Fermentação de cerveja em casa

BrewPi is an open source fermentation controller that runs on an Arduino (for now) and a Raspberry Pi

BrewPi is an open source fermentation controller that runs on an Arduino (for now) and a Raspberry Pi

Fazer cerveja em casa não é algo novo. Os blogs, sites e até videos como este são prova de que há quem goste mesmo de o fazer.

O que é novidade é a integração de um sistema de controlo de fermentação de cerveja com o Raspberry Pi.

Taxas de juro implícitas no crédito à habitação

Começamos recentemente a abordar a importância de conceitos financeiros e de poupança para os mais miúdos. Mas, para nós mais graúdos, há muitos conceitos que nos tocam e que interessa dominar. Já antes havíamos abordado vários aspectos relativos às taxas de juros e à taxa Euribor. Mas há muito mais para dominar…

Quando há cerca de duas semanas ouvi que as taxas de juro implícitas no crédito à habitação continuavam a cair, tomei nota para fazer uma investigação mais apurada…

Meter mãos à obra não foi propriamente fácil. O INE elaborou um documento de destaque interessante onde é possível observar logo na primeira página um gráfico muito interessante sobre a evolução das taxas de juro implícitas no crédito à habitação, com valores para o total de contratos, e para os celebrados nos últimos três meses.

Como a descida do gráfico dos últimos meses me pareceu uma consequência lógica da evolução recente da Euribor a 6 meses, o indexante mais utilizado em Portugal, fiz um primeiro gráfico e confirmei essa correlação. Mas, curioso, procurei dados mais antigos. E aí a porca torceu o rabo, e não os encontrei. Nem no INE, nem na Pordata. Foi preciso muita paciência para os recolher pouco a pouco, por vários documentos dispersos pelo site do INE.

O resultado é o gráfico abaixo, que representa os valores para as taxas de juro implícitas no crédito à habitação, sendo a curva “Totalidade Contratos Crédito Habitação” respeitante à totalidade dos contratos, e a curva “Contratos últimos 3 meses” para os contratos celebrados nos últimos 3 meses. Para esta última só consegui encontrar valores a partir de Abril de 2003. Juntamente está representada a curva da Euribor, com os valores do primeiro dia útil de cada mês, e que os bancos tipicamente utilizam.

Particularmente relevante é a diferença entre a curva a verde e a cor de rosa, e que representa aproximadamente o spread cobrado pelos bancos. Aí se verifica como entre meados de 2005 e início da crise em 2008 o spread cobrado era muito baixo. Repare-se como ele está agora, em cerca de três pontos percentuais. Agora imagine-se que a curva verde começa a subir, e questionemos onde pararão os (poucos) clientes que estão agora a contratar um crédito à habitação.

Este é um gráfico que nos dá muitas mais pistas sobre a realidade financeira que nos toca a todos. Quando tomamos decisões importantes de investimento, como contratar um crédito à habitação, devíamos sempre olhar para imagens como estas e perscutar o que elas podem significar para o futuro! É que uma imagem vale por mil palavras…

Oru, Origami Kayak

Oru- the Origami Kayak from Anton Willis on Vimeo.

O peso numa viatura pesa geralmente também na carteira, e para quem tem um barco ainda pior. Este video demonstra o novo Oru, um Kayak dobrável que cabe na mala de um carro. Não é propriamente Origami, mas é bastante engenhoso.

27ª poupança: A do gráfico de comparação da Euribor ao Spread médio dos bancos, a do relatório de responsabilidade de crédito do Banco de Portugal e da poupança para crianças

Podcast do Poupar Melhor

Nesta edição falamos do gráfico que o A.Sousa gerou e que permite a comparação da Euribor ao Spread médio dos bancos e de como a taxa média da Euribor é um indicador alterado em relação ao que os bancos portugueses estão realmente a pagar pelo crédito.

Falamos também do relatório de responsabilidade de crédito do Banco de Portugal que passou a estar também disponível ao próprio visado e não apenas para as entidades que fornecem crédito.

Terminamos a falar sobre a poupança para crianças e de como há várias formas de as ensinar a poupar como a experiência do A.Sousa e a minha e dos meus irmãos.

Agradecemos os comentários de quem nos ouve através do iTunes.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast.

