Centrifugação numa máquina de lavar roupa

Há uns dias abordamos o consumo mais detalhado de uma máquina de lavar roupa. Neste artigo abordaremos em maior detalhe o processo da centrifugação, um dos factores que podemos manipular para baixar o consumo da máquina de lavar.

No gráfico abaixo podemos observar em detalhe a última centrifugação do processo de lavagem analisado no artigo anterior. Particularmente interessante é a observação da intensificação do consumo, aquando da aceleração da rotação do tambor, que audivelmente também se percebe facilmente. Depois desse período de aceleração, segue-se um período de consumo de energia constante, à velocidade de 1200 rpm programado na máquina.

Uma centrifugação a velocidade menor não retirará tanta água da roupa, pelo que esta demorará mais a secar. Se a vai secar numa secadora, então o custo de energia de uma maior centrifugação compensará quase certamente os custos de uma maior secagem. Cá em casa, no Verão a centrifugação é feita a menores velocidades (eg. 900 rpm), porque ela rapidamente seca na corda. Todavia, no Inverno é habitual optarmos pela velocidade mais elevada, pois assim a roupa seca muito mais rapidamente. Fica-nos ainda a quase certeza de que uma centrifugação a velocidades mais baixas preserva mais a qualidade dos tecidos…

No futuro, tentaremos contabilizar a diferença de consumo entre as várias velocidades de centrifugação. Mas considerando que o custo da lavagem já é baixo, não verificaremos certamente uma poupança significativa…

Pormenor de uma centrifugação a 1200 rpm

Carregamento de um telemóvel Nokia N97

Anteriormente havíamos abordado o consumo de electricidade no carregamento de um telemóvel Xperia S. Na altura fiquei curioso se as características desse carregamento seriam semelhantes para outros telemóveis. Neste artigo vamos abordar o carregamento de um smartphone da Nokia, um N97, um equipamento com mais alguma idade, sendo que o exemplar dos testes tem mais de dois anos.

O telemóvel, no início do carregamento, tinha apenas um pauzinho de carga, pelo que necessitava certamente de uma carga mais prolongada. Como se pode ver na imagem abaixo, o total da carga durou cerca de duas horas e quarenta minutos, quase o dobro do Xperia S. Todavia, a potência necessária para o carregamento foi bastante inferior, ultrapassando apenas ligeiramente os 4 W.

Neste carregamento, o consumo de electricidade foi de 6.787 Wh, um pouco superior ao do Xperia S.  Sendo que um 1KWh custa actualmente, na tarifa simples, 0.1393€ + IVA, este carregamento do Nokia N97 ficou assim em cerca de 0.12 cêntimos de euro. Ou seja, com um perfil muito semelhante à experiência anterior, pelo que vamos continuar a testar…

Carregamento de um Nokia N97

Bi-horário na GALP

A GALP anunciou que anunciará amanhã o novo tarifário bi-horário em mercado liberalizado. É uma oferta que eu esperava, e desde a última vez que abordamos aqui a questão verificaram-se desenvolvimentos, pois foi elaborada uma portaria que permite diferenciar os preços por horário de vazio e de ponta no mercado livre.

Como ainda não há dados concretos, vamos ver se nos ficamos pelo habitual desconto que o Galp On proporciona. Pessoalmente, se assim for, ficarei desapontado. O que eu esperava era verdadeira concorrência com horários diferenciados, e alternativas que não se limitem ao ciclo diário ou semanal. Com tanta publicidade à volta das redes inteligentes, o que eu espero é verdadeira inovação.

Mas penso que vou ter que esperar sentado… Enquanto isso, a EDP também já respondeu que terá igualmente tarifas bi-horárias no mercado livre mas apenas em 2013. Mas algo me diz que eles terão que antecipar esse lançamento, até porque os operadores espanhóis certamente não vão ficar sentados a esperar também!

