Zeno e a aproximação ao semáforo

Dos paradoxos de Zeno, o da corrida entre Aquiles e a tartaruga é porventura o mais conhecido. O herói grego Aquiles e uma tartaruga combinam uma corrida, sendo atribuída uma vantagem inicial à tartaruga. O paradoxo refere que depois desse arranque inicial da tartaruga, Aquiles não será capaz de a alcançar, pois quando chegar a uma determinada posição onde a tartaruga se encontrava antes, a tartaruga estará ligeiramente mais à frente… E assim sucessivamente.

Mas o argumento da dicotomia é mais interessante para mim. Quando se percorre uma certa distância, para chegar ao final do percurso é preciso passar primeiro pelo meio. E daí até ao final, é necessário voltar a passar pelo meio do segmento restante. Nesta sequência, nunca chegará ao final, dado que haverá sempre um ponto intermédio até lá!

A dicotomia de Zeno

A dicotomia de Zeno ao chegar ao semáforo

Este problema da dicotomia utilizo-o associado a um conceito de poupança. Quando me estou a aproximar de um semáforo e ele está vermelho, e desde que não esteja a subir, vou abrandando até chegar ao semáforo, como referi neste artigo. Na maior parte dos percursos que faço habitualmente, conheço os timings e faço uma gestão adequada da velocidade, para chegar ao semáforo com a maior velocidade potencial possível.

Mas quando não conheço o semáforo, ou o seu timing, e ele não é dos inteligentes, a estratégia é percorrer metade da distância até ao semáforo a uma determinada velocidade, depois reduzir essa velocidade para cerca de metade. E vou reduzindo sistematicamente a velocidade, sem nunca chegar ao semáforo. Como podem imaginar, algumas vezes o paradoxo de Zeno prega-nos partidas, e chegamos mesmo ao semáforo. Mas na maior parte das vezes, tenho sempre alguma velocidade, que serve para evitar um arranque a partir de um estado parado, o que serve naturalmente para poupar combustível.

 

Qual o portátil com maior duração de bateria

Laptop battery life compared no blog Wish

Laptop battery life compared no blog Wish

Só para atiçar ainda mais as discussões religiosas entre utilizadores de PC e de Mac, o blog Which testou portáteis com Windows 8 para ver quais os que tinham a melhor duração da bateria e o resultados está aí em cima.

Nesta matéria tenho que admitir que me estou a divertir pelo resultado pois, eu próprio um ex-defensor do PC, há muito que me rendi aos resultados dos aparelhos vendidos pela Apple.

Baixa no preço da electricidade?

Isto é confuso...

Isto é confuso…

Este seria um título apropriado para uma brincadeira de primeiro de Abril, daqui a uma semana. Mas foi notícia aqui ao lado em Espanha na semana passada! Daqui a uma semana, o preço da electricidade vai baixar 6.5% para nuestros hermanos…

Por cá, já havíamos relatado que a ERSE não havia mexido no fator de agravamento. E neste artigo da passada semana havíamos referenciado como a meteorologia deste ano tem beneficiado a produção de energia eléctrica em Portugal.

A dúvida que se levanta é se não haveria condições para fazer o mesmo em Portugal? O próprio chefe da missão do FMI, Abebe Selassie, “considera muito desapontante o facto dos preços da eletricidade e das telecomunicações não terem descido e que esta questão é importante para garantir que os sacrifícios são repartidos de forma justa“. Então, porque não desce?

47ª prática: a de saber qual o percurso do táxi para pagar menos e do zeno da aproximação do semáforo

Podcast do Poupar Melhor

Nesta edição falamos de como poupar no táxi sabendo qual o percurso melhor e do zeno da aproximação ao semáforo.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes.

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Barómetro do Consumidor com a Google


A amiga Laura H. alertou-me para o Barómetro do consumidor suportado pelo Google. Este barómetro promete oferecer a quem nos vende informação sobre a forma como compramos:

  • Compramos online? ou
  • Pesquisamos online o que compramos nas lojas lá da rua?

Enquanto para a poupança parece pouco, para quem queira melhorar a sua situação empreendendo, ter como avaliar previamente a possibilidade de sucesso é essencial a uma boa decisão. Os resultados são exportáveis em CSV ou PDF para usarem no vosso plano.

Novo contador, menos consumo

Ao longo dos últimos meses temos relatado a saga da Liliana A. com os seus consumos de electricidade. A experiência dela não parece ser a da grande maioria de nós, mas podia acontecer a qualquer um!

Neste artigo, havíamos observado a evolução do consumo da Liliana A. desde 2004, bem como do bi-horário desde 2006. Subsequentemente, havíamos observado como a tendência de consumo se havia reduzido para cerca de metade, com a instalção de um novo contador por parte da EDP.

Passados mais de três meses, já é possível construir um novo gráfico, onde se observa o consumo antes e depois da mudança do contador:

Consumo da Liliana A. antes e depois da mudança de contador

Consumo da Liliana A. antes e depois da mudança de contador

Os pontos a vermelho e a azul são as medições com o contador antigo, para os períodos de fora de vazio e vazio, respectivamente. As linhas e fórmulas da mesma cor dão os valores para a regressão linear desses pontos, sendo os mesmos que referimos neste artigo. No mesmo gráfico, os pontos a laranja e a verde são para as medições com o novo contador, para os períodos de fora de vazio e vazio, respectivamente. Os valores de regressão linear para os consumos mais recentes estão nas mesmas cores.

Da análise dos valores, conclui-se que, em horário fora de vazio, o consumo marcado pelo actual contador da Liliana A. é menos de metade do contador anterior. Em horário de vazio, o consumo agora é apenas ligeiramente superior a metade do anterior. O que surpreende nos gráficos é a sua linearidade, o que indicia padrões de consumo regulares.

Ora, se essa linearidade existe, e se há uma inflexão clara aquando da mudança do contador, então é porque essa será a explicação para as diferenças de consumo medidas. E por este gráfico se vê que, ao ritmo de consumo actual, à Liliana A. foram cobrados qualquer coisa como pouco mais de 10000 kWh a mais em horário de vazio, e cerca de 16000 kWh a mais em horário fora de vazio, desde 2006. Ao preço a que tem estado a electricidade, convenhamos que é uma pequena fortuna!