Eliminar os ácaros

Os ácaros são criaturas de dimensões microscópicas que se encontram um pouco por todas as nossas casas. Vivem nomeadamente no pó, nas alcatifas, nas roupas de nossas camas, preferindo locais de maior humidade e com temperaturas amenas. Os ácaros são tidos como a principal causa de alergias, e alimentam-se essencialmente de restos da pele humana e animais domésticos. As reacções alérgicas aos ácaros são mais acentuadas no Outono e Inverno.

O combate aos ácaros deve começar quase sempre em nossos quartos. Arejar os quartos é uma boa prática, que deve incluir o arejar da cama. Tal permite libertar o calor e humidade que quase semmpre se acumula nas camas. Uma vez por mês deve-se lavar a roupa das camas a uma temperatura de 60ºC, a qual mata efectivamente os ácaros. A exposição ao Sol dos colchões, edredons e almofadas é uma prática antiga, com bons resultados. Os colchões e tapetes devem ser aspirados, preferencialmente com filtros HEPA, mas se não os tiver, certifique-se que os filtros do aspirador estão em bom estado.

A utilização de alcatifas potencia o desenvolvimento de ácaros. Determinados tipos de roupa de cama (eg. lençóis de flanela e edredons de penas) também ajudam ao desenvolvimento dos ácaros. No caso de doentes alérgicos, os cuidados devem ser redobrados, existindo coberturas anti-ácaros para almofadas, edredons e colchões. A não existência de computadores e televisões nos quartos é igualmente uma boa prática, por esta e outras razões.

Poupar na água engarrafada substituindo-a por água da torneira

Por causa desta notícia ficámos curiosos sobre a polémica levantada relativamente ao preço da água engarrafada contra a água da torneira. Ficámos mais curiosos quando os valores apresentados na notícia nem sequer eram comparáveis.

Ainda de acordo com o artigo do Público o documento da administração da Assembleia da República conclui que:

“Face aos encargos evidenciados, o Conselho de Administração pronunciou-se favoravelmente à utilização de água engarrafada, considerando que o respectivo uso, enquanto recurso geológico nacional distribuído por empresas portuguesas, assegura as melhores condições aos utilizadores internos e aos convidados da Assembleia da República, a um custo sem significado financeiro”.

Nós já pedimos a 3 deputados, incluindo o Deputado Pedro Farmhouse referido no artigo como autor da iniciativa, que nos dessem acesso aos documentos da polémica para podermos utilizar o mesmo racional num cálculo passado às famílias, mas até agora não tivemos resposta.

Aqui no Poupar Melhor estamos curiosos em relação a esta discussão, às fórmulas de cálculo utilizadas e entendemos mesmo que a conclusão ajudará alguns dos nossos leitores a perceber como podem poupar lá por casa neste tempo de crise.

O perigo do Radão

O radão é um gás radioactivo, inodoro e incolor, pelo que não o podemos detectar com os nossos sentidos. O radão é normalmente a maior fonte de radiação a que estamos sujeitos, sendo inalado pelos pulmões. Nos Estados Unidos é mesmo a segunda causa de morte por cancro de pulmão, apenas atrás do tabaco.

Muitas vezes preocupamo-nos muito com as emissões de radiações, esquecendo-nos que elas nos podem estar a entrar em casa todos os dias! Neste artigo, Alcides Pereira explica que há locais em Portugal onde as concentrações são das mais elevadas do Mundo! Como se pode ver no mapa acima (adaptado deste documento do ITN), as concentrações deste gás são maiores no norte e centro do País.

O maior problema é o da acumulação de radão nas nossas habitações. Como ele emana do solo, e mesmo das rochas utilizadas na construção, uma das soluções mais eficientes é selar as fendas existentes no pavimento ou paredes. A ventilação é igualmente uma boa solução para este problema, embora seja visível no mapa que tal prática não é a ideal para os locais onde existe maior probabilidade de ser afectado por este gás, especialmente no Inverno…

Se vive numa das zonas com maiores concentrações de radão, não entre em pânico! Procure saber se na sua localidade já terá sido efectuado algum levantamento; tal já ocorreu em alguns concelhos, e pelo menos Oliveira do Hospital já tem mesmo um mapa de risco. Se concluir que a sua casa tem riscos acrescidos, então poderá ser útil medir as concentrações de radão. Tem um custo (menor se for associado da DECO), mas pode vê-lo como um investimento…

4ª gravação: a da água das máquinas, dos detergentes e da àgua dos deputados

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Esta semana falamos novamente de água e consumos das máquinas, mas também da dificuldade que está a ser obtermos o racional que foi aplicado na Assembleia da República para se decidirem pela água engarrafada em lugar da água da torneira.

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Água gasta na lavagem da loiça

Num artigo anterior, observamos quanta energia gasta a nossa máquina de lavar loiça. Verificamos também recentemente quanto água gasta a nossa máquina de lavar roupa. Agora, fizemos a mesma experiência de medir o consumo de água, agora da máquina de lavar loiça.

Para isso utilizamos a mesma técnica de medição do consumo de água cá em casa. O resultado foi um pouco surpreendente, com um consumo de apenas 17,4 litros. Tal é bastante menos que a água gasta a lavar a roupa… Ainda assim, como a máquina é um pouco antiga, o consumo será superior ao das máquinas mais recentes.

E quanto é que isso custa? Segundo os preços da água do nosso concelho, a lavagem da loiça custa, no escalão mais baixo, 0,0174×0,5274 = 0,918 cêntimos de euro. Mas é preciso não esquecer que o custo da água é apenas uma parte da factura da água, e como vimos anteriormente, no nosso concelho de apenas cerca de um terço do valor final… O valor final do custo da água será por isso de cerca de 0,918/0,324 = 2,83 cêntimos de euros.

Água consumida a lavar roupa

Na sequência do artigo em que observamos como é fácil medir o consumo de água cá em casa, fomos agora verificar quanta água se consome a lavar a roupa. Já havíamos confirmado que o consumo de electricidade da máquina é significativo.

A nossa máquina de lavar roupa é de 7 Kg, pelo que relativamente grande. É de esperar que consuma mais água que as máquinas que lavam menos roupa, mas provavelmente fá-lo de forma mais eficiente por quilo de roupa. Lavamos sempre com a carga máxima, o que aumenta a eficiência.

Numa lavagem de um destes dias, o consumo de água foi de 56,6 litros. Tal significa que custa um pouco mais que um dos meus banhos, mas mesmo assim não me parece exagerado. Segundo os preços da água cá do concelho, a lavagem da roupa custa, no escalão mais baixo, 0,0566×0,5274 = 2,985 cêntimos de euro. Mas não se esqueçam que o custo da água é apenas uma parte da factura da água, e como vimos anteriormente, no nosso caso de apenas cerca de um terço do valor final… O valor final do custo da água será por isso de cerca de 2,985/0,324 =  9,21 cêntimos de euros. E a vossa, quanta água consome?