Previsão do pó no ar no Dashboard do Poupar Melhor

Previsão de pó no ar pela Universidade de Tel Aviv

Previsão de pó no ar pela Universidade de Tel Aviv

Já aqui vos tínhamos falado de como a previsão do estado do tempo pode facilitar o planeamento dos nossos dias para que corram de forma mais eficaz e eficiente.

Também já vos tínhamos dado nota de como deveriam organizar os gráficos que apoiam essas previsões num Dashboard e como tínhamos decidido fazer e partilhar um Dashboard do Poupar Melhor.

O A.Sousa, que já nos tinha falado do pó no ar, descobriu mais este gráfico que vamos integrar no Dashboard do Poupar Melhor para que possam prever a quantidade pó que é esperada para os dias que se seguem e com isso decidir se vale mesmo a pena deixar a casa a arejar quando saírem para o trabalho.

Duche de Verão

As temperaturas mais quentes do Verão estão a chegar. E quando toca a tomar um duche, tem uma grande vantagem relativamente aos duches de Inverno, que é a não necessidade de estarmos no duche a “aquecer”. Com estas temperaturas da última semana, estavam reunidas as condições para medir as diferenças para com os duches de Inverno. Recordemos que a comparação será mais correcta todavia com este artigo, por via do novo chuveiro cá de casa, e no qual já havíamos evidenciado como um duche de menor duração representa uma poupança assinalável!

A chegada da água aquecida verificou-se passado 30 segundos, ligeiramente melhor que no Inverno, mas superior ao expectável. Tal talvez esteja relacionado com a regulação do caudal, que recentemente efectuamos. O duche demorou subsequentemente quatro minutos, ligeiramente menos que antes. Neste período de Verão, a água abre-se um pouco para nos exaguarmos, e depois do shampoo e sabonete sem água, abre-se novamente para nos lavarmos no final. Neste processo, consumi 22,2 litros, um pouco menos de metade dos 49,6 litros consumidos anteriormente. Em termos de gás, o consumo foi de 0,073 m3, cerca de um terço do consumo anterior de 0,223m3.

A água do duche de Verão custa, segundo os preços da água cá do concelho, no escalão mais baixo, 0,0222×0,5274 = 1,17 cêntimos de euro. Mas não se esqueçam que o custo da água é apenas uma parte da factura da água, e como vimos anteriormente, no nosso caso de apenas cerca de um terço do valor final… O valor final da água será por isso de cerca de 1,17/0,324 =  3,61 cêntimos de euros. Em termos de gás, o cálculo é muito mais difícil, como já havíamos observado neste artigo. Ao utilizarmos os valores cobrados na factura, o custo é de aproximadamente 0,073×0,70 = 5,11 cêntimos de euro. O custo total do banho foi, por isso, de cerca de 3,61 + 5,11 = 8,72 cêntimos de euro, cerca de 37% do valor observado no Inverno!

Normalize os valores a comparar quando compara preços

Quando compro qualquer coisa, comparo os preços e características tentando encontrar o que são realmente as diferenças. Isto permite-me obter uma razão matematicamente justificável para a minha escolha. Apenas o que é realmente diferente deve contar para tomar a decisão de compra. Mais caro é o produto, maior é o cuidado que coloco nas contas que faço.

O marketing, pela sua razão e objetivo, faz precisamente o oposto, tentando convencer-nos de diferenças não comparáveis nos produtos que trabalha.

Faço estas comparações para quase qualquer produto e olho com desconfiança para o que é publicitado como o fator diferenciador.

Baralhados? Vamos a coisas realmente importantes: A cerveja!

Um dos produtos que mais confusão me faz é a Mini: uma cerveja que é vendida numa embalagem mais pequena, com menor volume e que nitidamente acaba por sair mais cara, mas que é procurada porque… Bem. Eu nem sei porquê.

Dizem os entendidos que os 20cl da mini sabem melhor que os 33cl da cerveja normal, mesmo que da mesma marca, modelo, ano e cor, mas se fizerem as contas aos valores nas fotos vão perceber que este sabor custa uma diferença de mais de um Euro. Vejamos:

10 cervejas por pouco mais que o preço de 6 cervejas não é um bom negócio, mas no canto inferior de cada foto está o preço por litro, o que é uma medida normalizada, e que contas feitas nos dá uma diferença de 0,54€ por pack com quase o mesmo volume.

  • 1 litro mini dá 2,50€; e
  • 1 litro normal dá 1,96€.

Mas podem dizer: “Ah e tal que as 10 minis somadas dão mais volume que as 6 normais.” Pois é, mas (6 x 0,33) – (10 x 0,2) = 0,02. Serão os 0,02cl de cerveja mais caros que já beberam e ter-vos-á custado a módica quantia de 0,54€. Querem um quinto de tremoço para acompanhar?

16º diálogo: o da cerveja, do frigorifico cheio e vazio e dos sacos de vácuo

O Poupar Melhor já está no iTunes

Esta semana tivemos uma gravação com as vozes ainda mais anasaladas por estarmos afetados por constipações e alergias.

Falámos de uma teoria relativa ao frigorífico estar cheio ou vazio e de como o ar quente que entra quando abrimos a porta deixa de o conseguir se estiver cheio.

Falámos também de como se deve normalizar os valores do que estamos a comparar para garantir que tomamos a decisão correta.

