Desligar e poupar/avariar?

Este é um artigo que espero vir a desenvolver. E apenas traz uma dúvida, relativa a uma questão que ando a investigar nos últimos tempos. Tenho esperança que algum leitor possa ajudar, e contrbuir para que outros possam porventura não vir a sofrer do mesmo problema.

Tenho um apartamento no Norte onde me desloco ocasionalmente. Comprei um frigorífico há meia dúzia de anos, e recentemente deixou de funcionar. Quer dizer, funcionar funciona, faz mais barulho, mas arrefecer é que não…

O diagnóstico de dois técnicos a quem coloquei o problema (sem todavia o verem presencialmente) é a de que será um problema de fuga de gás. E que nessa situação, por se tratar de um frigorífico pequeno, provavelmente não compensará o custo da reparação.

Ao mesmo tempo, preparei-me recentemente para desligar os ar condicionados cá de casa, depois da passagem do longo Inverno (será alvo de outro artigo proximamente). Acontece que uma leitura atenta recomenda que não o faça…

A questão que ando investigando é simplesmente a de se estes equipamentos (ambos têm em comum compressores + gás) deverão estar sempre a funcionar, ou não? No caso do ar condicionado, já descobri que o recomendável é depois de ligar os equipamentos, esperar um determinado tempo antes de o utilizar efectivamente. No caso do frigorífico tenho encontrado muita documentação contraditória! E a verdade é que o frigorífico do Norte fica sempre desligado, só sendo ligado pontualmente algumas vezes por ano…

Algum dos leitores consegue dar pistas para uma resposta mais completa a esta questão?

180º estudo: o do frigorífico avariado e dos estudos científicos que os média não leem

Podcast do Poupar Melhor

Esta semana ficamos a saber que o A.Sousa andou a tentar poupar na taxa da televisão e pode com isso ter avariado o frigorífico.

Terminamos a falar sobre estudos ciêntificos que, mesmo estando cientificamente bem concebidos, acabam por ser usados pelos media para publicitar conclusões que não podiam ter tirado.

Podem aceder aqui à lista completa de episódios do Podcast. O Podcast do PouparMelhor está também no iTunes.

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Mais estatísticas de azar

Na semana anterior falamos sobre algumas estatísticas regurgitadas da lotaria do Reino Unido. Foi delas que me lembrei imediatamente quando vi esta semana este artigo do Visual Capitalist, a referenciar como a lotaria é uma taxa regressiva sobre os mais pobres…

Esta é uma ideia recorrente que eu tenho, e que obviamente não se aplica unicamente às lotarias. Por cá é a raspadinha e o euromilhões que mais contribuem para enganar os mais pobres, os incautos e outros…

Infelizmente, por cá não há estudos destes, que eu saiba, mesmo que requentados. Mas olhando para o artigo do MetroCosm, onde foram publicados os dados originais, dá para perceber que o vício do jogo é realmente gigantesco. Nos EUA, cada família gasta em média 630 dólares, só na lotaria, enquanto o Governo gasta cerca de um bilião de dólares por ano a encorajar o jogo.

Para além de muita outra informação, está disponível um infográfico que explica o que acontece a um dólar jogado na lotaria. Por cá, não será muito diferente:

Paraonde vai um dólar na lotaria de Nova Iorque

Paraonde vai um dólar na lotaria de Nova Iorque

Marea é o novo cabo submarino financiado pela Microsoft e Facebook

Submarine Cable Map - Marea

Submarine Cable Map – Marea

Já vos tínhamos falado aqui como podiam aprender mais da importância dos cabos submarinos visitando a exposição que tem estado patente na Fundação Portuguesa das Comunicações. Também vos tínhamos dito como podiam saber mais sobre estes cabos submarinos visitando um mapa interativo que existe na Internet.

O novo cabo submarino Marea é financiado por um consórcio que inclui a Microsoft, Facebook e Telefónica irá ligar os Estados Unidos da América à Europa. Já podem vê-lo no mapa interativo se forem aqui.

Com o Facebook e a Microsoft a financiarem este meio de comunicação, está-se mesmo a ver que o que pretendem é obter maior capacidade de ligação entre os dois continentes.

 

Como fazer tinta a partir das pontas de lápis

Tinta vermelha feita a partir do bico dos lápis

Tinta vermelha feita a partir do bico dos lápis

O miúdo mais novo trás sempre muitos trabalhos para casa para fazer com os pais. Desta vez tinha de pintar um azulejo de vermelho para um trabalho da escola.

O que não falta cá para casa são lápis vermelhos, mas como não havia nada para pintar o azulejo, decidi dar uma de Macgyver e fazer a nossa própria tinta. Para isso foi necessário:

  • Vários lápis de cor vermelha;
  • Uma faca;
  • Água;
  • Um almofariz; e
  • Tubo de cola branca.

Já estão mesmo a ver o que se passou a seguir:

  1. Com a faca, abri os lápis vermelhos para lhes tirar as pontas lá de dentro (minas);
  2. Esmaguei as minas dos lápis dentro do almofariz;
  3. Fui misturando muito pouca água e a cola branca até criar uma consistência pastosa.

O resultados foi um azulejo com conchas todo pintado de vermelho e duas crianças que passaram a saber fazer a sua própria tinta.

Azulejo pintado de vermelho junto ao almofariz e ao godê

Azulejo pintado de vermelho junto ao almofariz e ao godê

Consumo de electricidade do forno

Uma das vantagens do novo contador de electricidade EnergyOT, é que permite verificar o detalhe de consumo de equipamentos onde não consigo chegar com outros equipamentos de medida que tenho. Um desses exemplos é o forno eléctrico, que tem uma ligação directa ao quadro eléctrico.

No exemplo abaixo, podemos ver o consumo de electricidade durante um longo cozinhado. A potência atingida pelo forno foi de cerca de 2.5 kW, considerando que existe um consumo ligeiro, para os restantes equipamentos da casa. A meio do gráfico observa-se uma subida, que não sei se pode ser atribuída ao forno, ou a outro equipamento, até porque a experiência não foi directamente controlada.

Outro dos aspectos marcantes tem a ver com a evolução do consumo. Nos primeiros dez minutos, o consumo de electricidade foi constante, mas depois disso, e até final do cozinhado, verificaram-se sucessivos períodos de aquecimento, intercalados com períodos sem consumo de electricidade. Ou seja, o forno vai ligando/desligando, para manter uma temperatura adequada. Algo que já havíamos visto noutras ocasiões, nomeadamente na máquina de café Nespresso.

Consumo de electricidade num cozinhado

Consumo de electricidade num cozinhado