Probabilidades das raspadinhas

No início deste ano, elaboramos um artigo sobre as probabilidades na raspadinha. Já tinha ideias de actualizar essa listagem, mas na conversa com Salomé Pinto, e a sua reportagem sobre a febre das raspadinhas, dei-me conta que, para além de novas raspadinhas, havia uma surpresa mais interessante.

A tabela actualizada das raspadinhas está abaixo. A surpresa é que o valor na coluna da probabilidade de ganho aumentou, o que significa que a probabilidade de um jogador ganhar qualquer coisa diminuiu. Para isso é preciso perceber melhor a penúltima coluna, relativa a Probabilidade de Ganho. Se uma raspadinha tivesse uma probabilidade de 1 : 3, significava que uma em cada três tinha um prémio, o que é melhor de que uma em cada quatro ter um prémio, por exemplo.

Comparando com as probabilidades anteriores, vemos que dantes havia cinco raspadinhas melhor que a “Pé-de-Meia”, enquanto agora há apenas uma. E agora há pelo menos três raspadinhas (todas com uma quantidade grande de Emissão) com probabilidade igual ou superior a 1 : 4.5, quando dantes havia apenas uma! Em termos da percentagem para prémios, também houve uma ligeira redução, embora estatisticamente menos significativa.

Infelizmente para os jogadores, a vida não está fácil. A probabilidade de ganhar qualquer coisa diminuiu ainda mais, pelo que o vício da raspadinha continuará a significar a perda de dinheiro para a grande, grande maioria dos Portugueses.

Raspadinha Custo Emissão Rasp. Premiadas Total Prémios Probabilidade de Ganho % para Prémios
187 Super Pé-de-meia 5.00 € 12012000 3467106 42042000 1 : 3.46 70
172 Pé-de-Meia 3.00 € 6006000 1543990 12612600 1 : 3.89 70
204 Férias em Grande 1.00 € 15000000 3847380 8700000 1 : 3.9 58
203 Pontes de Portugal 2.00 € 8000000 2015752 10240000 1 : 3.97 64
197 Dias da Semana 1.00 € 15000000 3769350 8700000 1 : 3.98 58
202 Festivais de Verão 2.00 € 6000000 1473671 7680000 1 : 4.07 64
198 Raspadinha dos Relógios 2.00 € 8000000 1943035 10240000 1 : 4.12 64
191 Janelas da Sorte 1.00 € 15000000 3622560 8700000 1 : 4.14 58
165 Grande Sorte 2.00 € 4000000 957957 5120000 1 : 4.18 64
199 Mini Pé-De-Meia 1.00 € 25000000 5959651 14500000 1 : 4.19 58
189 Raspadinha de Portugal 2.00 € 8000000 1858648 10720000 1 : 4.3 67
201 Cofre 1.00 € 20000000 4473528 11600000 1 : 4.47 58
196 Ano da Serpente 1.00 € 20000000 4442759 11600000 1 : 4.5 58
206 Campeões de Portugal 1.00 € 20000000 4442759 11600000 1 : 4.5 58
151 Raspadinha 1.00 € 15000000 3272166 8700000 1 : 4.58 58

Procurar alojamento para férias

Logotipo da Trivago

Logótipo da Trivago

No Poupar Melhor gostamos de comparadores de preços, por isso, o Trivago fica registado para futuras pesquisas por alojamentos mais baratos. O gosto por este tipo de serviços já não é novidade no nosso site. O Trivago assume-se como um site de comparação de preços. O resultado da pesquisa é a comparação dos preços de alojamento entre vários intermediários com vários critérios de diferenciação.

Por causa de toda a publicidade à Trivago, decidi ir ver o que tinha de diferente este serviço. No site pode ler-se:

O trivago é o maior buscador de hotéis do mundo, comparando preços de mais de 700.000 hotéis em mais de 180 portais de reservas como Booking.com, Expedia e LastMinute.com.

Com os últimos cartuchos para queimar no final do verão, estivemos lá em casa a fazer as contas para decidir onde ficar nesta última semana de férias. Já há algum tempo, quando fizemos o artigo do Tripadvisor, o amigo Ricardo C. veio dizer-nos que usava o Booking.com para procurar alojamento. Pessoalmente também já tinha contratado por esta via e com sucesso. O Trivago usa o Booking.com como uma das origens dos seus resultados, o que me pareceu logo bom sinal.

O interface gráfico de utilizador do site e da app no iPhone são muito diretos. A utilização é focada no objetivo do utilizador e facilita a pesquisa por ser um motor especializado. Num motor de pesquisa generalista teriam de:

  1. Procurar com termos que poderiam ou não retornar resultados;
  2. Abrir cada resultado para identificar o sitio onde se encontrava o preço para o período em que lá queriam ficar; e
  3. Tomar nota de tudo para comparar.

Como qualquer outro comparador de preços, o objetivo é reduzir o esforço e tempo necessário para a pesquisa e comparação de resultados e não certificar-nos a nossa decisão. Isto implica que quando identificarem aquela pechincha que vos interessa vão ter de ir ler as letras miudinhas no sitio onde irão efetuar a transação.

