Quanto custam as chamadas para 707, 808 e outros números especiais?

Os custos das chamadas para os números “especiais” parece estar sempre rodeado de muito secretismo. Ainda recentemente tive dúvidas sobre se ligar para um 808 a partir do meu tarifário móvel estava incluído, pois tenho um tarifário com chamadas gratuitas para a rede fixa. Telefonei para o apoio a clientes, que me jurou estar incluído; o problema foi quando descobri numa factura detalhada que eles estavam a cobrar, conforme se pode ver pela imagem abaixo…

Chamada 808 numa factura detalhada…

Vai daí e toca a descobrir os pormenores destes números “especiais”, e que incluem os começados por 707, 808, mas também números como o 118, serviços de apoio a clientes, etc.

Da lista abaixo, que recolhi pessoalmente, há que destacar o documento da ZON. De todos os que vi, é o que melhor descrimina os preços, sendo igualmente muito informativo. De qualquer forma, fica a lista que juntei, mas se algum leitor conhecer outras fontes, divulguem nos comentários:

NOTA: Este artigo foi alterado, conforme se pode ler nos comentários abaixo.

Probabilidades nas raspadinhas

Há uns meses havíamos referido as poucas probabilidades de ganhar um prémio grande na raspadinha. Mas, como vejo muita gente a raspar, comecei a pensar se as outras raspadinhas teriam eventualmente mais probabilidades de se ganhar alguma coisa. Para isso elaborei a tabela abaixo, baseada nesta página dos Jogos Santa Casa, ordenada pelas raspadinhas em que é mais provável que saia qualquer coisa:

Raspadinha Custo Emissão Rasp. Premiadas Total Prémios Probabilidade de Ganho % para Prémios
193 Labirinto 2.00€ 8000000 2380056 10400000€ 3.36 65
187 Super Pé-de-Meia 5.00€ 4004000 1155702 14014000€ 3.46 70
194 Feliz Natal 4.00€ 4000000 1113568 11200000€ 3.59 70
181 Palavras Cruzadas 2.00€ 6000000 1667577 7680000€ 3.6 64
186 Multiplica 2.00€ 6000000 1642392 8280000€ 3.65 69
172 Pé de Meia 3.00€ 5082000 1306459 10672200€ 3.89 70
188 Rock in Rio 2.00€ 6000000 1473671 7680000€ 4.07 64
191 Janelas da Sorte 1.00€ 15000000 3622560 8700000€ 4.14 58
165 Grande Sorte 2.00€ 4000000 957957 5120000€ 4.18 64
185 Boas Férias 1.00€ 15000000 3574800 8700000€ 4.2 58
195 Raspadinha de Inverno 1.00€ 20000000 4469812 11600000€ 4.47 58
190 Alta Voltagem 1.00€ 15000000 3352359 8700000€ 4.47 58
151 Raspadinha 1.00€ 15000000 3272166 8700000€ 4.58 58

Na primeira coluna está o nome da raspadinha, com o link para a página dedicada. A seguir, o seu custo. Na terceira coluna temos quantas raspadinhas foram emitidas. Na coluna a seguir está a quantidade dessas raspadinhas que foram premiadas, com um link para os detalhes dessa raspadinha. Na coluna “Total de Prémios” está a quantidade de euros distribuída em prémios.

As duas últimas colunas são as que nos interessam neste artigo. A coluna “Probabilidade de Ganho” é a relação entre as colunas “Emissão” e “Rasp. Premiadas”. Quanto menor for esse número, maior é a probabilidade de lhe sair qualquer coisa. Note-se que na primeira raspadinha, “Labirinto”, estatisticamente uma em cada 3.36 raspadinhas é premiada, ainda que quase metade dos prémios sejam de apenas 2 euros.

