Obsolescência programada

Quantas vezes o leitor se deu conta que um aparelho avariou pouco depois de terminada a garantia? Ou que quer utilizar uma impressora que funciona bem, num novo computador que não a suporta? Ou tem um telemóvel antigo, para o qual já não consegue encontrar uma bateria? Ou quer uma daquelas lâmpadas incandescentes, que dantes eram muito baratinhas, mas que agora já não se vendem?

Os exemplos anteriores já me ocorreram todos. O conceito de obsolescência programada está omnipresente na nossa sociedade, mas praticamente não damos por ele! A sociedade de consumo é o ambiente propício à disseminação desta prática, que tem já décadas de existência. Antes de abordarmos em maior detalhe esta questão, deixamos aqui um documentário realizado em Espanha, que nos introduz de forma detalhada o exemplo da obsolescência programada.

Perigos de secar a roupa em casa

Ácaros gostam da humidade

Ácaros gostam da humidade

Secar a roupa em casa é uma necessidade que muitos de nós temos nestes Invernos mais chuvosos. Ao contrário do ano passado, em que o Sol brilhou durante semanas consecutivas no Inverno, o mesmo não se tem verificado neste Inverno. Já aqui abordamos um truque para acelerar o processo de secagem dentro de casa, mas neste artigo vamos abordar um dos malefícios.

A humidade libertada da roupa transfere-se para o ar interior da habitação, eventualmente depositando-se nas paredes e outras superfícies, se não for removida. Para além dos problemas estéticos, há igualmente a equacionar problemas de saúde.

Na Escócia, a Mackintosh Environmental Architecture Research Unit (MEARU), em colaboração com outras instituições, estudou este problema. As suas conclusões estão disponíveis no site homelaundrystudy.net e traduzem algumas conclusões importantes.

A principal é relativa ao excesso de humidade e ácaros se poder traduzir no aumento do risco de asma. Simultaneamente, a secagem dentro de casa, associada à utilização de amaciador de roupa, aumenta os riscos de saúde associados a químicos nefastos. A secagem dentro de portas contribui também para o aumento de esporos, com impacto em pessoas com doenças como asma e eczema.

O site contém alguns documentos muito completos, como este que é um autêntico guia sobre como fazer a lavandaria em casa. Ou então este, com uma modelação muito completa. Um outro relatório técnico tem ainda mais dados e gráficos interessantes!

e-faturas

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O Dec. Lei n.º 198/2012, de 24 de agosto, entrou em vigor no dia 1 de janeiro. Este decreto lei estabelece uma dedução à coleta do IRS com o limite global de €250,00. Este valor é apurado das faturas registadas em nosso nome e corresponde a 5% do IVA dessas faturas.

As finanças apresentam-nos um meio graficamente apelativo para registarmos e verificarmos que estão registadas essas faturas através d0 e-faturas.

Não se esqueçam de registar aqui as vossas faturas e sempre que possível, entregar o vosso número de contribuinte onde fazem as vossas compras. Depois é só vir aqui ver o que vão receber.

Light, Diet ou Zero?

Umas voltinhas por um qualquer supermercado são suficientes para tropeçarmos em produtos light, diet ou zero, e que passam a mensagem de que são melhores para a saúde. Para testarem esta evidência, vejam só quantos produtos são referenciados no site do Continente, com os termos Light, Zero e Diet.

No outro dia, quando tropecei numa campanha mais evidente, dei-me conta de que não sabia exactamente distinguir produtos com esta terminologia. Por isso, pesquisei na net essas diferenças, e deixo-as aqui resumidas. Não é fácil encontrar informação clara sobre esse assunto, devendo todavia destacar-se esta página com informação mais específica do Brasil.

Um produto é light quando incorpora uma redução de 25% ou mais, das calorias ou algum outro nutriente calórico, em relação ao produto original. Tal pode representar uma redução de açucares, gordura, sal, entre outros. Não significa necessariamente a redução de calorias, pois pode registar, por exemplo, um valor mais reduzido de colesterol, mas manter o mesmo nível calórico….

Os produtos diet não incorporam determinados nutrientes, sendo produtos tipicamente associados a consumidores que apresentem determinado distúrbio de metabolismo, e que por isso devem restringir a ingestão desses nutrientes. Um exemplo muito habitual é o associado a produtos para diabéticos, os quais não contêm açucares. Outros exemplos incluem alimentos sem glúten, ou sem sal. Tais ausências não pressupõe portanto uma redução calórica. Um exemplo será o de um chocolate diet, que não terá açucares, mas que manterá um elevado nível calórico, devido à presença de gorduras.

