Um infográfico sobre as maiores tretas que acreditamos ser verdade

O A.Sousa gosta bastante de infografias. Mais que gráficos que representam de forma visual determinados valores, as infografias traduzem esses valores em ilustrações com significados visuais.

O infográfico que podem ver no link tenta apresentar as principais falsidades em que acreditamos.

Common Mythconceptions: worlds most contagious falsehoods

Common Mythconceptions: worlds most contagious falsehoods

Standby de ar condicionado

Os equipamentos de ar condicionado têm um consumo em stand-by um pouco elevado. No caso de sistemas multi-split, vejo por vezes referenciados valores de 50 Wh.

Acontece que o consumo dos sistemas de ar condicionado está associado à manutenção da temperatura do óleo do cárter. Para isso existe normalmente uma pequena resistência que aquece o óleo do cárter do compressor, para que ele esteja à temperatura ideal quando o aparelho fôr solicitado.

Ocorrem todavia vários aspectos que interessa avaliar. Em primeiro lugar, o consumo de electricidade é maior no Inverno, quando é preciso mais energia para manter os fluidos à temperatura indicada. Num equipamento que tive oportunidade de avaliar, o consumo não era constante, mas função da temperatura exterior. E não estava sempre ligado, ora ligando, ora desligando. Tal significa que no Verão, em princípio, os consumos em stand-by serão bastante inferiores.

Obviamente, a forma mais rápida de nos livrarmos destes consumos em stand-by, é desligar os aparelhos no quadro eléctrico. Esta é normalmente a única forma de acabar efectivamente com esse consumo. Mas, há um grande SENÃO!

Esse senão é que ao voltar a ligarmos o equipamento no quadro eléctrico, não podemos usar imediatamente o ar condicionado! Se isso acontecer, e os fluidos não estiverem à temperatura correcta, boas coisas não vão acontecer ao compressor… As marcas recomendam que os aparelhos sejam ligados no quadro eléctrico até umas 8 horas antes de se ligarem as unidades internas. Para isso, deve consultar os manuais dos equipamentos em detalhe. Esse tempo deverá ser naturalmente maior quando se voltarem a ligar no início do Inverno, pois as temperaturas externas serão menores. Mas, e como o seguro morreu de velho, mesmo no Verão, deve ligar as unidades externas umas boas horas antes de começar a produzir frio nas unidades internas…

Lembre-se que é importante poupar electricidade, pois poupa na carteira. Mas, se avaria um equipamento destes, o peso na carteira será muitíssimo maior…

Comparação de Impostos a nível internacional

Todos nos queixamos que pagamos impostos a mais! Nós Portugueses, mas também todos os outros… Porque é sempre difícil comparar o que nós pagamos, e o que pagam os outros.

A KPMG deu um contributo no esclarecimento desta questão, com uma página que compara impostos a nível internmacional. Podemos seleccionar entre os vários países do Mundo, ou mesmo regiões. Podemos comparar impostos indirectos, de empresas, de trabalho, e de segurança social, quer para o empregador quer para o empregado. E podemos ver dados entre 2010 e 2016.

Os dados que dali podem sair são fabulosos! Abaixo fiz um pequeno exercício para nos comparar a Espanha, França e Alemanha, nos Impostos de Trabalho e Indorectos:

Impostos de Trabalho

Impostos de Trabalho

Impostos Indirectos

Impostos Indirectos

Novos radares

Depois de sabermos que a carta de pontos teria alterado completamente o comportamento dos portugueses nas estradas, eis que surgem os novos radares, baseados no sistema SINCRO.

É claro que não serão para aumentar a receita das multas. É claro também que o único objectivo é reduzir os acidentes. Certo é que custou uns milhões de euros. E vem tarde. E está muito desactualizado tecnologicamente, pois vejam o que já fazem nuestros hermanos… Mas já começou a apanhar incautos, que recebem uma multa imediatamente!

Enfim, é sempre importante cumprirmos o Código da Estrada. Mas também saber onde são os locais “extremamente críticos”, perdão, os radares. A Renascença fez um mapa interactivo muito interessante, que reproduzimos abaixo. Vejam, para não serem apanhados desprevenidos:

Sinistralidade diminuiu por causa dos pontos?

Aqui há pouco mais de um mês alertamos para a introdução da carta por pontos. Passado mais de um mês sobre a sua introdução, já há estatísticas fresquinhas: segundo o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, as contraordenações diminuíram 25,4% em junho! Segundo ele, os condutores passaram a ter um “comportamento completamente diferente na estrada“.

É claro que como bom político, ele disse que o importante para o Estado português “não é ter receitas pelas contraordenações”, nem “despesas com a sinistralidade”, mas sim reduzir o número de acidentes rodoviários nas estradas. Fui ver à página da ANSR sobre as estatísticas dos acidentes, mas fiquei a saber que a ANSR deixou de publicar dados com a entrada deste Governo. Assim que existirem estatísticas, talvez venhamos a ser surpreendidos…

Se tivermos em conta as estatísticas mais recentes, talvez o Governante tenha sorte nestas estatísticas macabras. É que os acidentes aumentaram quase 5% em 2015, face a 2014. E no primeiro trimestre aumentaram 9%.

E o que é que diz a lógica da batata? Pode dizer que quanto mais alto se sobe, de mais alto se cai? Ou seja, como os Portugueses se acidentaram mais nos últimos tempos, as estatísticas agora vão melhorar? A lógica da batata poderia também pressagiar que ficamos mais pobres em Junho, pois parece que há uma associação entre sinistralidade e dinheiro

Thingiverse: Por onde começar para imprimir em 3D

Thingiverse

Thingiverse

Sou a última pessoa a quem devem pedir conselhos sobre impressão. Odeio papel porque trabalhei com ele metade da minha vida. As impressoras demoram tempo, encravam e não têm Undo. As impressoras só têm Do it all over again.

Sobre como começar a imprimir em 3D podem ir até ao Thingiverse. O site Thingiverse tem um conjunto de padrões de impressão para download que valem bem a pena ir visitar, como já tinha tentado demonstrar com este exemplo de uma caixa de auriculares.

Aparentemente ainda não me curei porque decidi aprender sobre impressão 3D. Disso fazem prova os vários posts que vou fazendo sobre o tema e que podem ler aqui alguns exemplos.

Uma das coisas que me agrada na possibilidade de imprimir em 3D é poder fazer os meus próprios objetos. Sou designer de formação académica e dei alguns anos de formação em Autocad e 3D Studio, ambas ferramentas que permitem modelação e desenho em 3d. Já disse por exemplo aqui de onde podem arranjar software de animação 3D gratuito. Se aquilo que procuram não estiver nesta lista, podem ainda ver o que se encontra na lista de software para impressão 3D.

Se estiverem interessados em saber por onde começar com software gratuito para desenhar peças 3D para impressão, o Thingiverse tem uma lista. Existe software para iOS, Windows e Linux. Existe inclusivamente software online.