Google Maps mais rápido

showmystreet.com

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A amiga Laura H. já não é nova nestas coisas de nos enviar o que achou interessante. Desta vez envia-nos uma nova maneira de usar o Google Maps, mas com a apresentação de resultados diretos no Google Street View.

A ideia é interessante. Pessoalmente utilizo a opção do Google Street View sempre que vou a um sitio que não conheço. Assim, antes de lá chegar, já tenho uma ideia do que devo esperar e como reconhecer que estou no sitio certo.

Esta não é a única oferta que encontram do mesmo tipo na internet. Uma pesquisa por Google Street View no Google e aparece-vos o instantstreetview.com como primeiro resultado.

instantstreetview.com

instantstreetview.com

Tráfego na A6

Depois de elaborar o artigo relativo às alternativas da A6, fiquei curioso sobre as diferenças de tráfego nos seus diversos troços. Utilizando os dados do INIR, elaborei o seguinte gráfico, com indicação do tráfego médio diário, ao longo do conjunto de 2012. A verde estão os troços gratuitos, entre Elvas e a fronteira:

Tráfego na A6 em 2012

Tráfego na A6 em 2012

Fica claro como nos troços intermédios, naqueles em que as alternativas são melhores, há uma redução notória de tráfego. Obviamente muito influenciados pelo tráfego entre Évora e o litoral. Ainda assim, é surpreendente como o tráfego volta a subir significativamente nos troços gratuitos. E como o tráfego local entre Elvas Poente e a EN246 deve ser pequeno, aquele salto entre os vermelhos e o verde deve reflectir a quantidade diária de veículos que escolhem a alternativa das estradas rápidas

Bitcoins

A forma como lidamos com dinheiro é tipicamente a de notas e moedas. Mas cada vez menos. Nos sistemas de homebanking, em determinadas acções no Multibanco, ou quando compramos qualquer coisa através de cartões, não chegamos a ver a cor do dinheiro.

Num mundo em que o dinheiro é cada vez mais virtual, não admira que a moeda o possa ser. Há uns anos surgiu o Bitcoin, uma moeda utilizada na Internet, e que pode ser utilizada para fazer compras online. Até pode ser trocada por outras moedas, sendo visível no gráfico abaixo a evolução da sua cotação ao longo dos últimos anos. No início, alguma relutância existiu na sua aceitação, dada a sua ligação a determinados negócios duvidosos. Mas, paulatinamente, tem vindo a ter uma aceitação e valorização cada vez maior.

Evolução da cotação BitCoin - Dólar Americano

Evolução da cotação BitCoin – Dólar Americano

Uma das partes mais interessantes do Bitcoin é a segurança da sua utilização. As técnicas criptográficas que utiliza são muito avançadas, e de dificil compreensão para os comuns dos mortais. O vídeo abaixo, em inglês, ajuda-nos a compreender melhor como funciona esta moeda.

Ainda vai demorar provavelmente algum tempo até que comece a comprar ou vender algo em bitcoins. Também poderia começar a poupar nesta moeda, embora ela tenha neste momento um valor claramente especulativo. Ainda assim, chame-se Bitcoin, ou outra coisa qualquer, o futuro passará por sistemas deste género.

Reduzir a temperatura do Raspberry Pi

Temperaturas do Raspberry Pi

Temperaturas do Raspberry Pi

O amigo Luis F. foi até aqui ao post sobre Monitorar a temperatura do processador gráfico do Raspberry Pi contar-nos o que tinha feito para reduzir a temperatura do seu Raspberry Pi:

Instalei um cooler e dissipadores de calor no Raspi e o que notei foi : um cooler instalado eh melhor que os dissipadores de calor. Instalar o cooler seria melhor do que dissipadores de calor pq a temperatura nao melhorar em quase nada. E sim quando eu instalei o cooler a temperatura baixou aprox. 20 graus.

Aquilo que o amigo Luis F. nos contava das suas experiências com o Raspberry Pi era muito interessante e por isso pedi que partilhasse connosco a informação.

O objetivo do amigo Luis F. foi reduzir a temperatura do seu Raspberry Pi e por isso testou as variações:

  1. Caixa;
  2. Ventoinha; e
  3. Dissipador de calor.

Para obter um valor de referência, o Raspberry Pi foi medido primeiro sem nada, depois com as variações e no final executando processamento de transcodificação de video. As fotos ilustram parte da forma como o processo foi feito.

O gráfico em cima é feito com uma amostra das temperaturas recolhidas e os dados podem ser consultados aqui.

Uma conclusão que se pode tirar logo, como conta o amigo Luis F., é que comprar dissipadores não produz grande mudança. Como podem ver dos dados partilhados, o dissipador afeta cerca de 1 grau Celsius. Se estão a pensar nos dissipadores como solução, talvez seja altura de repensar. Um Raspberry Pi Heat Sink Kit pode custar-vos mais de €5,80 e não resolve o problema.

Outra conclusão é que a ventoinha pode custar cerca de €25,00, pode aumentar o ruído de fundo, mas reduz substancialmente a temperatura. A solução da ventoinha tem ainda um problema adicional para mim: usa os mesmos pins do meu recetor infravermelho para o comando remoto.

