Açambarcar agora para não nos faltar amanhã

Quando falamos de açambarcar há sempre uma tendência para exercitarmos a nossa veia cómica, mas o melhor é começarem a preparar-se para o pior quando:

Como ainda sou do tempo em que havia falta de produtos no supermercado e não podíamos levar mais de um pacote de leite por dia, já começo a pensar em açambarcar, como nos propôs o A.Sousa há uns tempos quando aumentou o IVA, mas agora por razões diferentes.

Agora não porque seja da opinião que os preços vão subir novamente, mas porque podemos ficar sem distribuição de géneros alimentícios face à contestação que nos espera.

Experimentando com marshmallows

Há cerca de duas semanas abordamos aqui a importância de começar a poupar cedo. Na infância, é muito importante introduzir o conceito de retardar a gratificação. Até que tomamos conhecimento da experiência dos marshmallows, a maioria de nós não acredita que esta ideia empírica tenha validação prática…

Em 1972, o psicólogo Walter Mischel da Universidade de Stanford, efectuou aquela que é conhecida como a experiência dos marshmallows. Um resumo em português, pelo Nuno Crato, está disponível aqui.

Num estudo de 1972, Mischel et al. descobriram que apenas uma pequena percentagem de crianças entre os 4 e os 6 anos eram capazes de resitir à tentação de comer um marshmallow, mesmo que lhe tivessem oferecido outro passados uns minutos. O verdadeiro impacto da experiência revelou-se quando no final da década de 80, Mischel observou que as crianças que haviam resistido à tentação de comer o marshmallow, registavam um melhor percurso académico, e uma melhor forma de lidar com a frustração e stress da adloscência.

A experiência continua hoje em dia, e já envolve mesmo análises de ressonância magnética aos agora quarentões… A experiência já foi repetida em muitos locais, sendo que na TED talk seguinte, podem observar como algumas crianças colombianas reagiram ao problema…

Análise de registos históricos

Skeptics vs Realists from skepticalscience.com

Skeptics vs Realists from skepticalscience.com

O site Skeptical Science apresenta o gráfico acima para ilustrar um erro de análise em dados históricos que é comum. Este erro vem da relevância da quantidade de dados que é escolhida para análise e como ela força um entendimento errado dos factos.

No Poupar melhor os dados que escolhemos estudar são quase sempre domésticos e com objetivos não de aprofundar previsibilidade da tendência, mas a possibilidade de detetar padrões mais imediatos, mas o problema coloca-se até para as nossas análises domésticas.

A quantidade de dados recolhidos e o seu rigor limitam as possibilidades de análise. Muitas vezes podemos fazer pouco mais que constatar os factos não havendo possibilidade de relacionamento entre estes e outras consequências apenas pela quantidade de factos em análise não serem suficientemente significativos para a análise que nos propusemos fazer.

Antes de começarmos a recolher dados, devemos por isso formular a hipótese que queremos estudar e só depois determinar a quantidade de dados que temos de recolher.

Os lugares mais seguros num avião

Quando viajo de avião, uma das preocupações naturalmente é a de escolher o melhor lugar. O melhor lugar é um conceito altamente subjectivo, sendo alguns dos factores que condicionam tal escolha a segurança, o conforto, ou a facilidade em sair do avião, apenas para citar alguns exemplos.

O aspecto da segurança é um dos mais abordados, mas esperemos que nunca tenha que ser decisivo. Diversos estudos demonstram que os lugares da traseira do avião são os mais seguros. Um documentário produzido pelo Discovery Channel, na série Curiosity, que fez despenhar um avião real, provou isso mesmo. Infelizmente, em Portugal ainda só vamos na Temporada 1. O video no fundo deste artigo, sobre o episódio, é muito elucidativo.

Outro aspecto determinante está associado às saídas de emergência. Quanto mais próximo se estiver de uma saída de emergência, maiores serão as possibilidades de sobrevivência. Naturalmente, e em função dos pontos anteriores, as saídas de emergência na parte central e ao fundo do avião serão as mais seguras.

Se tiver a opção, há igualmente outras estatísticas interessantes. Neste endereço pode encontrar quais os tipos de aviões mais seguros, ou seja aqueles que até à data menos incidentes registaram. Neste outro URL pode observar quais as companhias aéreas mais seguras, na qual pode verificar que a nossa TAP é considerada uma das 10 companhias mais seguras do Mundo. A evitar são as companhias referenciadas neste outro artigo

about:profile do Firefox

about:profile

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A Mozilla poderá estar a evoluir as funcionalidades do Firefox através dos add ons sem lançar novas versões do seu Browser. O exemplo disso é um add on experimental que me pareceu muito interessante para termos uma ideia de onde estamos a usar o nosso tempo na internet.

Este add on analisa o conteúdo do histórico do Browser categorizando-o. A segunda parte é ainda uma prova de conceito, mas a primeira pode ajudar-vos a ver quanto e onde perdem o vosso tempo na internet.

Se quiserem um relatório do que andaram a fazer nos últimos tempos, instalem o add on do Firefox Prospector about:profile.

Gráficos do Orçamento de Estado 2013

Porque não há uma discussão entre mim e o A.Sousa que não se baseie em factos, decidimos partilhar convosco o trabalho do A.Sousa para transformar a despesa na Proposta de Orçamento Geral do Estado para 2013 em algo visualmente inteligível por todos os nossos leitores sem terem de ler os documentos.

O A.Sousa preparou um conjunto de Pie Charts com a distribuição percentual dos valores onde é já possível perceber como é gasto o dinheiro dos nossos impostos. Já aqui nos tinham ouvido falar sobre como alguns de nós fazemos um relatório e contas doméstico e tentamos com os registos garantir uma previsibilidade para o ano e também uma visão em estrela do Orçamento Geral e das suas sub-partes.

Avisamos já que nem eu nem o A.Sousa somos peritos em Economia, Contabilidade ou outras ciências esotéricas necessárias para gerar os quadros que os documentos apresentam, mas gostamos bastante de testar cálculos e por isso nos decidimos dedicar ao tema. O exercício é para nós uma aprendizagem de como interpretar o Orçamento de Estado, experiência pelos vistos tão importante, mas que ninguém nos ensinou nos anos de escola que ambos temos.

Parece-nos que há pouca gente interessada em fazer uma análise deste tipo e nela basear as suas opiniões. As conclusões que tirámos diretamente só de gerar os gráficos são que:

  • As despesas com pessoal de todos os organismos do estado central, periférico, local, pendular, apendices e afins são 22% do Orçamento de Estado para 2013;
  • As despesas com prestações sociais são 48%. É aqui que se incluem as nossas reformas, os subsidios de desemprego e inserção social;
  • O rendimento social de inserção são trocos para o Orçamento de Estados;
  • Os SFA (Serviços e Fundos Autónomos), os Municípios, e as Regiões Autónomas consomem uma fatia importante do bolo como um todo, mas são parte pequena em cada fatia;
  • As maiores despesas de Aquisição de Bens e Serviços verificam-se na Saúde;
  • A maior parte das Despesas com Pessoal é relativa ao Ensino; e
  • Seria interessante sabermos o que são fatias como as “Outras despesas correntes”.

Os ficheiros estão no Google Drive onde podem fazer download do arranjo gráfico e do ficheiro com que gerámos os gráficos.