Ciclovias

Andar de bicicleta ainda é visto apenas como um divertimento de lazer. Mas, numa sociedade cada vez mais sedentária, já é frequente andar-se de bicicleta, porque sabemos ser um exercício saudável. Dá para poupar uns quilitos… E preferencialmente numa bicicleta ao ar livre, e não propriamente naquelas que não saem do sítio, seja em casa ou no ginásio, podendo neste último caso abdicar-se mesmo da mensalidade! Finalmente, há já alguns que utilizam este meio de transporte para chegar ao emprego, e eu tenho um amigo que o faz em parte do percurso final em Lisboa.

Um dos aspectos que me intimida ao andar de bicicleta é fazê-lo no mesmo espaço por onde circulam automóveis. Por isso, é muito interessante o espaço que tem sido dado aos utilizadores da bicicleta, embora ainda sejam poucos. E para que surjam mais, interessa que surjam mais projectos como o ciclovia.pt, um site que agrega imensa informação sobre as ciclovias deste País. Aí podemos ver no Google Maps a localização de mais de 200 ciclovias em Portugal, com apontadores para outros sites com informação ainda mais detalhada, bem como download de mapas e coordenadas para GPS. No mapa abaixo podemos ver, por exemplo, as ciclovias existentes em Lisboa. Por isso, toca a tirar essa bike da garagem, e dar umas voltas!


Ver Lisboa: CIDADE num mapa maior

8ª composição: o do consumo das televisões, das brincadeiras do Google maps e das orquídeas da Vanda

O Poupar Melhor já está no iTunes

O Poupar Melhor já está no iTunes

Desta vez o podcast deu um bocado mais trabalho do que é habitual. O sound check foi feito com excesso de confiança, o que comigo dá sempre asneira.

A gravação das nossas vozes ficou em 2 faixas mono, o que impede de isolar a minha voz da do António na gravação da chamada do Skype. Devo ter estado umas boas 2 horas a limpar a duplicação da minha voz e quem tenha o ouvido mais experimentado vai aperceber-se que a minha voz aparece com eco em alguns momentos.

No resultado da composição de hoje falamos sobre o consumo das televisões, sobre a retroiluminação dos LCD e da comparação de consumos entre uma TV CRT de 36” e uma TV LED de 46”.

Referimos um mapa com todas as ciclovias portuguesas e apresentamos as conclusões de um estudo da Volvo sobre consumos de combustível em camiões e como a calibração de pneus pode reduzir esses valores até 15%.

Repetimos a questão de como devem optar por suspender o vosso computador, remover a opção e ficheiros de hibernação e limpar o interior dos vossos computadores.

Falamos sobre as brincadeiras de 1º de Abril da Google com os seus mapas e com as consolas de 8 bit.

No final falamos das orquídeas da Vanda, mas não contamos o segredo. Para isso vão ter de ler o post dela desta semana.

Agradecemos aos nossos ouvintes que usem o iTunes que vão até lá fazer a vossa critica.

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Janelas abertas ou ar condicionado?

Agora que a Primavera está instalada, começamos a sentir dentro de nossos carros mais calor, e o desejo de maior refrigeração. O ar condicionado sabe bem, mas ao preço a que está o combustível, todos sabemos que sai caro. Podemos também abrir as janelas, especialmente antes da chegada de muito calor, mas também nos dizem que as janelas abertas causam mais consumo, derivado dos aspectos aerodinâmicos. Qual será a melhor opção?

A resposta depende essencialmente da velocidade, como vimos no link atrás. Quando em condução urbana, a baixa velocidade, o impacto total da aerodinâmica é de 3%, mas em estrada, o impacto da aerodinâmica chega aos 11%. A baixa velocidade, o consumo do ar condicionado supera largamente as perdas aerodinâmicas por levar as janelas abertas, pelo que não há dúvidas que as janelas abertas são a melhor opção.

A velocidades mais elevadas há estudos para vários gostos. Neste estudo elaborado em 2005, pela SAE e GM, no gráfico abaixo podemos ver o consumo (atenção, que é em medidas americanas: valores mais baixos significam maior eficiência) com ar condicionado (a azul), versus janelas abertas (a verde) e janelas fechadas (a vermelho, o mais eficiente). Note-se que a diferença entre o ar condicionado e as janelas abertas não é muito significativo.

Ar condicionado vs. Janelas abertas

Segundo outros especialistas, é mais eficiente ligar o ar condicionado a velocidades elevadas, pois o consumo derivado das perdas aerodinâmicas é superior ao consumo do ar condicionado. E isso é possivelmente cada vez mais verdade, dado que os carros são cada vez mais aerodinâmicos, e presumo que os ares condicionados cada vez mais eficientes.