É igual ao litro…

A DECO lançou ontem as conclusões de um teste que efectuou a três tipos de gasóleo. Testou o premium Galp Gforce, o normal Galp Hi-Energy, e o gasóleo low-cost do Jumbo e Intermarché. Juntou quatro automóveis em condução controlada, fizeram 12 mil quilómetros, e no final a conclusão foi a de que é tudo igual ao litro!

Embora curiosamente o gasóleo normal da GALP tenha tido o comportamento melhor, ele foi de apenas 0.13 litros aos 100 Km inferior ao pior dos gasóleos low-cost, ou seja com pouco ou nenhum significado. Foi igualmente analisado o impacto nos motores da utilização dos diferentes tipos de gasóleo, mas nenhuma diferença parece ter sido detectada.

No vídeo abaixo percebe-se que houve alguma preocupação com a metodologia, embora eu pessoalmente preferisse testes mais controlados. Neste forum da especialidade há naturalmente muitas mais visões específicas, sobre um tema que ainda vai dar muita polémica, até porque há críticas válidas aos testes efectuados…

A DECO sugere ainda a assinatura de um abaixo assinado, mas pessoalmente não o assinei, porque penso o problema não ser na existência de MAIS um regulador, mas no do actual não fazer mais pela elucidação do Mercado. Todavia, não se pode discordar com “que todas as alegações sobre os combustíveis à venda em Portugal passem a ser comprovadas“.

Mapas de estatísticas

Recentemente referi a Pordata como um exemplo de disponibilização de dados nacionais na Internet. Todavia, em termos internacionais encontrar por vezes dados comparativos de vários países é particularmente difícil. Por isso, quando descobri recentemente o ChartsBin, fiquei particularmente bem impressionado.

O site disponibiliza um conjunto de mapas mundiais com dados respeitantes aos mais diferentes temas. Na vertente económica, há exemplos como a dívida pública em percentagem do PIB, que até tem num outro gráfico uma vertente de ordenação, onde percebemos que estamos a ser perseguidos de perto por nada mais, nada menos, que os Estados Unidos. Noutro gráfico, podemos ver a distribuição do custo de gasóleo (gráfico abaixo), enquanto noutro podemos observar a esperança de vida à nascença. Mas não só de mapas se faz o site, conforme podem ver neste gráfico com as características de diferentes óleos de cozinha, ou então em exemplos um pouco mais extravantes, como quantas horas dormem determinados mamíferos.

Quando descobri este site, procurei outros semelhantes. Encontrei também outro que me agradou, o Internet Mundi. Ficam aqui referenciados, porque muitas vezes são uma forma rápida de visualizar determinados indicadores…

Custos de gasóleo no Mundo

À caça do consumo: o Aquário

Medidor de consumo da Liliana A.

Medidor de consumo da Liliana A.

A amiga Liliana A. escreveu-nos há uns tempos com umas dúvidas sobre o custo elevado da eletricidade, mas já estava a fazer a parte essencial para o baixar: estava a procurar uma solução. A conta de Liliana A. estava nos 160,00 €/Mês o que era muito difícil de explicar.

Começámos por partilhar algumas formas de diagnóstico rápido das condições de consumo, como saber da potencia do contador, se era bi-horário e se tinha algum culpado de preferência.

A Liliana comprou um dos muitos aparelhos de medição de consumo e a caça começou. Fizeram-se apostas de como poderia ser o aquário. Era um excelente candidato, mas sem uma ideia do que consumia não podíamos ajudar. As contagens não precisavam de ser cientificamente indiscutíveis e por isso não era necessário fazer o registo durante 24h. Aqui fica o registo do que a Liliana A. apurou para todos nós:

  • O Aquário custa cerca de 2€/mês.

Chegámos a esta conclusão pegando nos 0.4KWh registados no medidor de consumo e multiplicando-os por 30dias, multiplicando depois o resultado pelo custo do KWh: 0.17 na tarifa simples, já com IVA incluído. Em bi-horário seria ligeiramente inferior, se bem gerido, mas não justifica os 160,00€.

A perseguição vai continuar.