Desde que me mudei para Lisboa que vivo uma desgraça sem igual: o pão aqui não vale nada comparado com o pão caseiro algarvio! Podem reclamar comigo o que quiserem, mas é a minha opinião pessoal. E escusam de me enviar pãezinhos para me tentarem convencer do contrário.
Já tínhamos feito bombons e bolachas, por isso decidimos juntar-mos o pão a mais uma das coisas que fazemos cá em casa. Fizemos a experiência para principiantes. Comprámos uma embalagem de 1 kilo farinha pré-misturada num hipermercado, seguimos as instruções e os resultados estão à vista.
As contas são simples:
1/2 embalagem de preparado para pão = €1,40 / 2 = €0,70
40 minutos no forno elétrico = ~2kWh X 0,1713 X 0,66 = €0,23
Tudo somado dá cerca de €0,93 o que dará €1,86/kilo, aproximadamente. O tempo que o pão tem de estar no forno elétrico depende da forma como se faz o pão, sendo que se fizerem várias carcaças pequenas, como o pão coze mais rápido, o consumo de eletricidade será menor.
O custo do pão já feito ronda entre os €2,18/kilo e os €2,78/kilo, mas não temos de amassar ou esperar que levede.
Comparado o resultado com os preços de um pão já feito a conclusão é que a diferença depende muito do tempo que temos disponível, mas se o tempo não for um fator, então o pão em casa é definitivamente mais barato.
No Inverno passado, fizemos diversas experiências cá em casa. Neste post, abordamos o impacto do fecho dos estores. Neste outro exemplo, analisamos as diferenças de temperatura entre o exterior e o interior da janela. Finalmente, neste post abordamos a importância do isolamento da caixa de estores. Agora que chegou o tempo quente, começamos as experiências inversas, ou seja, de como manter o calor lá fora e preservar as nossas casas frescas.
Na imagem abaixo, observamos a temperatura à janela, dentro do quarto, a azul. A vermelho está representada a temperatura, entre a janela e os estores. Os estores foram fechados no momento em que as duas curvas começaram a divergir no início do gráfico.
Temperatura no Verão com estores fechados
As temperaturas desses dois dias foram particularmente elevadas, especialmente as do segundo dia, 25 de Junho. Segundos os dados do Weather Underground, as máximas na região de Lisboa foram de 32 e 37 ºC, para os dias 24 e 25 respectivamente. Como se observa no gráfico, a temperatura entre a janela e os estores fechados é inferior em 2/3 graus ao valor máximo, valor curiosamente semelhante ao que havíamos observado no Inverno. Constata-se ainda que para a subida de temperatura exterior de 5ºC, verificou-se uma subida da temperatura interna de cerca de 2ºC. Terei que voltar a fazer a experiência com o termómetro de fora, mas não poderá ser nesta janela, pois ela está virada a sul.
O gráfico acima dá ainda para perceber que pode ser vantajoso deixar abertas as janelas durante a noite, conforme se pode perceber pelo facto da curva a vermelho ser inferior durante a madrugada de 24 para 25. Mas nem sempre assim poderá ocorrrer, como é manifesto na madrugada do dia seguinte. Por isso, também nestas circunstâncias dão jeito as previsões de curto prazo…
Um estudo recente de um instituto de investigação elétrica americana aponta para um consumo de 12 kWh ao longo de um ano para manter um iPad carregado. Estes valores permitiram-lhes calcular em $1,36 o custo associado ao uso deste aparelho. Na tarifa simples, o custo em Euros para tarifa simples fica em aproximadamente €2,06.
No mesmo estudo avaliaram em 2,2 kWh e um custo anual de cerca de $0,25 para um iPhone 3G, o que significa pouco mais de €0,38.
Sabendo como gosto dos meus equipamentos Apple, percebem que fique feliz de saber que o consumo destas coisas seja baixo.
Sabendo como gostamos de perseguir eletrodomésticos cá em casa, já perceberam que não demorará muito a que estejamos a medir estas coisas para confirmar se os valores indicados são realmente os que eles estão a consumir.
A importância do vento no consumo dos automóveis é daquelas coisas que poucos negarão. O vento de cauda contribui para um consumo menor, enquanto um vento de frente aumenta o consumo em relação ao valor normal. E isto são apenas as generalidades do problema!
Infelizmente, não podemos tirar facilmente partido deste factor no dia a dia. Não controlamos em que direcção ele sopra, e o máximo que poderemos fazer é perceber que tipo de vento iremos ter num determinado percurso, sendo que as previsões com antecedência são muito fáceis de encontrar na Internet.