Resumindo, para mim, andar a velocidades de estrada com as janelas abertas causa algum desconforto. Assim sendo, vou manter a opção pelo ar condicionado, mas procurar outras formas de o tornar mais eficiente, nessas circunstâncias.

Diminuir o consumo da TV

Já tinha monitorizado o consumo da nossa TV no passado, mas agora resolvi investigar um pouco melhor quanta energia realmente consome. Neste primeiro artigo analisarei o consumo em função da fonte de sinal. A TV é um LCD, e estas contas poderão naturalmente diferir substancialmente, em função de cada um dos modelos de televisão, dado que diferentes tecnologias têm consumos substancialmente diferentes.

Sabendo nós que o consumo da box cá em casa é independente de estar ou não em stand-by, normalmente fazemos o zapping a partir da box. Todavia, apesar do consumo da box ser idêntico, o consumo da TV não é! Nota-se uma diferença de cerca de 26 W para um mesmo programa de televisão! Numa experiência que fizemos, a RTP consome 163 W vista a partir da box, mas 137 W quando vista com a box em stand-by, conforme pode ser visto no vídeo abaixo.

A diferença parece estar na tecnologia utilizada em cada contexto. Quando tenho a box ligada e aí se faz a selecção dos programas, o sinal chega à televisão através de HDMI, enquanto que com ela desligada, o sinal chega através de cabo coaxial. Para a maioria dos canais, com excepção dos canais HD (estes curiosamente não consomem mais), não faz diferença, pois a qualidade parece muito semelhante, seja o sinal visto por HDMI, ou por coaxial. Por isso, já programei melhor os canais no controlo da televisão, pois assim vou passar a gastar um pouco menos de energia ao fim do mês! Mas a investigação vai continuar, pois há mais oportunidades de poupança…

Filtros da máquina de lavar loiça

Nas últimas semanas, aquando da investigação dos consumos da máquina de lavar loiça, e depois na pesquisa da importância do sal nessa lavagem, deu jeito ter o manual da máquina à mão. Uma das outras notas referidas no manual, para maximizar a eficiência de funcionamento, está relacionada com a limpeza dos filtros da máquina. Como notava alguma degradação na qualidade da lavagem, resolvi meter mãos à obra. Depois de retirar com cuidado o equipamento, tirei a primeira foto:

Filtros sujos da máquina lavar loiça

Pensei que a coisa até estivesse mais preta. O filtro exterior, à esquerda revelava uma maior quantidade de sujidade, alguma entranhada no próprio filtro, e com um aspecto fibroso. Retirar a sujidade não foi propriamente fácil, mas com muito cuidado, e alguma água despendida, acabou por ficar bastante mais limpo. No filtro interior, à direita, o processo foi mais fácil e rápido, dado não ser um equipamento tão sensível. O mesmo aconteceu com a tampa, também ela um filtro. O resultado está documentado na imagem abaixo:

Filtros limpos da máquina lavar loiça

As lavagens seguintes ficaram definitivamente com melhor qualidade. Por isso, é uma boa ideia periodicamente observar o estado dos filtros. É uma boa forma do homem lá de casa impressionar a família. Obviamente, deve ter-se sempre cuidado no manejamento destes equipamentos, mas na dúvida, há sempre o manual, como no meu caso.

Poupar gasolina andando de mota

Litros aos 100 km

Consumo de gasolina em litros por 100 Kilometros

Já aqui vos disse como me propunha poupar na gasolina e no tempo com uma mota e como já usufrui dessa decisão.

Para controlar os resultados fui mantendo com a ajuda de uma App para o iPhone os registos dos consumos que fui fazendo desde que comprei a mota. Os dados recolhidos são os que partilho aqui convosco.

Aquilo que podem ver é que o consumo oscila entre os 3,4 litros e os 3,7 aos 100 km, o que é justificável pelo tipo de condução que vou fazendo.

A mota que escolhi tem os melhores rendimentos à 6 mil rotações por minuto, o que a leva facilmente a prestações entre os 100 e os 110 km/h, mais que suficiente para auto-estrada.

Yamaha Xmax e 2 capacetes

1 Yamaha Xmax e 2 capacetes por @designerferro

Na cidade, os seus 200 kg de peso equilibram-se lindamente entre o trânsito e a sua aceleração garantem-me distância suficiente de todos os outros condutores para não ter de me preocupar com batidas por trás.