Qualidade da Internet móvel

Gosto muito de estatísticas de telecomunicações, e foi por isso que vi com interesse um estudo da OpenSignal de há uns meses atrás, sobre a qualidade das redes LTE (4G) a nível mundial. Digerindo isto por partes, a OpenSignal é uma entidade que referenciamos neste artigo, e que proporciona uns mapas catitas, como este para a zona a norte de Lisboa, com o nível de sinal do meu operador, a MEO:

Cobertura MEO a norte de Lisboa

Cobertura MEO a norte de Lisboa

Pessoalmente, porque tenho alguns problemas de cobertura em determinados locais, verifiquei que estão até identificados, apesar de eu não contribuir de momento para estas estatísticas. Também dá para perceber que falta medir níveis de sinais numa percentagem significativa desse teritório, embora os locais e vias mais importantes estejam bem representados.

Mas, voltando ao estudo LTE, ele foi realizado em Fevereiro deste ano, e compara as redes de muitos operadores mundiais. Os melhores estão na Coreia do Sul e Singapura, enquanto por Portugal estamos no meio da tabela, como se pode ver no gráfico abaixo. A velocidade é bastante maior na Vodafone, enquanto a maior cobertura de LTE é observada na NOS.

LTE em Portugal

LTE em Portugal

Os dados valem o que valem, mas dão-nos algumas indicações. Uma das quais é que há lugar para melhorias substanciais na qualidade da oferta de dados móveis no nosso País…

Humidade na cozinha

A saga das medidas de humidade relativa cá em casa continua. Depois da casa de banho e da sala, chegou agora a vez da cozinha…

Na manhã do passado Domingo abri a janela da cozinha pelas 11 horas. Como se pode ver na imagem abaixo, a humidade baixou imediatamente, e em cerca de duas horas diminuiu de quase 60% para 40%. A preparação do almoço contribuiu para uma subida, tendo voltado a subir dos 50%.

No final do almoço, resolvi fazer uma experiência: passei a esfregona na cozinha, e fechei as janelas e portas. Como se pode ver na imagem, a subida foi muito rápida, e em pouco mais de uma hora, voltou a subir dos 60%. A partir daí, voltei a abrir a janela.

Durante o resto da tarde e dia, verificou-se uma movimentação significativa pela cozinha, pelo que não deu para tirar mais conclusões. Note-se finalmente a subida ligeira, mas sustentada, durante a noite.

humi

Humidade na cozinha

Dados históricos de uma pessoa

Eu guardo muitas séries estatísticas, mas muitas delas perdem-se com o tempo. Estou por exemplo a registar o peso ao longo dos últimos tempos, mas como aquilo é escrita numa folha de papel, a digitalização não ocorre com frequência.

Quando esta semana recebi um link de um amigo para os dados de Shannon Conners, fiquei um pouco de boca aberta! Shannon Conners tem registos desde que nasceu, há cerca de 40 anos:

Evolução do peso de Shannon Connors

Evolução do peso de Shannon Connors

Um zoom por altura da segunda gravidez revela um manancial de dados absolutamente extraordinário:

Peso depois da gravidez

Peso depois da segunda gravidez

Podem acompanhar o blog dela, embora pareça ter deixado de ser actualizado. Um vídeo de uma conferência dela é igualmente inspirador:

Rap não se poupa em palavras

O A.Sousa é grande fã de heavy-metal. Não o esconde e gosta até de alertar para meras correlações espúrias, desde que contenham heavy-metal misturado.

Eu gosto das pequenas coisas simples que permitem compor coisas monumentais. O rap é uma dessas coisas. Admiro a capacidade desta forma de declamar ritmada.

Os MC (Master of Ceremony) aproveitam o ritmo da música Hip Hop para crescer nele  em torno de algo muito simples como a rima ritmada. Os rappers atuais vão para além das rimas na ultima sílaba. Usam os sons que se encontram no beat, o momento em que o ritmo é marcado e aproveitam a sua sonoridade para criar uma parte melódica que habitualmente é executada pelos instrumentos.

