Quando consumo desce, preço sobe!

A loucura da argumentação na regulação dos preços em Portugal parece não parar! Já o havíamos evidenciado para a justificação confusa nas subidas do preço da electricidade. Por um lado, nos últimos anos temos levado com um bombardeamento sobre a eficiência energética, e a coisa reforça-se para os próximos anos, com a recente aprovação do PNAEE 2016. Por outro, os Portugueses têm respondido, baixando os seus consumos. E no final, pagamos mais pela electricidade, porque poupamos mais???

A ERSE reincide agora, desta vez na vertente do gás natural. A ERSE propõe que a subida do gás natural, a vigorar de Julho deste ano até Junho do próximo ano, seja de 3.9%, para todos aqueles que consumam menos de 10000m3. A variação proposta na tarifa social é menor. Uma das principais justificações para essa subida é a seguinte, retirada do link anterior:

  • Outro aspeto a ter em consideração refere-se à quebra do consumo de gás natural em 2011, e não antecipada plenamente no cálculo das tarifas para 2011-12. O desvio tarifário daí resultante é repercutido entre os diferentes agentes, refletindo-se parcialmente nas tarifas de acesso às redes de 2013-14.

Inicialmente, nem pensei muito no assunto. Mas depois pensei em quanto teria sido a descida de consumo? Fui procurar na DGEG tais descidas de consumo, e o que encontrei é muito curioso! Nas últimas estatísticas rápidas dos combustíveis fósseis, na página 7 aparecem muitos dados, e a seguinte explicação:

Dados de consumo de gás natural da DGEG

Dados de consumo de gás natural da DGEG

Se se fizer o gráfico para o consumo desde meados de 2009, a partir dos mesmos dados da DGEG, obtém-se o gráfico abaixo. Por aqui se confirma a validade da constatação da DGEG, pois o consumo de gás natural tem vindo a subir, com excepção do utilizado na produção de energia eléctrica.

Consumo de gás natural diminuiu na produção de energia eléctrica

Consumo de gás natural diminuiu na produção de energia eléctrica

Tal confirmação pode-se obter também na REN, onde na última Informação Mensal Relativa ao Sistema Electroprodutor se pode ler:

  • Em 2012 as centrais a carvão funcionaram a 83% da capacidade disponível enquanto as centrais a gás natural apenas a 17%.

A tal não é certamente alheio a cada vez maior penetração das energias renováveis em Portugal. Em função disso, as centrais a gás natural deixam de produzir e consumir gás natural, o que parece uma coisa boa. E, em função disso, a ERSE dá-nos uma marretada no preço e propõe-se subir o preço do gás natural, para nós consumidores. O que parece uma coisa boa torna-se numa coisa má! A única parte boa deste filme é que isto é ainda uma proposta ao Conselho Tarifário, que tem até 15 de Maio para emitir um parecer. Será que ainda alguém vai a tempo de lhes abrir os olhos?

51ª mensagem: a do consumo de eletricidade do RaspBerry Pi, do custo do gás natural que quando consumimos mais sobe e quando consumimos menos sobe e da substituição dos SMS por mensagens sobre a Internet

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana o A.Sousa analisou o consumo de eletricidade do RaspBerry Pi para nos reconfortar garantindo que gasta mesmo muito pouco.

Falámos do custo do gás natural que quando consumimos mais sobe e quando consumimos menos sobe.

Fechámos a falar de opções para a substituição dos SMS por mensagens sobre a Internet.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes.

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Arquivo.pt


O amigo João Miranda foi ao post sobre o museu da internet (archive.org) contar-nos que também temos um arquivo nosso:

Também temos o Arquivo da Web Portuguesa, em arquivo.pt.

Já estivemos lá e instalei mesmo o botão “Histórico desta página” que é muito interessante, por exemplo, quando estamos a navegar, como naquele outro site já com mais de 10 anos, só para ver o que existia por lá na altura em que o motor de arquivo por lá passou.

Esta versão portuguesa afirma ser diferente do archive.org

O Arquivo da Web Portuguesa oferece:

  • recolhas exaustivas da Web portuguesa
  • pesquisa por termo e por endereço
  • possibilidade de computação automática dos dados arquivados para fins de investigação

O Internet Archive:

  • recolhe a Web mundial e parcialmente a Web portuguesa
  • permite apenas pesquisa por endereço
  • não fornece actualmente plataforma para investigação

É pena só estar a capturar dados desde 2008 pois não é possível ver pérolas como quando o Paulo Querido confundiu o meu outro site (designerferro) com o do DJ Ferro por partilharmos alojamento em casadeferro.com.