Mas podemos pregar boas partidas aos nossos amigos! Se quer exibir os seus dotes de eco-condução, só tem que dominar estas previsões. No dia em que for o condutor, assegure-se que o vento está de traseira. Noutro dia, para exactamente o mesmo percurso, à mesma hora, e com exactamente as mesmas condições de condução (velocidade, etc.), deixe a condução para o seu amigo. Certifique-se apenas que o vento não está de feição…
Quanto podem estas mudanças de vento representar no consumo? Muito mais do que possa pensar. No primeiro vídeo abaixo, observa-se um software de modelação de consumos, que podem observar em maior detalhe neste site. O caso que vamos analisar diz respeito às simulações de consumo para um Toyota Camry Hybrid LE, de 2012. Entre o minuto 3:41 e o minuto 7:00, o vídeo evidencia as variações de consumo para uma velocidade do carro de 70 milhas por hora (cerca de 112,7 Km/h), com um vento constante de 9 milhas por hora (cerca de 14,5 Km/h). Não estamos a falar de rajadas, mas neste caso da velocidade média do vento nos Estados Unidos (aos 7:50 do vídeo). Nessas condições, o consumo varia entre um máximo de 39,75 MPG (minuto 06:36) e um mínimo de 51,88 MPG (minuto 06:53). O que quer dizer o mesmo que varia entre um máximo de 5,92 L/100Km e um mínimo de 4,53 L/100Km (ver este site para as conversões).
Mas se quiser impressionar verdadeiramente os seus amigos, junte-lhe um aditivo amuleto. Um leitor do site sugeriu-me uma pata de coelho, mas eu pensei que uma pata de lebre é mais adequada! Vou pensar em fazer o teste acima, e no dia em que eu conduzir, vou colocar a pata da lebre próxima do local onde passa o tubo de combustível, com 15 graus de inclinação em relação ao eixo do carro. Quando o meu amigo conduzir, a pata de lebre vai ficar em casa. Mas vai ser no dia em que eu decidir, obviamente à mesma hora, e com o mesmo estilo de condução, e com vento à maneira.
Com a minha pata de lebre, vou poder invocar uma poupança de combustível de até 23,5%, se considerar as condições acima! Mas se conseguir aplicar mais algumas dicas, como as do segundo vídeo abaixo, ainda talvez consiga superar essa poupança; nessa altura talvez faça um terceiro teste, somando-lhe uma ferradura, para que se consiga explicar a variação adicional! E este aditivo vai poder ser certificado internacionalmente, porque os fundamentos da sua eficácia estão documentados neste documento da EPA.
Uma das queixas recorrentes sobre os computadores é serem lentos. E à medida que envelhecem, vão ficando cada vez mais lentos. Tal acontece normalmente porque vamos instalando mais programas, ocupando mais disco, traduzindo-se tal em cada vez maior ineficiência. E quando efectuamos alguma comparação com um computador mais recente, é quase sempre garantido que ficamos logo com apetite de reformar o computador antigo.
Na grande maioria dos casos, o processador é apontado como o culpado da lentidão. Sabemos pela lei de Moore que a capacidade dos processadores duplica, pelo mesmo preço, em menos de dois anos. Infelizmente, é das substituições mais difíceis de fazer em qualquer computador, pelo que uma melhoria de processador justifica quase sempre um computador novo.
Felizmente, os processadores dos computadores fazem cada vez menos. Na verdade, passam a maior parte do tempo a “dormir”. Outras tantas vezes, quando estão a processar em demasia, pode ser uma consequência de algo errado, em vez de uma causa. Por isso, antes de comprar um computador novo, dê uma vista de olhos a dois dos outros factores que mais contribuem para tornar um computador lento: a memória e o disco.
A memória RAM é quase sempre muito fácil de aumentar. Pode ter que abdicar da existente, mas normalmente por poucas dezenas de euros, consegue artilhar um computador não muito recente. Como tudo, tome em linha de conta as múltiplas especificidades associadas à sua substituição (eg. tipo de encaixe, velocidade, etc.). Da minha experiência, é talvez a forma mais económica de voltar a dar vida a um computador mais antigo.
Os discos duros são também uma fonte de preocupações, até porque são cada vez mais fáceis de encher. E muitas vezes nem sabemos porque enchem, pelo que é conveniente deitar mãos a uma ferramenta como a que aqui referimos. Não deixe o seu disco principal encher acima dos 80%, pois mesmo em sistemas onde a fragmentação é tratada com mais cuidado, como é o caso por exemplo dos filesystems usados com o Linux, o seu rendimento decai rapidamente. Nestes casos, os discos externos são uma solução muito razoável. Outra alternativa muito interessante são os novos discos SSD.
Se estiver a pensar reformar o seu PC antigo, pense por isso duas vezes! Verifique se não consegue optimizá-lo primeiro…