Morangos

Morangos

Cá em casa gostamos muito de morangos, como já referimos neste artigo. Na sequência dos artigos sobre cenouras e alfaces, neste artigo evidenciamos outro excelente documento disponível online, neste caso obviamente sobre os morangos.

Curiosamente, um dos aspectos que não sabia era que os morangos são tipicamente colhidos entre meados de Novembro e meados de Abril. E eu que gosto sobretudo de comer fruta da época!

Como é comum nesta série de documentos, evidenciam-se múltiplas dicas sobre a sua produção, desde a plantação até à sua  colheita. E fica claro que o cultivo de morangos está sujeita a uma série de pragas e doenças, o que explica porque é um produto agrícola onde os pesticidas são muito utilizados. Daí a enorme importância de serem bem lavados antes de serem consumidos…

O documento tem ainda muita mais informação. Se é um consumidor de morangos, se gosta de os cultivar no seu jardim, ou se simplesmente gosta de saber um pouco mais, não deixe de dar uma leitura ao documento acima referenciado.

Juntar 112g de açucar

112g de açúcar por @designerferro

112g de açúcar por @designerferro

Beber café na rua é um estranho luxo a que alguns de nós não conseguem resistir. As contas foram feitas aqui e só masoquismo podem justificar ter tomado tantos cafés enquanto estive longe da minha Nespresso.

A saída para férias não foi acompanhada pela nossa máquina de café favorita, mas como não pomos açúcar no café fomos juntando os pacotes de cada vez que nos torturámos com um expresso de balcão.

Com cada pacote de açúcar a conter cerca de 8g, e tendo nós reunido 14 pacotes das vezes que sucumbimos à vontade de tomar um expresso e nos esquecemos de quão mau era, ainda juntámos 112g. Por serem cerca de 10% de um pacote de um kilo de açúcar, o valor ser demasiado baixo e porque que em casa também pouco usamos açúcar, a recolha limitou-se a servir de mote a este post.

Com o preço médio do café a rondar os €0,70, e o custo de cada Ristretto da Nespresso a €0,375, a diferença de €4,55 não compensava para pagar os €55,00 da mala para a máquina vir também de férias, mas o sabor a carvão e a borra de café serão uma das memórias que reterei destas férias.

Calibre do contador da água

Neste artigo da passada semana mostramos como evolui o preço do consumo variável da água em alguns dos municípios do País. Mas como já verificamos anteriormente, o custo da factura da água vai muito para além do consumo da água.

Tal como na electricidade, também na factura da água temos uma componente fixa, cuja designação varia de concelho para concelho. Tanto pode chamar-se “quota de serviço” em Lisboa, como “quota de disponibilidade de água” em Oeiras, como simplesmente “tarifa fixa” em outros concelhos. Na água, a diferença nessa tarifa fixa varia essencialmente em função do calibre dos contadores.

Como se pode observar na tabela abaixo, os preços variam significativamente de concelho para concelho. E quanto maior é o calibre, mais se paga. No nosso caso fico feliz por pagar um dos valores mais baixos, embora pague da água mais cara. E parece haver uma relação inversa neste domínio, dado que o concelho que registava o custo da água mais baixa, Lisboa, é o que regista a componente fixa mais elevada.

No nosso caso, como já pagamos o valor mais baixo, não podemos melhorar. Mesmo que quisesse diminuir o calibre, não sei em que custos eventualmente incorria. Todavia, o leitor poderá averiguar a sua situação, até porque há cenários em que uma simples redução de 5 mm corresponde a mais de 30 € mensais!!!

Lisboa Loures Oeiras/Amadora Sintra Almada Montijo Porto
15mm 4,10 3,7600 3,60 4,07 2,00 1,3836 3,4607
20mm 9,31 3,7600 3,60 4,07 2,00 3,1688 5,3596
25mm 15,77 3,7600 11,10 4,07 2,00 3,4924 10,3148
30mm 23,69 13,6488 11,10 18,30 13,50 4,9429 13,1126
35mm 40,61 13,6488 23,10 54,90 40,00 4,9429 30,4725
40mm 40,61 13,6488 23,10 54,90 40,00 4,9429 30,4725
45mm 62,04 13,6488 23,10 54,90 40,00 4,9429 60,8325
50mm 62,04 13,6488 23,10 54,90 40,00 183,1649 60,8325

Concorrência nas auto-estradas

Painéis comparativos de preços nas auto-estradas por @designerferro

Painéis comparativos de preços nas auto-estradas por @designerferro

A Autoridade da Concorrência elaborou uma “Análise do impacto da introdução de painéis de preços decombustíveis nas auto-estradas“. É uma análise extensa, com mais de 350 páginas, e por isso muito detalhe, mas que na sua página 14 do PDF resume o essencial:

Em suma, resulta da análise realizada que, no curto prazo (1 ano), a introdução dos painéis comparativos de preços nas auto-estradas não proporcionou reduções no nível médio de preços.