A última coluna refere qual a percentagem da receita é que é destinada a prémios. Quanto maior é esse valor, menos se perde “colectivamente”. Ou seja, há raspadinhas em que volta mais dinheiro para os jogadores…

Ainda assim, não se esqueçam: as probabilidades de ganhar alguma coisa decente nas raspadinhas mantém-se diminuto. O facto de sairem muitos prémios deve-se ao valor reduzido dos prémios, o que visa incentivar os jogadores a continuarem a jogar!  Por isso, a melhor forma de ganhar dinheiro na raspadinha é não jogar!

Descontos nas tarifas do Mercado Liberalizado da Electricidade

A mudança para o mercado liberalizado da electricidade é um tema que já abordamos aqui várias vezes. Há um ano, davamos conta das primeiras incursões. Para nós que temos o bi-horário, as ofertas tardaram a ser lançadas, e quando chegaram, deixaram muito a desejar.

Mas, por diversas ordens de razão, estou agora envolvido em vários processos de mudança. Há muitos aspectos que se têm revelado verdadeiramente frustrantes na averiguação do melhor comercializador, como as dezenas de minutos perdidos para que me atendam uma chamada. Felizmente, neste aspecto há o alta-voz, sendo assim possível paralelizar mais uma tarefa, embora com os custos de comunicação, que é preciso ter algum cuidado, porque são quase todos iniciados por 808…

Para se perceber o que vamos analisar de seguida, é necessário entender que a ERSE refere que ”associada à liberalização e à construção do mercado interno de electricidade está um esperado aumento da concorrência, com reflexos ao nível dos preços e da melhoria da qualidade de serviço, a que deverá corresponder uma maior satisfação dos consumidores de energia eléctrica”. Todavia, o Decreto-Lei nº75/2012 refere no seu artigo 4º que “compete à ERSE fixar as tarifas transitórias de venda de eletricidade em BTN, as quais são determinadas pela soma das tarifas de energia, de acesso às redes e de comercialização, acrescidas de um montante resultante da aplicação de um fator de agravamento, o qual visa induzir a adesão gradual às formas de contratação oferecidas no mercado”.

Sucede do parágrafo anterior que quem tenha mudado, ou venha a mudar, para o mercado liberalizado, não deveria ser penalizado por esse factor de agravamento. Não parece ser isso que está a acontecer!

No caso da GALP, promete-se um desconto de 2%. Todavia, no ponto a.1)5. da página de FAQs, podemos confirmar que “os descontos incluídos nos planos Galp On são calculados face à tarifa regulada (ou transitória) em vigor e são aplicáveis durante o tempo de vigência do contrato”.

Na Endesa, nesta página podemos observar que tem direito a um desconto de 5% no consumo de electricidade durante um ano. Nas tarifas no fundo dessa página encontramos todavia uma referência clara à penalização que os clientes sofrerão do factor de agravamento: “As variações que se produzam nos elementos regulados (tarifas de acesso e outros) aplicáveis, assim como os novos que possam surgir, transferir-se-ão para o cliente, tanto no caso de acréscimo como de decréscimo”.

Na EDP, o cenário não é mais animador. No tarifário casa pode-se ler que existe um desconto de 2% no consumo, mas logo abaixo lê-se que “nas opções com pagamento por multibanco, simples e tri-horária, o seu tarifário será igual ao do mercado regulado”. Nas Condições Gerais do Contrato de fornecimento de energia que “a EDP Comercial poderá livremente introduzir, nos termos da Cláusula 12.2, alterações no Preço a pagar pelo Cliente, incluindo nas seguintes situações: a. no caso de alteração às tarifas publicadas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (“ERSE”), quer seja ao seu valor ou à própria estrutura tarifária, nomeadamente pela sua recomposição ou introdução de novos componentes”. Neste último aspecto, não parece que a referência seja ao factor de agravamento, mas a referência anterior ao mercado regulado levanta dúvidas.