No Trivago o preço apresentado é de um dos vários sites especializados que funcionam como intermediários para fazerem a vossa reserva de alojamento. Cada resultado mostra a origem do preço e apresenta mais informação sobre o que o preço apresentado nos compra. Os preços têm variações que podem fazer toda a diferença, mas a reserva não é feita junto da Trivago e sim num dos sites de onde a Trivago obteve o preço, mas também do que contratam. O alojamento pode incluir pequeno almoço e dormida ou pode não pequeno almoço e ser só o alojamento, entre outras diferenças:

[…] trivago é um site de comparação de preços de hotel e não é possível fazer uma reserva de hotel directamente connosco. […]

[…]todos os sites de reservas mostrados no trivago são confiáveis. Nós trabalhamos apenas com sites de reservas que têm boa reputação, para que, desta forma, lhe possamos mostrar o melhor preço possível.[…]

[…] As ofertas de hotéis e reservas de viagens ou de serviços relacionados, estão baseados em bases de dados ou websites de turoperadores externos de trivago. trivago não assume nenhuma responsabilidade pelo grau de acabamento e precisão dessas ofertas. […]

A Trivago oferece um sistema de dinheiro por opinião a que chama o seu sistema de Milhas:

Todos os membros da comunidade ganham uma percentagem do dinheiro baseado no número de milhas que têm. O valor em dinheiro é posteriormente adicionado na sua conta bancária trivago. A partir do momento em que tem um mínimo de 10 Euros pode solicitar o pagamento através do PayPal ou Moneybookers.

Com este sistema a Trivago tenta fornecer mais do que a comparação entre preços sem responsabilidade. Tenta assim garantir que existe informação adicional que permita aos utilizadores decidirem-se baseando-se também na opinião de outros utilizadores.

Esta prática tenta evitar também que os utilizadores comprem gato por lebre ou fiquem sem alojamento quando chegam ao seu destino.

Onde estão as estrelas no céu?

A estrela polar, em frente!

A estrela polar, em frente!

Na Sociedade Moderna, olhar o céu é uma acção cada vez mais rara. Sobretudo por causa da poluição luminosa, comum nas nossas cidades. Na verdade, a maior parte de nós já não se lembra da última vez que olhou com atenção para o céu estrelado!

A minha última vez a sério foi na noite de 12 de Agosto, por altura da chuva de estrelas das perseidas. Eu, que já estava vacinado de chuvas de estrelas, que nem aguaceiros haviam sido (as Perseidas de 1993, a que se seguiu poucas semanas depois o mais bem sucedido programa “Chuva de Estrelas”), já tinha avisado o grupo de amigos de que não esperassem muitas estrelas cadentes. Depois de muitos minutos a olhar o céu estrelado sem resultados, resolvi proucurar mais informação na Internet.

E fui aí que descobri que existiam apps para telemóveis que nos indicavam onde estavam as estrelas no céu. Na altura instalei o “Droid Sky View“, e ele mostrou-nos exatamente donde emanavam do céu as Perseidas. Pouco depois começamos a ver estrelas cadentes! Depois disso, descobri também outra app, o “Google Sky Map“, que faz aparentemente a mesma coisa, mas é de uma dimensão bem inferior, e que tenho utilizado desde então.

Das experiências que eu fiz, e não percebendo quase nada de astronomia e de constelações, foi todavia muito fácil descobrir e identificar algumas estrelas. Por isso, são um excelente mapa para quem tiver oportunidade de olhar o céu. Na imagem acima, o telemóvel mostra-nos onde está a estrela polar, ajudando-nos a descobrir algo que hoje tem pouco significado, mas que tanta importância tinha no passado!

Troco na Ryanair

Cabine da Ryanair

Cabine da Ryanair

Quando há alguns indícios de que a Ryanair poderá começar a operar no aeroporto da Portela, em Lisboa, interessa aos potenciais clientes da zona de Lisboa começar a perceber como funciona. Algo que potencialmente os Portugueses que utilizam a Ryanair mais a norte ou a sul já terão percebido melhor. Devo dizer que sou um fã das low-costs e que espero que realmente a Ryanair chegue o mais depressa possível, embora compreenda que muita gente tem dificuldade em se ajustar a esta nova filosofia de voar…

Um dos aspectos que me chamou a atenção numa das últimas semanas, sem verdadeiramente me surpreender, foi o apetite que existirá por parte dos tripulantes de cabina da Ryanair em ficar com o troco. Segundo este artigo do Daily Mail, a ideia é a tripulação dizer que não tem troco, insistir na ideia, e eventualmente tentarem impingir mais qualquer coisa ao passageiro, estilo uma raspadinha!

Esta postura é realmente verdadeiramente inaceitável. A melhor política nestes voos é não comprar nada! Porque troco com espécie, tipo selos, é uma coisa que já não vejo há mais de duas décadas…

A febre das raspadinhas continua

A jornalista Salomé Pinto elaborou uma reportagem para o Porto Canal onde actualiza alguns dados sobre a febre da raspadinha em Portugal. Ao minuto um da reportagem, visível abaixo, podemos ver como os Portugueses têm raspado sensivelmente o dobro em relação a cada ano que passa!

Tal sequência é a continuação do que havíamos já relatado neste artigo. A Salomé alude também à importância das probabilidades de cada uma das raspadinhas, que também havíamos referenciado aqui. E as probabilidades não são a favor do jogador…

Todos estes factores combinados significam que as raspadinhas continuam a escoar os bolsos dos Portugueses! Por isso, a máxima continua a ser a de que a melhor forma de ganhar dinheiro com a Raspadinha, é não jogando!

Como enrolar um cabo


O publicou no Boing Boing um vídeo do London School of Sound com a técnica de enrolar cabos. Este vídeo de como enrolar um cabo complementa a arrumação dos cabos debaixo da mesa ou as caixas de origami também para os cabos.

A ideia é que se enrolamos um cabo, vamos torcendo-o sobre ele mesmo, o que para além de deformar o interior dos cabos, dificulta a sua utilização posterior.