Alternativas à A6

O Alentejo tem algumas boas estradas, e nelas gosto de passear. Todavia, nas muitas deslocações por automóvel que já fiz até Madrid, fui e vim sempre pela A6. As alternativas que apresento aqui, e que resultam da elaboração do Mapa das Estradas Rápidas, não as conheço na totalidade, e até resultaram para mim numa grande surpresa.

A A6 é uma autoestrada bestial. Posso atestar que a célebre crónica de Miguel Sousa Tavares confere com a realidade. É certamente uma das autoestradas portuguesas com menor tráfego, especialmente a nascente de Évora.

Neste exercício vamos fazer a comparação dos vários trajectos na A6, usando o Google Maps. No trajecto completo por autoestrada, visível na imagem abaixo, percorre-se 141 Km em 69 minutos, e segundo os dados da Brisa, custa 11.05 euros, entre a portagem de Vendas Novas e a fronteira com Espanha.

A6 de Vendas Novas a Espanha

A6 de Vendas Novas a Espanha

Como da autoestrada A6 se observa a estrada nacional antes de chegar a Évora, e depois de passar a cidade, a alternativa mais plausível é forçar a passagem por esta cidade. Na verdade, para percorrer as nacionais entre Montemor-o-Novo e Évora, e daqui até Estremoz, é preciso definir quatro pontos de desvio no percurso. Nestas circunstâncias, o trajecto passa a ter um total de 154 Km, num total de 105 minutos. Esta alternativa representa assim mais 13 Km, e mais 36 minutos de percurso, o que significa um aumento de tempo de 52%. Esta alternativa representa uma poupança de 6.15 euros.

Alternativa por Évora

Alternativa por Évora

Quando elaborei o Mapa das Estradas Rápidas dei-me todavia conta que a EN4, que passa por Arraiolos, é uma alternativa bem melhor. Não passa pelo meio de localidades, pelo que se perde bastante menos tempo! Neste caso fazem-se os mesmos 141 Km da autoestrada, gastando-se no total 85 minutos. Tal significa uma poupança de 20 minutos relativamente à alternativa por Évora, embora mais 16 minutos que pela autoestrada. A poupança em portagens é ligeiramente inferior, sendo de 5.60 euros.

Alternativa pela EN4

Alternativa pela EN4

Olhando ainda para o mapa, uma alternativa suplementar é fazer a estrada nacional até Elvas, entrando apenas na auto-estrada depois das portagens. Neste caso, visível na imagem abaixo, fazem-se 142 Km, apenas mais um que na autoestrada. Demora-se 96 minutos, mais 27 minutos que pela autoestrada, o que significa um acréscimo de tempo de 39% relativamente à autoestrada, mas com uma poupança total de 8.75 euros!

Alternativa EN4 até Elvas

Alternativa EN4 até Elvas

Neste exemplo, a maior poupança em portagens consegue-se saindo logo na portagem de Vendas Novas. Neste caso, até à fronteira são 144 Km, demorando-se 107 minutos. Tal significa já mais 38 minutos, sendo a poupança de 11.05 euros.

Alternativa completa à A6

Alternativa completa à A6

Sinistralidade nas estradas

Neste artigo, verificamos como o estudo da APCAP deu bastante importância ao nível de sinistralidade em autoestradas. No sentido de compreender melhor este domínio, procurei encontrar mais estatísticas na Internet. Encontrei-as no site da ANSR.

Neste documento, com as estatísticas do primeiro trimestre, podemos verificar que os acidentes em autoestrada são uma pequena percentagem, representando 7% do total de acidentes com vítimas. Nas estradas nacionais, essa percentagem é de 22%, embora haja que reconhecer que há muitas mais estradas nacionais que autoestradas.

Um primeiro indício de que as autoestradas são mais seguras é que a percentagem de feridos graves e mortos é inferior à percentagem de acidentes. Nos 7% de acidentes referidos, as autoestradas provocam 5% das vítimas mortais e 4% dos feridos graves. Os 22% de acidentes das estradas nacionais provocam todavia 48% das mortes e 29% dos feridos graves.

A tendência de evolução desta ano é todavia preocupante para as autoestradas. De 365 acidentes com vítimas em 2012 passou-se para 493 acidentes este ano, um aumento substancial. Todavia, em termos de mortes, registaram-se apenas 6 mortes este ano, contra as 12 mortes de 2012. A mesma diminuição verificou-se em termos de feridos graves, embora os feridos leves tenham também aumentado.

Estes documentos da ANSR são sempre difíceis de digerir. Felizmente, as tendências têm sido de melhoria, como o gráfico abaixo evidencia, e esperemos que assim continue. Se acelerarmos, pode-se pensar que poupamos um pouco de tempo. Mas de nada vale a pena pensarmos nessa poupança, quando sabemos que os riscos de termos um acidente sobem significativamente. Por isso, o importante é cumprir o Código da Estrada, quer estejemos no nosso bairro, quer circulemos nas Estradas Rápidas, e sempre atendendo às condições em que circulamos nas nossas estradas.

Estatísticas de acidentes dos últimos anos

Estatísticas de acidentes dos últimos anos