Arrumar o que tenho no meu ecrã

Home Screen do iPhone

Home Screen do iPhone

Mantenho os Desktop/Home Screen dos meus equipamentos com as aplicações e atalhos a que quero dar mais atenção. Não deixo que seja o meu sistema a escolher por mim para onde devo dirigir a minha atenção.

A forma como uso os meus equipamentos eletrónicos é em parte responsável pela minha eficiência e eficácia pessoal. Tento reduzir o número de opções e interrupções disponíveis para facilitar a escolha e aumentar a concentração.

Organizo as opções preferencialmente por temas e fora da vista o restante. Isto mantém-me focado nos meus objetivos pessoais e na tarefa que tenho em mãos no momento.

No meu telefone não é diferente. O que faço nele deve ser possível fazer em pouco tempo e se possível enquanto faço outra coisa ao mesmo tempo.

Verificar consumo de lâmpadas incandescentes

As lâmpadas incandescentes, as antigas lâmpadas, aquelas que já não se vendem, mas que eram bem baratinhas, são um item interessante para controlo e aferição de consumos. Neste aspecto, elas têm outra característica interessante, que é ter um factor de potência de 1, o que faz com que se possa aplicar a fórmula P=VI. Tal não acontece, por exemplo, com as lâmpadas económicas (compactas fluorescentes).

Guardo uma série de lâmpadas incandescentes antigas por esta razão. Recentemente fiz uma medição dos seus consumos, quer utilizando o medidor de consumos, quer através de um multímetro. Como se pode ver pela tabela abaixo, as lâmpadas tendem a ter uma potência ligeiramente superior à anunciada. Olhando para os valores da tabela seguinte, confirmamos que as medidas dadas pelo multímetro e medidor de consumos, conferem. Por isso, estas lâmpadas são uma forma relativamente fácil de calibrarmos medições de consumo.

Potência Anunciada (Watts) Wattímetro (Watts) Wattímetro (Volts) Multímetro (mA) P = VI
40 40.8 232 175.7 40.76
40 40.7 232 175.2 40.65
60 60.4 231 261.3 60.36
60 61.6 232 265.8 61.67
40 40.3 232 174.2 40.41
40 41.1 232 177.6 41.20
40 39.8 232 171.6 39.81
40 40.1 231 173.2 40.01
40 39.2 231 169.8 39.22
60 61.7 231 267.4 61.77

Não consumir água é mau?

Desperdício de água

Desperdício de água

Desde sempre tenho ouvido que temos que reduzir os nossos consumos de água, para melhorar o ambiente, reduzir a poluição dos aquíferos, e tornar o Planeta mais sustentável. E eu, e muitos Portugueses, temos alinhado neste desafio, poupando também dinheiro!

Vítor Lemos, presidente do conselho de administração dos Serviços Municipalizados e de Saneamento Básico de Viana do Castelo (SMSBVC), parece que tem uma opinião distinta. Para ele, não é bom que tenha havido uma quebra de consumo de água em Viana do Castelo de 8% no ano passado, estando previsto mais 6% este ano. É como outros, que também não gostam da poupança dos portugueses… Todavia, disse também que as famílias baixaram o seu consumo de 10m3 para 6m3 por mês, mas com estes números, não bate a bota com a perdigota…

Ele tem muitas explicações. As pessoas estão a emigrar. As pessoas têm furos e captações próprias, “não controladas”. O problema para o Vítor é 40% dos seus clientes serem “consumidores zero”… E que em vez dos 13.2 milhões de euros que facturou em 2011, só conta facturar 11 milhões este ano? O que é que ele quer? Que os seus clientes comecem a desperdiçar água?

O verdadeiro problema é que só agora o SMSBVC parece ter acordado para o problema realmente importante, e que outros já há muito atacaram: o das perdas. Os SMSBVC captam 4 milhões de m3 de água por ano, mas um milhão, 1000000 de m3 de água, um quarto do total, é perdida durante a distribuição! Enquanto nos incentivam a poupar, que dizem que temos que tratar das pingas, eles perdem 25% do total da água que é suposto gerirem??? O que os SMSBVC deviam fazer era aumentar a sua eficiência, diminuir os custos de produção, e baixarem o valor da água. Talvez aí os consumidores comecem a consumir mais um pouco de água!

