Crie uma boa password rapidamente

Password Strength

Password Strength por @xkcd

E agora que vos contei como me livrei de todas as coisas que tinha nos bolsos e de como tenho tudo no telemóvel talvez seja bom contar-vos das preocupações que tive para não perder qualquer informação que tenho no zingarelho (como lhe chama a amiga Teresa C.). Basicamente deve garantir que:

  1. Fazem uma cópia de segurança do telemóvel para o computador;
  2. Fazem uma cópia de segurança do computador para um disco externo; e
  3. Usam uma password para manter a vossa informação longe de olhos dos gulosos.

Em relação a esta última, gosto de contrariar alguns princípios como que a facilidade de uso é inversamente proporcional à segurança e por isso decidi partilhar aqui algo que explica claramente o que muitos tentaram de forma falível descrever textualmente.

Quando escolherem uma password, usem uma frase com palavras em lugar de transformarem a vossa vida num inferno com passwords complexas de criar e fáceis de adivinhar.

O braço pulverizador

Há uns dias referenciamos como colocar a loiça na máquina, abordando um aspecto importante que é o da retirada dos restos alimentares presentes na loiça. Hoje começaremos por abordar outro aspecto fundamental de uma boa lavagem da loiça, e que está relacionado com um dos mecanismos fulcrais da máquina de lavar loiça: o braço pulverizador.

A melhor forma de percebermos como o braço pulverizador é importante não é dar já as dicas. Vamos dá-las depois. Agora, o que importa é perceber como funciona, porque a maioria dos leitores nunca terá visto como funciona uma máquina da lavar loiça por dentro. Eu também só descobri há uns dias, quando me passou pela cabeça filmar o interior da nossa; mas, depois percebi rapidamente que já vários tiveram a ideia.

No Youtube há vários vídeos destes. Deixo-vos com três vídeos dos quais gostei particularmente:

Onde guardar os cartões

Card scanning by CardKing

Card scanning by CardKing

Por causa desta conversa sobre organização pessoal lembrei-me de contar como reduzi a minha carteira a quase nada.

Deste que os senhores do marketing se lembraram de tentar cativar clientes com a utilização de cartões de cliente que as nossas carteiras aumentaram em peso e tamanho à força de um cartão de cada vez.

Com os novos amoled display e retina display a imagem dos cartões é garantidamente lida pelos scanners de códigos de barra e por essa razão podemos juntar os cartões de cliente todos que se baseiam em códigos de barra dentro de apps como o CardKing. Esta aplicação permite juntar dentro do vosso smartphone os cartões de cliente e assim vão sempre ter todos sem que eles vos façam inchar a carteira.

Acelerómetro no telemóvel

Accelerometer Monitor

Há muito tempo que andava à procura de um acelerómetro para “brincar”. Sei que tenho um no meu portátil Toshiba, mas apesar de ter um software incorporado, não permite o acesso aos seus dados. Nesta busca incessante, descobri o óbvio: o telemóvel tem um! Uma pesquisa rápida apontou-me na direcção do Accelerometer Monitor, que me deixou logo encantado! Tentei verificar logo se tremia muito, mas o resultado foi estonteante: só riscos em todas as direcções.

Depois levei o carro a dar uma volta, com o software a registar as vibrações/variações nos eixos dos xx, yy e zz. Depois foi só importar o ficheiro gravado e fazer o gráfico abaixo. Recordando o trajecto efectuado, dá para perceber as subidas e descidas, sobretudo na curva a roxo. A tecnologia ainda está longe de estar dominada, mas promete ser melhor que um copo de água do tablier… E ajudar noutras situações, que não apenas na poupança de combustível. Como muitos dos leitores terão um telefone Android, a experiência está mesmoa às mãos de semear! E depois conte-nos as suas experiências…

Acelerómetro num trajecto em Lisboa

Meios de organização pessoal

As carteira por @designerferro

As carteiras por @designerferro

As discussões com o A.Sousa andam em torno de muitos assuntos, desde política económica até coisas tão primárias como açambarcar. Esta semana tratava a questão da organização pessoal e das coisas que trazemos nos bolsos. Quanto mais coisas acumulamos nos bolsos, mais tempo levamos depois a decidir o que fazer com elas.

Desde que comprei um smartphone (que funciona) que o conteúdo dos meus bolsos passou quase todo lá para dentro: desde cartões de pontos com código de barras até às contas do combustível que juntamos para controlar os gastos com os automóveis.

A confiança que depositamos nos papeis é tal que alguns de nós tememos perder tudo, ou porque nos podem roubar o zingarelho (nome dado pela amiga Teresa C.) ou porque este se pode avariar:

  • Podemos reduzir o azar dos nossos dados serem roubados colocando passwords que resistam o suficiente para os limparmos remotamente se isso acontecer.
  • Podemos reduzir o azar de perder os nossos dados mantendo as cópias de segurança sempre atualizadas.

Os equipamentos já trazem muitos deles meios de o fazer, mas a complexidade ou os pressupostos nem sempre são claros. Podemos também adquirir apps (software) nas lojas online dos equipamentos a preços tão convidativos que nem se justifica manter algumas das nossas práticas.

Seja como for, aqui fica o conteúdo atual dos meus bolsos:

  1. iPhone;
  2. Chaves; e
  3. Uma das carteiras na foto (adivinhem qual).

Máquinas Virtuais

As minhas máquinas virtuais

Um dos avanços mais substanciais na informática nos últimos anos foi a virtualização. Há vários anos que utilizo esta estratégia para segmentar o meu trabalho profissional, da vida pessoal, e de concentrar num único computador o que dantes andava disperso por vários.

Na verdade, são as características dos equipamentos mais recentes que permitem que a virtualização agora seja realmente fácil. É suportada directamente no hardware, ao contrário de há uns anos atrás, em que a virtualização tinha uma componente forte de software. A memória disponível hoje nos equipamentos permite que várias máquinas virtuais executem em simultâneo, enquanto cada processador contém o que se designa de vários cores, os quais podem até executar várias threads em simultâneo. No meu caso, tenho quatro cores com dois hyperthreads cada e 8 GB de memória, pelo que posso correr várias máquinas virtuais em simultâneo.

Do ponto de vista do utilizador, são inúmeras as vantagens! Uma das mais importantes diz respeito à facilidade com que se passa uma máquina virtual de um lado para o outro. Fazer um backup é tão rápido quanto copiar um ficheiro de computador. Então, quando se muda de computador, a transferência de ambientes pode ser quase imediata. O facto de se poderem ter vários sistemas a correr em simultâneo (Linuxs, Windows, etc.) introduz muitas outras potencialidades…

Se ainda não descobriu a virtualização, pode começar por descarregar um software como o VirtualBox ou VMware. Depois, pode começar a criar rapidamente ambientes virtuais, procedendo à instalação de sistemas operativos, como se de novos computadores se tratassem. Depois de instalar um, pode até fazer várias cópias (atenção quando há licenciamentos…), e multiplicar assim rapidamente as suas máquinas virtuais. Pode até clonar máquinas físicas, com um software como o VMware Converter.

Com as máquinas virtuais poderá poupar em imensos aspectos. Não precisa de ter vários computadores para tarefas distintas. Poupa tempo e electricidade. É muito mais eficiente que outras estratégias, como por exemplo o dual-boot. Requer, é verdade, equipamentos normalmente mais potentes, mas os computadores novos, hoje em dia, já o são… Mas se o que precisa se limita a um computador, então a virtualização provavelmente não é a solução para si