Museu da Internet

Logo do WayBackMachine

Logo do WayBackMachine

Nos últimos dias, por necessidades relacionadas com futuros artigos do Poupar Melhor, tive que recorrer ao que considero o “Museu da Internet“. Há muitos anos que conheço o projecto do “WayBackMachine”, e sou um utilizador frequente. Tal acontece porque há muito conteúdo que se perde irremediavelmente da Internet, e só permanece disponível graças a este projecto extraordinário.

Este arquivo da Internet serve, por isso, para muito propósitos. Já serviu mesmo em tribunal. Mas para a grande maioria de nós serve mesmo como uma forma de encontrarmos paǵinas antigas, ou então por simples curiosidade. Alguém se lembra como era o SAPO em 1997? Ou de quando o Google ainda não existia, e se tinha que utilizar o Lycos, ou Altavista, para além claro do Yahoo?

A minha esperança é que o Google se lance também neste domínio. Acredito que eles têm aquilo que é o melhor museu de arquivo da Internet, mas estejam a guardá-lo para daqui a uns tempos. É um serviço absolutamente essencial, ao qual iremos dando uso continuado.

Explicando unidades de medida estranhas

About Wolfram Alpha

About Wolfram Alpha

Como descrever Unidades de medida estranhas é o tema de um site que fiquei a conhecer por causa do post neste site, muito provavelmente seguindo um link de um dos blogs que leio através do Google Reader.

A ideia é que não basta dar a informação de forma factual. Temos igualmente de descrevê-la de forma a ser entendida por quem não conhece os temas.

O site Worlfram Alpha propõem-se tornar o conhecimento disponível a toda a gente e ilustrá-lo, decompo-lo e partilhá-lo.

Experimentem alguns dos exemplos que do próprio site. Quando tiverem dúvidas como visualizar um valor numa únidade que desconhecem, nada melhor que ir até lá tentar encontrar algo vos ajude.

Zero TV

TVNão ter televisão em casa ainda é qualquer coisa muito incompreendida. Conheço dois casos interessantes. E sim, não estamos a falar em abdicar do serviço pago de televisão, mas sim da televisão!

A Nielsen, empresa internacional que mede o que os consumidores vêem, nomeadamente na televisão, elaborou há um mês uma análise muito interessante sobre os 5% de Americanos que não vêem TV. Em primeiro lugar, nos últimos anos, a tendência dos que abdicam da televisão é claramente crescente. São actualmente mais de 5 milhões nos Estados Unidos, mais do dobro dos 2 milhões de 2007. Apesar disso, mais de 75% têm todavia um receptor de televisão em casa, mas sobretudo utilizados para visionamento de DVDs, jogar vídeo-jogos ou navegar na Internet.

Quando se fala de visionamento de vídeos, 37% desse grupo fazem-no a partir de computador, 16% a partir da Internet, com percentagens menores a partir do telemóvel e tablets. Observando os números em maior detalhe, percebe-se que são os mais jovens que mais estão a abdicar da televisão.

Olhando para mim, cada vez mais me vejo a pertencer a este grupo. Não é só uma questão de custos ou perda de tempo. É simplesmente a televisão actual não responder às minhas necessidades, objectivos e pretensões… Ao contrário de Youtubes e afins…

Susbtituir o Google Reader pelo Feedly

Pessoalmente já tinha começado a usar o Feedly no iPhone quando o Google Reader removeu das suas funcionalidades no telemóvel:

  1. Enviar um artigo para o Twitter;
  2. Enviar um artigo para o Facebook;
  3. Partilhar alguns dos artigos lidos num feed RSS que outros podiam seguir.

Enquanto as duas primeiras passaram a estar mais tarde integradas no iOS, a terceira ainda não a substitui ainda e não me parece que venha a fazê-lo em breve.

Atualmente estou a usar o Feedly tanto no iPhone como nos vários computadores e sistemas operativos que uso. O Feedly importou diretamente o conteúdo que eu tinha subscrito no Google Reader e têm algumas das funcionalidades que eu uso:

  • Teclas de atalho J e K para artigos seguinte e anterior;
  • Enviar artigo para Twitter e Facebook; e
  • Usar o mesmo leitor e mantê-lo atualizado entre os vários equipamentos e sistemas operativos.