Ouvimos falar de sacos de vácuo para guardar a roupa de inverno e do perigo do vácuo para a propagação do butolismo.

Agradecemos a quem nos ouve e que usa o iTunes que nos deixe o vosso comentário ao Podcast e nós vamos referir esses comentários em futuros episódios.

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Frigorífico cheio ou vazio?

Frigorífico aberto e vazio

É uma dúvida que me assola há muito tempo! Será que o frigorífico consome mais cheio ou vazio? Há várias aproximações ao problema, mas na maior parte das análises que é possível recolher na Internet, a ideia é a de que um frigorífico cheio consome menos. Para os mais fundamentalistas com conhecimentos de termodinâmica, tal parece ser um conclusão claramente errada!

Em primeiro lugar, há que dizer que um frigorífico vazio de pouco serve. Para os que defendem que o frigorífico deve estar cheio, a principal argumentação é a de que a abertura das portas provoca a saída do ar frio e entrada de ar quente. Subsequentemente, o frigorífico tem que se esforçar para arrefecer esse ar quente que entrou. Para os defensores deste argumento, o ideal é mesmo encher os espaços vazios do frigorífico com recipientes de água, que ajudarão a manter o frigorífico mais frio, com menos consumo de energia.

Há que dizer que a abertura das portas naturalmente deve ser o mais breve possível, pois a entrada de ar quente realmente obriga a maior consumo de energia, ao mesmo tempo que causa maiores variações de temperatura, como evidenciamos anteriormente. A ideia de ter recipientes, como tupperwares, a acondicionar os alimentos parece-me igualmente uma boa ideia.

Todavia, a ideia de estar a colocar no frigorífico  volumes, como por exemplo água, só para poupar energia, parece-me errada. Como já vimos nos vários gráficos que elaboramos nas etiquetas sobre frigoríficos, a variação de temperatura dentro de um frigorífico é substancial. Se o volume for elevado, ele contribuirá para ciclos mais alargados de aquecimento e arrefecimento, mas o tempo de arrefecimento será necessariamente maior. E o problema parece estar em arrefecer primeiro essa água…

Para fazer essas contas precisamos de conhecer o conceito de capacidade térmica, grandeza física que determina o calor que é necessário fornecer a um corpo para produzir neste uma determinada variação de temperatura. Segundo a página em inglês do mesmo conceito, a capacidade térmica de água líquida, à temperatura ambiente, é de cerca de 4 joule por grama por grau Kelvin (Celsius). Tal significa que se colocar 10 litros de água no frigorífico à temperatura de 15 graus Celsius (a temperatura da água costuma ser inferior à ambiente), e se o frigorífico arrefecer essa água, vai consumir no processo pelo menos 4x10x1000x(15-5)= 400kJ de energia para a arrefecer.

Agora vejamos as necessidades de energia para arrefecer o ar quente que entre no frigorífico. Façamos as contas para um frigorífico de 200 litros, valor típico num combinado. Considerando a densidade do ar, esses 200 litros de ar pesam cerca de 0,25 kg. Segundo a página acima referenciada, a capacidade térmica do ar, à temperatura ambiente, é de cerca de 1 joule por grama por grau Kelvin (Celsius). Assim, arrefecer essa quantidade de ar, da temperatura de 25ºC para 5ºC, despende 1×0,25x1000x(25-5)= 5kJ. Recordemos que, mesmo assim, este valor é um exagero, pois nem de perto todos os 200 litros de ar seriam substituídos na abertura do frigorífico.

Resumindo, só para arrefecer esses 10 litros de água gastamos o equivalente a 80 aberturas do frigorífico. Mas como afirmamos anteriormente, mesmo sem abertura de portas, a temperatura do frigorífico vai subindo. Por cada vez que for necessário arrefecer esses 10 litros de água apenas 1ºC, consome-se mais 4x10x1000x1= 40kJ, ou o equivalente a 8 aberturas de porta. Como isso ocorreria várias vezes por dia, está na minha opinião anulada a sugestão de colocar líquidos no frigorífico, com vista a diminuir o seu consumo eléctrico. O que não deixa dúvidas é que, quantas mais vezes o abrir, mais a sua conta vai subir!

Manutenção máquina lavar roupa

A manutenção dos equipamentos é uma das formas indirectas de poupança. Sempre que um sistema está afinado, os seus resultados são melhores. Neste caso, vou referir uma das manutenções que costumo efectuar na máquina de lavar roupa.

Como podem ver na primeira imagem abaixo, a gaveta do detergente costuma adquirir um aspecto um pouco lastimável após alguns meses de utilização. O detergente vai-se acumulando, mas a parte que costuma ficar pior é a dedicada ao amaciador, na parte central da gaveta. Chega mesmo a entupir. Por isso, periodicamente, retiro a gaveta da máguina, e passo-a por água corrente. Isso inclui o compartimento intermédio, que é preciso abrir, pelo menos no nosso caso, com alguma delizadeza.

O resultado depois da limpeza é a imagem em baixo à direita. Esta manutenção periódica evita mesmo o aparecimento de ferrugem, e maus cheiros, e contribui naturalmente para o melhor funcionamento da máquina. E leva apenas dois ou três minutos a limpar!

Gaveta suja

Gaveta lavada