Custo da factura da água

Aumento da água

Aumento da água

No passado ano, havíamos referenciado uma análise aos custos da água em Portugal. Este ano, a ERSAR voltou a efectuar uma análise dos custos, que foi nomeadamente referenciada no Público.

Uma das conclusões interessantes é que os Portugueses terão pago, “em média, mais 8% na factura da água, saneamento e tratamento de lixo em 2012 do que no ano anterior“. Mas quando se observa o aumento das parcelas que compoem o preço da factura, na imagem ao lado, não é a água que aumenta mais, mas sim o saneamento e os resíduos.

Mas, a leitura do artigo deixa-me várias interrogações. Segundo Armando Varela, presidente da autarquia de Sousel (onde se registou o segundo maior aumento em termos percentuais), a empresa que presta o serviço a esse município, a Valnor, tem uns módicos dois milhões de euros de lucro por ano, e como ele diz, “o lixo não é para ganhar dinheiro“. O que levanta naturais questões sobre todo este negócio. Aliás, algo com contornos semelhantes aos que referenciamos ainda recentemente relativamente à Valorpneu.

Estas empresas, que por um lado nos incentivam a reduzir, reutilizar e reciclar resíduos, por outro lado sugam o nosso dinheiro nestas taxas, neste caso na factura da água. E elas são cada vez maiores, como se podem ver no gráfico.

Logo, e mesmo que reduza e reutilize, só há uma forma de poupar na factura. Como estas taxas estão indexadas ao seu consumo de água, quanto menos água consumir, menos taxas pagará. Por isso, não deixe de dar uma vista de olhos na nossa etiqueta da água.

Leilão da DECO compensa?

Campanha anterior da Endesa

Campanha anterior da Endesa

Ontem, em conferência de imprensa, a DECO anunciou que o resultado do leilão, que temos vindo a acompanhar, se cifrou numa oferta da Endesa, com 5% de desconto. Esse desconto é feito tendo por base as tarifas transitórias actuais. Para quem tem bi-horário, como é o meu caso, o desconto é de apenas 1.2%. Segundo a notícia que circulou, a poupança anual será entre 1 euro e 79 euros. Para os clientes com potências de 3.45 kVA, como é o meu caso, a DECO estima uma poupança anual de 15 euros.

Este desconto de 5% mais não é que a re-edição da campanha que a Endesa lançara aqui há uns anos, conforme imagem acima, e que podem confirmar neste link, correspondente ao arquivo do site em finais de 2010. Exigia na altura apenas a domicialiação bancária. Segundo o Museu da Internet, a oferta estava em vigor ainda há um ano atrás.

A análise rápida dos factos, do meu ponto de vista, revela que tendo eu a tarifa bi-horária, o desconto de 1.2% é muito pouco. Se tivesse a tarifa simples, e considerando que gastamos cerca de 480 euros por ano em electricidade, então os 5% seriam mais que os 15 euros estimados pela DECO.

O que levanta a questão do que são exactamente estes 5%? Segundo esta notícia do Dinheiro Vivo, para quem  tem potências de 1.15 e 2.3 kVA, o desconto será efectuado na potência, e para os restantes será efectuado no consumo.

Outro aspecto está relacionado com a devolução do dinheiro da comissão, para os associados da DECO. No meu caso, isso não é importante, porque há mais de uma dezena de anos deixei de ser associado. Todavia, lendo as notícias, descobre-se que a devolução apenas ocorrerá em Novembro. O que acontecerá se entretanto se mudar? Se isto não é uma fidelização, o que é?

Noutra perspectiva, segundo esta notícia do Público, 34% dos consumidores que se inscreveram no leilão tem tarifa bi-horária regulada ou liberalizada. Ou seja, ganharão muito pouco, ou ver-se-ão mesmo impossibilitados de aceitar esta oferta, por estarem certamente fidelizados no mercado liberalizado, conforme analisamos aqui. Adicionalmente, mais 22% dos 66% que têm tarifa simples, estão também já no mercado liberalizado…

Olhando para as tarifas actuais, cuja referência para o documento no site da ERSE podem encontrar neste artigo que efectuamos, e comparadas com as tarifas do mercado regulado, podemos comparar os valores. Considerando apenas a vertente do custo do kWh, sem valores de IVA (para comparação com documento da ERSE), e sendo o seu custo de 0.1405€/kWh no mercado regulado, um desconto de 5% traduz-se num valor de 0.1335 €/kWh.

Na verdade, nenhum tarifário regista actualmente um custo por kWh tão baixo. O que mais se aproxima é o GALP On – Plano Confort, com um custo de 0.1377 €/kWh, mas este tarifário obriga à subscrição obrigatória de um serviço de assistência. A  maioria dos restantes tem a tarifa do mercado regulado.