Na Iberdrola promete-se 10% de desconto e em nenhum local parece existir uma indexação ao mercado regulado. Todavia, nas Condições Gerais, no ponto 4.2, refere-se que “ao preço acresce a tarifa de acesso que dado o seu carácter regulado se encontre em vigor, sendo o seu montante periodicamente revisto e publicado pela ERSE (www.erse.pt)”. No ponto 4.4 refere-se ainda que “a IBERDROLA poderá livremente introduzir alterações no preço a pagar pelo CLIENTE, reflectindo-se essas alterações de forma automática no preço contratado, nas seguintes situações: a)No caso de alteração pela ERSE da tarifa de acesso ou qualquer outro termo regulado aplicável ao CLIENTE no mercado livre;”.

Da observação de algumas tarifas apresentadas pelos comercializadores, e sobretudo das letras pequeninas, resulta claro que, e a menos que alguma coisa seja feita, muitos dos consumidores do mercado liberalizado arriscam-se a levar com aumentos que lhes não deviam ser imputados.

Tabelas de retenção na fonte do IRS para 2013

IRS para rendimentos de casado com 2 titulares

IRS para rendimentos de casado com 2 titulares

Para quem anda com dúvidas sobre quanto vai pagar com as novas tabelas de IRS do Orçamento de Estado para 2013, ontem o Governo publicou as tabelas de retenção na fonte de IRS para 2013.

Um recado aos nossos representantes no Governo, os eleitos e não eleitos:

Se os documentos são produzidos com os nossos impostos, será pedir muito que nos deixem aceder às fontes de edição livremente? É que não basta só publicar leis a louvar os formatos abertos. Há que usar os formatos de forma aberta.

Como noutras coisas, não acredito que algo é como é apenas porque o afirma ser. Por isso, pensei lançar os valores num gráfico para tentar perceber a tal “progressividade” do imposto através dos gráficos gerados. Os dados já lançados na folha de cálculo estão disponíveis como sempre na drive partilhada. As tabelas publicadas não estão todas no ficheiro que fiz, mas já deu para lançar o gráfico dos rendimentos de casado com 2 titulares e uma variedade de filhos.

  • Os valores apresentados no gráfico fazem notar pontos em que as linhas que seguem a percentagem a abater do rendimento dão saltos mais íngremes.
  • Outra coisa interessante é verificar alguma preocupação com as famílias com maior número de dependentes até certos rendimentos.
  • No final das escala, onde os rendimentos são considerados elevados, para além da percentagem de imposto a rondar metade dos rendimentos, tanto faz ter 1 filho, como nenhum, como uma equipa de futebol.

Consumo de uma moldura digital

A nossa leitora Tostão, neste artigo, lançou-nos o desafio de averiguarmos o consumo das moldura digital. Como temos cá por casa uma moldura Samsung, metemos mãos à obra!

O gráfico abaixo evidencia o consumo da moldura digital. Quando se liga o transformador à corrente, há um ligeiro pico acima dos 2 W, estabilizando nos 1.7 W. Quando a moldura é ligada, e começa a mostrar fotos, ela consome apenas ligeiramente mais de 5W. A meio do teste ainda verifiquei se a manipulação dos menus poderia consumir mais, mas as variações foram muito pequenas.

Ter a moldura ligada, aos custos da electricidade para 2013, com o KWh a 0.1405 € + IVA, teria assim um custo diário de 0.005 x 24 x 0.1405 x 1.23 = 0.0207 €, ou seja 2 cêntimos de euro… Mas não se esqueçam que se ficar ligada na tomada, num ano a moldura custará 0.0017 x 24 x 365 x 0.1405 x 1.23 = 2.57 €

Consumo de uma moldura digital

Votem no Poupar Melhor para Blogs do ano 2012

Blogs do ano 2012 no Aventar

Blogs do ano 2012 no Aventar

As votações para Blogs do Ano estão novamente abertas. Para ficarmos entre os 5 mais votados das categorias em que concorremos, vamos precisar que desta vez não poupem em cliques na página de votações do Aventar: na categoria Poupança e na categoria Economia.