Estacionar sem Via Verde

Estacionar em parques pagos é normalmente um custo que quase todos nós dispensámos. Já referimos aqui no Poupar Melhor alguns truques para evitar ou minimizar o quanto se paga em parques pagos.

Uma das modas mais recentes para incentivar ao pagamento dos parques, e ao mesmo tempo para despistar o seu custo, consiste na utilização da Via Verde para efectuar o pagamento. É verdade que se poupa tempo, e é realmente muito mais cómodo. Conseguimos até pagar o parque sem saber quanto gastamos, e no final do mês, quando nos debitam a dolorosa, quase não nos damos conta…

Há todavia desvantagens. Uma delas está associada às parcerias que determinados locais de estacionamento têm. No Centro Comercial do Colombo, em Lisboa, por exemplo, compras em lojas como o Continente permitem, a partir de um certo montante, descontos no estacionamento. O mesmo acontece em outros parques de estacionamento, mesmo que fora de centros comerciais. Em todos estes casos, se optar pela Via Verde ao entrar, não conseguirá poupar com essas parcerias…

Enquanto a limitação anterior é normalmente bem conhecida, há outra vertente que costuma passar despercebida. Quando se opta pela Via Verde, paga-se desde que se entra no estacionamento até ao preciso momento da saída. O mesmo não acontece quando se retira o ticket, pois nesse caso paga-se o tempo entre entrar no estacionamento e pagar o ticket, não se pagando o tempo que demora a sair.

Esta última vertente pode até ser significativa, sobretudo quando precisa de colocar compras de alguma quantidade no carro, ou quando o estacionamento está um pouco mais longe. E todos sabemos que cada bloco de minutos fica bastante caro, até porque não é por qualquer razão que só a Sonae conseguiu obter em 2011 mais de 21 milhões de euros em parques de estacionamento, embora também fora de Portugal (pag. 51 deste documento).

Ainda mais complexo é controlar o momento da entrada e o período de tarifação. Pode até ser interessante pagar no piso -1, mesmo que o carro esteja no -2, se estiver para entrar no próximo bloco de tempo. Se quiser dar-se a este exercício, tenha todavia presente que há muitos parques de estacionamento em que a hora certa pura e simplesmente não existe, pelo que terá que controlar manualmente a hora de entrada…

28ª visita: a do Consumo de comandos remotos de energia do J. Aparicio, do Vitor Gaspar e a austeridade lusitana e de Estacionar sem Via Verde

Podcast do Poupar Melhor

Nesta edição falamos do Consumo de comandos remotos de energia do J. Aparício que tem mais comandos para as tomadas que o A.Sousa.

Apresentamos a nossa desmistificação sobre o que disse Vítor Gaspar e a austeridade lusitana.

Falamos de como Estacionar sem Via Verde pode ser uma poupança, mesmo que pequena e como as motas não pagam em quase nenhum lado.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do Poupar melhor está também no iTunes.
 

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E se de repente uma revista lhe oferecesse um telemóvel

Há empresas capazes de tudo para publicitar os seus produtos. Esta empresa queria oferecer o acesso à informação na sua conta de Twitter dentro de uma revista e o que é que fez? Colocou um telefone dentro da revista.

Os senhores do vídeo vão passar um bom bocado a desmontar tudo para descobrir um clone de Android lá dentro. Cá por casa já desmontámos brinquedos oferecidos no McDonalds para retirar peças, como leds e sensores, e fazer com elas outras coisas, mas nunca nos calhou um telemóvel inteiro.

Responsabilidades de crédito

Há uns dias li as notícias que indicavam que podíamos consultar as nossas responsabilidades e restrições de crédito, no Banco de Portugal. Tomei nota para testar essa funcionalidade quando tivesse tempo.

No site do Banco de Portugal, há uma página onde podemos iniciar o processo. Depois de nos autenticarmos com o Cartão do Cidadão, ou com as credenciais de acesso ao Portal das Finanças, temos acesso a um documento PDF que enuncia vários aspectos dos créditos que possamos ter contratado. Inclui aspectos como o nível de responsabilidade, o tipo de Produto Financeiro, os prazos envolvidos, e o saldo associado ao crédito.

No meu caso, o mais surpreendente foi uma entrada respeitante a uma conta à ordem que detenho na Caixa Geral de Depósitos. Descobri que tenho um crédito individual, associado a um produto financeiro designado “Descobertos em depósitos à ordem”, e com um saldo de 50€. Ora, como nunca pedi para ter esta possibilidade de descoberto na minha conta à ordem, vou pedir à CGD para limpar esta entrada na base de dados do Banco de Portugal. Aproveitem para dar uma vista de olhos, e eventualmente deparar-se com surpresas…

Uma responsabilidade de crédito…

Poupar para crianças

Mealheiro do Montepio

Mealheiro do Montepio

Já aqui vos tínhamos dito como íamos começar uma série de posts sobre poupança. O A. Sousa já nos tinha dito como é essencial aprender a esperar para colher.

A tradição na minha família era abrir uma conta no Montepio e oferecer-nos um mealheiro de metal que nos diziam que só era possível abrir no banco quando íamos depositar o dinheiro. Com o mealheiro vinha uma caderneta que nos dizia o dinheiro que tínhamos no banco.

Cá em casa há mealheiros, mas dentro do mealheiro do mais novo para além do dinheiro já há tudo o que ele conseguiu enfiar pela ranhura. O mais velho, que tem mais noção do valor do dinheiro, já se ofereceu para emprestar dinheiro ao mais novo. Só ainda não percebemos se pretende cobrar juros.

Fazer o curso na maior

Capa do livro “Faz o curso na maior”

O assunto deste artigo é relativo a um livro que foi lançado com o título “Faz o curso na maior“. O livro chegou-me ao conhecimento através deste artigo do Expresso, convenientemente chamado “Estuda o mínimo, goza o máximo“. Uma boa entrevista está disponível também na Visão.

O enquadramento inicial deixou-me imediatamente numa de “mixed feelings“. Por um lado, estão bem presentes na nossa memória colectiva a chico espertice da licenciatura do Relvas, e todo o caso da licenciatura do Sócrates. Por outro, porque durante quase toda a minha licenciatura trabalhei, o que não me impediu de passar regularmente e com boas notas a todas as cadeiras. Surpreendentemente, já há 20 anos utilizava muitas das técnicas enunciadas no livro.

O livro é da autoria de Nuno Ferreira, com Bruno Caldeira. Nuno Ferreira é um Professor Universitário, e por isso sabe do que fala. E diz coisas que não esperávamos ouvir de um Professor Universitário.

Há duas coisas que saltam à vista das primeiras páginas do livro. A primeira é relativa às cábulas, e mal posso esperar por ler o livro completo, para comparar as minhas experiências. Fomos uns grandes especialistas de cábulas, e a referência no plural é isso mesmo: o meu grupinho fazia proezas nesse domínio, e da única vez que alguém do grupo foi apanhado, o desenlace foi ainda mais extraordinário! Mas as cábulas servem para aquilo que o Nuno refere, que é a de ajudar a “sistematizar a matéria“. A segunda referência importante do livro é a referência ao princípio de Pareto, um dos princípios principais pelo qual me guio, sobretudo em termos profissionais, e que diz que “80% dos resultados são gerados por 20% do esforço investido”…

Enfim, um livro que promete provavelmente gerar alguma polémica. Mas que, na lógica do Poupar Melhor, ensina aos estudantes como realmente rentabilizar melhor o seu tempo, tornando-os mais eficientes e sobretudo eficazes! Uma boa oferta certamente para os estudantes!