Nestas condições, as quais terão que ser confirmadas por escrito pela DECO, é justo afirmar que a tarifa proposta pela Endesa é competitiva. Vamos esperar pelo detalhe das condições, e também pela resposta dos restantes comercializadores, que espero, conforme referi aqui. No meu caso, e no de muitos, porque tenho bi-horário, há ainda muitas dúvidas. Que se somam àquelas que referimos neste artigo. Mas se tivesse tarifário simples, então mudaria para a Endesa.

Comando remoto por infra-vermelhos para o Raspberry Pi

Raspberry Pi com sensor infravermelho ligado para testes

Raspberry Pi com sensor infravermelho ligado para testes

O Raspberry Pi como um Home Theater é das coisas mais rápidas de fazer com este pequeno brinquedo. As distribuições como o Raspbmc permitem fazer esta maravilha logo assim que ela sai da caixa. Ligado pela porta HDMI à televisão recebe os comandos do comando remoto da televisão através da funcioanlidade CEC do HDMI.

O comando remoto para o Raspberry Pi pelo protocolo CEC através da televisão não funciona bem como eu esperava. Não sei se:

  • Devido à forma como a Philips o implementa;
  • Porque o Raspberry Pi não responde em condições ao CEC;
  • Porque nada daquilo estava previsto funcionar daquela forma.

A minha experiência com os televisores de hoje é que os fabricantes tentaram enfiar lá dentro tanta coisa que eles não se conseguem nem mexer e por isso o meu culpado estava escolhido: a latência era provocada pelo televisor.

Como não sou de me ficar  a chorar com as fatalidades do destino, fui até ao site Adafruit para descobrir o que tinha de fazer para ligar o recetor infravermelhos de experiências anteriores que tinha lá em casa para receber os comandos por infra-vermelho pelo Lirc. Foi no site do próprio Lirc que fui buscar o esquema que em tempos quis usar para montar um Home Theater PC, mas que não correu tão bem.

Representação do TSOP1738 pelo engineersgarage.com

Representação do TSOP1738 pelo engineersgarage.com

A montagem do site Lirc para uma ligação pela porta série implicava outros componentes que removi com o ferro de soldar. No contactos do recetor de infravermelhos soldei uns fios com uns conectores velhos e liguei as pontas ao GPIO (General Purpose Input/Output) do Raspberry Pi.

O forum de suporte do Raspbmc trás uma explicação completa sobre como montar o recetor, mas os recetores infravermelhos neste site são das séria 4xxx, o que difere nos pin de montagem. Aqui a solução foi ler a referência do meu e pesquisar o esquema dele no Google (PDF).

Depois de instalado, passei à parte de configurar o emissor de infravermelhos, isto é o comando remoto. A parte fácil é ir até à configuração do Addon do Raspbmc através do interface gráfico do XBMC e selecionar um comando remoto que esteja pré-configurado. A parte chata é se não funcionar.

Como ainda tenho o comando remoto prateado da Apple, escolhi essa opção, mas este comando, embora indique que está pré-configurado, nem sempre as coisas são como nos dizem. O que me valeu foi que antes de mim outros houve com o mesmo problema.

A configuração do Apple Remote passa por aceder por SSH ao sistemas Raspbmc por seguir as instruções no próprio forum de suporte a esta distribuição.

Embora tenha conseguido chegar até aqui, porque o Apple Remote só tem 7 botões, ao contrário de outros comandos menos elegantes cheios de botões fruto-a-cores, o funcionamento depende do recetor distinguir se carregámos no botão ou mantivemos lá o dedo. Para isso ainda estou a trabalhar com as instruções do próprio forum de suporte do XBMC.

53º leilão: do “Juntos pagamos menos” e temos mais confusão, da entrevista do ex-secretário de estado Henrique Gomes ao José Gomes Ferreira da SIC e do comando remoto por infravermelhos diretos ao Raspbmc

Podcast do Poupar Melhor

Nesta edição falamos do leilão da DECO “Juntos pagamos menos” e comentamos sobre a confusão que se gerou com a opacidade em que foi criado.

O A.Sousa tenta convencer-me a ver a entrevista do ex-secretário de Estado Henrique Gomes ao José Gomes Ferreira da SIC.

Fechamos a falar sobre as minhas experiências para passar o comando remoto do Raspberry Pi para infravermelhos diretos e deixar de usar o CEC através de HDMI.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes.

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Resumo do leilão da DECO “Juntos pagamos menos”

Na próxima segunda-feira temos uma conferência de imprensa da DECO sobre o “Juntos Pagamos Menos“. O A.Sousa e outros já se aperceberam que as contas da DECO não vão ter o sucesso todo publicitado. A Endesa ganhou o leilão “Juntos Pagamos Menos“, mas foi o primeiro numa corrida com… 1 concorrente. Aqui o consumidor é aparentemente o grande perdedor.