Os produtos que utilizam o termo Zero não são em geral muito diferentes dos diet. Também registam uma ausência de determinado nutriente, quando comparado com o produto de referência. De uma forma geral, os produtos zero têm menos calorias que os produtos de referência.

Depois de interiorizar estes conceitos, confesso que não estaria à vontade para escolher algum, caso quisesse por exemplo reduzir peso. É preciso olhar atentamente para os rótulos, para conseguir obter mais informação. Em qualquer caso, a infografia abaixo, retirada deste artigo da Globo ajuda mais um bocadinho…

Light, Diet ou Zero?

Menor consumo de electricidade

De vez em quando observamos dados que nos deixam a pensar. O deste artigo é relativo ao consumo de electricidade em Portugal, nos últimos três anos, e pode ser observado num relatório que a REN publica todos os meses.

Consumos de electricidade em Portugal 2010-2012

Consumos de electricidade em Portugal 2010-2012

O gráfico evidencia claramente uma diminuição do consumo de electricidade em Portugal, menor de 2010 para 2011, e menor também de 2011 para 2012. O que não deixa de ser surpreendente é que se verificou para quase todos os meses do ano!

Todos exclamarão que tal diminuição se ficará a dever à crise que atravessamos. Mas eu não alinho só por esse diapasão. Então, depois de não sei quantas campanhas de poupança de energia, ao longo dos últimos anos, não é expectável que se consuma menos energia? Depois de substituírmos as lâmpadas incandescentes por economizadoras, de desligarmos os equipamentos em standby, o que esperavam? Que o consumo fosse maior?

 

Consumos em standby

Os leitores habituais já viram vários artigos em que analisamos os consumos em standby cá de casa.

Mas quantas mais fontes, melhor. Neste artigo aproveitamos para referir o simulador que a EDP disponibiliza para que possa calcular quanto gastam os equipamentos que deixa em standby. Aproveitei para fazer uma simulação com um equipamento, fixando em 24 o valor das horas diárias em standby. Assim, obtive o valor que a EDP utiliza, em termos de Watts, para o consumo que cada equipamento tem em standby. Tal foi conseguido dividindo o preço dado pelo simulador, pelas 24×365 horas do ano, bem como pelo valor da tarifa simples de 2012 (0.1393 € + IVA). Os resultados estão na tabela abaixo, ordenados por ordem decrescente de custos:

Equipamento Custo Anual (€) Potência (W)
Caixa TV por cabo 25.14 € 20.60 W
Impressora 22.39 € 18.35 W
Consola de Jogos 18.61 € 15.25 W
Aparelhagem Hi-Fi 14.4 € 11.80 W
Descodificador TV Satélite 10.37 € 8.50 W
Scanner 9.64 € 7.90 W
DVD 8.46 € 6.93 W
Monitor do computador (CRT) 7.69 € 6.30 W
Videogravador 7.07 € 5.79 W
Computador (desktop, secretária) 6.63 € 5.43 W
Rádio/Relógio 4.98 € 4.08 W
Televisão (CTR) 4.49 € 3.68 W
Modems, Routers (cabo, wireless) 4.47 € 3.66 W
Máquina de café 4.34 € 3.56 W
Fogão Elétrico 3.71 € 3.04 W
Máquina de secar roupa 2.95 € 2.42 W
Máquina de lavar roupa 2.79 € 2.29 W
Monitor do computador (LCD) 2.43 € 1.99 W
Forno Microondas 2.2 € 1.80 W
Máquina de lavar loiça 2.16 € 1.77 W
Telefone sem fios 1.49 € 1.22 W
Computador (Portátil) 1.11 € 0.91 W
Carregador de telemóvel 0.77 € 0.63 W
Televisão (LCD, Plasma, LED) 0.52 € 0.43 W

Deve notar-se que no simulador da EDP, o valor total, que aparece no topo dos resultados, é apresentado com IVA, mas que o valor de cada uma das linhas é um valor sem IVA. Basta fazerem uma pequena simulação para o comprovarem.

Os valores apresentados parecem genericamente bastante realistas. Alguns, como o das boxes, batem certo com o que nós afirmamos. O das impressoras já não bate certo, mas é verdade que há muitos tipos de impressoras. O que nós apuramos para a máquina de café é todavia mais elevado. Baixos são os valores de carregamento de telemóvel, como já havíamos afirmado.

Por tudo isto, é um simulador que vale a pena utilizar!