Tentámos verificar o histórico do Poupar Melhor no arquivo.pt, mas o arquivo.pt diz que não tinha registo do nosso site. Quando isso acontece, o arquivo.pt disponibiliza a opção de registarmos o site que queremos ver arquivado. Infelizmente o problema é que, e de acordo com o esclarecimento que nos deram por email, isto ainda não é um produto acabado e, por isso, o que estávamos a ver era um erro.

O arquivo.pt assegurou-nos que tem o nosso site arquivado desde 2011, mas como ainda estavam a trabalhar para melhorar o produto, era bem provável que demorasse mais algum tempo até o podermos ver como ele era nessa altura.

Pessoalmente já tenho o botão do arquivo.pt instalado e vou usá-lo para os sites que visito com partes temporariamente desabilitadas e assim obter a informação que procurava.

Contadores de electricidade

Exemplo de contador de electricidade

Exemplo de contador de electricidade

Há uns meses, referimos alguns aspectos positivos de enviar regularmente os números do contador da electricidade. Nalguns casos, é uma tarefa fácil, mas noutros, nem tanto.

A EDP mantém uma página em que explica de forma fácil e visual, como retirar a leitura dos contadores. Tem disponível instruções para os vários tipos de contadores de electricidade que existem, pelo que é também uma página para os curiosos…

Os contadores dividem-se em três tipos. Há os electromecânicos, os estáticos e os híbridos.  Os electromecânicos são os mais antigos, e muitos fáceis de ler. Eu tenho um híbrido, e nestes casos é quase sempre preciso carregar num botão para obter as leituras. Nos estáticos há alguns cujos dados rodam, mas outros em que são necessárias mais acções para obter os dados.

Quer seja para enviar os dados para o seu fornecedor de energia, quer para registar os dados e controlar a evolução dos consumos ao longo do tempo, esta é uma referência útil.

Polvo com mais e menos de 2 Kg

Cá em casa gostamos muito de polvo, mas dado o preço, não é uma compra habitual. Por isso, aproveito normalmente as boas promoções para comprar.

Há outro truque que utilizo para comprar mais barato. Como o preço do polvo tende a ser proporcional ao seu peso, e como um polvo maior é mais apetecível, a ideia é comprar um polvo no limite superior do intervalo de peso. Habitualmente compro polvos entre 1 e 2 Kg, pelo que tendo a escolher polvos próximos de 2 Kg.

De vez em quando sai-nos uma pequena lotaria. Como a imagem documenta, num exemplo de há uns meses atrás, comprei um polvo de 2.264 Kg, mas ao preço de 1 a 2 Kg. No Continente, a diferença de preço do quilo entre os dois intervalos de peso é normalmente de dois euros, pelo que na compra deste polvo poupei mais de quatro euros, quando comparado com a compra de um polvo do mesmo peso, mas cobrado ao preço de 2 a 3 Kg…

Tem mais ou menos de 2 Kg

Tem mais ou menos de 2 Kg?

Cache do Google

Onde está a cache do PouparMelhor

Onde está a cache do PouparMelhor no Google

Há uns dias falamos neste artigo sobre a secreta esperança do Google vir a ter uma outra réplica ao “Museu da Internet”. Há, todavia, formas de conseguir espreitar algum do conteúdo que o Google vai visitando e recolhendo pela Internet. Tal está disponível no interface de resultados do Google, mas uma forma mais rápida de o conseguir é procurar directamente essa versão, colocando o prefixo “cache:” na pesquisa, como no exemplo

  • cache:www.pouparmelhor.com

ou então utilizando directamente um URL, como no seguinte exemplo:

  • http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:www.pouparmelhor.com

Eu utilizo esta técnica em várias situações. Quando um site está entupido, porque se está a dar um grande conjunto de acessos, e ele está indisponível. Ou então simplesmente porque o Google é mais rápido que esse site. Ou então, porque a página foi mesmo recentemente retirada do próprio site… Nos restantes casos, uso o “Museu da Internet“.

Mas o que me leva realmente a acreditar que o Google guarda mais do que diz são as imagens de preview que mostra do lado direito dos resultados. Essas imagens não são as mesmas versões daquilo que têm em cache! Podem confirmar isso vendo o preview de uma página do Poupar Melhor, e depois comparando com a versão cached. Reparem do lado direito nos comentários… Hão-de ver que as duas versões são distintas, e o preview mais antigo. Mas é um assunto que continuo a investigar… Algum leitor sabe mais sobre este último aspecto?