Escalões de gás natural

O preço do gás natural é algo que se debate bastante menos que o preço da electricidade. E é algo que temos abordado aqui também poucas vezes. O tarifário do mercado regulado de gás natural está disponível nesta página, onde podemos constatar as várias variáveis que afectam a nossa factura.

Um dos factores que influencia os valores das facturas diz respeito aos escalões de consumo. Os valores fixos e variáveis da factura são distintos consoante o escalão de consumo. Os escalões são os seguintes:

  • Escalão 1: 0-220 m3

  • Escalão 2: 221-500 m3

  • Escalão 3: 501-1000 m3

  • Escalão 4: 1001-10000 m3

Quanto maior é o escalão de consumo, maior é o valor da componente fixa da factura. Todavia, quanto mais se consome, menor é o custo por m3 de gás natural. Tal faz com que a evolução do consumo apresente uma particularidade interessante. Um consumidor que consuma anualmente 500 m3 paga bastante mais que um consumidor que gaste um pouco mais. Como se pode ver pela imagem abaixo, a descontinuidade é evidente, e fica por perceber porque é que essa descontinuidade existe…

Preço do gás por escalão

Preço do gás por escalão

54º metro cúbico: o da indignação com o benefício nulo, dos escalões do consumo de gás e dos metros cúbicos de água perdidos

Podcast do Poupar Melhor

Nesta edição indignamos-nos com o tempo perdido nas visitas para verificar o equipamento da Via Verde e que se pode tornar num benefício nulo.

Falamos dos escalões do consumo de gás que nos podem roubar boas oportunidades de negócio ou poupar uns cobres por 1 metro cúbico.

Fechamos a perguntar onde vão parar os metros cúbicos de água perdidos pelas empresas de gestão deste bem tão precioso.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes.

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Via Verde pode tornar-se num beneficio nulo

Identificadores da Via Verde

Identificadores da Via Verde

Sou utilizador satisfeito da Via Verde. Nunca fiz as contas, mas, já que tenho de pagar, pessoalmente prefiro pagar algo extra pela comodidade de atravessar as portagens sem parar.

Já não é a primeira vez que tenho de me dirigir a uma loja da Via Verde porque a caixa deixa de conversar com o recetor na portagem, mas tem sido sempre por causa da pilha. Desta vez foi a caixa que uso na mota.

Há já alguns dias que o pórtico apita por todos os lados. Das vezes anteriores, quando apitava, no dia seguinte mudava de pórtico e já funcionava, mas desta vez foi diferente.

Já deve fazer uma semana que seja qual for o pórtico que passe, apita por todos os lados, mas tenho outras coisas para fazer e como a caixa tem um ano e meio, nunca me passou pela cabeça que fosse da caixa. Fui mandado para pela GNR que me apontou para o senhor da Lusoponte.

Aparentemente era para me fazer um inquérito, mas esteve a conversar com a colega pelo rádio enquanto ela lhe respondia com códigos de resultado de leitura dos pórticos. Os pórticos não estavam satisfeitos. Há que manter os pórticos felizes: “Vai ter de ir a uma loja verificar a Via Verde”. Boa?

Mau… É que “ir a uma loja” implica perder provavelmente todo o tempo que já poupei em passar pelo pórtico. Esta mordomia assim tornar-se nula.

Os identificadores originais ainda os tenho e nunca avariaram. Têm servido para os carros que já tive e foi só mudar os registo, mas para a mota disseram-me que tinha de ter um dos novos.

Como resultado, estive perto de uma hora à espera para ser atendido. Disseram-me que tive azar. Que nem sempre é assim. Infelizmente o aparelho tinha avariado ao fim de 1 ano de uso, mas felizmente avariou dentro da garantia.