Os comentários online foram elucidativos do que as pessoas pensam:

O A.Sousa foi compilando a informação que veio a público nos média nos comentários do post Juntos Pagamos Menos?  do Poupar Melhor:

  1. Segundo o SOL, Rita Rodrigues da DECO, “Um dos pressupostos do leilão é o pacto de confidencialidade sobre quem e quantos vão a leilão”.
  2. Segundo a TSF, a Iberdrola e a Gás Natural Fenosa já saltaram fora…
  3. Segundo o Dinheiro Vivo, a DECO está a pedir uma comissão de 15 euros por cada cliente angariado: Para 587080 potenciais clientes, é uma comissão de 8.8 milhões de euros… Nada mau!
  4. Segundo o Público, afinal a GALP também não marcou presença hoje…
    Falta só a EDP, que como já vimos não tem interesse no leilão e a Endesa. Será que a Endesa vai surpreender???
  5. Segundo o DN, também a EDP não marcou presença, o que realmente não surpreende mesmo nada! Sendo assim, foi um leilão só com a Endesa? Ou será que ninguém marcou presença???
  6. A saga continua… Segundo a Rádio Renascença, a comissão começou com 30 euros, como na Holanda, depois baixou para 18, e depois para 15… Algo me diz que ainda vai passar muita água por debaixo das pontes até isto estar tudo bem contadinho…
  7. Segundo o Expresso, ganhou a Endesa. Parece que o secretismo da oferta vai continuar…
  8. O comunicado oficial da DECO está aqui. O que quererão eles dizer com:
    “permitindo à operadora cumprir entretanto todas as obrigações regulamentares a que está sujeita.” ???
    Será que a comissão é paga à cabeça? Mistério…
  9. A confusão está instalada. Segundo o Jornal de Negócios, a Endesa admite pagar os 15 euros de comissão. Mas segundo o Diário de Notícias, a DECO agora afirma que a comissão não superará os 5 euros. Não há dúvidas que está em marcha um damage control…

Afinal o que ganha a DECO com isto. Alguém disse na Internet que “Quando o produto é de graça, nós somos o produto”. Parece-me que de repente o vencedor vai pagar à DECO uma compra de dados pessoais, algo que na Europa tem o hábito de ligar os alarmes da privacidade.

Entretanto em Espanha também se faz contas e a notícia é que Endesa se hace de golpe con el 10% del mercado eléctrico de usuarios domésticos de Portugal. Mui bien hermano.

Amanhã podemos esperar uma conferência de imprensa animada. Esperamos para ficar a saber se quem fez o melhor negócio foi a Endesa, a DECO ou o consumidor.

Custo de lâmpadas LED

Lâmpada de LEDs E27

Lâmpada de LEDs E27

As lâmpadas LED são, para mim, o futuro da iluminação. Nunca acreditei muito nas fluorescentes compactas, que sempre considerei uma solução transitória. O problema das lâmpadas LED tem sido o seu preço, mas a sua eficiência e longevidade são muito maiores.

Felizmente, o seu preço tem vindo a baixar, e continuará a baixar de forma muito significativa. Na minha perspectiva, será quase como os computadores, com lâmpadas cada vez melhores e mais baratas. Recentemente, por razões envolvendo a substituição de lâmpadas do condomínio, resolvi encetar uma pequena investigação de preços. Todavia, antes de procurar os preços actuais, supunha que ainda seriam muitos caros.

Estava todavia enganado! Os preços abaixo, para lâmpadas normais (com casquilho E27) já revelam preços não muito distantes das melhores lâmpadas economizadoras. Na tabela estão disponíveis mais dados para além do custo, incluindo os lumens (ver esta tabela que publicamos para comparar), a cor e duração estimada por cada fabricante, bem como a potência em watts.

Se o leitor conhecer alguma oferta interessante, não deixe de a comentar abaixo. Assim, poderemos actualizar esta tabela com novas entradas, de preferência com oportunidades ainda mais económicas!

Lumens Cor Duração(h) Potência (W) Custo (€)
Virtual LEDs 210 6000 50000 3 4.23
Virtual LEDs 210 3000 50000 3 4.23
TecLusa 350 3000 30000 5 6.29
LED Light 150 3 6.49
TecLusa 490 3000 5 6.77
TecLusa 310 6000 4 6.89
Robert Mauser 370 3000 5 6.90
LED Light 230 3 6.99
IKEA 200 2700 25000 3.5 6.99
Robert Mauser 260 3000 3.6 7.17
Robert Mauser 310 6000 3.6 7.17
Virtual LEDs 350 6000 50000 5 7.53
Virtual LEDs 330 3000 50000 5 7.53
TecLusa 260 3000 4 7.66
Robert Mauser 260 3000 4 7.90
Robert Mauser 310 6000 4 7.90
LEDLUX 310 6000 25000 4 7.97
Virtual LEDs 450 6000 50000 7 8.41
Virtual LEDs 470 3000 50000 7 8.41
RGBelectric 240 2700 3.5 9.20
Robert Mauser 410 3000 30000 5 9.90
IKEA 400 2700 25000 7.5 9.99
IKEA 400 2700 25000 7.5 9.99
RGBelectric 330 2700 25000 4 9.99
Robert Mauser 240 3000 50000 3 11.16
Robert Mauser 570 3000 30000 7 11.50