A transição não tem sido fácil por causa dos detalhes:

  • Tive de configurar as minhas listas para não aparecerem como uma revista ou jornal. Quero mesmo concentrar-me artigo a artigo no que está escrito e não apenas ler as letras gordas;
  • Estive a desligar as janelas sociais todas que adicionam comentários e outra informação que não faz parte do artigo ao espaço de leitura do artigo;
  • Não posso usar a tecla de espaços para saltar de um artigo para o outro porque… ela não salta de um artigo para o outro com a tecla de espaços;
  • O design deixa demasiado espaço não aproveitado. Dedica-se demasiado à estética e não à função.

No global poderá vir ter de ser a solução a manter até que outra melhor apareça.

 

 

 

Estores venezianos

Há dias tive oportunidade de monitorizar as termperaturas dentro e fora de uns estores venezianos. Uma das dúvidas que me ocorreu era a de se a orientação das ripas dos estores teria algum impacto na temperatura interna. Eles estavam numa janela orientada a nascente, sem qualquer estore exterior. Durante a noite, até cerca das 22 horas, verificou-se aquecimento do ambiente anterior, mas depois o aquecimento era desligado.

Medição de temperatura em estores venezianos

Medição de temperatura em estores venezianos

A hipótese que coloquei era que a orientação das ripas dos estores poderia influenciar a temperatura interior. Como se pode observar na imagem ao lado, em que a janela se encontra do lado esquerdo, a orientação das ripas do estore permite supor que o calor do interior da habitação, do lado direito, suba facilmente e se escape para a janela, e daí para o exterior.

Mas, primeiro, comecei as medições com a orientação inversa. O resultado dessas medições é o gráfico abaixo. A temperatura no interior dos estores, a vermelho, é naturalmente mais elevada. Na presença de temperaturas mais elevadas, a diferença para a temperatura no exterior dos estores, a azul, é de cerca de um grau centígrado, diferença que diminui ao longo da madrugada, mas que se manteve particularmente estável. Interessante é a subida de temperaturas exterior, logo após o raiar do Sol, ainda que num dia particularmente nublado.

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

No dia seguinte, e já com a orientação da primeira imagem acima, registei as diferenças de temperaturas. Ao contrário do que esperava, os dados não suportam a hipótese que avançara! Uma ligeira maior diferença de temperaturas até contraria essa mesma hipótese, mas outros factores podem contribuir para tal. Em particular, as temperaturas externas, embora nessas duas madrugadas, segundo os dados do IPMA, as temperaturas mínimas tenham sido idênticas na região.

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

Temperatura dentro e fora de um estore veneziano

Esta experiência serve por isso para demonstrar que nem sempre a teoria, as nossas teorias, estão correctas. E por isso gosto tanto de fazer estas medições! Que pelo menos confirmam a eficácia térmica da barreira dos estores venezianos, à semelhança do que já havíamos verificado, por exemplo, para as cortinas.

Exporte os dados do Google Reader com o Goolge Takeout

Google dataliberation

Google dataliberation

Com o fim do Google Reader alguns de nós ainda não se decidiram como vão substituir as funcionalidades preferidas deste leitor. Neste momento a melhor opção é preservar já os registos que tínhamos com o Google Reader. Isto é possível devido ao programa Dataliberation da Google, porque a Google entende que os nossos dados são nossos.

Devem fazê-lo porque podem vir a reutilizar estes dados na solução que vierem a escolher. Para isso, terão de:

  1. ir até ao Google Takeout;
  2. Escolher a aplicação de que querem exportar os vossos dados;
  3. Esperar que o Google Takeout prepare o pacote;
  4. Pedir ao Google que prepare um arquivo com tudo e vos envie um email quando tiver terminado.

Quando receberem o email, façam download e guardem o ficheiro. Pode vir a servir-vos para mudaram para o vosso próximo serviço de leitura.