com 3 dedos;
  • Scroll vertical e horizontal com 2 dedos.

A nova versão do driver muda este funcionamento e, na ânsia de imitar a Apple no ascetismo de opções, não disponibiliza tantas opções de configuração como na anterior, errando nas que deixa de permitir a configuração. Alguns computadores com Windows já vêm com esta versão, mas há algo que o OSX me dá quando navego e que acelera muito o uso: clique no botão do meio.

Poder utilizar um terceiro botão permite-me, por exemplo, no Firefox abrir todos os links numa nova Tab e fechar essa Tab sem ter de carregar especificamente na cruz vermelha de fecho da Tab. Isto parece picuinhas, mas se entenderem que o custo dos movimentos do rato vem da precisão exigida e não dos movimentos largos, percebem porque os gestos e estas facilidades me são tão queridas.

No Ubuntu, no painel de controlo do sistema operativo há uma opção que permite ligar o scroll com 2 dedos nos touchpads reconhecidos sem terem de se preocupar com a versão correta do driver, mas podemos também inverter o movimento da página com os 2 dedos para aquilo a que a Apple chamou de natural scrollPara isso vão ter de desenferrujar a vossa capacidade de seguir instruções e esquecer o medo de estragar alguma coisa. O caminho daqui para a frente incluí instruções que alteram o sistema operativo.

Para alterarem a direção de scrolling terão de criar um ficheiro no vosso utilizador chamado .Xmodmap. Abram uma linha de comandos (CTRL + ALT + T) e escrevam:

cd ~

nano .Xmodmap

Alterar o .Xmodmap com o nano

Alterar o .Xmodmap com o nano

O comando nano abre-vos um editor e cria-vos ou edita-vos o ficheiro .Xmodmap. No editor devem acrescentar uma única linha:

pointer = 1 2 3 5 4 6 7 8 9 10 11 12

Carreguem em CTRL + X e respondam Y à pergunta. Não se preocupem com a ordem dos números. Trocar o 5 com o 4 é precisamente o que faz o truque.

Para ativarem o 3 botão do rato podem seguir 2 caminhos:

  1. Instruções da linha de comando;
  2. Instalar o Synaptiks a partir do Ubuntu Software center.

No meu Ubuntu já experimentei as 2. A primeira opção foi a que fiz primeiro. Porque já tinha andado a espiolhar as funcionalidades do Elan Tech Touchpad e assim nada daquilo era estranho para mim.

A segunda versão é menos complexa, mas faz exatamente a mesma coisa adicionando-vos mais uma série de opções, como clicar nos cantos do Touchpad, algo que eu não quero nem ver.

Teste o seu cérebro

Teste o seu cérebro” é o nome de uma série da National Geographic, cujos três primeiros episódios foram emitidos há dois anos nos Estados Unidos, mas que chegou a semana passada aos canais de cabo em Portugal. Seguem-se mais doze episódios, que foram entretanto produzidos. Tropeçamos por acaso no programa no meio do zapping, e ficamos deveras impressionados.  Há muito tempo que uma série não me interessava tanto.

O que a série, “Test your Brain” no original de 2011 e agora designada “BrainGames“, tem de especial é a forma como nos explica os truques que regem o funcionamento do nosso cérebro, e como o podemos fintar. O site tem alguns exemplos que são interessantes, mas a série complementa com desafios, autênticos truques de magia, e algumas experiências em que todos podemos participar.

Alguns dos temas até já aqui os abordamos, dos quais destaco dos primeiros episódios a problemática de paralelização simultânea de tarefas.

Porque a série é tão interessante, deixo aqui as próximas exibições, entre hoje e amanhã, bem como o primeiro episódio integral em vídeo:

16/9

  • 23:00 – 23:23
  • 23:23 – 23:48

17/9

  • 03:44 – 04:07
  • 04:07 – 04:30
  • 09:54 – 10:18
  • 10:18 – 10:42
  • 17:22 – 17:48
  • 17:48 – 18:10
  • 20:32 – 20:56
  • 20:56 – 21:20
  • 23:00 – 23:23
  • 23:23 – 23:48

67º teste: o dos testes ao cérebro e do barbear à moda antiga

Podcast do Poupar Melhor

Nesta edição falamos dos testes ao cérebro e de como um coelho e um gorila podem passar despercebidos. Falamos também da nova experiência com o barbear à moda antiga onde vamos por uma Gillette contra a outra.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes.

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