Eu pessoalmente não me sinto afectado por estes preços mais elevados, pois pura e simplesmente não abasteço nas auto-estradas. Já não me lembro da última vez que o fiz, certamente há muitos anos, e faço muitos milhares de quilómetros por ano em auto-estradas portuguesas… É só uma questão de planeamento, e de aproveitamento das promoções.

Em qualquer caso, a análise da Autoridade da Concorrência é muito interessante. Estabelece mesmo comparações detalhadas com Espanha e França.  E tem muitos gráficos interessantes, como aquele visível no fundo do artigo, que evidencia as diferenças de preços de gasolina 95 na A1 durante o segundo trimestre de 2010.

A Autoridade da Concorrência chama também a atenção para um aspecto muito interessante: em 2015 termina a subconcessão de 41 postos de abastecimento localizados em auto-estradas (32% dos postos de auto-estradas actualmente subconcessionados), pelo que existirá uma oportunidade de corrigir este problema. Mas ele terá que ser bem pensado, até porque esta ideia de pôr os painéis foi da própria Autoridade da Concorrência, na sua Recomendação n.º 3/2004.

Desconto efectivo no Continente

Nos últimos meses tenho vindo a recolher sistematicamente todas as facturas do Continente, onde habitualmente faço as compras. O objectivo era determinar qual a percentagem efectiva de desconto que se consegue, no meio dos diversos tipos de promoções. As promoções são muitas vezes uma ilusão, pelo que interessava descobrir qual é o desconto médio que se consegue…

Nestas contas juntei facturas num valor total de 1422,24€, das quais paguei apenas 1083,04€. A poupança de 339,20€ representa assim uma poupança de 23,85%, um valor que me surpreendeu pela positiva! Desse valor, 307,32€ tiveram origem no cartão Continente, em função de descontos originados no próprio Continente, 29,13€ tiveram origem nos talões oriundos da GALP e finalmente 2,75€ tiveram origem em talões de fornecedores.

Destes valores, analisei ainda donde apareceram os valores de desconto que tiveram origem no Continente. 41,6% tiveram origem em descontos em artigos, que incluem os talões de artigos que se recebe em casa, bem como os artigos que têm desconto em cartão, na loja. 18,15% tiveram origem no desconto de 10%, com mais 35,7% a resultarem dos 75% de desconto, enquanto os 4,5% restantes resultam dos 5€ de descontos que o Continente dá por cada 500€ de compras.

Deve notar-se que esta é uma estratégia de compras não consumista. Ou seja, compra-se aquilo que é estritamente necessário. E o objectivo não foi maximizar a percentagem, mas sim minimizar o valor pago! Tal implicou muitas vezes a compra de produtos fora de promoções, porque eram simplesmente… mais baratos! Eu vou continuar a recolher facturas; tente também, para depois podermos comparar…

Como poupar ao limpar as mãos

Já aqui falámos de questões como o custo do m3 de água, o consumo de água para lavar os dentes ou mesmo quanto custa o banho.

O TED (Technology, Entertainment. Design) promove uma série de apresentações também disponíveis online e recentemente esta apresentação estava a fazer as voltas na Web.

Joe Smith propõem-nos que poupemos todos no papel de limpar as mãos bastando para tal que as sacudamos 12 vezes antes de usarmos o toalhete. O senhor Joe Smith é um advogado, antigo procurador da república e Chair do Partido Democrático do Oregon, nos Estados Unidos da América.

Pessoalmente tenho usado a técnica, não que cá em casa usemos papel para limpar as mãos, mas porque sacudir primeiro a água das mãos faz com que a sua maior parte fique onde devia: no lavatório.

Com as mãos cheias de água, não há como garantir que ficam secas quando estamos com pressa e por isso ou encharcam a toalha, ou usam papel que dava para escrever um romance ou estão no secador de mãos tempos infinitos.

Quando vi o filme a primeira vez até achei engraçado, mas pouco interessante para o Poupar Melhor. Estava um bocado ao nível do filme de como descascar alhos em 10 segundos, mas o uso continuado da técnica que ele nos propõem resolveu definitivamente a minha sensação de mãos húmidas após a lavagem e aumentou a minha sensação de estar a contribuir para um planeta melhor.