Play

Começar a contar dinheiro

Anteriormente, observamos como podemos interiorizar o conceito de poupança, retardando a gratificação. Neste artigo vamos abordar como podemos introduzir o conceito de dinheiro às crianças.

Mesmo antes de uma criança compreender o que é dinheiro, ela pode começar a mexer com ele… Não com as notas, mas com as moedas. Uma das primeiras tarefas pode estar associado à contagem de dinheiro. A aprendizagem do conceito de contagem pode ser feito com dedos, mas também com moedas. Essa introdução não deverá é ser feita quando ela tiver a tentação para engulir as moedas… Mas depois disso, as crianças actuais tendem a ter um fascínio pelo som das moedas à semelhança dos viciados em slot-machines…

Assim sendo, para uma criança de quatro anos, nada como lhe dar um molho de moedas idênticas e pedir-lhe para contar quantas são. No final, se acertar, umas dessas moedas poderá ficar para ela. À medida que for avançando, pode introduzir moedas de valor diferente, e pedir-lhe para as separar. Poderá pedir para empilhar as moedas do mesmo tipo, e outro tipos de capacidades, que não financeiras, surgirão.

Esta brincadeira tem ainda a grande vantagem de ser barata. Desde que não utilize moedas de valor elevado, os “brinquedos” terão um custo muito baixo. Assim que esta brincadeira estiver dominada, estarão lançadas as bases para as próximas etapas de aprendizagem.

Parcelas da conta da electricidade

Um dos exercícios essenciais para perceber onde podemos poupar nas nossas contas, consiste em examinar o detalhe dos custos associados. Para isso, a análise de uma factura, ou de um conjunto delas, é sempre um excelente exercício para percebermos onde gastamos o nosso dinheiro.

No nosso caso, reuni um conjunto de facturas de electricidade, correspondentes a um ano de consumo. Somando essas facturas todas, cheguei aos valores abaixo, em termos parcelares, estando ordenadas pela representatividade do valor:

  • Consumo Electricidade: 278,22 € (61.71%)
    Esta é a maior parcela da factura. Corresponde ao consumo de electricidade expresso em KWh. Num tarifário bi-horário como o nosso, o KWh é tarifado de forma distinta, consoante o consumo se verifique em vazio ou fora de vazio. Nas notas de rodapé da factura 207.49 € são encargos relativos ao Acesso às Redes, dos quais 108.81 € são relativos a Custos de Interesse Económico Geral (CIEG).
  • IVA: 76.82 € (17.04%)
    Imposto a favor do Estado
  • Potência Contratada: 64.82 € (14.38%)
    Uma parcela fixa, que é tão mais elevada quanto a potência contratada.
  • Contribuição áudio-visual: 27.00 € (5.99%)
    Taxa que assegura o financiamento do serviço público de radiodifusão e de televisão.
  • IVA sobre a Contribuição áudio-visual: 1.62 € (0.36%)
    Um Imposto sobre uma taxa…
  • Imposto Especial Consumo Eletricidade: 1.52 € (0.34%)
    Um Imposto que passamos a pagar em 2012 e que poucos deram por ela… Está indexado ao consumo de electricidade.
  • Taxa Exploração DGEG: 0.84 € (0.18%)
    Mais uma taxa para financiar uma organização estatal, à semelhança da Contribuição áudio-visual.

Uma análise rápida sobre estes números permite concluir que pelo menos 216.61 € (108.81+76.82+27.00+1.62+1.52+0.84) são relativos a opções políticas, taxas, impostos e outras coisas que tal. Destes valores resulta especialmente elevado o valor do CIEG, sendo que neste documento da ERSE, no Quadro 0-8, na página 29, conseguimos perceber que tal valor, quase um quarto do total da nossa conta da electricidade, serve para alimentar de tudo um pouco, desde os PRE (renováveis, co-geração, etc.), até às famosas rendas da electricidade, passando pela sustentação de uma série de instituições estatais…

Olhando para a factura, rapidamente percebemos que diminuindo o consumo de KWh, pagamos menos de electricidade, e dos CIEG associados, do Imposto Especial sobre o Consumo, e do IVA por cima disto tudo! Cada KWh a menos é menos energia que pagamos, e menos impostos associados! Reduzindo a potência contratada, também podemos poupar bastante, como referimos aqui. No resto, infelizmente não se consegue cortar… Faça também o exercício e veja se a distribuição percentual é muito diferente?