Com origens no meio da população menos afortunada norte-americana, o Hip Hop cresce entre os que tinham menor formação. Os norte-americanos veem o Hip hop como parte da sua cultura pop.

Umberto Eco (1983) entendia que estas decisões dos americanos estavam baseadas na sua negação da história antes da independência. No seu livro “Viagem na irrealidade cotidiana”, descreve os norte-americanos como um povo sem herança histórica e por isso com uma ligação a coisas historicamente mais recentes em contraste com os europeus.

 

O Hip Hop tem uma presença constante nas tabelas de musica norte-americanas. O estilo dos rappers foi-se tornando mais complexo, como se pode ver pela descrição no vídeo acima. A apreciação por música Hip Hop passou a estar mais presente nas tabelas de sucessos.

As rimas também passaram a utilizar vocábulos mais diversos. Há um até uma distinção entre rappers por zonas consoante o número distinto de vocábulos que utilizam. Comparando os vocábulos distintos utilizados as letras dos rappers até 2012 com as obras de Shakespeare ou o clássico Moby Dick, alguns dos rappers conseguem ultrapassar a generosidade desses autores.

Dados e Estatísticas de Cursos Superiores

Numa época do ano em que muitos alunos do último ano do secundário estão a realizar a época de exames, descobri um site muito interessante com dados e estatísticas de cursos superiores. Creio ser uma ferramenta absolutamente indispensável a quem se candidata ao ensino superior.

Uma parte do site apresenta estatísticas nacionais, tendo descoberto que a percentagem de concorrentes que entra na primeira opção continua a ser inferior a metade, neste caso de 40%. No Ensino Superior, continuam a ser mais as mulheres que os homens, e já com uma percentagem interessante de estrangeiros (7%).

Noutra parte do site, é possível constatar dados e estatísticas dos cursos. Saber se os alunos se mantêm nele depois do primeiro ano. E com que notas saem do curso. Mas mais importante é saber se os alunos que saem do curso estão ou não empregados!

Com estes dados é ainda possível fazer um tratamento adicional. Como este artigo no Diário de Notícias, ou este no Observador. Onde se confirma que Medicina e Enfermagem continuam a ter muita saída. Nos cursos com mais desempregados, o recordista é o curso de Arquitectura da Escola Superior Artística do Porto, com quase 40% de desempregados…

Condições malucas de utilização do software para comprar bilhetes do cinema NOS

Condições de utilização do m.Ticket da NOS

Condições de utilização do m.Ticket da NOS

Já não é a primeira vez que andamos aqui às turras com a defesa dos direitos dos consumidores. Não o chamamos chamamos pelo nome, como o faço neste outro site, mas é o que é.

Não é uma luta, mas é uma labuta constante. As empresas procuram reduzir o risco de incorrerem em despesas não previstas e para isso oferecem condições de utilização. Os consumidores procuram receber aquilo que entendem ter pago. É um jogo do gato e do rato, mas para o qual as empresas estão muito melhor apetrechadas do que os consumidores.

Desta vez trazemos aqui as condições de utilização do m.Ticket dos Cinemas NOS. O resto do texto é num quase legalês, mas nada de muito complicado, mas o parágrafo que destaco é ao nível da maluqueira coletiva em que a nossa sociedade se está a tornar.

Não é preciso ter formação superior para compreender que as condições do acordo não podem ser impostas. Tal como estão escritas, colocam uma das partes numa vantagem em relação à outra desnecessária para salvaguardar os direitos e obrigações do objeto o que o acordo salvaguarda: a compra de bilhetes.

Um acordo atribui direitos a uma parte e obrigações à outra parte e vice-versa. Ao direito de utilização de um espaço cabe, por exemplo, a obrigação de não vandalizar esse mesmo espaço.

Neste acordo, uma parte pretende que a outra parte aceite as condições. Isso está tudo bem. Só que há um detalhe. Uma das partes, e apenas uma, pode alterar as condições sem para isso ter de avisar a outra. Para alterar as condições do acordo basta-lhe publicar um novo no seu site.